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Por onde anda a gripe?

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Foto: Noite

Numa altura em que toda a Europa teme a pandemia anunciada, por cá continua a mal ouvir-se falar no assunto. E se há dois anos, quando se verificou em solo asiático o surto de H5N1 se tomaram algumas medidas drásticas como a proibição da venda de aves nos mercados, este ano assiste-se a alguma passividade das autoridades, não tomando qualquer tipo de medida quanto à exposição das mesmas nos locas de venda, que há muito devia ser proibida, julgo eu, por questões de salubridade e higiene alimentar (não obstante algumas medidas que estão a ser tomadas quanto às aves bravas e migratórias).
Como podem ver pela foto acima e é prática nos mercados da região, as galinhas estão vivas nos postos de venda (os vendedores têm já algumas mortas, prontas a serem adquiridas, mas esta é a excepção). Em regra o comprador dirige-se à banca respectiva, observa as aves que se passeiam como podem nas gaiolas e escolhe a que mais lhe agrada, que é morta na altura e segue para casa ainda quente.
A venda de aves decaiu naturalmente, como sempre acontece nestas ocasiões e compreendo que não seja totalmente proibida, sob pena de causar graves problemas de sustento aos vendedores, mas será que a exposição naqueles locais não deveria já ter sido proibida?

Comentários

Também acho que pelo menos as exposições de aves deviam ficar suspensos até estarem todas as questões esclarecidas, mas não se devia exagerar. Também fiz um post no meu blog sobre este assunto. http://zigdebeja.blogspot.com

Noite,
espanta-me a ligeireza com que tratam o assunto aí, uma zona onde tem aparecido o maior numero de casos. Contrasta com a histeria (da comunicação social), com que o assunto foi abordado aqui na europa. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Noite,
eu gostei de ver as condições dos trabalhadores, com salas bem iluminadas. ;-)
Mas que me parece que nós aqui estamos mais em pânico do que aí, lá isso parece.

É o nacional porreirismo em acção...tudo bem até...bater!

ehehehe pois... mas se por acaso houver um caso... uma infelicidade... vocês vão ver se a histeria permitiu a precaução! ehehehhee pois pois...

É verdade, Karla. Mas em Macau ainda nada se verificou, nem H5N1, sem SARS, ao contrário de Hong Kong, onde tudo se manifesta. Parece que estamos numa redoma e que nada nos atinge, felizmente. Mas quem tutela não devia "fiar-se na virgem", principalmente quando o estado das coisas já não devia ser este, ainda que não houvesse H5N1. É muita falta de higiene estarem ali os animais ainda vivos junto aos já arranjados.

Jorge: as luzes vermelhas são como que um ritual nos mercados, vê-se muito pior, acredita! ;) (então e os bonecos, pá?)

MFC: o nacional porreirismo, pelos vistos, também existe em pátria alheia. Creio que é mais o medo de assumir determinadas posições, porque fica mal...

Isso sim, Bilhas. Deve ser complicado saber onde fica a fronteira entre exercer a prevenção e lançar o pânico, mas há coisas que deviam ser básicas, como esta, de ter os animais vivos expostos nos mercados.

Noite, estou de acordo com o teu ponto de vista. Mas, na era dos avanços tecnológicos não haveria uma maneira de analisar os artigos que estão a ser vendidos. É que eu penso na subsistência daquela gente que vive exclusivamente daquilo?

Creio que sim, soslayo. Mas é o deixa andar, que por aqui nada passa...


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