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"Ladies and gentlemen, please mind the gap between the train and the station." Esta é uma das muitas frases que vocês poderão ouvir numa visita a Londres antes de entrarem para uma composição do "tube". É uma das que me dá mais gozo dizer com "british accent".
Pois é... o Bilhas está de regresso de mais uma viagem. Desta vez andei por terras de sua majestade. Bem... não foi por terras... foi mais por terra de sua majestade. Não saí sequer de Londres durante os cinco dias em que estive na ilha. Nem valia a pena sair, porque em Londres temos para uns dois meses sempre a andar de um lado para o outro. Desde a zona estatal e majestosa de Westminister (onde podemos ver o Big Ben, Buckhingam, a catedral de Westminister, entre outros), passando pela modernissíma City (com os fabulosos edifícios do Norman Foster, a Tate Modern, a Millenium Bridge, a catedral de S. Paulo e um pouco mais longe a Torre de Londres e a Ponte da Torre), até à fabulosa zona central com Picadilly, o West End, Soho e ChinaTown (onde podem se divertir, comer, ver teatro, musicais, concertos, ir às compras, passear em livrarias que na cave são sex-shops licenciadas), Londres é uma cidade magnífica. Vibra a toda a hora. Os londrinos bem contribuem para isto. Vivem a sua cidade intensamente, dão-lhe uso e estimam-a. Fico cada vez mais fã de Londres de cada vez que lá vou. Deixo-vos aqui uma imagem de Picadilly ao final da tarde para apreciarem e a recomendação de uma visita quando puderem.

Foto: Bilhas.
PS: Londres só se compara com a animação de Beja no próximo fim-de-semana. Estará lá, como li no post anterior, o melhor da blogosfera portuguesa (só lá faltarei eu :( infelizmente!). Boa diversão rapaziada!

Igreja da Misericórdia, na Praça da República em Beja aos olhos do Raim.
No próximo Sábado, dia 3 de Junho, Beja será a capital do melhor que se faz na blogosfera.
Tudo serve para criticar Scolari. É o todo-poderoso e intocável presidente do FCP, a dizer que ele goza com os clubes (leia-se FCP). Este personagem, que recusou a ida de Vitor Baía ao Mundial de 1989 na Arábia Saudita, é o mesmo que liderou a campanha pela convocação de Vitor Baía para este mundial, ao contrário não se tendo pronunciado sobre as opções do seu próprio treinador ao preteri-lo da sua própria equipa. Obviamente que existe muita dor de corno na não convocação de mais jogadores do FCP sendo este campeão nacional. Mas convocar quem? Helton, Marek Cech, o angolano (?) Pedro Emanuel, Lucho, Alan, Adriano, Lisandro, Macarthy? Ou seria Quaresma que, como se viu nos sub-21, demonstrou uma falta de maturidade para este tipo de competições? Acho que Pinto da Costa só chuta de trivela.
*
Se não me admiram as provocações de Pinto da Costa, também não me surpreendem os dislates de Miguel Sousa Tavares. Hoje para embirrar com Scolari, abordou em A Bola, as bandeiras nacionais, o estágio em Évora e as equipas contra quem jogamos na preparação. É óbvio que o Sousa Tavares é livre de escolher como seus heróis quem ele muito bem entenda. Não contesto a sua opção por Maria João Pires ou António Damásio em vez de Luís Figo ou Cristiano Ronaldo. Mas quem quiser ler com atenção o seu artigo esta sua revelação de patriotismo tem apenas que ver com o facto de ter sido um tipo da bola a ter apelado para o espírito patriótico dos portugueses. Um tipo da bola, mas pior que isso, “um brasileiro”. É ele que o refere, não eu. Fico no entanto sem perceber se ele acha o desfraldar de bandeiras uma saloiice, só possível num país de pacóvios como o nosso, ou se ele acha que a Ministra da Cultura, essa sim uma Portuguesa, deveria também apelar ao desfraldar de bandeiras pelo reconhecimento internacional da obra de Damásio e de Maria João Pires.
Quanto ao estágio em Évora e não nos Alpes Suíços, como referiu sobre a opção de outra selecção, só pode ser má-língua ou então distracção. Aquando da marcação do estágio para aquelas paragens (não esquecer que Beja lutou até ao fim para ganhar a presença da Selecção), não era possível prever temperaturas anormais, sublinho anormais, para a época. Estas são temperaturas habituais em Julho e Agosto, mas extraordinárias para Maio. O que aliás parece apenas ter-se verificado durante 3 dias. Já na Alemanha, o habitual é no mês de Junho se terem temperaturas na ordem dos 20 graus. Mas isso agora não interessa para nada. Ao longo de toda a caminhada das Selecções nacionais sob o comando de Scolari, nunca Miguel Sousa Tavares se coibiu de o criticar. Portanto levaria porrada na mesma, se estivesse agora a treinar debaixo de chuva e com temperaturas de 5 graus centígrados, lá nos tão deliciosos Alpes.
Já agora, sobre as selecções escolhidas para a preparação, Miguel Sousa Tavares encarrega-se apenas de mostrar uma parte da questão. Aliás como advogado que é, poderá ser deformação profissional. É normal aos advogados apenas estarem de um só lado, o da defesa ou o da acusação. E portanto a análise bilateral é irrelevante. Elogia ele os nossos adversários por terem escolhido antagonistas manifestamente mais fortes para se preparem, ao contrário de nós que escolhemos Cabo Verde e o Luxemburgo. E o que dizer dos tais antagonistas que pelo outro lado do prisma escolheram adversários manifestamente mais fracos? No entanto é sabido que as fases finais destas competições Europeias ou Mundiais são sempre competições de fim de época, onde os jogadores se apresentam quase sempre deficitários em frescura física, devido á carga de jogos efectuados. Quem iria depois responsabilizar Scolari se os jogadores, face a exigências físicas suplementares, tivessem defrontado, nesta fase, uma França, uma Holanda, uma Alemanha, um Inglaterra e se se viessem a apresentar muito mais cansados do que já é normal nesta altura do ano? Seria obviamente Miguel Sousa Tavares. Está à vista.
*
Já me admiro mais que aquele que foi durante muito tempo referido por Pinto da Costa como o sobrinho de Vitor Santos, alinhe pelo mesmo diapasão do presidente portista. Para Rui Santos além de uma outra data de considerações de ocasião, critica a selecção pela sua descontracção, tendo chegado ao cúmulo de no último Domingo, na SIC notícias, ter criticado os jogadores, os técnicos e a Federação por estes terem dado uns chutes na bola junto ao Templo de Diana. Não consegue ver, Rui Santos, quão ridículas são estas considerações? Os jogadores concentram-se, treinam, jogam e descontraem-se. Todas as selecções fazem o mesmo. Todos dão os seus passeios e convivem com as populações. Afinal, ao contrário de Miguel Sousa Tavares ainda há muitas dezenas de milhões de pessoas que têm nos seus ídolos, os jogadores de futebol. Ou será que o senhor, não gosta particularmente do Templo de Diana e fui eu que confundi com uma malapata contra Scolari?
*
Finalmente António-Pedro de Vasconcelos, tenho muito respeito pela sua obra cinematográfica da qual, confesso, gosto particularmente. Mas não seria já hora de regressar ao cinema? Nem por Scolari ter convocado Deco, elemento preponderante do seu clube, o Barcelona, você está feliz? Ah, é verdade, Deco também é brasileiro. Que chatice!
Post anteriormente publicado em O Predatado
Enquanto não aparecem os gatos, estes dois já comunicaram que, por nada deste mundo, perdem o encontro em Beja.

Mad, se já não houver quartos disponíveis, não te preocupes ;-)
Napoleão Bonaparte, durante suas batalhas usava sempre uma camisa de cor vermelha. Para ele era importante porque, se fosse ferido, na sua camisa vermelha não se notaria o sangue e os seus soldados não se preocupariam e também não deixariam de lutar. Toda uma prova de honra e valor.
Duzentos anos mais tarde, Sócrates usa sempre calças castanhas...
[E que ninguém me venha dizer que o post não estava cá às 9 horas...]

mas disseram ali em baixo que vai haver gatas, e que mordem e arranham e tudo o mais a que temos direito!
são estas, Mad?

foto: daqui

Baía Farta - Benguela
foto: aNa
dentro em pouco, um mês mais ou menos, o meu pai poderá estar a arranjar um destes barcos.
tenho um pai que, com 72 anos, resolveu ser emigrante de novo.
o apelo de Angola voltou a revelar-se em 2003. e desde então ninguém o cala com o desejo de lá voltar. para trabalhar, sim, que a vida dele não é estar de papo para o ar!
e eu, dividida entre o sonho dele, a resistência da minha mãe, e a angústia de o ver partir, eu... eu sei lá!
só me apetece é fugir! mas, como não posso, vou ali à agência levar os documentos para tratarem da viagem.
o resto... o resto resolvo na rute.

Poster daqui
Aparentemente, hoje ganhei um concurso público. Ou melhor, dados os critérios em avaliação, parece que me encontro em posição de ganhar o concurso público.
However ... aguardo a decisão final do júri, com alguma desconfiança.
A ver, vamos.

Foto by photo fun
Hoje estou ligeiramente atrasado com o meu post, mas sinceramente não sou o culpado. Se não acreditarem escrevo um livro, dou entrevistas e vou ao prós e contras da bolgo-tv-esfera para demonstrar que a culpa é dos outros. Começo pelo meu computador. Lembrou-se de dar o berro a meio da tarde. É um ingrato. Só não sei como é que a notícia correu tão célere que me telefonaram logo de uma agência de colocação de pcs ao domicílio para me prestarem serviços. Eu, claro, recusei. Consta que foram entregar um pc a um antagonista meu, para postar melhor. Coisas de agências. Depois foi o lobby dos gatos. Sim, sim, quando eu disse que iria substituir a guloseima do dia pela ração seca discriminada, a Schubert o que é de Schubert, a Florinha o que é de Florinha, desataram numa miadeira infernal que ninguém os calava. Felizmente ainda há gatos fiéis e a Yasmim colocou-se ao meu lado. Vai ser poupada no livro. Eu para não levar uma arranhadela cedi à pressão. O quê? Não se pode dizer? Ok. Não cedi coisa nenhuma e dei-lhes o granulado. Quase nos finalmente, foi o estômago. Sim esse alarve, que não atendendo aos meus compromissos com os leitores, numa de querer os privilégios só para ele me instigou a ir jantar primeiro. Eu sei que não sou muito simpático para os estômagos. Às vezes agrido o meu com lagosta, caviar e Don Perrignon, mas isso não é motivo para ele vir às escondidas, por detrás de mim, denunciar-me à minha mulher que eu estava a apertar a tecla. E por fim, mais um culpado deste desarranjo horário foi o Sr. Presidente da República. Não acreditam? Vamos aos factos. O Sr. Prof. Dr. Cavaco Silva deve ter sido o governante que mais massa teve para governar este país. Com tanto dinheirinho, deixou para o seu sucessor um país com 2 milhões de pobres, dos quais 200 mil na miséria total. E de repente deu-lhe um vaipe na consciência e desatou a bláblázar sobre excluídos e a visitar os ditos por aqui e por acolá, e tal… Fiquei tão meditabundo com a cena que acabei por me esquecer que já passava das nove. Mas como mais vale tarde do que nunca (o Sr. Presidente terá pensado o mesmo?), cá estou eu!


Foto: Miguel Angel Cuadrado
Para além do calor abrasador e das longas filas de automóveis, que me afastaram da praia,
Os Xutos voltaram a actuar no Rock in Rio.
A selecção lá ganhou a Cabo Verde, mas esta equipa não me parece ter atitude nenhuma.
O expresso lançou a notícia que em Felgueiras, crianças de 11 anos trabalham para a fábrica da Zara, a 20 cêntimos, cada sapato cosido.
Continua a discutir-se o livro de Carrilho. Alguém sabe se há sessão de autógrafos, na Feira do Livro?
Começaram os incêndios.
Também eu passei um sábado, sem grandes novidades.

Foto: seppe pallandt

estou em Valência!!, adoro poder postar ao modo "scheduled"!

Foto: Bilhas.
Sempre que se fecha uma janela, o "Gajo" lá em cima manda logo abrir algumas portas!
Porque o fim-de-semana está à porta e porque o horário escolhido pela RTP para passar o Gato Fedorento não lembra ao menino Jesus....

Foto: Vlad Najin
Uma das telenovelas com mais capítulos tem sido passada em todos os canais televisivos portugueses. E neste caso, não foi preciso adquirir direitos à Globo, nem foi escrita pelo Moita Flores, nem pelo Tó Zé Martinho. A revista Maria, a TV Guia e outras congéneres, embora tenham quase a certeza de como vai terminar, não fazem capa com as cenas do último episódio. Ainda não foi criada nenhuma banda rock tipo D’zert à conta da dita, porque a música é monótona e pouco atractiva. O enredo não é muito rico em situações inesperadas, mas a intriga não deixa de estar presente o quanto baste para ir chamando a atenção dos mais atentos. O pior é que as novelas quando se alongam demais começam a perder audiência, mas mesmo assim as televisões estão felizes pois a super-produção nem tido sido das mais caras. O elenco é pobre, estavam previstos muitos mais actores, mas lá se tem aguentado com 9 ou 10 protagonistas, apesar de algumas desistências. Fazem-se apostas de que, quando a novela Casa Pia terminar, ao contrário do que é costume na maioria das histórias deste género, desta vez, serão os vilões a sair em grande. Não se trata naturalmente de uma falha no argumento nem de erros de casting. Parece, antes, tratarem-se de erros processuais.

praia de Caxias
foto: aNa
há dois anos, foi assim que eu vi a marginal: ansiosa!
fazer psicoterapia é, à semelhança da ida ao ginásio para exercitar o corpo, fazer ginástica ao que nos vai na cabeça. tipo oxigená-la. a longo prazo, digo eu que ainda lá não cheguei, permite-nos ser mais que um mero treinador. dá-nos um estatuto de manager da nossa vida. antecipando os insucessos, que são de antecipar, e decidir como lidar com eles, quando de todo são inevitáveis.
para quem me lê no outro lado, vai tendo aqui e ali, conhecimento dos meus desabafos com a minha querida Rute.
faz hoje dois anos, a abertura da sessão foi, mais ou menos, como eu a descrevi passado uns dias:
entrei e atirei-lhe com um aperto de mão vigoroso e envolvente (por recomendação de uma amiga) a que ela retribuiu.
ainda não me tinha sentado já ela me dizia
"a aNa hoje está diferente. está bem!"
e eu, mais uma vez não resisti, e disse-lhe maliciosamente
"isso é uma realidade ou uma provocação?"
"é uma realidade, ou melhor, é a constatação de um facto" respondeu ela.
claro, rute, a menina provoca-me mas não é de forma maliciosa. e bem! senão, seria uma carga de trabalhos!!! e não teria paciência para começar tudo de novo.
e a Rute tinha razão. indiferente a todas as angústias, que na altura me dominavam e transformavam num quase robot, nesse dia eu sorria. dentro de mim havia calor. havia energia. havia vontade de descobrir. havia...
... a voz de uma mulher, chamada Maria. que eu só conhecia por email e por telefone. mas que me deixava presa. ansiosa, pela chegada de novo telefonema, da hora seguinte, do dia seguinte. naquela altura, ainda eu não sabia como seria o dia seguinte. ainda eu desconhecia que, o facto de a conhecer pessoalmente, iria constituir na minha vida o ponto de viragem. que, sem eu saber naquele momento, seria no dia seguinte, de manhãzinha, à beira mar.
como diz a minha mãe, ver-te e amar-te foi obra do momento! ela diz isso a gozar, mas a verdade é que connosco foi tal e qual! eu nem era céptica em relação a isso acontecer. mas, tinha algumas dúvidas. e aceito quem as tenha. as probabilidades são ínfimas. e nem de milagre se pode falar. acho que foi a conjugação dos meus desejos, com os desejos dela, um momento mágico! a nós coube-nos viver o momento, e posteriormente não o desperdiçar.
se calhar, esses momentos mágicos acontecem mais vezes do que acreditamos. nem sempre estaremos preparados para os reconhecer. e investir neles.
e aqui chegada, volto ao princípio. fazer psicoterapia foi a melhor decisão que tomei no ano de 2004. porque me permitiu já ter estrutura suficiente para investir forte, na segunda coisa mais fantástica desse ano: conhecer a Maria. faz amanhã dois anos!
ps:
este post é lamechas? sê-lo-á! mas só quem vive um grande amor, se permite ser lamechas sem se sentir ridícula!
Oiço as notícias com um aperto no estômago e um nó no peito.
Sinto-me quase enganada, por me ter vestido de branco, por me ter manifestado, participado no cordão humano, acendido velas e apoiado todas as iniciativas de apoio a Timor e de repúdio à Indonésia e aos americanos.
Mas ainda assim, tenho esperança e acredito que valeu a pena.

Foto: Hakan Ugurlu
Um blogue, escrito directamente de Timor: Timor Online

Foto: Haleh Bryan
E obrigada!

Bin
Não é para "botar" inveja nas vossas alminhas... não senhora! Deus "no" livre de semelhante. É apenas uma informaçãozita... o menino vai para Londres e esqueceu-se (ou quase) que era dia de postar no ante-et-post!
É o que dá andar entretido na visita prévia a www.visitlondon.com.
Alguém precisa de alguma coisita de Londres? Algum recado para a Rainha ou para o Charles? Para a Camila não vale a pena porque a Duquesa da Cornualha (bom título que deram à moça) não entra nas festas a que eu vou! Entretanto também devo passar no Soho e visitar a loja da Agent Provocateur... as meninas querem algo de lá? Os gajos precisam de algo do Soho?
Digam coisas...
Tenho tomado atenção às medidas do Governo e acho que nenhuma supera em criatividade como a do Catão Único (iniciais CU).
Cansados de ter de puxar pelo Bilhete de Identidade, Cartão de Contribuinte, Cartão de Utente da Segurança Social, Cartão de Beneficiário da Segurança Social, Cartão de Eleitor, Carta de Condução, Livrete do carro, Título de Registo de Propriedade, Carta Verde do Seguro, Cartão de Sócio do Benfica (ou de outro qualquer clube de menor importância), Cartão de Crédito e Cartão Multibanco, Cartão de Pontos da Galp e de Passageiro Frequente da TAP, Cartão de Descontos na FNAC, na Lanidor, no Jumbo, na Worten, Na Toys ’r Us, nos cinemas Lusomundo, cartão de empregado e de abertura de portas e tantos outros, toda esta informação pode agora ser metida no CU.
O seu CU vai mudar a sua vida!
É natural que nem toda esta informação, no início, seja introduzida no seu CU. Primeiro você vai usar o seu CU apenas para necessidades básicas. Mas com o tempo o seu CU irá sendo cada vez mais importante e poderá usufruir de todas as vantagens que um CU lhe possa dar.
Imagine no banco ao solicitar um empréstimo. Apenas tem de dar o seu CU ao gerente da dependência que com uma breve consulta aos Serviços Centrais do CU, um montante compatível com o seu CU será disponibilizado. E numa compra numa loja qualquer? É só dizer para o empregado do balcão: “Meta no meu CU, por favor”. E se você depois não tiver como pagar não se preocupe. O seu nome jamais sairá sujo. Apenas o seu CU ficará sujo o que não é tão mau como isso. Mas tem desvantagens. Você já está a imaginar a cena do gerente da tal dependência a dizer-lhe baixinho para que ninguém oiça: “Desculpe não lhe podemos conceder o crédito solicitado porque o seu CU está sujo”.
E numa operação STOP? O polícia não vai mais pedir “os seus documentos, por favor”. Pelo contrário, baste que você lhe mostre o CU.
Quanto às questões de segurança, Portugal vai ter muito a ganhar. Os assaltantes vão passar a ter muito mais cuidado pois facilmente virão a ser identificados pelo CU. É que a intimidação a que ficam sujeitos não é menosprezável. Afinal quem tem CU tem medo! A não ser que usem um CU falso o que digamos não é tão fácil como isso.
E ao passar pelo Bairro Alto, Musgueira, Cova da Moura, Docas ou qualquer lugar daqueles onde a Polícia costuma fazer rusgas, não tem nada que se atrapalhar. Tenha sempre o CU na mão, pois isso facilitar-lhe-á a vida.
Claro que você poderá nesta altura do campeonato perguntar, “será que estou preparado para o usar o CU e dá-lo por tudo e por nada?”
Não se preocupe, primeiro estranha-se, mas depois entranha-se. Vai ser chato ouvir a cada passo que dá, alguém a pedir-lhe o CU, mas depois vai acostumar-se a usar o CU diariamente.
O seu CU vai proporcionar-lhe um novo estilo de vida!
(adaptado de um e-mail que recebi há algum tempo)
Após este longos meses de chuva e frio, podemos finalmente convidar uns amigos e fazer um Barbecue:
Talvez porque há um certo risco envolvido na actividade, este é o único tipo de cozinha a que um verdadeiro homem se deve dedicar: "A cozinha fora de casa"...
Quando um homem aceita fazer o Barbecue a seguinte cadeia de acções põe-se em marcha:
1) A mulher compra os alimentos
2) A mulher faz as saladas, prepara as batatas fritas, o arroz e a sobremesa.
3) A mulher prepara a carne para ser cozinhada, tempera-a, coloca-a numa travessa e leva-a ao homem que já está á espera ao pé do grelhador de cerveja fresca na mão.
Aqui vem a parte realmente importante da questão:
4) O homem coloca a carne na grelha
5) A mulher vai para dentro e põe a mesa
6) A mulher apercebe-se que o homem está com os outros homen a contar anedotas e vem cá fora a correr a avisar que a carne se está a queimar
7) O homem aproveita e pede-lhe mais uma cervejinha fresquinha
8) A mulher vem cá fora trazer a cerveja e uma travessa e é então que vem a segunda parte importante do processo,
9) O homem tira a carne da grelha e entrega-a á mulher
10) Depois de comerem, a mulher tira a mesa, lava a louça, arruma a cozinha e lava a grelha
11) Toda gente dá os parabéns ao homem pela fantástica refeição que ele preparou
12) O homem pergunta á mulher se lhe soube bem o tempo de folga de que usufruiu, e perante o ar chateado dela conclui que há mulheres que nunca estão satisfeitas com nada ...
Recebido por e-mail e impossível não publicar
Ontem alguem fez esta brincadeira comigo. LOL, grande LOL mesmo.
Claro que devem depois, na coluna da esquerda, ir clicando nos bonequinhos e nos super números. DIVIRTAM-SE!
todos os dias escrevo a minha história.
relembro passos que dei. recupero alguns que perdi.
não tenho certezas de muita coisa. ou as incertezas, fruto de um permanente questionar, parecem ser maiores, a cada dia que passa.
tenho a mania da perfeição, eu, imperfeita até à quinta casa!
às vezes receio não conseguir lá chegar. não à perfeição! mas à tranquilidade...
entretanto, os dias têm sol. sorrisos. alegria. amigos.

Foto:Karla
Para provar à Mad, que as paralelas também se encontram.
Ou,
às vezes, não encontramos, porque não procuramos. E pode estar mesmo aqui, à nossa frente.
Duas linhas paralelas
Muito paralelamente
Iam passando entre estrelas
Fazendo o que estava escrito:
Caminhando eternamente
de infinito a infinito
Seguiam-se passo a passo
Exactas e sempre a par
Pois só num ponto do espaço
Que ninguém sabe onde é
Se podiam encontrar
Falar e tomar café.
Mas farta de andar sozinha
Uma delas certo dia
Voltou-se para a outra linha
Sorriu-lhe e disse-lhe assim:
"Deixa lá a geometria
E anda aqui para o pé de mim...!
Diz a outra: "Nem pensar!
Mas que falta de respeito!
Se quisermos lá chegar
Temos de ir devagarinho
Andando sempre a direito
Cada qual no seu caminho!"
Não se dando por achada
Fica na sua a primeira
E sorrindo amalandrada
Pela calada, sem um grito
Deita a mãozinha matreira
Puxa para si o infinito.
E com ele ali à frente
As duas a murmurar
Olharam-se docemente
E sem fazerem perguntas
Puseram-se a namorar
Seguiram as duas juntas.
Assim nestas poucas linhas
Fica uma estória banal
Com linhas e entrelinhas
E uma moral convergente:
O infinito afinal
Fica aqui ao pé da gente.
José Fanha
... lá diz o ditado, não fazem milagres, não é?
Mas o Santos em causa, não precisa de fazer nenhum milagre. Precisa apenas de trabalho, noção da realidade, conhecimento do futebolês do burgo, motivação e liderança. Com isto conseguirá levar o Glorioso à conquista do Campeonato e da Taça, fazendo a jusante uma boa prestação na Liga dos Campeões.
O Santos em causa tem ainda uma mais valia que não via há muito tempo num treinador do Glorioso. É benfiquista dos sete costados. Para alguns não será uma condição de sucesso bem sei, mas pelo menos todos os benfiquistas saberão que o seu treinador é o primeiro a sofrer com as suas próprias derrotas. Saberão que ele conhece a mística do Benfica e sabe, como adepto, o que é sofrer e sorrir na bancada e sabe o que os restantes adeptos lhe vão pedir. Por isso, meu caro consócio Santos, vê lá se "encarreiras" esses gajos que este ano temos que ganhar de novo.
É verdade... boa sorte!
...quero propor-vos algo.
Este post contém um poema de Nuno Júdice e o que pretendo que façam é o seguinte:
Antes de lerem o poema tentem abstrair-se do mundo que vos rodeia e concentrar-se apenas numa das mais bonitas descrições poéticas que já li até hoje.
Já agora, vocês conheciam isto ?
Repouso
Esta manhã, quando acordei, e a tua imagem
se atravessou à minha frente, ainda olhei pela
janela, não fosse ter nascido da luz que entrava.
Depois, pensei que podia ter sido um pedaço de
sonho que se partiu durante a noite, quando
o atirei para o chão. Mas não vi
nada, à minha volta, como se uma imagem pudesse
ter desaparecido de um momento para o outro,
ou a noite nunca tivesse existido. Saí
de casa, atravessei a rua até ao café e, enquanto
o bebia, fechei os olhos. E a imagem voltou,
tão real que, quando olhei de novo para a frente,
a mesa vazia transformara-se num sofá onde
estavas estendida, em repouso, como se o dia todo
tivesse passado por ti, e a noite te envolvesse
com o seu peso branco.
Nuno Júdice

Foto: Pascal Renoux
sacrificaram tudo a deus. e
o que não sacrificaram a deus
sacrificaram pelos vindouros
os quais
sacrificaram tudo a deus. e
o que não sacrificaram a deus
sacrificaram pelos vindouros
os quais
sacrificaram tudo a deus. e
o que não sacrificaram a deus
sacrificaram pelos vindouros
os quais
sacrificaram tudo a deus. e
o que não sacrificaram a deus
sacrificaram pelos vindouros
e assim sucessivamente.
para os vindouros ainda não.
para deus já talvez tenha valido a pena.
Alberto Pimenta
Obra Quase Incompleta
Ed. Fenda, 1990


Mais informaçao aqui

Imagem descaradamente gamada ao marius70
"'Que um fraco Rei, faz fraca a gente forte'
Esta é a contundente fórmula poética do nosso imortal Camões para caracterizar a má liderança política. D. Fernando era o visado em Os Lusíadas, mas o que importa é o principio geral.
...
Quando levantarmos a voz contra os 'fracos reis' que nos governam, tenhamos a coragem de reconhecer neles a triste imagem da 'fraca gente' em que nos deixamos transformar"
Ensaio de
Viriato Soromenho Marques, in Visão
... como o Natal, é o que um gajo quiser que ela seja. Seja ela os três efes, Fado, Futebol e Fátima ao que a Karla juntou a Tourada neste post, ou seja, um final de tarde com os amigos a beber umas mines e a comer uns tremoços, ou as férias costumeiras de Agosto no Algarve, ou a ida ao shopping de fato de treino reluzente, ou a ida à feira semanal de Espinho ou de Custóias. Portugalidade pode ser também uma ida a Serralves, ou aos Jardins da Gulbenkian, ou ao Parque da Cidade. Para alguns também será a fila de trânsito para o emprego, a besta do gajo da frente que não anda, o gajo de trás que não percebe o quão bons condutores somos. Para outros ainda (talvez os mais observadores), portugalidade é sinónimo de Soraia Chaves, Isabel Figueira, Marisa Cruz ou qualquer uma das outras boazudas que por aí andam (as gajas que sugiram os catraios). Portugal pode ser muitas coisas. Muitas mais das que eu conseguia escrever e descrever aqui.
Para mim Portugalidade ou Portugal é uma coisa básica... é o meu País. Para o bem e para o mal!
Três coisas para as quais já não há pachorra, ultimamente:

Aqui há uns dias atrás decidi comprar um brinquedo novo. Olhei para as prateleiras da despensa, para dentro de alguns armários, para umas estantes e achei que tinha de dar solução àquela montanha de cassetes desorganizadas, imensas, que ocupavam um espaço que eu talvez precisasse para algo mais interessante. Daí a tomar a decisão não foi mais que um instante, dirigi-me à Box e comprei um gravador de DVD. Transformei o meu pequeno escritório num estúdio, as cassetes outrora arrumadas (embora desorganizadas), estão agora desorganizadas e desarrumas aos montes no meu espaço, mas as gravações começaram. Depois, é aquele dilema de se regravar ou não certas coisas, coisas que sabemos que não são para ver mais, eram coisas de momento que se aproveitava para registar. Estou-me a lembrar das séries da Playboy que a SIC transmitia e que eram novidade antes do aparecimento da TV por cabo, dos desenhos animados, antes do Panda, do Disney Channel, do Cartoon Network e do Nikleodeon, dos documentários antes do Odisseia, do Discovery e do National Geographic, eram os clips antes da MTV, do VH1, do MCM e até finais de taças de campeões antes da SportTV, do Eurosport e principalmente da RTP Memória. Por isso algumas dessas não vai ser recopiadas, mas em contrapartida e apesar da panóplia de canais de cinema da Lusomundo, do Hollywood, do AXN, do FOX and so on, as cassetes de filmes antigos tenho estado a passá-las todas. E é tão bom rever o Lenny do Bob Fosse, o Birds do Hitchcock, o 1900 do Bertoluci, Os Momentos de Glória do Hugh Hudson, o A Chorus Line do Richard Attenborough, A lista de Schindler do Spielberg e tantos outros, que fico agarrado ao pequeno écran e até me esqueço das horas em que devia escrever o post aqui no nosso espaço. Espero que pelas escolhas eu esteja perdoado e que não se lembrem de me seviciar. Caso contrário, às meninas do ante-et-post, ofereço uma cópia do Último Tango em Paris e aos rapazes, uma do Dragão Ataca. E depois quero ver quem é que é o seviciado!

foto: aNa
foto: aNa
Nome: Somos o que comemos
Artista: Marco Grieco
Patrocinador: Memorandum
Localização: Restauradores
por falar em comer, estou cheia de fome. estado que é um marco para mim! memória triste é o que me ocorre ao ler Memorandum, só de pensar nas facturas deles que já lancei!!! e agora, para me restaurar, vou comer um chocolate!
ps:
ah!! e aqueles óculos magníficos?!? que inveja!!
Acho que nunca vos tinha dito. Mas o que é certo é que desde que comecei a ter algo a que se pode chamar carreira profissional, esta esteve sempre ligada aos Museus. Quando acabei o meu curso as dúvidas sobre o que eu poderia ser agora que tinha chegado a "grande", aumentaram na exacta medida em que aumentava a necessidade de ganhar os meus próprios tostões. Nessa altura tive uma oportunidade de um estágio que ainda hoje agradeço a todos os Deuses de todas as religiões (não vá algum chatear-se). À conta de uma coisa chamada Programa AGIR (para dar estágios a jovens licenciados) entrei para um primeiro estágio no Museu de Aveiro. Nesta casa, que foi a minha segunda casa durante três anos, dei os meus primeiros passos e aprendi as bases do trabalho de museus com profissionais fantásticos que se tornaram excelentes amigos.
Ainda hoje trabalho com e para Museus e por isso não podia deixar de lembrar que hoje se comemora o Dia Internacional de Museus, sob o tema "Os Museus e os Jovens".
Deixo-vos aqui a referência da página da Rede Portuguesa de Museus onde podem encontrar a programação de diversos museus para comemorar este dia, e aproveito para deixar uma questão a todos (jovens e menos jovens):
Quando foi a última vez que visitaram um Museu?

Imagem: Daqui.
Sendo que nos últimos dois dias, quase só se falou aqui, de Futebol e Tourada e que passaram apenas 5 dias sobre as comemorações de Fátima, deixo-vos aqui um Fado. E atingimos o pleno da "Portugalidade".
Fado do encontro
Vou andando
Cantando
Tenho o sol à minha frente
Tão quente, brilhante
Sinto o fogo à flor da pele
Tão quente, beijando
Como se fosses tu
Ao longe
Distante
Fica o mar no horizonte
É nele, por certo
Onde a tua alma se esconde
Carente, esperando
Esse mar és tu
Pode a noite ter outra cor
E o vento ser mais frio
Pode a lua subir no céu
Eu já vou descendo o rio...
Na foz
Revolta
Fecho os olhos, penso em ti
Tão perto
Que desperto
Há uma alma à minha frente
Tão quente, beijando
Por certo que és tu
Pode a lua subir no céu
E as nuvens a noite toldar
Pode o escuro ser como breu
Acabei por T'encontrar
Vou andando
Cantando
Tive o sol à minha frente
Tão quente, brilhando
Que a saudade me deixou
Para sempre. Por certo
O meu Amor és tu.
Tim
Cantado em dueto por Tim e Marisa.
Do album a solo - Um e o outro.
(Se alguma alma caridosa, quiser aqui acrescentar a música cantada e audível, agradeço imenso. Ainda não sei fazer essas habilidades)

Foto: yvan laussel
Convocam-se os seguintes cidadãos portugueses para a equipa que irá participar no Mundial de Futebol de 2006 a realizar no lindíssimo país que é a Alemanha.
1- Guarda-redes: Emplastro. (Poucos avançados não ficariam encadeados pela dentadura do filho do Pinto da Costa e mais famoso morador da Madalena. Os que conseguissem ver alguma coisa morriam de tédio ao ouvir todas as estações de metro do percurso do estádio do Dragão até ao Senhor de Matosinhos)
2- Defesa: Advogados dos arguidos do processo Casa Pia (com tanto argumento não estou a ver qual das selecções lhes pudessem marcar um golo. E mesmo que marcasse o mesmo era logo anulado por qualquer erro processual)
3- Defesa ainda: As Non Stop (as meninas que vão ao Festival da Canção, sabem quais são? Pois. Porque qualquer um que vá defender Portugal ao festival da Canção, pode sem qualquer margem de dúvida defender Portugal em qualquer sítio.)
4- Meio campo: Todos os ante-et-postadores (lá está o gajo a dar graxa ao cágado! Não é graxa meus caros, é porque um meio-campo como deve ser tem que ter sempre imaginação, inteligência, espírito de conquista, rebeldia, bom drible de bola e gajame jeitoso para fazer inveja ao adversário. Está provado cientificamente que funciona)
5- Ataque: O Manuel Maria Carrilho (porque o gajo com um chuto marca golos em diversas balizas! Só é preciso cuidado para não marcar na própria, mas para isso lá está o Emplastro)
Quanto aos restantes portugueses, Vitor Baía e Ricardo Quaresma incluídos, façam como o vosso concidadão Bilhas que, seja qual for a modalidade e os convocados, está sempre a torcer por Portugal. E aqui sem inclui o apoio manifestado no último Mundial de Carolo em Pista Coberta realizado em Fajões de Cima.
Sem mais de momento, despeço-me com elevada estima e consideração por cada um de vós.
O Seleccionador Nacional,
Bilhas!
PS: informo os convocados que o estágio terá que se realizar em casa de cada um de vós, porque a Federação terá que dispender avultada verba para o pagamento da dívida do Totonegócio.
É provável que sim, que nos outros países se façam na TV programas atrás de programas, que os jornais não falem de outra coisa, que as rádios lhe dediquem fóruns e tertúlias, que os comentaristas todos escrevam uma coluna sobre o temas e que nas mesas do almoço, do jantar e do café se comente. É natural que na Itália as esposas desesperadas, mais desesperadas fiquem se no meio da queca o marido se lembrar de comentar o facto e é também natural que na Alemanha entre duas canecas de cerveja se comente que “não há direito” ou ainda que na Argentina a rádio interrompa a voz de Gardel para escutar a opinião de mais um rádio-ouvinte. Na Polónia, acho eu que seja normal que não se pense mais nos quase 20% de taxa de desemprego e o que os ingleses façam uma manifestação em Trafalgar Square, dado a transcendência do momento. É que nestes países eles também têm um Quaresma! O treinador alemão atreveu-se a deixar de fora Kevin Kuranyi, o argentino não convocou Javier Zanetti e o safado do treinador polaco renegou Jerzy Dudek. Ou então quando não têm um Quaresma têm um Scolari! O Scolari italiano teimou que deveria convocar Buffon apesar do escândalo dos resultados desportivos, onde se suspeita estar envolvido e o Scolari inglês convocou (só pode ser por amiguismo) Rooney apesar da grave lesão e não se esperar que venha a ser utilizado. Mas há ainda outro Scolari, este de nome Carlos Alberta Parreira, que teve o descaramento de nos 23 seleccionados apenas incluir 2 jogadores a jogar no Brasil. Entre tantos milhões de praticantes! O Samba vai virar Bossa Nova?
PS1. Uma mensagem para si Luís Felipe Scolari: é muito bem feito que você faça uma excelente campanha no mundial. Eu tenho estado a anotar o nome de todos os seus detractores para depois ver qual deles lhe vão lamber as botas.
PS2. Ontem Miguel Sousa Tavares dizia que em Portugal há apenas uma pessoa que não quer Quaresma na selecção e que essa única pessoa é o seleccionador nacional. Meu caro Miguel Sousa Tavaraes pode desde já dizer que há 2. Eu.
PS3. João Moutinho e Manuel Fernandes estão no lugar onde devem estar. Com Bruno Vale, Raul Meireles, Custódio, Nelson, Rolando, Hugo Almeida, Vaz Tê, Hugo Almeida, Felipe Oliveira entre outros vocês estão na melhor selecção de sub-21 desde os remotos 1989 e 1991. Terão tempo para chegar aos AA.


Fotos: focus mankind
Inaugura-se a nova Praça de Touros do Campo Pequeno. Apesar do Coliseu, apesar do Pavilhão Atlântico e apesar do Parque da Bela Vista e talvez também apesar do Centro Comercial Colombo ou do Centro Comercial Vasco da Gama, acredito que Lisboa precisasse de um espaço assim. Um espaço de espectáculos ao ar livre e um espaço comercial mesmo no coração da cidade. Mas (há sempre um mas) este recinto vai também e pior, principalmente, ser palco de um dos mais brutais espectáculos dos nossos tempos: a Tourada.
E se tourada é considerada um espectáculo é porque ela é espectacular. E eu não nego que o seja. Já vi mais de um milhar de fotos de tourada, da espectacularidade das fintas de um bem tratado e ornamentado cavalo, da não menos espectacular chicuelina ou da meia verónica. Dos espectaculares picadores e da espectacular estocada final. Um espectáculo. Mas não deixa de ser espectacular (literalmente) uma foto das torres gémeas de Nova York a arder, das imagens espectaculares de um incêndio na serra da Estrela, do espectacular cogumelo de Hiroshima. Alguém duvida? E quem defende?
Amar os touros! Este é um argumento usado pelos defensores da tourada. Amar os touros torturando-os e, agravadamente, em público! Amar os touros! Tal como foi amar a paz atacar as torres de NY! Os argumentos não são muito diferentes. São de pessoas que amam.
Claro está que no campo, são bem tratados, são acarinhados, são alimentados; é preciso apresentá-los em bom porte na arena. Ninguém ligaria a uma tourada em que um touro esquelético, quase moribundo, entrasse na lide. Não teria público, não seria lidado. Como os antigos gladiadores. Sofrer e morrer na arena. Mas eram sempre os mais fortes e os mais bem alimentados. Um espectáculo.
confesso que não sou fã da selecção nacional. vejo os jogos que posso, mas não sinto envolvimento especial pelo facto de ser a equipa que representa o país na modalidade de futebol.
dizer que aquela é a nossa equipa é uma granda treta. e as pessoas que não gostam nem ligam nenhuma ao futebol? aquelas que se indignam com o dinheiro que é (mal) gasto para que meia dúzia de papalvos ande a fazer brilharetes em galas, sorteios e coisas que tais? portanto, aquela não é a equipa de todos nós, até porque há muita gente a discordar das escolhas do seleccionador. ou talvez por isso aquela seja a equipa de todos nós. porque todos podemos criticar, mandar bocas, chamar nomes ao seleccionador, sem sabermos nem imaginarmos os critérios, por ele adoptados, para excluir alguns nomes que tanta celeuma provocam, pela ausência. acho que disso é que a malta gosta. assim como assim todos temos oportunidade de sermos treinadores de uma causa comum. sempre é melhor do que fazermos críticas ao nosso clube. é mais abrangente!
cá para mim, que de futebol pouco percebo, e não sou de andar de cachecol ao peito, não me interessa nada aqueles que não vão. consigo perceber que, por mais valia técnico-táctica que um jogador tenha, a escolha para integrar um grupo que disputa a fase final de uma competição tem de ir além disso. e se alguém não é escolhido é porque não cumpre esses requisitos. é simples!
o que eu gostava mesmo de vislumbrar, para além das explicações dadas pelo seleccionador, é o acerto das escolhas do Costinha, Maniche e Nuno Valente. só para saber, nada de especial. durmo bem sem essa explicação.
às vezes esquecemo-nos de uma coisa muito importante. é que a equipa de um seleccionador ou treinador é somente a equipa ideal dessa pessoa. não é, de forma alguma, uma equipa para o consenso. e poderá nem ser, sequer, a melhor equipa. mas, é tão somente a sua equipa.
oh que seca!!! eu nem gramo falar de futebol!

Foto: G Steve
(Post de homenagem à dobradinha do FCP)

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Porque só agora o Ante et Post teve acesso à tradução dos comentários efectuados e para quem não conseguiu ler o que dizia no cartaz de protesto

Foto: Metropolitan Museum of N.Y.
Edward Hopper (American, 1882–1967)
The Lighthouse at Two Lights, 1929 (pormenor)
Oil on canvas; H. 29-1/2, W. 43-1/4 in. (74.9 x 109.9 cm)

mais fotos e história aqui
O homem que teve a ousadia de proferir a frase "Obviamente, demito-o"

A semana começou e não sei quanto tempo demoram a fazer o trajecto casa-emprego mas de certeza que já vos passou pela cabeça ter um carro voador...
Só que tudo tem um preço: o que fariam para merecer esse flying car?
Domingo.
Prepara-se a noite de aniversário da avó, 89 anos, neste cenário:
os homens na cozinha, à volta do bacalhau com grelos e broa, mais o arroz doce; as mulheres no jardim, a montar um móvel comprado no Ikea. Exactamente na mesma proporção. Dois, para duas.
Se isto não é paridade, será o quê? Inversão dos papeis normalmente assumidos, ou será uma família moderna?
Nota: Consegui montar o móvel, com parafusos, buchas, pregos, martelos e chaves de fendas, sem lascar o verniz vermelho das unhas. Fiz um lenho na perna, mas isso, são ossos do ofício.

Foto daqui

Foto: roby blasina

Foto daqui

Foto: Denis Piel
Para quê, um resort de luxo?
Um amor e uma ... tenda.
Chegado a casa depois da tremenda derrota eleitoral, vira-se o Manuel Maria para a Babi:
- Babi, querida. Estou extremamente maçado com a derrota desta noite. Não sei o que fazer a esta fúria, mas tenho que a descarregar senão ainda fico com urticária.
- Hoje não pode ser nada Mami (Manuel Maria em versão diminutivo)! Estou com uma enxaqueca (reparem que esta palavra é a junção de enxota + queca... tá tudo explicado) que não aguento. Também ficar a noite toda a aturar aquela gente toda!
- Não é isso que o menino pretendia, querida!
Pensa a Babi: "Bem me parecia... uff!"
- O que o menino queria era dizer ao mundo que não foi ele o culpado! Quem teve a culpa desta derrota foi toda a gente menos o menino.
- Então quem teve a culpa, Mami?
- Então não é óbvio? A culpa foi da SIC, dos jornalistas em geral, do PS, do Sócrates, do Platão, de Jesus Cristo, de Alá, dos ante-et-postadores que não me apoiaram (reparem bem onde nos coloco), dos habitantes do Nepal, da D. Maria que tem um talho em Felgueiras, da senhora que vende fruta no mercado do Bolhão, do Herman José, do Carlos Paião, da Ágata, dos Rolling Stones, dos U2, do Vasco Santana, da...
Interrompe a Babi!
- Ó Mami querido, mas isso não é gente a mais com culpa?
- Não Babi, querida! É mesmo assim! Foram ainda muitos mais...
- Olhe querido... então escreva um livro para dar a conhecer ao mundo as suas queixas, pode ser que assim ainda ganhe uma fortuna e aproveita para me deixar dormir que amanhã tenho de levar a criança ao infantário!
- Babi! Linda ideia... maravilhosa mesmo! Não sei o que seria de mim sem si! Vou já começar...
Senta-se na secretária e logo saiem as primeiras palavras:
"A Culpa, meus amigos, não é minha! Eu sou uma pessoa extraordinária... diria mesmo fantabulástica!"
Não o descobri há muito, mas tem sido realmente estranho. Há muito que não encontrava um blog que me fizesse percorrer os arquivos, desde os mais antigos aos mais recentes, numa leitura tão atenta e sentida. Porque acho que há coisas que têm que ser conhecidas/lidas... aconselho-o em vésperas de fim-de-semana.
Um aperitivo:
"Imagino-te na água, com as mãos trocadas, nua a sorrir. Com a torrente que te salpica os lábios. Abres a boca ligeiramente para sentir na língua as gotas que têm a sorte de aí entrar. Atrasas o fecho da torneira só para sentir mais um pouco do calor que deveria ser eu a dar.
As tuas mãos. Essas que me matam de ciúme. Tocam-te, lavam-te, passam, deslizam para te desenhar o corpo. Brincam às escondidas e brincam às provocações como se fossem as minhas."
[Link no título da entrada]
A aNa provocou. Eu ameaçei.
Depois do post tipo Samantha Fox, o post tipo Tina Turner.
(Presunção e água benta .... )


Foto: Niko Guido
Este meu post é pequeno para não maçar. Tem quase tanto para ler como um selo postal
Mais vale sê-lo do que parecê-lo, não me parece ser um ditado a utilizar por estes dias.
A Afinsa estaria vender selo branco?
Selo ou não selo that’s the question?
Por falar em interrogações, ainda não sei quem vai ser o próximo treinador do Benfica. Acho que Eriksson teria condições para sê-lo
Propositadamente hoje só postei às dez. Era para sê-lo às 09:00, mas assim não poderia escrever esta frase.

Paço d'Arcos
foto: aNa
(afinal ainda aqui ando, mas achei que ficava bem um post tipo samantha fox!!)
uma colega está à conversa pelo telefone com o filho adolescente. e ouço-a dizer "não fazes nada disso! és estúpido ou quê?"
e questiono-me: o que espera uma mãe, no futuro, quando trata um filho assim?
a resposta dela, como já a ouvi imensas vezes, seria invariavelmente: tu falas assim porque não és mãe!

se por acaso este post sair com uma foto com umas mamas proeminentes, é porque fui fazer uma mamografia e não cheguei a tempo de o alterar!! :)))
(isto assim já começa a cheirar à aNa do mEiA vOlTa e...)
Ontem, pelas 16:30h, estavam 10 cuscos on line, aqui a espreitar o blog. (10? Então porque se calam?)
Às 17:10h, tinham descido para 3. 3 que, utilizando o horário laboral para consultar o blog, não são funcionários públicos. Ás 18:30h, o número tinha subido para 7. Seriam os mesmo 3 que ainda continuavam a consultar blogs no seu local de trabalho, desta feita, já pago em horas extraordinárias e 4 funcionários públicos que conseguiram chegar em menos de hora e meia a casa, donde se conclui que não moram na linha de Sintra.
À hora a que escrevo este post, 23:10h, estão 8 visitas on line, que não têm nada mais interessante para fazer, que estar à frente de um computador, na precisa altura em que está a começar na RTP 1 um filme que tenho interesse em ver - Franklin Roosevelt.
Então boa noite, até já.
Adenda da hora do almoço
Nas primeiras horas da manhã, vindo de todos os cantos do mundo, muitos chegaram até aqui, à procura da Paz Vega (muita procura tem esta miúda) e de mulheres nuas. Têm um acordar animado, estes estrangeiros.
Eram 9 e pouco e começaram a aparecer os primeiros tugas. Alguém de Santarém, entrou aqui ao engano, em busca de uma resposta para "como preencher recibos verdes". Caro amigo/a, aqui, nesta sociedade, não há trabalho precário e temos a segurança social em dia. :)
Vou poupar-vos ao caminho para Ceuta. Já disse ali em baixo num outro post que foi complicado e demorado, mas hoje quero falar-vos de um episódio da viagem a Ceuta... assim a jeitos de precaução vossa, porque eu já estou como o gato escaldado.
Pois bem eu fui a Ceuta com o meu colega Toni (mais conhecido no Bairro do Cerco e em Campanhã pelo Tono Maluco... adicinhem porquê!). A parte final da viagem até lá pode ser feita de duas formas. A partir de Málaga de helicóptero ou a partir de Algeciras de barco (um daqueles ferris rápidos que parece ir parado). Como seria de imaginar a malta foi de barco, não porque a viagem de helicóptero fosse cara ou a empresa não tivesse em conta o bem estar dos seus funcionários (naaaaaaa nada disso), mas sim para usufruir da travessia do mítico estreito de Gibraltar. É um sítio fabuloso. Uma paisagem linda, o Atlântico e o Mediterrâneo a tocarem-se, África e a Europa (Reino Unido incluído) todos tão perto, quase a tocarem-se. As colunas de Hércules e toda a carga existente naquele local onde começava antigamente o Novo Mundo e o Desconhecido conseguem fazer com que a travessia seja sempre colada à janela e de máquina fotográfica em punho.
Atracados no cais em Ceuta começamos a tratar dos procedimentos de desembarque. A segurança é, como devem imaginar, apertada e à entrada e saída do ferry somos compelidos a passar por uma daquelas máquinas de raio-x que tratam de verificar o interior das nossas malas e demais pertences. A coisa demora mas lá se faz e então... tungas... estamos em Ceuta e, mais importante, no continente africano. Saímos do cais e apanhamos um táxi para ir para o Hostal. O percurso é coisa para ser feito em dez minutos, mas com o trânsito de Ceuta a coisa demora uma boa meia-hora. Até que por fim podia-se ler numa placa aí com uns vinte anos "Hostal Real". Nem vos vou contar o aspecto da entrada, mas digo-vos porque é que ficamos na "Hostal Real".
Realizava-se naqueles dias um congresso internacional de ginecologia. Como é por demais sabido nestes congressos quem paga a despesa são as grandes corporações farmacêuticas. Ora isso faz com que cada senhor doutor fique confortavelmente instalado num quarto e, por conseguinte a capacidade hoteleira da cidade fica bastante reduzida. Assim sendo restavam duas alternativas: ficar no único sítio disponível, o "Hostal Real", ou seguir para Marrocos e ficar alojados numa cidade a 40 Km de Ceuta. A falta de passaportes resolveu esta dúvida existencial e toca de seguir (muito resignados) para o "Hostal Real".
Diga-se que de "Real" este hostal tem apenas o contacto com a realidade pura e dura e não alguma conotação com o sentido régio da palavra. A coroa existente no símbolo do hostal é mesmo para enganar. Mas aventura é connosco e a expectativa gerada na subida dos penosos quatro lanços de escadas até à "recepção" do dito foi por completo realizada. Lá temos o contacto com a realidade. O gajo da recepção (que mais parecia um armário e acumulava as funções de recepcionista, camareiro, gerente, e sei lá que outras profissões de hotelaria) recebeu-nos com um sorriso amarelo. Imaginei que pensasse: "Estes gajos vêm para cá estragar o negócio à malta. Então um quarto para toda a noite, quando o podia alugar à rapaziada que vem cá apenas para dar uma pinocada? Rai's parta!". Formalizado o "check-in", tataram de nos indicar o quarto onde ficariamos hospedados nessa noite. No caminho até ao quarto fiquei com a sensação que o tipo bem vestido que estava no corredor se encontrava acompanhado por um travesti... aliás eu quase que posso jurar que era um travesti. Naquele filme fazia todo o sentido.
O quarto meus amigos era fabuloso. Reparem tinha duas camas, uma mesa, dois bengaleiros e um lavatório. Não tinha bidé, mas o lavatório dá sempre jeito, não é? A casa de banho e os chuveiros eram tipo "lá-longe-como-o-raio-que-o-parta-para-não-dizer-como-o-car...". Mas a bem da verdade convém dizer que era asseado. A única janela que tinha dava para o corredor e ficava por cima da porta. Como não tinha vidro, apenas tinha uma armação de madeira, possibilitava que ouvissemos tudo o que se passava no corredor (as paredes já não tinham grande insonorização, por isso não percebemos muito bem o sentido da janela). Tudo o que se passava no corredor era deveras interessante. Havia sempre alguém de saltos altos a passar. Pelos passos dava para perceber que acompanhadas, mas mesmo que não desse... as dúvidas ficavam dissipadas quando o casal entrava no quarto. Era a loucura total.
Saímos para jantar. Aí sim a coisa correu bem, mas confesso que não aproveitamos devidamente porque estavamos estafados da viagem e da correria de última hora para encontrar um outro hotel (a esperança é sempre a última a morrer, mas também morre, não é?). Voltinha por Ceuta e pelo luminoso forte que publiquei neste outro post e toca de recolher ao "Hostal Real".
Mais uma viagem pela realidade. Se tinhamos alguma réstia de dúvida do que era a realidade ali, ela ficou dissolvida quando se iniciaram as ofensivas (ou defensivas, sei lá bem) de frases tipo: "Sí cariño!" "Dame-lo!" "Quiero tu polla!" "Qué rica eres!", acompanhadas de ruídos ritmados de corpo contra corpo ou de alguma palmada mais sonora no rabiote da(o) querida(o)! Penso que não será preciso colocar aqui um filme do canal Vivir/Viver para perceberem como era a coisa. Antes de adormecer ouvi pelo menos umas três sessões diferentes e confesso que tive sempre vontade de espreitar à janela do corredor quando estava a malta a chegar ou a sair.
Quando acordei lá tivemos o filme de esperar para tomar a banhoca e fazer as necessidades e depois de pagar os trinta euros de alojamento (vendo bem as coisas e com sessão e tudo até que ficou baratinho), sair para o trabalho.
E tungas... aqui têm o filme de um alojamento que me impossibilita (como se fosse preciso) de esquecer a minha primeira incursão em África.
Estive ligado à actividade informática durante muitos anos onde, obviamente, a salvaguarda da informação constituía tarefa de primordial importância. Responsável por áreas onde a segurança era delineada, testada e verificada a cada passo, esta era dividida em dois conjuntos que, se me perdoam os anglicismos, eram designadas por Security and Safety. Era neste último que se enquadrava o backup e, se havia fanático pelo cumprimento das regras, eu encabeçava a lista. Mas como diz o velho ditado, “em casa de ferreiro, espeto de pau”, aqui mesmo no meu próprio computador já tenho sofrido alguns dissabores. Nem vos conto para que não venham aqui gozar comigo na caixa de comentários. Mas a que propósito vem este texto se hoje, na ordem do dia, além das maternidades e do novo treinador do Benfica, está a putativa fraude da Afinsa e Fórum Filatélico? Pois era sobre estes três temas que eu tinha previsto mandar os meus bitaites de hoje. Só que falhei o meu horário de edição. Mas, o backup chamado Karla (não confundir com “um peixe chamado Wanda”), estava programado para que não se desse por isso e saiu-se com o bem humorado e imaginativo post que está logo ali em baixo. E como se fora um champô, este meu texto é um 2 em 1, sendo simultaneamente o post que me ocorreu escrever e o comentário ao dela. Pode-se dizer que ela, a Karla, não só se portou como o meu bombeiro para todo o fogo (não confundir com “criada para todo o serviço”) mas também que ultrapassou a sua função de “cópia fidedigna” para se apresentar muito melhor do que um original. Esta é de facto a importância de ter uma backup maravilhosa como ela!
PS. Karla, devo-te uma!
Entrega ao domicílio

A compra em supermercados (já estou a imaginar a guerra dos preços)

Deitar a sementinha em vazinhos e regar com muito carinho

E se fosse assim?


Uma medida do governo que eu não contesto na base das contestações que têm sido feitas. Acredito que, se as maternidades não têm condições para funcionar, seria possível melhorá-las para que o tivessem. Mas também compreendo que, se elas se tornam redundantes face á oferta regional, não haja necessidade em mantê-las. É necessário que de vez em quando acreditemos no Governo e lhe concedamos o benefício da dúvida. Essa história de que não poderei nunca mais ter filhos a nascer na sua própria terra é uma bacoquice e um provincianismo próprio da educação que temos ou apenas da escrita de encher chouriço. Ainda hoje o Joaquim Letria, na sua coluna 25ª hora, no 24 Horas, se posicionava ao lado da contestação com o mesmo argumento. É um argumento que nos levaria a ter uma maternidade em cada aldeia ou no mínimo ao lado de cada junta de freguesia. Para garantir que cada filho da terra nasça no seu próprio cantinho. Pois eu, Almadense de gema, nasci em Lisboa. E não me chateia nada isso. Assim como assim sou um privilegiado. Enquanto alguns, tão arreigados ao seu local de nascimento, foram obrigados por Salazar e seguintes a irem para França e só voltar à terra, onde nasceram, de ano a ano, eu ia todos os dias duas vezes à minha terra. Para lá e para cá.
escrever no ante et post não é, para mim, a mesma coisa que escrever no mEiA vOlTa e...
quer dizer, não é para mim nem para mais nenhum dos meus colegas anteetpostadores. porque mais nenhum escreve no meu blog.
mas, o que eu quero dizer com isto, é que quando me lembro de fazer aqui um post, nunca me sai uma tirada rápida e espontânea como é hábito no outro. por um lado ainda bem, senão com o fartar de palavrões que vai pelo outro lado, já tinha sido censurada e por fim banida aqui da sociedade. mas, o facto de ter um horário para escrever, condiciona aquilo que digo. e a forma como escrevo. o que não quer dizer que, não sendo espontâneo, será menos verdadeiro. por exemplo, este post está a ser escrito à medida que as palavras me vêm à cabeça, não tendo pensado em nada previamente. daí estar a sair uma grande merda! (desculpem mas agora tinha de ser!)
mas, fica prometido, que da próxima sai qualquer coisita com mais tino. para além disso chegou a minha directora e a sua amiga, que é minha colega, e que me irritam ambas com igual intensidade, e tenho a caixa para classificar e lançar, de minha vontade janela fora, à caixa e à colega, porque amanhã é o último dia para entregar o iva!
De minha casa ao meu local de trabalho, distam apenas 2 Km.
Neste curto percurso, hoje, logo pela fresca, cruzei-me com um Porsche 911 cinzento metalizado, novinho em folha, passei um Ferrari que esperava, pacientemente, que a fila de carros avançasse, apitei a um casal de namorados num BMW descapotável que, distraídos com beijos, não viram o sinal a passar para verde e, à chegada ao emprego, disputei um lugar de estacionamento com outro Porsche, desta feita, de cor preta.
Estacionei o meu Peugeot mais à frente. Constatei então, que os condutores dos Porsches, tinham ar de iuppies, o do Ferrari, pelo corte de cabelo e pelo estílo de óculos, podia ser futebolista e o casalinho do BMW, parecia saído dos Morangos com Açucar.
Mas nenhum, tinha mais de 30 anos.

Foto: yvan laussel
Pensando no post de hoje, uma das opções era ver o que fiz o ano passado justo nesta data do 8 de maio.
E eu, que além de colaborar com o "ante et post" e de escrever o meu próprio blog, também tenho um pequeno diário-agenda desde há 14 anos (meu Deus!) posso fazer estas coisas: re-lembrar datas passadas com exactitude.
Leio a folha onde fica o 8 de maio de 2005. Descubro que era domingo e leio que fiz exactamente o que fiz ontém: dia de praia e de trabalho à noite.
...
E sinto uma extranha forma de rutina.

Foto: Daqui.
Bendita segunda-feirinha! Se apanho quem te inventou...

Foto: Firat Leuphrates
...é tudo.
É reflexo exterior e interior.
É pelo olhar que passa a intensidade das emoções.
O olhar não engana.
O olhar revela tudo.
Os olhos são arma de sedução.
Os olhos denunciam o que queremos esconder.
Os olhos são tudo.



Escultura de Ron Mueck

Foto daqui

No post
Estava o Pepe Rápido, sentadito descansado na soleira da porta. Eis senão quando... (sempre quis escrever esta expressão, mas esperava outra sensação ao escrevê-la... enfim) aparece uma catraia! Uma tipo Kátia Vanessa... minto, desculpem... Soraia Chaves... assim é que é!
Vira-se o Pepe para a moça:
"És virgem, não eras?"
PS: Não estou louco, não ando a fumar charradas, nem a dar-lhe na coca... apeteceu-me apenas um post disparatado! Acham que consegui!?
... nada como uma boa gargalhada!

Confesso que tenho saudades das noites mágicas de Marrakech...dos cheiros, dos sabores, das cores, da música, dos ritmos, da boa disposição e do bom humor árabe :)
...e claro, saudades mais que muitas dos meus Amigos marroquinos...
Bin
Carsida
Música © Istambul Oriental Ensemble and Burhan Öçal

Foto: João Espinho
Se possível que seja passado no Alentejo e mais concretamente em Beja onde, durante este fim de semana, está concentrado todo o Alentejo deste mundo.
Às vezes quando não tenho muito que fazer lembro-me de vir até à Internet ver o quão importante foi o dia de “hoje” para a humanidade. Pesquiso nascimentos, falecimentos e outros eventos que tenham ocorrido no dia que estou a considerar e depois de clique em clique vou lendo alguma coisa biográfica, alguma obra e por vezes tomo notas que me presumivelmente me conduziriam a comprar alguma literatura suplementar sobre a pessoa ou a coisa. Digo presumivelmente, porque depois passa o encanto da data que me levou à “navegação” e parto para outra. Não nego que umas vezes reforço o meu conhecimento e outras sacio a curiosidade. E as efemérides já foram por vezes mais do que um passatempo, tendo-me servido de muleta para a escrita de alguns posts lá no meu outro blog. Estava eu a pensar nisto e de repente lembro-me que hoje é o meu dia de escrever aqui no ante-et-post e que, nos últimos dias nada de extraordinário me aconteceu que valesse a pena ser aqui relatado, que no país se anda a discutir há 3 semanas a segurança social, pelo que não iria acrescentar muito ao debate, que o Scolari só no dia 15 divulga a lista dos convocados, daí não me apetecer nadinha vir para aqui especular, que não vejo a TVI e que, portanto, não estou de língua afiada para “parecer bem” vir aqui bater mais uma vez no ceguinho, que não tenho nem o jeito da Karla ou da Mad para escolher fotos ou do Raim para desenhar e que o blog só teria a perder se eu entrasse por essas áreas, que desde que o novo PR tomou posse ainda não passamos nenhum Natal e que portanto ainda não há bolo-rei para comentar e que assim não tenho nenhum tema para escrever. E agora, Pré o que fazer? Pensei eu com os meus botões e até fui interrogar o espelho da casa de banho enquanto manejava o fio dentário (acho que ele não percebeu patavina do que eu disse, porque não falo muito bem, nem de boca toda aberta nem de fio dentário nos dentes)… Mas a resposta já eu a tinha. Iria vir de novo navegar na Internet e veria o que de relevante aconteceu em 5 de Maio. Acho que é um bom passatempo e que se encontrar algo de giro, virei aqui fazer o post. Concordam?

Algumas Reflexões Sobre a Mulher
Elas são as mães:
rompem do inferno, furam a treva,
arrastando
os seus mantos na poeira das estrelas.
Animais sonâmbulos,
dormem nos rios, na raiz do pão.
Na vulva sombria
é onde fazem o lume:
ali têm casa.
Em segredo, escondem
o latir lancinante dos seus cães.
Nos olhos, o relâmpago
negro do frio.
Longamente bebem
o silencio
nas próprias mãos.
O olhar
desafia as aves:
o seu voo é mais fundo.
Sobre si se debruçam
a escutar
os passos do crepúsculo.
Despem-se ao espelho
para entrarem
nas águas da sombra.
É quando dançam que todos os caminhos
levam ao mar.
São elas que fabricam o mel,
o aroma do luar,
o branco da rosa.
Quando o galo canta
Desprendem-se
para serem orvalho.
Eugénio de Andrade
foto: aNa
Ah, quanta vez, na hora suave
Em que me esqueço,
Vejo passar um voo de ave
E me entristeço!
Porque é ligeiro, leve, certo
No ar de amavio?
Porque vai sob o céu aberto
Sem um desvio?
Porque ter asas simboliza
A liberdade
Que a vida nega e a alma precisa?
Sei que me invade
Um horror de me ter que cobre
Como uma cheia
Meu coração, e entorna sobre
Minha alma alheia
Um desejo, não de ser ave,
Mas de poder
Ter não sei quê do voo suave
Dentro em meu ser.
Fernando Pessoa
para todos, mas com uma atenção especial para a Mad.

Foto: al magnus
Sísifo *
Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga
in Diário XIII
* Sísifo, personagem da mitologia grega, foi condenado por Zeus a empurrar uma pedra grande até ao cimo duma colina, que voltava a rolar colina abaixo, obrigando-o a recomeçar.

Foto: Karla
Comemorou-se no dia 30 de Abril, os 150 anos do Club Naval da Lisboa, o mais antigo clube naval ibérico e um dos mais antigos da Europa.
O Tejo encheu-se de embarcações, quase todas à vela, salpicando de branco e cor as águas escuras do rio. As margens engalanaram-se de público e até os céus se juntaram à festa, num ruidoso"pas de deux" de F16 da Força Aérea.
A Sagres, joia da coroa da Marinha Portuguesa, o Creoula e a réplica da Caravela Boa Esperança deram o toque institucional ao acontecimento.
Foi bonita a festa, pá! Tanto mar, tanto mar.

Foto: Maimun

Bom, não é muito comum eu fazer um post sobre futebol. Mas, o amigo Pré num post mais abaixo, escreveu uma pequena frase que sinceramente me incomodou. O nome Pedroto para mim significa algo incendiário.
Não propriamente pela táctica futebolística, aliás, até mais pelas palavras e acções fora das quatro linhas do campo.
Há uns anos vi umas entrevistas do Pedroto, vi e ouvi um homem simples a falar a dizer o que pensava sobre o mundo do futebol, sobre o centralismo da capital que existiu. Esse centralismo era futebolístico, e inerentemente político, o Pedroto era de facto incendiário quando se referia a esse assunto. Para além disso semeou bases para o futuro dos que se lhe seguiram, nomeadamente no Futebol Clube do Porto. Bases essas que são reconhecidas precisamente por esses que se lhe seguiram, falo nomeadamente do Artur Jorge.
O Pedroto nasceu em 1928, mais concretamente a 21 de Outubro em Lamego.
Jogou nos infantis do FC Porto, e no Leixões já em idade de júnior. Pedroto compensava a falta de físico com um enorme talento. O serviço militar levou-o ao Lusitano de VRSA, onde começou a despertar o interesse dos grandes.
Em 1950 tranfere-se para o Belenenses. Pedroto cedo se afirmou como um dos melhores médios do futebol Português. Em 1951 estreia-se pela selecção nacional, em Paris. Em 1952 a sua transferência para o FC Porto envolveu verbas recorde para a altura. O FC Porto estava a construir uma grande equipa que viria finalmente a quebrar um jejum de muitos anos...Em 1956, comandada por Dorival Yustrich, a equipa do FC Porto conquista o Campeonato e a Taça de Portugal. Pedroto foi uma das principais figuras da equipa.
Em 1959, Pedroto é novamente campeão nacional, apesar das artimanhas de um tal de Calabote... Em 1960, Pedroto torna-se o primeiro treinador Português com curso superior. Foi um treinador com excelentes capacidades técnicas associadas a um discurso agressivo, na onda Mourinho numa época diferente.
Enquanto treinador, Continuou a evidenciar-se nos "estudos", obtendo uma brilhante classificação num curso de treinadores efectuado em França. Estes resultados, aliados ao bom trabalho nas camadas jovens do FC Porto, levaram-no ao posto de treinador da selecção nacional de juniores. Com Pedroto ao "leme", Portugal conquista o seu primeiro título Europeu!
Pedroto abandona o futebol jovem do FC Porto para ir treinar a Académica. Forjou grandes talentos nessa época, sendo reconhecido por todos a qualidade do futebol apresentado pela equipa de Coimbra. Depois treinou o Leixões, onde foi vitíma da única chicotada psicológica da sua carreira, traído pela falta de condições oferecidas pelo clube. Treinou depois o Varzim, que estava no seu 2º ano na primeira divisão... o Varzim foi a sensação desse campeonato.
Em 1966 realizou um sonho: tornar-se treinador principal do FC Porto, fica até 1969 e vence uma Taça de Portugal. Depois ruma até Setúbal, altura em que o Vitória obtém alguns dos melhores resultados da sua história, sendo uma vez vice-campeão, uma vez finalista da Taça, e obtendo excelentes prestações nas competições Europeias.
Em 1974, mudou-se para o Boavista...em dois anos obtem um excelente 2º lugar no campeonato e vence 2 Taças de Portugal.
Volta às Antas para vencer dois Campeonatos e uma Taça de Portugal.
Falha o «tri» e sai na confusão do "verão quente". Passa a treinar o Vitória de Guimarães, onde esteve 2 épocas, obtendo um 4º e um 5º lugar. Com ele esteve Artur Jorge.
Pinto da Costa, já Presidente do Futebol Clube do Porto, trouxe Pedroto para as Antas. Nesse período ainda venceu uma Taça de Portugal e foi finalista da Taça das Taças. Pinto da Costa e Pedroto criaram as bases para a série de grandes êxitos que se seguiram e que culminaram com a vitória na Taça dos Campeões Europeus. Ao "leme" estava o seu discípulo Artur Jorge, o único treinador Português Campeão Europeu de clubes.
Palmarés:
Como jogador:
- 2 Campeonatos Nacionais
- 1 Taça de Portugal
- 17 internacionalizações
Como treinador:
- 2 Campeonatos Nacionais
- 5 Taças de Portugal
- 4 vezes finalista da Taça de Portugal.
- Seleccionador nacional (17 jogos, 03/04/74-30/03/77).
Algumas frases do Pedroto:
"O verdadeiro calcanhar de Aquiles do nosso futebol reside no simples facto de quase todos pensarmos que, quando saímos dos estádios, já não somos profissionais de futebol".
"Estamos na mediania no conceito europeu. relativamente ao futebol de alta competição, temos meia dúzia de jogadores com grande classe".
"Não tenho dúvidas de qualquer espécie de que ao Artur Jorge não faltará onde trabalhar e que, em qualquer parte, triunfará. Mas também acredito que vai ser no FC Porto que ele acabará por ser revelar como um homem predestinado para a direcção e comando de equipas de futebol"
Só uma curiosidade, li há dias que, em dia 12 de Janeiro de 1908, no Campo da Rainha, o Futebol Clube do Porto defrontou o Real Fortuna de Vigo, actual Celta de Vigo, naquele que foi o primeiro jogo de um clube português com um clube estrangeiro. Li também, que se desconhece o resultado deste jogo. Bilhas, tu que és de história podias investigar isto pá!
Segundo dizem, foi também o autor desta frase: "É tempo de acabar com a centralização de todos os poderes da capital."
Este discurso verdadeiramente enquadrado no tempo faz sentido para mim, essa centralização existiu e ainda de certa forma existe, embora com outras nuances. Isto não é nenhum discurso regionalista para mim, se eu fosse regionalista talvez fosse saariano :)
Mas, reconheço que existam pessoas com discursos regionalistas, nao significa necessariamente que isso seja mau. Se olharmos para os regionalistas como grupos tribais ou algo do género.
Por falar em tribos, elas surgem a partir das comunidades primitivas, pela junção de dois ou mais clãs unidos por ligações exogâmicas. A reunião de vários clãs e a formação alargada da família, após três ou quatro gerações, deu lugar a uma nova organização social mais avançada, caracterizada por uma determinada unidade cultural.
A sociedade tribal acompanha a transição das comunidades de caçadores e recolectores para as comunidades agrícolas. Com o modo de produção alimentar mantém-se na tribo a inexistência de classes, exploração dos homens ou a divisão em governantes e governados. Os seus membros trabalham em conjunto, continua a existir a propriedade comunitária dos meios de produção e, em particular, da terra. Não se altera a partilha dos bens de consumo e os bens excedentes são conservados pela colectividade. A tribo dá vida a uma forma de propriedade social, tribal, que envolve o território de residência, de caça, de pastagem, de cultivo ou outras terras comuns.
Surgem regras de conduta do homem que se assumem como usos e costumes com características tradicionais. Não se verifica ainda a existência duma categoria especial de homens que se destaquem para governar sistemática e permanentemente, não sendo visíveis sinais de existência do Estado. Os membros adultos resolvem em conjunto as questões de importância vital.
A comunidade tribal acompanhou o processo de funcionamento e desenvolvimento do novo modo de produção. Esta forma existiu em todos os povos na fase de transição da comunidade primitiva ao longo de vários milénios. Permitiu o desenvolvimento da actividade económica e contribuiu para a coesão dos seres humanos. Criaram-se condições favoráveis à conservação e acumulação de experiências produtivas, ao germinar da cultura e aperfeiçoamento da linguagem.
Ao ultrapassar os limites da consanguinidade desenvolveu-se o crescimento numérico, a deslocação dos indivíduos dum para outro lado e, consequentemente o aparecimento de relações económicas, como a troca directa, e a ocorrência de desenvolvimentos originários de outras comunidades.
Entretanto surgem diferenciações entre as tribos. Umas adoptaram uma actividade produtiva localizada que permitiu e exigiu a sedentarização. Outras preferiram a vida nómada, vivendo essencialmente da caça e da criação de gado. Estes diferentes rumos, resultantes de condições ambientais, exercerem uma grande influência no estabelecimento de meios de troca, sobretudo de alimentos vegetais e produtos de origem artesanal, como a cerâmica.
O aparecimento posterior de federações de tribos indicia o início duma mudança na estrutura da comunidade tribal. Aos poucos foram aparecendo unidades políticas maiores que uniam várias aldeias sob uma autoridade comum. Trata-se, porém, duma organização social que ainda não conhece o Estado.
A estrutura das tribos é idêntica em todos os povos, seja entre os ameríndios, as tribos africanas, ou entre os povos germânicos, eslavos e mongóis do passado. À estrutura dos povos pescadores, caçadores, agricultores ou pastores, sedentários ou nómadas, corresponde invariavelmente a estrutura tribal.
Isto para dizer que por vezes nos esquecemos da nossa primitividade, não dos distanciamos das coisas o suficiente para as observarmos e sentirmos de outras perspectivas. O Pedroto foi um tipo incendiário, claro que foi. Agitou, e as pessoas que agitam são um bocado incómodas, seja no futebol ou noutra área qualquer da sociedade.
Deixo-vos dois links um sobre um artigo do José Saraíva, que me parece adequado para rematar este post em que falo do Pedroto e outro sobre Túpac Amaru porque falei também em tribos.
Era isto que eu tinha a dizer, para já.
Bin
Impedimentos...
do Lat. impedire
v. tr.,
pear;
prender pelos pés;
embaraçar;
não permitir;
opor-se a, obstar;
atalhar, interromper;
atravancar;
obstruir.
... é sempre o que encontramos quando temos alguma
Necessidade.
do Lat. necessitate
s. f.,
aquilo que é absolutamente necessário;
carácter daquilo que é imprescindível;
o que é inelutável, inevitável, fatal;
coacção;
constrangimento;
aperto, apuro, carência de coisas necessárias;
precisão;
indigência;
pobreza;
miséria;
pop.,
(no pl. ) acto de urinar ou defecar.
E não é desta última que eu falo. Imaginem-se com a necessidade de obter alguma informação da administração central. Imaginam? Pois o que vem a seguir são impedimentos.
Isto devia configurar uma nova Lei de Murphy.
Não tenhamos dúvidas. Vem este meu post a propósito de futebol. Mas poderia não ser. Por exemplo, comemos um melão do Brasil, umas uvas da África do Sul, uns morangos de Espanha e o que é que a voz do povo comenta? Que não prestam para nada. Comparamos com o melão de Almeirim, as moscatéis de Setúbal ou os moranguinhos saloios. Pois! E o Mourinho? É o melhor. E o Figo? É o melhor. Jogam no estrangeiro e quer em Inglaterra – Mourinho, quer em Espanha – Figo, são uns incompreendidos. E até mal tratados. Ingratos ingleses e espanhóis. Não têm o direito de falar mal de nós só porque somos portugueses. O exclusivo de falar mal, é nosso e só nosso. Co Adrianse não foi queimado na fogueira pelos adeptos do FC Porto porque não calhou, porque teve sorte. Mas foi queimado na fogueira da imprensa até ao momento em que colocou os jornalistas de meia tigela a rojarem-se aos seus pés. Foi “só” campeão nacional. Bons sim, carreiras extraordinárias estão a fazer Manuel Machado, Carlos Brito e por aí fora. São os quintos e os sextos mas são nossos. Viva Portugal! Viva! E agora vêm a liça as declarações de Ronald Koeman pondo em causa a dignidade de um jogador de futebol. Foda-se que se o Koeman fosse português podia dizê-lo. Mas um holandês é um pateta e mais nada! Então o Mourinho não chamou actor de teatro a Messi do Barcelona? E que mal isso tem? Mourinho disse-o e tem razão. É português! E esse neo-protegido da imprensa portuguesa chamado Paulo Bento? Pode na semana anterior dizer que o árbitro tentou colocar outro (leia-se o Benfica) no 2º lugar, sem que isso seja criticado como uma ofensa ao árbitro? Pode sim senhor! O Paulo Bento é português, porra! O Koeman é que deve ficar caladinho. Ainda por cima fala espanhol. O Paulo Bento pode dizer 50 “principalmentes” e “fundamentalmentes” numa só frase que isso é que é falar. É a língua portuguesa, estúpidos! E o Scolari hein? Desde que nasci e já lá vão 50 anos, que não houve carreira tão ganhadora da Selecção Nacional de futebol como a perpetrada sob o comando de Scolari. Leiam as estatísticas, se duvidarem. Mas, claro é estrangeiro, não presta para nada. Melhor foi o Pedroto. O mestre! Não ganhamos nada, mas era português. Viva Portugal! Viva!
esta força que me atrai.

Foto: Ben Goossens
Três coisas que já não são o que eram:

Foto: Marco Turini
Perguntamos a 100 pessoas o que gostam mais de fazer à noite:
48 - Ler o Ante-et-Post
20 – Dormir
18 – Ir para os copos
10 – Ver televisão
4 – Dar uma queca
(Jorge podes começar a reflectir sobre a taxa de natalidade).
Perguntamos a 100 pessoas para que utilizam o computador:
51 - Para ler o Ante-et-Post
30 – Para jogar
10 – Para ler A Bola
4 – Para o engate
1 – Para trabalhar
(Jorge podes começar a reflectir sobre a produtividade)
Perguntamos a 100 pessoas o que gostariam de ser se não fossem o que são:
39 – De escrever no Ante-et-Post
15 – Deputado/a
20 – Rico/a
10 – Jogador de Futebol
4 - De ser o que são
(Jorge podes começar a reflectir sobre o que quiseres)

imagem daqui
às vezes, é como se a vida passasse assim: lentamente, deixando rasto. deixando um lastro de amargura e ressentimento. e, tal como o barqueiro, muitas remadas são precisas para fugir daquelas águas.
há dois anos, era como me sentia!
e às vezes parece-me tão longe. e às vezes ainda está tão próximo!
Acordar, viver
Carlos Drummond de Andrade
Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?
Ninguém responde, a vida é pétrea.
Mais uma edição do concurso! Vamos lá a ver se o Jorge dá alguma hipótese aos restantes...
Foto: Bilhas.
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Foto daqui.
Ontem, pouco antes da meia-noite, atingimos as 100.000 visitas.
Obrigados a todos os que têm passado por cá...
Grande Auditório da Casa das Artes:
Hoje às 15h00 podem ver Oliver Twist, de Roman Polanski, integrado na rúbrica Da Palavra à Imagem, Ciclo Charles Dickens.
Às 18h00, mais dois dos filmes a concurso:
- "Kastanka" de Natalia Orklova (Russia)
- "Turn of the Screw" de Katie Mitchell (Reino Unido)
Pequeno Auditório:
Tintin pela manhã e à tarde, às 15h00, mais filmes a concurso:
- "Arthur Rimbaud, Chipre Posta Restante" de Patrick Cazals (França)
- "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara." de Rui Simões (Portugal)
Às 18h00 (e tenho que ver isto!), Ciclo Harold Pinter: Acidente, de Joseph Losey. Argumento de Harold Pinter.
E às 21h00 novos filmes a concurso:
- "Sorri!(Cheese!)" de Jorrit Stollman (Holanda)
- "A Cela Branca" de Ivar Corceiro (Portugal)
Biblioteca Municipal: Às 15h, 18h e 21h30, Ciclo Agatha Christie
Auditório S. Miguel de Ceide: Ciclo Charles Dickens
15h00 O Conto de Natal dos Marretas, de Brian Henson (animação)
21h30 Uncovering The Real Charles Dickens, de Chris Graulund (documentário)
E isto é apenas uma amostra do que vai haver todos os dias em Famalicão, até ao dia 6 de Maio.
