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Sem... abrigo, pão,esperança.

New York 2005 homeless.jpg
Foto:Karla

O mesmo frio, a mesma solidão, em Nova York como em Lisboa.
É com desconforto que tropeçamos nos sem abrigo das grandes cidades. Pessoas que perderam toda a sua dignidade social, escondidas entre trapos e cartões.
Outras há, porém, que carregam na alma espezinhada, uma réstia de dignidade que as prende, por um fio ténue, a uma vida de cabeça erguida, embora miserável. É a pobreza envergonhada. São 200 000, para as estatísticas.

Comentários

Karla,
infelizmente não é só nas grandes cidades. Já escrevi uma história sobre este assunto, ainda sou capaz de a trazer para aqui.

Fiquei deprimida assim que abri o blog. Não basta já o frio e a miséria com a qual tenho que lidar diariamente... vou dar uma volta e já venho...

a rapariga ao sol estava ali tão bem a encabeçar o blog....

(fora do contexto, o meu comentário ali de cima foi o 3000)

Jorge,
clap, clap, clap!!!
Já podes levar a taça ... (tinhas de ganhar alguma coisa, este fim de semana) ;-)

mad e nikonman,
eu sei. é deprimente e chocante.
mas não podemos passar e olhar para o lado, só porque nos incomoda. Ou fotografar, porque até dá uma boa foto. Também sei que não resolve nada mas, nem que seja pessoalmente, preciso de alertar a minha consciencia.

Karla, infelizmente são 2 milhões. Talvez os que ultrapassam os 200 000 que referiste vivam ainda uma vida mais envergonhada.

Pois apetece olhar para o lado, apetece. Incomoda. E não será o incómodo uma forma de culpa? Eles existem, são cada vez mais e são pessoas como nós, não podemos ficar indiferentes.
Em Macau, curiosamente ou não, não há muitos sem abrigo. Mas creio que com este crescimento desmesurado, passemos a tê-los lado a lado com os casinos.

Karla, jamais faço isso. Nunca olho para o lado porque me incomoda. Só que somos um povo tão deprimente, tão triste, tão pobre (principalmente de espirito).
Só gostava que o frio passasse depressa...

Como diz a música entre-posts, "there's always the sun"...
Eu também gostava que o frio passasse (as minhas mãos congelam cada vez que escrevo no portátil). E também gostava que a probreza extrema fizesse parte da história.

mad,
mas eu, desvio o olhar. :)
foi mesmo para abanar a minha consciencia.

Jorge, ainda sentes as mãos?
És uma pessoa cheia de sorte...

eu então ainda nã consigo escrever nada ... e não é do frio

Isto parte o coração a qq um... voces conseguem imaginar-se no frio como esta gente? coitados.. bolas e gastam-se milhoes de euros com o futebol e autoestradas e coisas futeis com pessoas a passar por isto... que revolta... meu deus!

www.makepovertyhistory.org é um dos bons projectos que nos faz pensar que não é uma causa perdida! E para além desta ainda temos que aguentar com a pobreza de espírito de muita gente!

Nunca mais chega o Verão!!!!!!!!!!

Mad,
agora já não, estou a escrever com o nariz.
Para alguma coisa há-de servir ter um nariz grande...

bilhas,
claro que não é uma causa perdida. Basta a vontade, de quem tem o mundo nas mãos.
Já a pobreza de espírito ...

Pré,
nem que fossem só 200.

a paz, o pão, habitação, saúde e educação...

agora em coro:

só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo ... lálálálálálá


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