Frutas V

Foto: Lyubomir Bukov
Não é do sangue, encarnado,
Do luso estandarte imitado,
Nem do licor de Baco, rubi.
Quando os como ao pé de ti
Sinto-me inflamado.
Teus lábios fazem lembrar
Desejos de boca, beijar
Misturá-lo com baton
E não é tudo o que de bom
O morango tem p’ra dar.
*
Quando em calda, já batido
Ou no sorvete servido,
Lembram-me coisas então…
E não é menor tesão
Pensar sobre ti vertido:
Um morango no umbigo
E eu juntinho contigo
Encostado até esmagar
E no seu soro navegar
Numa rota de vertigo.
*
Voltando à cor, afinal
Que era o tema principal,
Do diabo foi herdada.
E a rima desviada,
Creiam que não foi por mal.
Mas não paro de pensar
Nos teus lábios eu poisar
Um morango bem maduro,
Cortar a luz e no escuro
Ficarmos a namorar.
Comentários
Ainda não comi morangos, este ano. :)
Colocado por: Karla | março 31, 2006 11:43 AM
Karla eu já comi, embora não seja dos que eu gosto mais. Eu gosto daquele moranguinho saloio, topas?
Colocado por: Alves Fernandes (Pre para @s amig@s) | março 31, 2006 05:11 PM
Pré,
não me digas que também já andas a ver os "morangos com açucar"... ;-)
Colocado por: Jorge | abril 3, 2006 11:43 PM