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DESAFIO, pois!

Espero que não tenham esquecido ___e ter escrito isto no início de Agosto, e estar ainda de férias, faz com que não tenha mesmo nenhuma percepção das reacções ao pedido que vos fiz___ mas há um desafio no ar desde 7 de Agosto.

As Confissões Sexuais (possíveis) de Um Anónimo Português acabaram quanto à parte que me toca... Agora são vocês que devem continuar o relato à vossa maneira (SEM Pornografia, Obrigada!). Jorge, Pre, Bilhas, Dani, Raim, Andrade, parceiras, adorados visitantes, estou a passar-vos a batata quente!

Quando chegar, assim bem moreninha (cof cof), espero encontrar este Ante mais Post que nunca!

Até Breve ;)

Comentários

Aqui não te safas Lilly. Começou a época maldita ... e eles, só pensam em dar chutos na bola :-))

Eu como não jogo, nem quero saber de quem joga, já dei a minha modesta contribuição ;-)

CONFISSÕES SEXUAIS (POSSÍVEIS e IMPOSSÍVEIS) DE UM ANÓNIMO PORTUGUÊS (1)

Conheci-a numa troca de comentários em blogs. Ela tinha pelo menos dois, um assinado com o nome autêntico, outro provocantemente ligado ao de uma cortesã romana. Aqui desfiava as suas fantasias eróticas mais urgentes, e aceitava comentários quentes de quem sonhava com noites (ou tardes) de Messalina. Um dia descreveu uma orgia em que entrara, de inicio quase a contra gosto, depois com o gosto todo de quem sabe ao que vai, e respondi-lhe na mesma moeda. Comentário vai, comentário vem, estávamos os dois sentados numa esplanada da Póvoa, frente ao mar, mas com os olhos mais colocados no hotel cor-de-rosa que faz esquina com o Casino. Aqui a sorte não eram nem dados nem cartas, era mesmo uma tarde de sexo, puro e puro, dado que, ambos casados, teríamos de estar nas respectivas casas pela noitinha, a horas de jantar ou, pelo menos, de não levantar suspeitas muito claras. Subimos ao quarto, com uma vista soberba sobre o mar, mas quando chegamos à varanda, já eu a tinha despido, mantendo apenas um top que seria de bom tom mostrar aos transeuntes que pudessem lançar olhares curiosos à varanda, ignorando por completo que, para lá do que se via, estavam dois corpos nus, pernas que se encaixavam, sexos que se entranhavam num bailiado de desejo e fúria incontida. Os meus braços enlaçavam-ma no peito, enquanto o sexo a penetrava por detrás com uma vontade sôfrega, armazenada ao longo de várias conversas no msn, com web cam e sem, mas sempre com muito sexo, esperma e sujas palavras de recalcados traumas, ali postos a descoberto. Quando as pernas dela começaram a escorrer o meu líquido, ela virou-se e empurrou-me para a cama. Sem tempo de desviar a coberta, saltou-me para o colo, agarrou ela com as mãos o objecto do seu desejo, e levou-o consigo para as entranhas que ardiam. Senti-me cavalgado num deserto, até sentir a boca a escorrer uma secura árida. Foi uma tarde de glória, que anunciou outros encontros futuros. O marido dela, arquitecto de interiores e jardins, ia partir para uma semana de trabalho intenso no Brasil, e a bela messalina não se esqueceu de me convidar a passar uma noite na sua casa sem varão. Teria de desencantar uma boa desculpa para efectuar um trabalho informático pela noite fora, mas o encontro iria mesmo acontecer, desse por onde desse. O corpo dela era exuberante, mas a sua fome endémica. Queria voltar a sentir aquela volúpia sem remorsos, aquele inferno bem gostoso (como ela gostava de acentuar, com pronuncia brasileira).
Talvez volte para contar a noite passada num sótão de velharias, onde uma cama passada a relíquia de antigas trepas nos assegurou o balouçar seguro de um velório sem incontinências. A ver vamos… Mariana_Alcuforado

Então ha censura no Blog? Desafiam as pessoas, e depois nao colocam os textos? Mariana _Alcuforado

CONFISSÕES SEXUAIS (POSSÍVEIS e IMPOSSÍVEIS) DE UM ANÓNIMO PORTUGUÊS (2)

Está bem. Se queres mesmo que conte, aceito. Ela mandou-me um mail a dizer que o marido ia partir para o Brasil na segunda seguinte e por lá ia ficar a arquitectar interiores durante quinze dias. Tempo suficiente para eu poder também explorar os interiores da bela Messalina, de corpo bem recheado, seios generosos, sem serem excessivos, boca carnuda e apetitosa (as bocas são sempre carnudas e apetitosas?), mas, sobretudo, uns olhos faiscantes, que só de observar mordiam um homem no seu mais íntimo. Aquela era uma mulher que gostava de sexo e o deixava transparecer a cada olhar, mesmo que de esguelha (ou, se calhar, sobretudo de esguelha!). Adorava olhá-la e sustentar o olhar, sobretudo quando se tocava à minha frente, pernas despudoramente abertas, mãos em exímios exercícios, e um olhar fulminante que me despiria, se já não estivesse despido também, e em iguais exercícios para seu deleite.
Foi assim que cheguei a casa dela, numa rua perto da praia, com o som e o cheiro da maresia a entrarem pela varanda, num fim de tarde sem aragem, de um verão causticante. Ela tinha preparado um jantarinho na acolhedora sala de estar, com tudo para se ver televisão, ler livros, ouvir música, mas sobretudo com uns faustosos sofás prontos a acolher as manobras do amor. Assim foi, mesmo antes do jantar, como aperitivo para os robalinhos grelhados, que estavam igualmente deliciosos, bem acompanhados por um bom vinho tinto (ela só bebe tinto, mesmo com peixe, e riu, consolada de gozo, para o leite gelado do meu pequeno almoço do dia seguinte!). Depois de jantar, passeámos junto ao mar, depois de tomar o café numa esplanada, e regressámos a casa rapidamente. O desejo era infinito, a minha mão não estava quieta quando parámos no muro junto à praia, subindo-lhe pelas pernas e anichando-se lá onde o calor era mais forte e a caverna expelia já a larva que escorria pelas virilhas.
Chegado a casa não quis ficar na cama de casal que ela oferecia, já aberta, e perguntei-lhe se não havia outra cama na casa. Apenas uma velha, mas ainda em bom uso, que conservava pronta a utilizar, no sótão. Subimos as escadas, e percebi que era ali o seu habitual ninho de amor de outras aventuras, por entre recordações de infância e velharias sem préstimo. A cama estava bem conservada, mas rangia a cada nova investida, o que dava um certo tempero à função. A Messalina do blog erótico merecia bem as expectativas criadas. Mal subimos as escadas, retirou o leve vestido que trazia, lançou-me as costas para lhe desapertar o soutien, e ficou logo aberta bem no centro da cama, esperando que a minha boca a procurasse e a língua a descobrisse. Nós, os portugueses, sempre fomos bem em descobertas, já diz a História, e foram longos momentos de procura, investigação, pesquisa árdua e vários tremores de terra sentidos e saudados. Não posso dizer que ela tivesse sido egoísta, pois depois desta minha longa, mas saborosa, jornada no seio das suas pernas, ela retribuiu com igual denodo, deliciando-se com o que encontrou, que sorveu, lambeu, chupou, mordiscou levemente, até saborear com sofreguidão o que, não sendo vinho tinto, por igual a deleitou. Às quatro da manhã descemos para um banho de chuveiro, durante o qual lhe lavei com gel o cabelo negro e cumprido, grosso e emaranhado, bem com os seios, o sexo, que não parava de escorrer, e o traseiro, enquanto me ia novamente excitando com estas ablações tão carismáticas. O meu sexo roçava pela pele dela, aproximava-se da penugem do seu baixo-ventre, e a água quente caindo do chuveiro ia provocando o necessário abrasamento. Na cozinha comemos umas sandes de queijo, e regressámos ao sótão. As bonecas meio desconchavadas olhavam-nos incrédulas. As que tinham ainda olhos. Mas a verdade é que a agarrei por trás, ajoelhei-a na berma da cama, e fui explorando todas as entradas possíveis, roçando primeiro, procurando besuntá-la com todas as humidades possíveis de tornar mais fácil a penetração, e investindo depois de forma generosa, mas comedida. Via-se que a Messalina do blog estava mais que habituada à arremetida, soltava um ou outro gemido programado, mas prezava de sobremaneira esta forma de ser explorada nos mais remotos recantos. Óbvio que o normal “bacalhau com batatas” também fez parte da ementa, e só adormecemos quase às oito da manhã, um sono não sei se de justos, mas seguramente de derreados pela faina marítima. A Póvoa devia estar linda àquela hora da manhã, certamente havia muitos banhistas a apanhar os primeiros raios da madrugada, mas nós dormíamos abraçados, as costas nuas dela no meu peito, os meus braços rodeando os dela. Acho que poderia ter sido feliz com essa Messalina descoberta num blog, mas o melhor era não pensar em romantismos. Era certo e seguro que a Messalina não se satisfazia com um só César, e pela forma como se comportava era mais pessoa dada a legiões de romanos que a um general. O melhor seria aproveitar o sótão das suas fantasias e não começar a pensar em disputar o leito conjugal. Até porque para decoração de interiores não tenho muita veia.
A próxima vez seria num hotel do Porto. Se tiver pachorra para contar, voltarei. Até lá, um xi da Mariana_Alcuforado.

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