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1980/2005

Natal de 1980

O musgo, colhido nas imediações da casa, por entre as fragas circundantes. Pedras grandes, para fazer as colinas. O presépio completo com as figuras de Natal.
O pinheiro cortado no pinhal. Sempre a ver se a guarda florestal andava por perto. Encontra-se um pequeno, corta-se com um machado. Em casa, com a serra, endireita-se o corte e prega-se a base a uma tábua de madeira, de modo a equilibrar-se. Enfeita-se, com bolas, fitas e luzes.
O sapatinho na chaminé, espera um presente, que o menino Jesus vem deixar.
Magia e alegria.

Natal de 2005

O musgo, comprado no hipermercado, por entre a multidão circundante. Nem pensar em pedras, o presépio desceu à planície. O presépio completo com as figuras de Natal.
O pinheiro, artificial, comprado numa grande superfície. Monta-se, de acordo com o manual. Enfeita-se, com bolas, fitas e luzes.
O sapatinho não cabe para todas as prendas, e em vez do menino Jesus (acabou o trabalho infantil) vem o Pai Natal, colocar os presentes ao pé da árvore.
Magia e alegria.

Moral da história: pode haver muitas diferenças, mas o que interessa é que se mantenha a última frase.

Comentários

Gostei da ideia, gostei da comparação.

Pois... mas eu prefiro o natal de 1980.

Cientista,
obrigado, ainda bem que gostaste.

Dani,
era mais divertido, mas hoje em dia não se pode cortar as árvores, é anti-ecológico. E o musgo não nasce nas cidades... :-(

Hoje em dia, importa-se aos chineses, todos os artefactos de natal.
Mas a alegria da criançada, é a mesma. Acredito que sim. :)

Karla,
para a criançada a alegria é igual, felizmente. Magia e alegria. :-)


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