Frutas I
Vejo-te erecta suspensa no teu cacho
Seduzindo quem de ti se alimenta
E quem da sedução não se aguenta
Te agarra e colhe em poiso baixo.
Depois, suavemente ou sem demora
Baixando a cobertura em teu redor
Num impulso de vontade e com fervor,
Leva-te inteira à boca e te devora.
Mas, se por desleixo ou acaso ser,
Te desdenha, te despreza e te abandona,
Embora quase sempre doutras à tona,
Não te resta mais que amolecer.
Banana. Fruta, filha da tropicalidade,
Eterno símbolo da nossa virilidade.
O PreDatado, in Frutas e outros comeres
Comentários
simplesmente espetacular, bela descrição para um fruto tão doce
Colocado por: Anonymous | março 22, 2006 03:23 PM
Anónimo, cada cor seu paladar.
Colocado por: Alves Fernandes (Pre para @s amig@s) | março 22, 2006 04:52 PM
Podias ter postado ontem.
Não ficcava nada mal, para celebrar O Dia Mundial da Poesia.
Gostei muito :))
Colocado por: Karla | março 22, 2006 08:21 PM
Karla, mas eu sou um bocado lentinho e só hoje é que me apercebi disso.
Colocado por: Alves Fernandes (Pre para @s amig@s) | março 22, 2006 09:44 PM
Pré,
mal posso esperar pelo Frutas II.
Grande soneto, com muito sumo (se bem que nunca ouvi falar de sumo de banana).
Colocado por: Jorge | março 23, 2006 12:25 AM
Pré
espera pelas seis e terás a ilustração perfeita deste teu soneto!
Colocado por: aNa | março 23, 2006 03:16 PM