Colocado por Raim a fevereiro 22, 2006 10:00 PM|Permalink |
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é o problema de ter que poupar dinheiro à força... não viste as manchetes de ontem? a Comissão Europeia diz que o governo português tem de poupar 12 milhões de euros por mês...
Raim,
concordo com o Carlos, é a poupança a todo o custo. Esquecem-se, por exemplo, que as estradas não são iguais em todo o país e que os 50km que se faz em 25 minutos em alguns locais, corresponde a hora e meia noutros.
Mas acham mesmo possível, haver um professor para 2 ou 3 alunos em vários sítios do país?
O problema é a desertificação. Mas aí, acho que já perdemos o comboio ...
Karla se calhar seria melhor haver um professor para 3 alunos do que 2 iletrados (eufemismo de analfabeto) em cada 3 pessoas. Não esqueceste qual é a nossa taxa de analfabetismo não?
Karla,
eu percebo a questão dos recursos humanos, mas não acho que crianças de 6, 7, 8 anos devam levantar-se às 6 da manhã para ter aulas às 8:30, e percam hora e meia na ida e na volta. Mesmo que o estado pague a deslocação (o que nem sei se vai acontecer). Acho que, antes de tudo, deviam haver condições (por exemplo, estradas em condições) nessas paragens, para minimizar os efeitos da long viagem. Eu andei a ir todos os dias entre Porto e Braga, por auto-estrada durante um ano, para fazer o meu mestrado, e não foi fácil, apesar de ter 23 anos.
A conjugação para que todos os factores venham a convergir, numa melhor getão de recursos, não é fácil. Mas pondo-me do lado de lá, eu até percebo. É como fechar maternidades, que fazem 3 0u 4 partos por mês.
A ideia, devia passar por incentivar as populações a não abandonarem o interior.
Sou da opinião do Jorge, Karla. A rentabilização dos recursos tem que obedecer a critérios. No domínio da educação - que é um dos nossos pontos fracos - a redução do número de estabelecimentos escolares não traz nenhum benefício. O custo destas escolas é marginal no orçamento do Ministério. E estas decisões "pragmáticas" implicam normalmente um grande sacríficio por parte das crianças e dos pais, que se reflecte na frequência e aproveitamento escolares. Além de que as comunidades ficam ainda mais isoladas se desprovidas dos serviços básicos (e a escolaridade básica é um desses serviços). A desertificação é sp consequência da falta de incentivos para a fixação de populações. Sem a oferta de emprego e sem a prestação de serviços mínimos, não há "qualidade de vida" que resista.
Acresce-se a tudo isto o facto de no próximo ano, e na maior parte das localidades, o número de crianças inscritas ir aumentar, devido ao boom de nascimentos no ano 2000.
Obrigado Lilly...
Estou para ver as condições que vão ser criadas para alunos e professores... estou para ver que investimentos vão ser efectuados nas escolas de "acolhimento"...
Estou para ver as facturas de remodelação dos gabinetes dos ministros...
Estou para ver outras despesas do genero numa altura de rentabilização de custos e poupança imposta por qualquer organismo europeu...
estou para ver...
Comentários
é o problema de ter que poupar dinheiro à força... não viste as manchetes de ontem? a Comissão Europeia diz que o governo português tem de poupar 12 milhões de euros por mês...
Colocado por: carlos narciso | fevereiro 22, 2006 10:39 PM
Raim,
concordo com o Carlos, é a poupança a todo o custo. Esquecem-se, por exemplo, que as estradas não são iguais em todo o país e que os 50km que se faz em 25 minutos em alguns locais, corresponde a hora e meia noutros.
Colocado por: Jorge | fevereiro 22, 2006 11:06 PM
E o pior é quem vai fazer esses 50 kms? As crianças da primária? Com que meios?
Colocado por: Alves Fernandes (Pre para @s amig@s) | fevereiro 22, 2006 11:33 PM
Mas acham mesmo possível, haver um professor para 2 ou 3 alunos em vários sítios do país?
O problema é a desertificação. Mas aí, acho que já perdemos o comboio ...
Colocado por: Karla | fevereiro 23, 2006 12:03 AM
Karla se calhar seria melhor haver um professor para 3 alunos do que 2 iletrados (eufemismo de analfabeto) em cada 3 pessoas. Não esqueceste qual é a nossa taxa de analfabetismo não?
Colocado por: Alves Fernandes (Pre para @s amig@s) | fevereiro 23, 2006 12:38 AM
:))
Educar para quê?... O futuro logo se vê...
Nós somos números- os do BI e do Cartão de eleitor - e as crianças não têm o segundo.
Agora é melhor vender património para fazer dinheiro, já! :(((
Colocado por: maria arvore | fevereiro 23, 2006 12:46 AM
Pré,
claro que não defendo o analfabetismo. Mas há uma coisa que se chama eficácia e rentabilização de recursos.
Colocado por: Karla | fevereiro 23, 2006 09:46 AM
Karla,
eu percebo a questão dos recursos humanos, mas não acho que crianças de 6, 7, 8 anos devam levantar-se às 6 da manhã para ter aulas às 8:30, e percam hora e meia na ida e na volta. Mesmo que o estado pague a deslocação (o que nem sei se vai acontecer). Acho que, antes de tudo, deviam haver condições (por exemplo, estradas em condições) nessas paragens, para minimizar os efeitos da long viagem. Eu andei a ir todos os dias entre Porto e Braga, por auto-estrada durante um ano, para fazer o meu mestrado, e não foi fácil, apesar de ter 23 anos.
Colocado por: Jorge | fevereiro 23, 2006 10:12 AM
A conjugação para que todos os factores venham a convergir, numa melhor getão de recursos, não é fácil. Mas pondo-me do lado de lá, eu até percebo. É como fechar maternidades, que fazem 3 0u 4 partos por mês.
A ideia, devia passar por incentivar as populações a não abandonarem o interior.
Colocado por: Karla | fevereiro 23, 2006 10:45 AM
Sou da opinião do Jorge, Karla. A rentabilização dos recursos tem que obedecer a critérios. No domínio da educação - que é um dos nossos pontos fracos - a redução do número de estabelecimentos escolares não traz nenhum benefício. O custo destas escolas é marginal no orçamento do Ministério. E estas decisões "pragmáticas" implicam normalmente um grande sacríficio por parte das crianças e dos pais, que se reflecte na frequência e aproveitamento escolares. Além de que as comunidades ficam ainda mais isoladas se desprovidas dos serviços básicos (e a escolaridade básica é um desses serviços). A desertificação é sp consequência da falta de incentivos para a fixação de populações. Sem a oferta de emprego e sem a prestação de serviços mínimos, não há "qualidade de vida" que resista.
Acresce-se a tudo isto o facto de no próximo ano, e na maior parte das localidades, o número de crianças inscritas ir aumentar, devido ao boom de nascimentos no ano 2000.
Colocado por: Lilly Rose | fevereiro 23, 2006 11:35 AM
e Raim, este cartoon está excelente.
Colocado por: Lilly Rose | fevereiro 23, 2006 11:38 AM
Obrigado Lilly...
Estou para ver as condições que vão ser criadas para alunos e professores... estou para ver que investimentos vão ser efectuados nas escolas de "acolhimento"...
Estou para ver as facturas de remodelação dos gabinetes dos ministros...
Estou para ver outras despesas do genero numa altura de rentabilização de custos e poupança imposta por qualquer organismo europeu...
estou para ver...
Colocado por: raim | fevereiro 23, 2006 06:10 PM