Sevilha, 1933

Foto Henri Cartier-Brésson
Retirada daqui.
Dani, um dos colegas deste blog, vive em Sevilha nos dias de hoje. Há dias, procurando por fotos do Henri Cartier-Brésson, deparei-me com esta foto. Pus-me a pensar se alguma destas crianças poderia ser da família do Dani. Bem decerto ele conhecerá histórias da guerra civil, contadas pelos seus antepassados, e poderá, talvez um dia, contá-las aqui.
O que me chamou a atenção neste fotografia foi ver as crianças a brincar, naquele cenário de destruição. As crianças são realmente o melhor do mundo, mesmo em tempo de guerra, sabem mostrar-nos o melhor da humanidade. E Henri Cartier-Brésson soube, como ninguém, captar este instante de alegria no meio da adversidade.
Comentários
Curioso este post, na medida em que, numa altura em que passam 30 anos sobre a morte do ditador espanhol, várias televisões passaram documentários muito interessantes sobre a Espanha e Portugal dessa época. Dois países, dois ditadores, uma península.
A foto é trágica e, ao mesmo tempo, bela.
Colocado por: Karla | novembro 21, 2005 04:38 PM
Não há nada melhor que a inocencia das crianças...a foto retrata bem isso mesmo.
Colocado por: cruzeiro do tejo | novembro 21, 2005 05:01 PM
Karla,
eu também vi um desses documentários. Espanha teve uma guerra civil na base do início da ditadura, Portugal teve uma guerra colonial no fim. Guerras que deixaram muitas crianças mortas ou sem família. Mas, no meio do caos, ainda conseguiam brincar e rir. É uma foto tragicamente bonita.
Colocado por: Jorge | novembro 21, 2005 07:26 PM
cruzeiro do tejo,
esta foto é bem ao jeito do HC-B. :-)
Colocado por: Jorge | novembro 21, 2005 07:46 PM
Jorge:
obrigado pela pequena homenagem. Certamente que se calhar algumas destas crianças pudessen ser familia: mas com certeza que ninguém é o pai do meu avô: morto pelas tropas de Franco.
Sim, caros amigos, histórias há, se calhar conto-as um dia.
Colocado por: danirmartin | novembro 21, 2005 08:28 PM
Dani,
as guerras, mesmo quando por causas justas, não são mais do que destruição, de casas, de vidas... e é claro que homenageamos os que morrem por essas causas, como o teu bisavô, mas cada vez mais devemos pensar em como evitá-las. Um abraço.
Colocado por: Jorge | novembro 21, 2005 10:31 PM