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Não sei se vos acontece com frequência, mas eu tenho um grave problema de memória (muuuuuuuiiiiiiiitttttttttttttttoooooooo selectiva)! O meu problema tem a ver com o facto de quando fui feito (há uns maravilhosos 33 anitos) não havia ainda discos com capacidade para Terrabytes e vai daí mamãe e papai colocaram o disco com mais espaço que havia na altura. Deve ter para aí uns 50 MB! O que na altura era um exagero.
No entanto, nos dias de hoje a informação é tanta que o rapaz pendura... deixa de processar convenientemente e obriga-me a zipar algum do conhecimento para que o restante possa ser processado. Ora o que acontece nestas situações é que por vezes me esqueço de algumas coisas que tenho para fazer no trabalho e ficam por entregar algumas bilhas a clientes mais exigentes. Hoje aconteceu um desses bloqueios no sistema operativo e confesso-vos que fico lixado com F quando isto acontece!
Tenho que falar com o Pai Natal para ver se o gajo não me arranja um dico novo... e já agora um update para o sistema operativo! Tenho para mim que ainda trabalho em DOS!
Cá estou. Depois da fazer um post-homenagem ao meu avô dos mais bonitos que sempre escrevi, a intentar que ouça o telemovel.
Impossivel. O -ring ring- soa e ele que nao desliga. Agora o chamo de novo e nada!, o telemovel está desligado!!
Com certeza que ainda nao sabe que tecla carregar. Com certeza que ouviu o teléfono e sem saber se era a tecla vermelha ou a verde ou Deus sabe qual sentiu nervos e sem querer desligou o telemóvel... e agora nao sabe como volver a ligá-lo!
E eu que tenho que chamar. E eles que nao têm já teléfono fixo em casa... e agora que??
As vezes ele nao sabe que é a pessoa mais importante da minha vida, nessas manhas... mas também as vezes odeio que nao saiba arranjar os pequenos detalhes do século XXI!

Gif animado daqui.
Agora percebo por que é que todos querem chegar rapidamente ao buraco n.º 18.
E também começo a perceber o que querem dizer as expressões "abaixo do par" e "acima do par".

Foto: Mad
...conseguir captar sentimentos quando tiro fotografias.
Não só o sentimento das pessoas como aquilo que eu própria sinto quando capto uma imagem.

Photo © Helge Fahrnberger
Siza
"Truth, tell me the truth
Since our children, our old, our wise and
nature itself
Don´t know evil
Truth, free your innocence."
Música © Gabin Dabiré - Siza

Fotos:Karla
Há momentos na vida, que nada os pode apagar.
... porque o mel, tomou conta das nossas vidas.

Foto: Nancy Fina
O caminho é percorrido em silêncio.
De vez em quando, um olhar furtivo, para verificar que não se está só.
O chão barrento prende os pés, difcultando a travessia.
De vez em quando, um barulho inesperado faz travar a marcha.
Olha-se em volta, nervosamente.
Nada acontece.
Terá sido um bicho qualquer.
O cansaço toma conta das pernas.
A água quase acabou.
Do naco de pão com mel nada sobrou.
Quanto caminho faltará percorrer?
De repente, ao longe, avistam o marco.
A ânsia de correr é muita.
Mas avançam lentamente, em silêncio.
Percorrem os últimos passos, cuidadosamente.
Passam pelo marco.
De um lado, a pátria-mãe.
Do outro lado, a pátria da esperança.
E na face um choro misto de sentimentos opostos.

Foto: Karsten Skrabal
Uma tarde na China, do lado de lá da fronteira, em Zhuhai, uma porta aberta para a pirataria e os artigos baratos. Objectivo: compras.
As cenas das compras são quase teatrais, com muita expressão facial (principalmente para se mostrar descontentamento quanto ao preço), num misto de um inglês muito macarrónico, com o cantonense e uns pózinhos de mandarim, a fundamental linguagem gestual e a ajuda preciosa da máquina calculadora (onde eles escrevem o preço deles, eu apago e escrevo o meu preço, eles tornam a apagar e a dar novo preço).
Regatear é um ritual; nada se compra ao preço inicialmente pedido. Não é que eu tenha muita lata para discutir, mas mesmo com a minha falta de jeito consigo baixar em muito os preços originais.
Na compra de uma carteira:
- Quanto custa esta?
- 160
- Muito caro (com ar de quem acha o preço escandaloso)
- Não, 160 é barato
- Não, não, faz mais barato.
- Sra. quanto dá?
- 80!
- Não pode.
- Ok, bye (afasto-me alguns metros, com o ar mais desinteressado deste mundo e sem intenção de olhar para trás. Afinal, há ali tanta loja por onde escolher...)
- OK, Sra., 80! (chama-me a vendedora)
Ou na compra de gravatas:
- Quanto custa esta?
- 80.
- Uáá, tão caro?! Ali é 35!
- 35? Sra. quantas compra?
- Duas.
- OK, 35.
Ou na compra de dois cobertores de seda, que sairam pouco mais caros que o preço que me tinha sido inicialmente dado só para um.
Eu própria me espanto com o que consigo e não, eu não me esforço muito nem tenho jeitinho nenhum para regatear, acreditem... imaginem se o tivesse!
Todos lhe chamam a pequena abelha Maia
Fresca, bela e doce abelha Maia
Maia voa sem parar
No seu mundo sem maldade

Mais uma prova, o mel não é um afrodisíaco, caso contrário não se falaria de mel numa série para crianças. E eu posso falar com conhecimento de causa, dado que esta é uma série da minha infância.
Por outro lado, fiquei surpreso quando ouvi uma versão para televisão, cantada pelo Fernando Rocha. É que a canção de cima já era própria para televisão. Para além disso, metia um tal de Calimero, que não vejo que possa ser grande companhia para uma abelha.

Além disso, a letra não tinha nada a ver com o original da abelha Maia. Era assim:
E o Calimero foi à Coina com a abelha Maia
Descuidou-se e molhou-lhe a saia
Comeu a fruta de um carvalho
Foge, foge sem parar
Bem, já estou a divagar, o que eu queria dizer, mais uma vez, é que o mel não é um afrodisíaco. E pronto!
Que vontade de fazer esta viagem!

Photo © J.R.Duran
Música © José Afonso - Canção de Embalar (Clica aqui para ouvires)
Era o que estavam a pensar!?.... pois têm razão! Desapareceu! Tinha aqui guardadinho um post feito ontem no hotel D. João III em Portalegre e agora desapareceu do meu portátil!!! Ele há coisas!
Bem... Jorge queres juntar-te a mim na AUPMF - Associação dos utilizadores de portáteis marados e frustrados(Os portáteis claro)!?
Bom fim de semana a todos e todas!

Photo © Henk Braam
"Nunca se esquecem as lições aprendidas na dor."
Provérbio africano
![]()
Target (alvo), 1995
Pintura de Paula Rego.
(copiada daqui)
Hoje até estava para escrever sobre outra coisa, mas não resisti a mudar de assunto, quando vi este post da Karla.
Segundo a minha colega de blog, existe um afrodisíaco chamado MEL. É completamente falso. Pode haver alguns casos em que seja verdade, mas não o é para todos os casos. E basta uma pequena pesquisa pela palavra "Mel" no google para perceber isso.
Inicialmente até poderíamos dar como exemplo, o mel da marca Boston:

Mel Boston
Foto daqui.
Ou então pensando num mel mais apimentado, com mais spice, por exemplo, classe B:

Mel B
Foto daqui.
ou classe C:

Mel C
Foto daqui.
Mas se começarmos a pensar num mel mais forte, como o da marca Gibson:

Mel Gibson
Foto daqui.
talvez cheguemos, finalmente, à conclusão de que não é assim tão afrodisíaco. Bem, pelo menos para mim não é.
Mas, como há gostos para tudo, deixo aqui a prova final de que o mel não é afrodisíaco, apresentando o mel da marca Brooks:

Mel Brooks
Foto daqui.
Rest my case!

Foto: Fatih Conqueror
Não gosto dos lugares comuns.
Não gosto dos mesmos rostos nos mesmo locais.
Gosto do Sol mas gosto também da noite e da humidade do ar.
Gosto do escuro e do desconhecido.
Do som dos galhos das árvores.
Do vento nas janelas.
Os sapatos no chão molhado.
De caminhar na rua com destino marcado mas sem caminho delineado.
A luz da lua longe.

Foto: Waclaw Wantuch
Afrodisíacos. Substancias que estimulam o desejo amoroso, que acordam a líbido.
Na sua maioria, actuam apenas no imaginário de cada um.
A verdade é que comer e copular, dependem muito mais do cérebro, que dos respectivos sistemas digestivo e reprodutor. A alimentação e a sexualidade, no mínimo que a natureza nos exige, destinam-se à nossa preservação. Com imaginação, reinventamos a mesa e a vida em sucolentos cozinhados e inúmeras variações amorosas.
A verdade é que comida e sexo, estão muitas vezes ligados, no que ao erotismo diz respeito. Seja pela forma, pelo aspecto ou por tudo o que a imaginação nos permitir.
Hoje, escolho o mel.
Lembram-se do "Nove semanas e meia"? Exactamente ... independentemente das suas qualidades afrodisíacas, descobertas desde há muito, pode ser um excelente componente dos jogos eróticos.
Diz-se que Cleópatra, engordou Julio César e Marco António, por terem apanhado o gosto de lamber a sobremesa directamente da sua taça Íntima.
A mad ... é a mad.
A mad, é aliciante.
A mad é paixão. Nas fotos, nos textos, na vida.
E revela-nos isto tudo, neste momento das suas férias.
Momento

Foto: João Espinho
Tenho um momento muito particular, passado em férias, que me marcou para sempre.
Foi no ano passado, em setembro, numa praia algarvia, num final de tarde.
No início desse Verão tinha pedido ao mar forças para enfrentar os obstáculos.
Deu-me a força que precisava.
Escolhi esse final de tarde de Setembro, numa praia quase deserta, para agradecer a força que aquelas ondas me deram e reparei que ao mesmo tempo que, de um lado o Sol se estava a pôr do outro lado estava a Lua nascer e toda aquela mistura de cores estava derramada sobre as ondas.
Coloquei-me no meio daquele arco-irís e enquanto o João captava a imagem que aqui vos deixo tive a certeza que o Universo me estava a ofertar um dos melhores momentos da minha vida.
Obrigada e beijinhos para ti
Mad

Photo © Henk Braam
"Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores que o silêncio."
Provérbio indiano
Na onda das imagens fantásticas que têm sido colocadas (a maravilhosa beleza feminina e as imagens dos destinos de férias), aqui fica a beleza interior de uma Maria num sítio qualquer do nosso Portugal.

Mai nada!
O Carriço, do blog Fragmagens, respondeu ao nosso desafio com belíssimas imagens, de uma belíssima ilha. S. Miguel, Açores.
Quem não conhece o Fragmagens, não sabe o que perde. O Carriço, prima pelo bom gosto. Não só pelas suas fotos, como na forma clara e bem construída com que nos apresenta um pensamento, nos fala de um disco ou de um filme, ou até, quando se delicia com o seu escritor favorito. Curiosos? Passem por lá e descubram quem é. E aproveitem para descobrir o Carriço.
Férias - S. Miguel
Sem sair de Portugal, encontrei um pequeno paraíso. Não contava com o que ia encontrar, como acredito que muitos Portugueses desconheçam os encantos desta pequena ilha, de verde pintada!
Com um clima que, como dizem os habitantes locais, proporciona a vivência das quatro estações do ano apenas num dia, S.Miguel tem muito para oferecer. Desde praias muito agradáveis e de água temperada, para quem está habituado às águas do litoral norte de Portugal Continental, passando por construções muito características, até às suas deslumbrantes lagoas.


Outro dos atractivos desta ilha é o Parque Terra Nostra. Um verdadeiro oásis. Além da diversidade de vegetação, este parque proporciona aos seus visitantes uns excelentes banhos de água férrea, a uma temperatura que os torna possíveis, independentemente do tempo que se fizer sentir. Está-se melhor na água que cá fora, acreditem!

Não menos conhecido, é o Ilhéu de Vila Franca do Campo. A deslocação para o ilhéu faz-se através de uma embarcação, que se repete várias vezes por dia.

Carriço
Este post vem a propósito de um outro que o meu colega Bin publicou aqui.
Em particular, fiquei obcecado com esta fotografia:

Photo © Oren Obstblum
E perguntam-me vocês, o que é que tem esta fotografia de especial?
Será que não dá para ver?

Alguém me diz onde é que eu posso arranjar um par deste castiçais?

Foto: Sascha
A noite ilumina os sonhos.
Viagens num mundo que desejo real.
Uma floresta verde, fresca, onde habita o amor, a paixão e o desejo.
Onde não é preciso soltar palavras.
Onde os olhos tudo dizem.
Onde a fruta é vermelha, suculenta e apetitosa.
Onde os corpos não se cansam e em que cada célula é um sorriso e luzidio.
Rios e cascatas de água transparente.
Onde só nós existimos.

Photo © Oren Obstblum

Photo © Oren Obstblum

Photo © Oren Obstblum

Photo © Oren Obstblum

Photo © Oren Obstblum

Photo © Oren Obstblum
A primeira resposta ao desafio, de uma leitora se blog, chega-nos pela mão da Bibas.
Roam-se de inveja!!
Maldivas ou ainda o paraíso
É bom, nas férias viajar e conhecer outros mundos, outras realidades.
É bom subir e descer grandes avenidas em grandes centros urbanos, percorrer quilómetros de florestas, desertos, subir montanhas e no fim ficarmos muito cansados, com os olhos esmagados de tantos registos, com as pernas doridas de tantas caminhadas.
Mas como é bom também encher os olhos de calma, acordar para ver o nascer do sol, e voltar para a cama logo de seguida, observar os pássaros que voam por cima de nós, os morcegos que se penduram nas árvores mesmo ao nosso lado, esconder os óculos ou qualquer objecto que brilhe para não serem alvo da rapina dos corvos que com eles ficam fascinados.

Como é bom ficarmos acordados pela noite fora a ver as tartarugas que vêm à praia pôr os ovos, mergulhar e reter o colorido de tantos peixes, e poder fotografar pequenos tubarões a nadarem ao nosso lado.
Como é bom ter coelhos colados às nossas mesas, à espera que deixemos cair alguma migalha.
E por opção não termos televisão nem notícias (quem quisesse podia ir à cabana da net).
Sabermos que ao fim do dia vamos poder registar mais um magnifico e invulgar pôr do sol.

Depois olhar para os pés, e saber que só vão ser espartilhados pelos sapatos, quando um dia de manhã formos obrigados a apanhar o hidroavião, para regressar, ou seja sair do paraíso.

Bibas

Foto:Nancy Fina
Depois de deixar a cama, já na cozinha, prendo a máquina de café expresso. Enquanto a água se aquece, busco pão.
Faço duas fatias. Finas mas não demais. A água já está quente. Ponho café na torneira da máquina e depois é o momento de converter as fátias em torradas. Prendo o torrador.
O café começa a sair, o fumo que cheira enche a sala. Deixo o café pronto na chavena à espera da leite. As torradas saltam.
Então se produz a homenagem: as torradas no prato recebem o seu azeite e são massajadas por um dente de alho. Penso no meu avô e relembro as suas palvaras. -"si hay hambre una tostaita con aceite y ajo, lo mejor"-. Ele sempre faz o mesmo. O seu pequeno almoço preferido.
Ele não o sabe, mas todas as manhãs o meu avô é a pessoa mais presente da minha vida.
... e aqui o vosso amigo Bilhas está cada vez mais fã do Google, hoje terão que me desculpar esta publicidadezita a mais um dos fantásticos serviços desta empresa.
Antes tenho que lhes dizer que sou daquelas pessoas que assina jornais online (como o Público, por exemplo) e penso que este será o futuro da informação, dispensando despesas enormes com impressões e papel (mais uma contribuição para a preservação da natureza) e com a posterior reciclagem.
Bem sei que ainda terá que haver, pelo menos durante alguns anos, a preocupação com os info-excluídos... mas como antecipação do futuro e possibilitando um melhor presente eis que somos presenteados com o Google News em português (abrasileirado como poderão constatar)!

Foto Henri Cartier-Brésson
Retirada daqui.
Dani, um dos colegas deste blog, vive em Sevilha nos dias de hoje. Há dias, procurando por fotos do Henri Cartier-Brésson, deparei-me com esta foto. Pus-me a pensar se alguma destas crianças poderia ser da família do Dani. Bem decerto ele conhecerá histórias da guerra civil, contadas pelos seus antepassados, e poderá, talvez um dia, contá-las aqui.
O que me chamou a atenção neste fotografia foi ver as crianças a brincar, naquele cenário de destruição. As crianças são realmente o melhor do mundo, mesmo em tempo de guerra, sabem mostrar-nos o melhor da humanidade. E Henri Cartier-Brésson soube, como ninguém, captar este instante de alegria no meio da adversidade.
Foi assim, que o Predatado, respondeu ao nosso desafio das férias. E, quem tiver interesse, não perca um olhar muito particular sobre Havana, uma visão social com um toque de humor, muito próprio, do Predatado.
Hollidays time blog
Anda um gajo pelas ruas de Havana a olhar para as mini saias das cubanitas (a propósito são boas como o milho) quando de repente quase tropeça na revolução. Não é que o lixo me tivesse incomodado. O problema é que quase tapava a pintura da parede.

Mas nem tudo está tão mal assim. Só porque eu me lembrei de tirar uma foto a esta casa, não quer dizer que Havana não valha a pena. Por exemplo se fosse em Lisboa ela estaria de uma de duas maneiras, ou cobertas as portas e janelas de tijolo ou invadida por tóxico-dependentes. Lá, em Cuba, mais dia, menos dia estará recuperada, como tem acontecido a milhares de outras.

E para terminar este partilhar de férias, quanto é que vocês davam para terem um carrinho destes?


Foto: Mad
Este fim-de-semana todos os caminhos vão dar ao circuito da Guia: Macau está dominada pela 52ª edição do Grande Prémio, que se encontra a decorrer desde ontem.
Desde a sua primeira edição em 1954, em que saiu vencedor Eddie Carvalho, já aqui passaram nomes como Ayrton Senna, Michael e Ralph Schumacher, Mika Hakkinen, Juan Pablo Montoya, David Coulthard, Jacques Villeneuve, Jarno Trulli, Ralph Firman e muitos outros; quase todos os grandes da F1.
Macau é considerado pelos pilotos como um circuito difícil, por ter bastantes zonas sinuosas e curvas apertadas a seguir a grandes rectas. A zona de mais curvas é curiosamente apelidada de "ss da solidão", uma vez que durante um percurso considerável os automobilistas não alcançam visualmente os seus parceiros.
Não se pense que o fim-de-semana e os dois dias de treinos que lhe precedem são só festa! Há que ter em conta que o circuito de Macau é citadino, o que causa grande transtorno aos seus habitantes nestes dias. Há ruas fechadas, outras com acesso limitado, há zonas em que os habitantes têm que sair das suas casas antes das 6 da manhã e regressar depois das 6:30 da tarde, ou nelas permanecer durante todo esse tempo. Mas apesar de tudo, em relação há alguns anos, melhoraram consideravelmente os acessos a determinadas zonas da cidade, tendo-se criado vias alternativas, um túnel e viadutos, sendo agora possível passar para zonas onde antigamente não era possível (ou que não existiam de todo).
Durante a maioria dos meus anos de residencia em Macau, vivi muito próximo do circuito. O barulho e o cheiro a borracha queimada que entravam pela casa a dentro não eram compensados com o que conseguiamos vislumbrar da janela. Na rua, quando pretendiamos espreitar os bólides a curvarem do Ramal dos Moutros para a Estrada D. Maria II, eramos rapidamente afastados pela intolerância dos polícias de serviço. Muito protestávamos nós... caramba, tanto aborrecimento devia dar direito a uma espreitadela!
Estando já no segundo dia de competições e não obstante a morte do piloto francês Bruno Bonhuil no warm up de ontem, que lamento, não quero deixar de desejar boa sorte aos pilotos em competição, sobretudo a Rodolfo Ávila, André Couto (pilotos portugueses que representam a RAEM) e Bruno Senna (sobrinho do grande Ayrton).
Para quem me leu até aqui, deixo uma curiosidade: tal como acontece todos os anos, com o Grande Prémio chegou o frio, que terá o seu pico máximo durante o Ano Novo Chinês, lá para os fins de Janeiro. É matemático!

Foto: Nancy Fina
Ouviste?
Hi, again. Some of you don't know me; I'm George, Jorge's alter ego. I was trying to keep my low profile since Jorge doesn't like when I release myself. So I'm gonna be brief.
You see, I was keeping the cool when I read this post. Let me tell you something: when we write look right it is to tell you that you should look right. For instance, José Castelo Branco is always welcome to England because everything suits him fine.
I see that the most of you thought it was "look to the right". I can understand that. Once, I was studying Artificial Intelligence, and we were talking about language ambiguity in the area of natural language recognition. The most known sentence was:
TIME FLIES LIKE THE WIND.
This could be understood as:
Time flies (to fly) as the wind.
Or:
The flies of time like (to like) the wind.
Or:
Time (to time) flies like you do with the wind.
But let's turn back to the traffic issue. In England we use the left side of the road, while other countries drive on the right side. But the right side is wrong. Let me explain.
Since English people use the left side of the road, they must drive on the right seat of the car. On the other hand, in other countries the left seat is used. The problem arises when you want to drive backwards. In England, you must turn your neck to the left, while in other countries you have to turn your neck to the right. But turning your neck to the right is a thing you should avoid as it is where the jugular is placed.
So, as you can see, driving in England is less dangerous to your health. I believe that all countries should change and move to the left side of the road. Well, I have to go; Jorge is trying to regain control of his mind. That's all for today!

Lançamos aqui um desafio, a todos os que com connosco, queiram partilhar um pouco das suas férias.
Sugerimos que nos enviem uma foto e um pequeno texto.
Pode ser de uma bela paisagem,

Foto: Karla
Uma situação caricata View image
Um pormenor View image
Ou até, os autóctones View image
Enviem-nos para ante.et.post@gmail.com, que nós vamos publicando.
Toca a vasculhar os baús, as caixas de sapatos, os albuns muito bem organizados ou os cds das fotos digitais e aproveitem para recordar.

Foto: Bilhas

Photo © Carol Beckwith & Angela Fisher
Foto Robert Doisneau
Embora o beijo seja a sua fotografia mais conhecida, eu sempre gostei do violoncelista.

Foto: Robert Ellis
A Maria mais sexy da floresta de blogs
A Árvore mais feminina da blogoesfera
De cada ramo, nascem palavras que nos prendem aos seus textos, cheios de sensualidade.
Parabéns, Maria!

A dormir ou acordado é com esta mulher que sonha todos os dias.
Desde que viu, pela primeira vez, aquele olhar felino pedir-lhe lume para o cigarro os seus pensamentos nunca mais foram os mesmos.
Os sonhos eróticos que vivia com ela alimentavam-lhe o ego.
Naqueles momentos ela fazia dele objecto sexual.
Na realidade viam-se diariamente, sempre no mesmo local e à mesma hora. Aquela felina que destilava sensualidade a cada passo que dava dirigia-se para o parque de estacionamento enquanto ele aguardava o autocarro.
Ela fazia-o tremer e sabia disso. Gostava de o provocar pedindo-lhe lume todos os dias.
Ele queria realizar todos os seus sonhos mas as más experiências que sempre teve com as mulheres faziam-no temer que ela fosse mais um mau exemplo.
Aquela adrenalina excitava-o mas ao mesmo tempo preferia continuar a imaginar como seria, na realidade, o cheiro da sua pele.
Naquele dia, ali parado, à mesma hora e no lugar de sempre, olhou para o relógio mais uma vez. Tinha acabado de acender um cigarro e mantinha ainda o isqueiro na mão. Sentia o frio no estômago da ansiedade e nervosismo.
Fixou os olhos na ponta incandescente do cigarro.
Sentiu a presença de alguém e levantou a cabeça.
Ali estava à sua frente com um sorriso e olhar provocadores a felina que o tem feito sonhar nestes últimos dias.
"Dá-me lume, por favor?"
Ele deixou cair o cigarro que tinha entre os dedos, guardou subtilmente o isqueiro no bolso, olhou-a de frente e disse:
"Desculpe mas não tenho. Deixei de fumar."
Virou as costas e decidiu que a partir daquele dia iria a pé para casa.
Pois é, hoje estivemos, por motivos alheios à nossa vontade, sem conseguir colocar cá nada durante bastante tempo, como se o céu nos tivesse caído na cabeça. Afinal, tudo voltou ao normal e este blog está outra vez em movimento...

Gif animado daqui.

Photo © Toni Frissell
Toni Frissell was born in 1907 and died in 1988. In the beginning of her career, she was an apprentice to Cecil Beaton and was advised by Edward Steichen. Conde Nast himself was instrumental in her start at Vogue. As her career evolved, Frissell was commissioned by several corporations, such as Gulf Oil and Life.
Frissell stretched the boundaries of the privileged world into which she was born and became one of the most innovative photographers of her time. She conceived the fashion photograph as a snapshot, in the manner of Munkacsi, and brought a freshness and particularly American style to the genre. Her battle front photojournalism captured some of the most unforgettably compelling images of World War II.
Nem sempre são 4, ou até 2 rodas.
O Tyrrell P34, tem 6 rodas. Por isso, ficou conhecido por "six-wheeler".
Correu nos anos de 76 e 77, tendo vencido o Grande Prémio da Suécia em 76, com Jody Scheckter ao volante.

Foto tirada daqui

Foto Herb Ritts
Stephanie, Cindy, Christy, Tatjana, Naomi, Hollywood, 1989

Foto: Carsten Schillmann
Amar é saborear, nos braços de um ser querido, a quantidade de céu que Deus pôs na carne.

Photo © Kurt Markus
Born in Roundup, Montana in 1947, Markus began his career photographing the west: the landscape and cowboy life. Work in fashion and travel photography followed. His work has been exhibited and published nationally and internationally. his books include After Barbed Wire, Buckaroo, Boxers and the new Cowpuncher.
... de diversas famílias.
Bem, a verdade, é que foi só a pedido da família Morais.
Em bom rigor, a família não pediu nada. Quem pediu, foi o Jorge.
Foto tirada daqui
Andava hoje como há uma semana: sem saber o que ia a escrever no meu post das segundas, sintendo-me um pouco culpable por isso.
Decidi entao que se calhar uma sesao no ginásio ficava-me bem. Descontrair os músculos e rodar com a bicicleta estática meia hora a pensar.
Mas antes disso entrei no balneário, para deixar a roupa que nao ia usar, e nao pude evitá-lo: à cabeça chegou nitidamente este post.
Nao pude evitar pensar nas diferenças enter o balneário masculino e femenino. Ninguém falava, nenhume palavra ouvi. Todos a buscar uma secretária (e assim que se diz "armário pequeno dos balneários?", caros leitores?) que nao ficasse junto a alguem... todos separados, sem sequer roçar-se.
Entao pensei duas coisas:
- Que diferentes os homens das mulheres!
- ... e: a nova influência na minha vida: situaçoes que me lembram a ante-et-post!
PS: hoje nao tive tempo para dicionários nem para revisar erros... desculpem o meu português!
Leio no Público de hoje uma notícia que me parece não ter tido o destaque conveniente nos meios de comunicação social. Se bem que posso ter sido eu (que tenho passado ao lado das notícias nos últimos tempos) a não estar atento!
A boa notícia relata o caso de um escocês que estaria infectado com HIV, segundo exames feitos em 2002, e que nos exames efectuados no ano seguinte já não existia quaisquer manifestação do dito vírus. Pelos vistos isto já se passou em 2003, mas apenas agora é noticiado. Deve ter sido porque nestas coisas a comunidade médica é bastante sensível à veiculação de informação que pudesse ser errada! Parece que há algumas questões a resolver agora com o tal rapaz, no sentido de esclarecer melhor todo este processo e determinar as causas que poderão ter irradiado a doença!
Espero muito sinceramente que se consiga determinar uma causa ou mais e que essa ajude a eliminar, ou pelo menos a conseguirmos arranjar uma cura eficaz para esta terrível doença!

Foto: Sonja Hunecken
9 da manhã. A custo abro os olhos, com a sensação de que fiquei em falta para com o sono. Os alicerces do meu prédio tremem a cada 5 minutos, devido às obras da construção no terreno ao lado. Na minha cabeça lateja a voz da vizinha de cima, a cantar ópera chinesa. "Tanto hás-de cantar que aprendes", penso. Não, aturar isto todo o dia, não. Quando começa, é para todo o dia.
Saio para a rua, para ver se me livro da barulheira. Imagino-me a andar pela cidade tranquilamente, sem barulho, sem muita confusão. Sou brutalmente acordada dos meus pensamentos por um palhaço que vem em contramão. "piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, é assim, ó animal?". Chego ao centro da cidade e páro no semáforo. Conto 9 motas à minha frente, 3 à esquerda e 2 à direita. Às de trás, perco-lhes a conta. O sinal abre e deixo passar toda aquela procissão. À minha frente, o bailarico do costume: cruzam-se e entrecruzam-se como se não houvesse regras. Por momentos esboço um sorriso maléfico enquanto me imagino a arrancar e a levar uns quantos à frente (às vezes apetece), mas controlo os meus instintos mais primários e espero até que se diluam. Entretanto, uma série de peões com problemas de daltonismo aproveitam para atravessar.
Dou-me conta da quantidade de gente que anda na rua e penso que se calhar o bate-estacas como música de fundo e a desafinação da vizinha de cima não seriam piores que aquele caos que se instalou na baixa da cidade. Há uns anos podia andar-se ali calmamente. Há uns anos. Arranco. Mais à frente, uns quantos autocarros de turismo parados na faixa de rodagem dificultam a passagem a quem tem bem mais que fazer. A polícia? Essa deve estar muito entretida a multar quem excedeu o tempo do parquímetro. Páro noutro semáforo. Ao meu lado esquerdo, numa acelera, um casal aproveita a brecha do sinal vermelho: ela segura no telemóvel enquanto ele fala. Ambos levam capacetes de bicicleta. Ao meu lado direito, noutra motoreta, uma senhora leva atrás uma criança que não tem mais de 3 anos, atrelada a si por uma cinta das que costumo usar nas malas de viagem.
Ligo o rádo. O Jorge Palma canta "na terra dos sonhos podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal..."
Estou no paraíso!

Conforme prometido, cá vão os flutes com o champanhe.
Brindemos então: À VIDA!!!

Foto:David Mcenery
Hoje pensei o que deveria escrever neste post. Pensei que falar sobre mim, iria ser demasiado narcisista. Por outro lado, os blogs acabam por ser também um ponto de partilha, e eu gosto de partilhar algumas coisas com as pessoas que nos vêm ler. E entre falar da sondagem para as presidenciais e falar do meu 33.º aniversário, pensei que estariam mais interessados na primeira mas, como sou do contra, vou falar do segundo.
Conheço quem, a partir de certa idade, deixe de festejar o aniversário, alegando que nada há para festejar, dado que estamos a dar um passo rumo ao fim da vida. É um ponto de vista com o qual discordo e que contradiz o que é o aniversário: recordar o dia em que nascemos. E tudo o que vivemos até esse dia. Com alguma saudade, alguma nostalgia, alguma mágoa também, mas acima de tudo, com muita alegria. E é assim que me sinto hoje, com muita alegria.
Passada a mensagem, vamos à parte interactiva do post. A garrafa de champanhe ali de cima, como podem verificar, já está aberta. Assim, quem quiser um pouco de champanhe só tem de enviar o flute via Internet. Eu depois encho e devolvo. Aviso que o flute tem mesmo ser de cristal, não enviem imitações, pois podem danificar o ecrã.
Quando estiverem servidos, levantem o vosso flute bem alto e brindem: À VIDA!

Desta vez, não vieram as beldades do hula hula, nem a gostosa da dança do ventre.
Entre o ante et post, o 6 em 1 e as transformações no PC, achamos que já tinhas com que te entreter.
Será que te sobra tempo para apagar as velas?
MUITOS PARABÉNS!!