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O Mundial à distância

Com o regresso a casa da selecção portuguesa de futebol, os portugueses de Macau podem por fim pôr o sono em dia e ir trabalhar sem olheiras. É que, aqui para nós e durante este mês, os jogos começaram ora à meia-noite, ora à três da manhã, o que resultou em noites longas, especialmente quando o desfecho levou a prolongamento e penalties.
Eu não vi nenhum dos jogos, porque não aprecio futebol e porque a mais dura fase dos meus compromissos académicos não se coaduna com noitadas à conta da bola, mas como sabem (ou se não sabiam, passam a saber) tenho um jornalista em casa e por isso o relato é fiel. ;)
Durante as noites quentes deste mundial em que a nossa selecção jogou, os portugas cá do burgo reuniram-se um pouco por toda a cidade, ora em bares, ora no parque temático da Doca dos Pescadores, ora na Casa de Portugal. No último jogo da nossa selecção, o cônsul de Portugal em Macau teve a simpatia de abrir as portas dos jardins de sua casa a todos os que quisessem assistir ao desafio nos ecrãns aí instalados para o efeito. Envergando t-shirts e cachecóis da nossa selecção, antes do início de cada jogo e com toda a alma cantou-se o hino e fizeram-se figas. Como bons portugueses amantes do futebol, tivémos bons treinadores de bancada, críticos dos árbitros e das escolhas dos técnicos. Acreditaram e torceram, vibraram e sofreram a cada golo, a cada tentativa, a cada vitória, a cada derrota. Nos mesmos recintos juntaram-se adeptos de selecções adversárias, que souberam em todos os momentos manter o fair play. É assim Macau: uma misogenia, até na bola!

Comentários

Noite,
fizeste-me lembrar o Mundial do México 86, com Portugal a jogar de madrugada. O primeiro jogo valeu a pena, os outros dois...

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