Em preparação
Para os bons e maus momentos (certamente os primeiros serão muito mais)!
PS: Eu e a mamã Bilhas queríamos agradecer a todos pelas mensagens, telefonemas, visitas e tudo e tudo e tudo! Thanks!
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Para os bons e maus momentos (certamente os primeiros serão muito mais)!
PS: Eu e a mamã Bilhas queríamos agradecer a todos pelas mensagens, telefonemas, visitas e tudo e tudo e tudo! Thanks!

foto: aNa
Pode ser vermelho deste?

Foto: Daqui.
PS: convém o gajo (ou gaja... se bem que eu preferia gajo e prontos) se ir habituando às cores bonitas. Não se preocupem que eu depois explico-lhe que os maléficos senhores comunistas utilizaram esta linda côr sem pedir autorização ao Glorioso, à Ferrari e à Vodafone!
... mas o espectáculo foi cancelado. A nova data ainda não foi anunciada. Ficamos com mais tempo para nos familiarizarmos com esta fusão de sons e para aprender a dança do ventre (de que ela é especialista)!
Casa da Música (site)

Foto: Ottavio Cavagna
Devo um pedido de desculpas aos meus colegas do Ante e Post e principalmente aos meus leitores fieis (que sei serem vários milhões). Na verdade, é pressuposto que às segundas, terças e sextas-feiras eu entre em contacto convosco e debite na tela algo que considere interessante partilhar. Faltei aos dois últimos compromissos e se não fosse caricato poderia parecer uma desculpa de mau pagador. Acreditem ou não, esqueci-me. Mas é que me esqueci mesmo. Só há pouco, quando dei conta que hoje é quarta-feira e algo me parecia estranho na rotina, é que descobri do que se tratava. Eu não tinha escrito os meus devidos posts. E perguntam agora vocês, queridas leitoras e queridos leitores, o que se andará passando em de tão complicado na mente do PreDatado que ele se esquece de postar. Interrogar-se-ão da origem da amnésia, conjecturarão sobre eventuais AVCs, perguntarão se terá tido algum acidente que o tenha deixado em profundo estado letárgico, ou, os mais optimistas, crerão que talvez lhe tenha saído o Euromilhões e o moço até se esquece que há mais vida para além da Santa Casa. Posso afiançar-vos que não me aconteceu nada de extraordinário e para prová-lo decidi contar-vos o que na verdade se passa. O meu problema é que me esqueci do que ía contar e por isso
PS. Esqueci-me do que ía escrever a seguir ao “por isso”. Ficamos assim.
La passione - Chris Rea
O ano de 1961 foi especial para a Ferrari. Com o novo motor 156 sharknose, a Scuderia sagrou-se campeão do mundo, vencendo 5 dos 8 Grande Prémios da temporada. No campenato de pilotos, ao volante de um Ferrari, Phill Hil foi o primeiro norte-americano campeão do mundo.
Mas a época ficou manchada pela morte do mítico conde alemão Wolfgang Von Trips e de 14 espectadores no circuito de Monza.
À "boa maneira" da Ferrari, os 156s, foram destruidos no fim da época.
La passione, o filme
Em 1996, Chris Rea, grande Tiffosi Ferrari, manda construir uma réplica do 156 Sharknose e produz a banda sonora e o filme.
Com alguns apontamentos auto-biográficos, o filme conta a história de uma criança filha de emigrante italianos, que ao ver na TV o Grande Prémio do Mónaco, fica fascinado pelos carros vermelhos e pelo conde alemão, que vivia num castelo. Toda a sua vida se vai desenrolar no sentido de um dia voltar a Itália e conduzir um Ferrari.
Não vi o filme, mas tem uma banda sonora fabulosa, onde a voz rouca de Chris Rea se junta à de Shirley Bassey, onde cada faixa do disco, num estilo musical que vai do disco sound, à valsa, à musica latina, a trechos instrumentais com orquestra sinfónica, mostram a versatilidade de Chris Rea e a sua capacidade de nos transmitir uma paixão, através de outra. Os carros e a música.

pegando na deixa do Jorge, trago-vos hoje a minha experiência não federada.
todas jogámos futebol. umas de onze, outras futsal. e tudo começou por uma brincadeira de nos inscrevermos numa maratona de verão.
de início só jogávamos. agora, fazemos questão de nos encontrarmos uma vez por semana, para descarregarmos o nosso mau feitio na bola e nas amigas.
fartas das regras a que estivémos sujeitas enquanto jogadoras, neste momento somos a anti-equipa. só reconhecemos as regra do jogo - porque tem mesmo que ser! - e a solidariedade em campo. vestimo-nos todas de forma diferente, só as cores é que são iguais. de quando em vez há quem arranje umas camisolas, como na foto acima, para parecermos uma equipa a sério! mas tratamos logo de fazer uma foto que arrasa com essa postura.
quando tivémos de dar nome à equipa, para a incrição na maratona, alguém lançou o nome de Xutos e Pontapés e assim ficou! temos direito a convites para maratonas sem pagamento prévio de inscrição. só porque fazemos daquilo uma festa.
para quem esteve ligado ao desporto federado tantos anos, como todas nós, só faz sentido que seja assim, agora.
somos todas amigas, o que facilita esta desinformalização da coisa! e a propósito da bola, fazemos sempre grandes jantaradas onde acabamos por reforçar, de forma que só o tempo vai mostrando, a nossa amizade e cumplicidade.
na foto, penso que não é difícil dar comigo - nos aquecimentos, estou um minuto a fazer exercícios, e dois a descansar!
Obrigada, miúda.
Adorei, adorei mesmo.
Montes de obrigadas e montes de beijos!
PS:Podias ter mandado um Diário do Alentejo, mais recente! :))
Podem seguir para Bingo!


Foto: Kevin Bockerdike
Duas coisas em que a Monarquia perde, na minha opinião, para a República (para que não digam que eu sou intransigente na defesa de algumas coisas). Afinal é meramente uma questão de gosto (nos dois casos que apresento, claro)!
Bandeira da Monarquia

Imagem: Wikipedia
Bandeira da República

Imagem: Wikipedia
A República está em clara vantagem no que a mim diz respeito. É sabido que eu prefiro o vermelho, e até um bocadinho de verde, do que azul e branco. No que diz respeito aos símbolos centrais estamos falados, não é? Numa e noutra só temos símbolos relacionados com a monarquia! (tungas!)
Hino da Monarquia
Podem ler aqui a letra do Hymno da Carta (bem como outras informações).
Hino da República
Podem ler aqui a letra da Portuguesa. (para os que ainda não sabem)*.
Uma vez mais vantagem para a República. É o único que eu sei cantar e que se liga à minha história de vida. Aliás como podem verificar nas informações que o Portal do Governo nos dá sobre este assunto, o hino nacional só começou a ser prática comum no século XIX e, desta forma, não houve grande tempo, ou condições, para se encomendar um hino como o país merecia (ou não) na altura.
*Eu sei e canto (quer dizer... tento fazê-lo segundo as possibilidades das minhas cordas vocais) quando é entoado nas mais diversas cerimónias!
PS: Obrigado pela inspiração Lilly! Não fosse o teu post aqui em baixo e hoje dificilmente sairia alguma coisa.

David April, Non Conformist
P.S.: Bilhas, juro que isto que não é uma provocação ;)

Jean-Sébastien Monzani
Resolvi fazer um pequeno texto sobre futebol. Não sobre aquele que arrasta multidões aos estádios e onde o dinheiro fala muitas vezes mais alto que qualquer outra coisa. Vou falar daquele futebol que se joga sem contrapartidas, mas onde o são convívio entre as pessoas é o que mais interessa. Se se conseguir ganhar, tanto melhor, porque mesmo a feijões todos querem ganhar.
A escola onde a minha filha estuda realizou este ano o seu terceiro torneio de futebol de salão, destinada a alunos (14 ou mais anos), pais e funcionários. Poderia haver inscrições colectivas ou individuais, sendo que estes últimos seriam agrupados. E eu, apesar de os jogos serem aos Sábados de manhã, lá me inscrevi.
Fui parar a uma equipa onde não conhecia ninguém, aliás, poucos se conheciam entre si. Isso notou-se nos primeiros jogos, com resultados menos bons (1 vitória tangencial e 2 derrotas). Mas, com o tempo, fomo-nos conhecendo, e os resultados começaram a surgir. De tal forma que, contra todas as expectativas, alcançámos o 4.º lugar na classificação geral da 1.ª fase, com 7 vitórias, 1 empate e 3 derrotas, o que nos permitiu disputar o 3.º lugar.
Hoje realizou-se o jogo, tendo a nossa equipa vencido o jogo por 8-5, garantindo assim um lugar no pódio. É claro que estamos muito contentes pelo lugar conquistado, mas isso não foi o mais importante. O mais importante disto é o convívio entre os jogadores da equipa, que abdicam de mais umas horitas na cama ao Sábado (pelo menos eu) para praticar desporto. E é essa a mensagem deste post. O mais importante no desporto é o convívio entre as pessoas, não devemos jamais esquecê-lo.

Esta é a equipa. O mais velho, com 63 anos, é pai do mais novo, com 15 anos. Eu estou ali (adivinhem onde...). Digam lá a verdade, este amarelo não é mais bonito que o do Sporting?

Foto: Já anda por aqui há tanto tempo, que não faço ideia onde a fui buscar.
A aNa desafiou-me para dizer 6 coisas sobre mim. Ou antes, a aNa, desafiou a Karla.
1. A escolha deste nick tão infeliz, é uma história tão longa, que não a vou contar aqui. Seja como for, tal como na vida real, muitas vezes não gostamos do nome que os nossos pais nos escolheram e carregamo-lo a vida toda. Assim sendo e se o mudasse agora, nesta altura da minha vida virtual (devo estar na pré-adolescência), poderia vir a ser responsável por algum trauma, difícil de controlar no futuro. Esta coisa das identidades tem muito que se lhe diga. Quem sabe, quando chegar à idade adulta, deixo cair o K.
2. A Karla nasceu nas caixas de comentários de outros blogs. Alguns já não existem. Outros, já não os visito. À medida que fui crescendo, descobrindo, amadurecendo, passei a ser muito mais criteriosa nas escolhas de leitura.
3. O primeiro blog que li, tal como tantos outros que por aqui andam hoje, foi "O meu Pipi". A propósio, deixem-me contar-vos uma cena/gaffe passada em família. Na presença da minha tia e falando ao telefone com o meu tio (a quem eu tinha apresentado o blog) perguntei-lhe - Já foste hoje ao Meu Pipi? Enfim ... equívocos desfeitos, conseguiu-se manter a harmonia familiar. A par de "O meu Pipi", eu ía lendo o Abrupto. Já não leio, nem um nem outro, ambos, por razões óbvias.
4. Quando já navegava bem pela blogosfera, descobri o Chez Maria. Foi das experiencias mais ricas e divertidas que eu vivi. Até aceitei o desafio da Maria Árvore para vestir a pele de um homem e assinei alguns textos como Dr. Freudulento. Uma "fraude" tão divertida como difícil. Mas ficou o bichinho de postar.
5. Foi quando conheci o Jorge Morais no seu 6 em 1 e algo mais. Comentadora militante nesse espaço de bons textos e boa disposição, fui alimentando a minha vontade de descobir como era isto, dos blogs.
6. Por isso, quando o Jorge me convidou para este projecto colectivo, não precisou de muito para me convencer. Foi mais duro o processo de "auto-convencimento".
Hoje, no meio deste grupo de gente fantástica, com quem eu rio, discuto, partilho, com quem me comovo, encontrei novos amigos. Amigos que já passaram, há muito, do virtual para o real.
E por isso, este post, acaba exactamente aqui.
PS - Este post é dedicado à Maria Árvore e ao Jorge Morais.
... como bola colorida nas mãos de uma criança!
E ao que parece, pelo menos visto daqui, o mundo não pára mesmo!
Bom fim de semana!
Foto: Mircea Bezergheanu
O meu filho havia acabado de me ofertar Pulse dos Pink Floyd em DVD. Coloquei um dos discos na pequena gaveta do leitor e ligado à velha, e pequena TV mono que me serve de suporte noticioso enquanto estou neste pequeno escritório, a coisa não me soava bem. Olhei para a biblioteca em frente a mim e achei que um écran de LCD poderia ali ficar bem. O pior é que iria ocupar várias das prateleiras e não teria onde enfiar os livros que de lá seriam retirados. Puxei de uma folha de papel, de um lápis e de uma fita métrica, medi, concebi, desenhei, telefonei e encomendei a madeira. Saí direito ao Leroy Merlin muni-me de cavilhas, brocas, parafusos, marcadores e sei lá de quantos mais acessórios. Fiz marcações, furos, encaixes, aparafusadelas. Soltei o carpinteiro que havia em mim e durante dois dias não pus os pés na Internet. Piorei a minha dor ciática, não consigo mexer o braço direito, mas estou feliz com a obra feita. E como que num impulso coloquei de novo o disco de novo na gaveta do leitor e vim aqui contar-vos que Fernando Pessoa tinha razão.


fotos: aNa

foto: aNa
convidas-me para tomarmos qualquer coisa.
não. agora não dá. já não dá.
nem interressa se cruzámos este caminho juntas. já nem me lembro.
sabes, esqueço facilmente o que me indispõe. tenho essa incapacidade. não, não é perdoar! isso seria lisonjeiro demais. é arrumar. lá para um canto. que querias? também esqueço os objectos que não me são úteis. e a maioria, quando os reencontro, deito-os ao lixo. para que raio guardei eu esta merda tanto tempo?
vês? não é nada pessoal. é um estilo. só manter o que interessa.
sabes, devias fazer o mesmo!
A propósito deste post do Bilhas, e respondendo ao seu apelo, deixo aqui algumas fotos.

Casa Major Pessoa (em fase de reabilitação)

Foto: Bruno Carriço do Fragmagens
Diz o calendário, que começa hoje o Outono.
Entre a noite de ontem e a madrugada de hoje, parece que saltamos uma estação.
A gerência da minha outra casa (ou seja eu) tem o prazer de anunciar uma mudança para uma nova casa. Cansei-me do Blogger e arranjei outra casa na Wordpress que me agradou de sobremaneira, a Wordpress.
Tem uns acabamentos mais modernos (que ainda estou a escolher), é uma casa com domótica e os construtores respondem bem mais depressa do que acontece no blogger às minhas dúvidas. A única desvantagem é que não permitem o upload directo das minhas pinturas e quadros de famíla, mas nada é perfeito, não é? Arranja-se um armazém para as colocar e de vez em quando vamos lá buscar um ou outro.
Entretanto e porque ando cheio de dinheiro não me vou desfazer da casa antiga. Essa vai ficar para ir lá dar uma volta de vez em quando, numa espécie de terapia (ou não) que eu passo a designar de "para mais tarde recordar". Original, não?
Assim, meus caros e caras (salvo seja) amigos e leitores, a partir de hoje podem bater à nova porta (não liguem à possível dessarumação inicial). O endereço é http://bilhas.wordpress.com e não há azulejo com a bendita frase: Cuidado com o cão!
Hoje confundi dois Fernandos. O Rocha e o Rosas. Passo a explicar... tive de ir aos correios e aquilo agora parece uma livraria combinada com uma sucursal do Glorioso. São prateleiras cheias de livros e kits de sócio e bonecada e canetas e envelopes e sei lá mais o que! Até fica complicada a tarefa de ir colocar a cartita registada nos correios. Mas voltando à confusão dos Fernandos... estava numa dessas prateleiras um livro (imagino que de anedotas) do Fernando Rocha, do qual eu só conseguia ver uma parte da capa onde se podia ler "Fernando Ro...". O restante texto estava escondido. Como estranhei que o Fernando Rosas colocasse o seu nome na capa de um livro com tanto relevo, disse para um colega meu (que por acaso até é do BE): "Oh pá, o vosso Fernando anda a ficar com as ideias avariadas! Então aquilo é capa de livro que se apresente? O gajo gosta mesmo de si!".
Não vos conto a cara do gajo, mas como ele até conhece um dos visados (o floral) venho por este meio expressar as minhas sinceras "apologias" ao outro visado (o mineral). Desculpa Rocha, filho! Eu sei que não se faz. Não se podem confundir seres com semelhante descrepância em termos intlectuais, se bem que tens que concordar que o Rosas também diz umas piadas fixes de vez em quando! Ai diz, diz!
Sem comentários (meus)!!
Fico à espera dos vossos, para ver se alguém me elucida.
Que David Hasselhoff é um actor brilhante, injustamente arredado de um filme com a força necessária para o levar aos Oscares, estamos todos de acordo (ou não!)...
Agora o que nem todos conhecerão é o talento de David enquanto músico. Neste capítulo, nem sei o que deverei destacar mais: se a sonoridade, se as letras, se os próprios videoclips.
Queria aqui apresentar a minha música/vídeo preferidos deste ex-justiceiro, mas é desumano ter que escolher apenas uma destas preciosidades. Assim, deixo três temas geniais, para que me possam ajudar nesta difícil escolha!
E o mais impressionante, é que o portfolio do amigo David não se fica por aqui. Uma visita ao famoso Youtube resultará em mais agradáveis surpresas. "The man, the myth... Hasselhof!" [ARGH!!]
Depois de 48 minutos a tentar entrar no MovableType Publishing Platform, parece que consegui. Vamos ver se, quando fizer Save, o post aparece editado.
E vai ser aqui que vou fazer os comentários que, desde as 17 horas, não consigo fazer nos respectivos posts.
De pasta às costas, até à escola!
Jorge, é um post meu mas, foi a única forma que eu consegui para entrar na plataforma.
(sem título) Mad
Mad e aNa, não façam da caixa de comentários um chat ou, arriscamo-nos a críticas menos próprias. :))
Welcome back
cap, não precisas de agradecer. Como eu te compreendo.
maria árvore, já nem considero o serviço caro, para o que nos oferecem. É uma roubalheira.
eufigénio, conseguiste comentar aqui? Estás cheio de sorte. Não te sei ajudar ou já teria pegado nas nossas tralhas (ossadas não, que estamos bem vivos e cheios de força) e feito a mudança
jorge, estamos é a ficar num condomínio deserto.
aproveitar
aNa, o comentário que saiu às 19:03h, foi escrito por volta das 17h. Depois de 3 erros consecutivos, desisti. Andou por aí, até às 7h :-))
Há coisas fantásticas, não há? (*)
pré, fica para outra altura, quando me informar sobre o assunto. Como sabes, temos algumas discordâncias no que diz respeito à política deste governo e, particularmente, no que respeita à saúde (porque será) ;-)
Aproveito o espaço e a possibilidade que a Weblog / aeiou, gentilmente me cedem, para convocar os condóminos deste blog, para uma reunião de condomínio, a realizar amanhã, na caixa correio electrónico.
Ordem dos trabalhos:
1. Falta de manutenção dos elevadores
2. Mudança das lâmpadas fundidas
3. Resolução do problema da fechadura que não abre nunca à primeira
4. Discussão sobre o valor do condomínio
5. Eleição de nova administração.
(onde o Pré avisa os seus leitores que daqui a uns dias invadirá os hospitais)
Já é costume deste Governo, utilizar o referendo para introduzir as suas medidas políticas. Lançam uma ideia no ar do tipo, “estamos a pensar que se deveria fazer isto ou aquilo” e os média encarregam-se do resto. Eles são fóruns na rádio, debates na televisão, crónicas de jornais, a blogosfera remexe-se e depois, passado pouco tempo, a medida acaba por ser introduzida mediante o apalpar do pulso e quiçá a contabilização dos votos. Quantos votos perderemos em Barcelos ou em Elvas se fecharmos as maternidades? Quantos votos se perdem se fecharmos uma centena de escolas por esse interior fora? Ok, feitas as contas serão poucos e de medida impopular em medida impopular lá vai o Governo subindo nas sondagens. Parece uma contradição, mas na realidade não é. Sempre aparecem os puxa-saco (como dizem os nossos irmãos brasileiros), os bajuladores oficiais que, em horas de maior audiência televisiva conseguem dar a volta às pequeninas cabeças que dividem o seu tempo, entre o Você na TV e a Praça da Alegria, as infindáveis telenovelas e concursos diários das televisões, as discussões “futeboleiras”. Quando estivermos a um mês das eleições, poderão querer que, serão lançadas algumas cenouras para aqueles a quem algumas destas chicotadas se presume possam ter feito estragos. Mas enquanto o pau vai e vem folgam as costas. E é assim que o Ministro da Saúde lança para o ar (e daqui a uns dias lançará a mão ao nosso bolso) a questão das taxas moderadoras nas cirurgias e nos internamentos. Eu tenho estado a pensar que da última vez que fui operado, fui porque quis e não porque estava doente e porque o médico não me aconselhou. Saí, cantando e rindo, direito ao hospital e junto ao cirurgião, atirei-lhe “olhe, opere-me já a este hemorroidal porque já estou quase sem pinga de sangue e isto não tem gracinha nenhuma” E vai daí, como não paguei taxa moderadora ele operou-me. E agora antes da medida sair em Diário da República ainda lá vou voltar uma dúzia de vezes. Hei-de tirar o rim, fazer um transplante de coração, eliminar as cataratas, debelar a hérnia discal, controlar a pubalgia, colocar os dentes no lugar porque eu caí da árvore de propósito só para ser operado, vou fazer uma palatoplastia para acabar com este ressonar maldito, tirar o menisco do joelho direito (se calhar aproveito para tirar o do esquerdo também), colocar uma banda gástrica só para ver se deixo de ter o problema de não encontra roupa para uma pessoa de 250 quilos e, talvez finalmente, pois não deverei ter tempo para mais, tirar a vesícula só para que não digam que eu tenho maus fígados. Depois modero-me, porra!
PS. (*) de um anúncio televisivo.
Post também publicado aqui.

foto: aNa
setembro ainda nos tem trazido dias quentes. propícios para os últimos dias de praia. os últimos em biquini.
a praia também é excelente de inverno. e esta aqui em cima, deve ser óptima para levar uma cadeira e ficar estirada a ler e embrulhada numa amntinha leve.
conheci-a este verão. chama-se praia da Amália (porque a dita tinha uma casa lá perto) ou dos Girassóis (porque no desvio para a praia tem um girassol grande em latão). fica no caminho de S. Teotónio para a Zambujeira do Mar (esta é para ti, Karla) e o acesso faz-se por um caminho um pouco acidentado, mas com um "túnel" de arbustos. lindo! vale mesmo a pena!
depois, é uma imensidão de areia para nos espalharmos sem ter ninguém a incomodar. a água em agosto estava excelente.
agora, que o calor começa a querer fugir-nos, é bom irmos repescando estas lembranças de férias. para nos dar alento.
(Clica na foto para abrir a porta)
Outros blogs que também mudaram para uma casa de renda mais barata e onde o condomínio funciona.
Foto: Sophia Douma
Estive uns dias arredada desta e de outras (muitas) casas e ainda ocupei uma boa meia hora para actualizar a leitura.
Os meus colegas são os melhores do mundo.
É bom chegar a esta casa e sentir o conforto do sofá, as almofadas espalhadas pelo chão e ver caras e sorrisos alegres e mágicos daqueles que fazem esta casa tão especial.

Foto: Rarinda Prakarsa
Leio hoje no JN que Aveiro quer ser capital da Arte Nova e que em Maio foi lançada a Rede Nacional de Munícipios de Arte Nova entre os quais se contam duas das cidades que mais significado têm para mim: Espinho e Aveiro. Nasci na primeira e trabalhei durante alguns anos na segunda e lembro-me bem de algumas polémicas sobre a perservação deste património tão importante para a cidade da Ria. Era o compra e não compra da Casa Major Pessoal, foi a reabilitação da casa onde hoje se encontra instalado o Museu(?) da República e a reconversão do Hotel As Américas (que me parece bem feita). Enfim é algo que está intrínsecamente ligado à cidade e a câmara teria, mais tarde ou mais cedo, de lhe dar a devida atenção.
O mesmo, infelizmente, não se passa na minha cidade natal. O edifício mais emblemático deste estilo na cidade é a sede do Sporting local. Certamente muitos de vocês já a viram ao passar de comboio por Espinho. Está ali meio "encalacrada" entre o edifício S. Pedro (erigido onde esteve em tempos o Cine-teatro S. Pedro) e um outro edífico altíssimo onde está a loja da Portugal Telecom. Se repararem este belo exemplar de Arte Nova está muito danificado e, pelo que me é dado a saber, não existe nenhuma perspectiva de investimento na recuperação do edíficio. Outros existirão em Espinho (lembro-me de alguns conjuntos de azulejos), mas penso que começar por este uma intervenção à escala local era, agora que Espinho faz parte da Rede Nacional de cidades Arte Nova, um bom sinal. A câmara e o Sporting de Espinho bem podiam dar o exemplo.
Já agora... algum leitor das outras cidades pode mandar exemplos de Arte Nova em mau estado nas respectivas cidades? Eu publico por cá para alertar as respectivas câmaras. Que dizem? Eu aproveito para deixar aqui a foto da Sede do SCE.

Foto retirada daqui.

C'est comme ça dans les guerres tribales : les gens abandonnent les villages où vivent les hommes pour se réfugier dans la forêt où vivent les bêtes sauvages. Les bêtes sauvages, ça vit mieux que les hommes.
Ahmadou Kourouma
"Eu tenho dois amores, que em nada são iguais". Não sei se continue com a letra, porque eu acho que sei de qual gosto mais, mas mas como não quero ser ingrata, não o digo. Eu tenho duas cidades, duas casas, dois lugares que eu posso chamar de "meus": "cá" e "lá".
Nunca é fácil o regresso ao Oriente, depois de umas férias em casa, na casa de lá. O pão aqui não tem o mesmo sabor e não cheira a pão, a fruta não tem sabor, aquele sabor apurado a fruta de verão, o peixe não presta, nem dele há grande variedade, a carne de vaca é congelada e o bacalhau é caro e não presta. Depois de 2 meses fora, nunca sei o que fazer para comer: nada tem sabor!
Ando pelas ruas e apercebo-me de que esta cidade está a rebentar pelas costuras. Há imensa gente, imenso trânsito, imensas obras. A hora de ponta é agora a qualquer hora e em qualquer lugar. Constroem-se casinos e destroem-se jardins, chama-se mais gente à cidade e corta-se o estacionamento, faz-se crescer uma cidade e não se alargam as infraestruturas. Resumindo: instala-se o caos e lava-se daí as mãos.
É claro que esta terra também tem virtudes; tem, caso contrário, não viveria aqui... a vida é fácil, é tudo perto, andar na rua continua a ser seguro a qualquer hora... por agora.

Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.
Sofia de Mello Breyner Andresen

Quando a pátria que temos não a temos
Perdida por silêncio e por renúncia
Até a voz do mar se torna exílio
E a luz que nos rodeia é como grades
Sofia de Mello Breyner Andresen

Foto: Praia de Carcavelos - Pedro Carmo

Foto daqui.
Como diria o Chico Buarque: "A coisa aqui tá preta..." ;-)

Oriana Fallaci, 1929 - 2006
" Nas lendas que os homens inventaram para explicar a vida, a primeira criatura não é uma mulher: é um homem chamado Adão. Eva chega depois, para diverti-lo e arranjar sarilhos.
Nas pinturas que adornam as suas igrejas, Deus é um velho com barba: nunca uma velha de cabelos brancos. [Se fores mulher] para começar, terás de te bater para defender que, se Deus existisse, poderia ser também uma velha de cabelos brancos ou uma linda rapariga. Depois, terás de te bater para explicar que o pecado não nasceu no dia em que Eva colheu uma maçã: nesse dia, nasceu uma esplêndida virtude chamada desobediência. Por fim terás de te bater para demonstrar que dentro do teu corpo liso e redondo há uma inteligência que grita para que a escutem. "
Oriana Fallaci, Carta a uma criança que está para nascer, 1975
Bem me parecia que os grandes malucos deste país tinham de ter nascido em Setembro. Celebra-se hoje o aniversário de nascimento do Bocage. Já repararam que é um poeta que normalmente tratamos por tu? E não é por falta de um nome pomposo, afinal Manuel Maria de Barbosa l´Hedois Du Bocage é um nome de se lhe tirar o chapéu. Reparem no preciosismo daquele "Du" e na leveza do "l'Hedois". Realmente estes grandes malucos só podiam ter nascido em Setembro. Bocage nasceu em Setúbal no seio de uma família burguesa. Não! Descansem que não vos obrigo a ler a história da vida do rapaz. Se quiserem poderão obter mais informações sobre este personagem tão marcante da nossa História no sítio do costume (não... não é um supermercado).
Poderão, também, ler aqui alguma da sua poesia erótica e satírica, no entanto, destaco o poema "Lá quando em mim perder a humanidade" e pergunto-me se é aquele realmente o seu epitáfio. Alguém sabe?
Lá quando em mim perder a humanidade
Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia – o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:
Não quero funeral comunidade,
que engrole sub-venites em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:
Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
"Aqui dorme Bocage, o putanheiro:
Passou a vida folgada, e milagrosa:
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro."
Retirado daqui.
Assim sendo, meu caro amigo Bocage, os nossos parabéns. És mesmo um grande maluco, pá! Tu e o Bordalo são muitoooooo à frente, mesmo muito!
PS: entretanto informam-se os interessados que hoje é feriado em Setúbal (nada de chatear os indígenas, ok?).
Não professo nenhuma religião. Já frequentei a Igreja Católica quando era menino e também em adolescente, já assisti a alguns cultos Evangélicos, nunca li o Corão e estudei um pouco de espiritismo nas palavras de Allan Kardec. Não sei se sou crente ou não, mas nunca me deu para desdenhar das crenças dos outros. A verdade, a verdadinha é que também eu tenho um anjo, a que me habituei desde muito pequeno. A minha saudosa, já falecida, avó, ensinou-me a rezar ao Anjo da Guarda, vamos cá ver se ainda me lembro, seria assim “Anjo da Guarda, minha companhia, guardai minha alma, de noite e de dia” e terminávamos assim, “com Deus me deito, com Deus me levanto, na graça de Deus e do Espírito Santo”. E parece até piegas, não parece? Eu acredito no Anjo da Guarda. E esta hein?
Por acaso não era este o post que eu queria escrever hoje, mas a Lilly e a aNa deram-me o mote.
PS. Há uma coisa que nenhum de nós, aqui no ante-et-post, merece. É este weblog.com.pt. Faz perder a paciência a um santo. Não seria já hora de o mandar para os anjinhos?

foto: aNa
conhecíamo-nos há poucos dias. tinha ido a sua casa poucas vezes, embora já lá tivesse dormido.
estávamos na cozinha, a tentar improvisar qualquer coisa para comer. e ouve-se um barulho de qualquer coisa a cair. vindo de outra divisão da casa. da sala, talvez.
fomos investigar. olhámos por todo o lado, à procura de qualquer coisa que estivesse no chão, ou já não estivesse na parede.
descobrimos um quadro, de pequenas dimensões, em cima de uma cadeira. já antigo, com a queda a moldura tinha-se desarticulado um pouco.
ela, sorrindo, disse-me "foi um sinal...".
eu, apreensiva, (nunca gostei muitos dessas coisas, nem crente, nem descrente, antes um bocado medricas em relação a esses assuntos) respondi-lhe "um sinal??" de olhos esbugalhados! um sinal? mas que mulher era esta, por quem eu já estava irremediavelmente apaixonada? queriam ver que era daquelas viradas para o sobrenatural? não! por favor, não! tinha encontrado a minha alma gémea, não podia ser castigada assim!
"sim, um sinal dos meus anjinhos. se calhar da minha mãe. aquele quadro foi ela que o fez..." disse-me ela, serena, com aquele sorriso tranquilo que lhe é tão característico, quando fala de coisas que lhe são caras.
devo ter feito tal ar de espanto e medo, que ela acrescentou "não te preocupes. é um bom sinal!"
eu, cada vez mais desconfortável, apesar do seu sorriso tranquilo, articulei "bom? como é que sabes?", e a minha inquietação aumentava. para além de reconhecer sinais, ela ainda os identificava! oh meu deus, a quem apelei apesar de toda a minha descrença!
"sim, minha querida. se fosse mau o quadro tinha-se partido!"
ah, claro, como é que eu não me lembrei disso? era óbvio! ao mesmo tempo, tentava acalmar-me. havia qualquer coisa nela, que me fazia aceitar aquela conversa sem grandes questões.
e acrescentou "não te preocupes! eles não aparecem. andam sempre aqui a acompanhar-me, a mim e a quem me ama e trata bem. e tu tratas-me bem, não tens que ter receio."
na altura, o meu lado prático impôs-se. se ela diz que é assim, porque hei-de duvidar? confio nela para viver a minha vida, confio nos meus instintos, logo ela deverá estar certa.
este acontecimento tem dois anos e tal. desde aí nunca mais tive receio de barulhos e coisas do género. lá em casa é frequente ouvir coisas a estalar - fruto, na maioria das vezes, acredito, das diferenças térmicas, ou da má qualidade das madeiras dos móveis. nem sempre consigo identificar os ruídos. e, quando assim é, olho para ela, sorrio e digo "olha, eles andam por aí!".
não sei se andam, na verdade. poderão andar. e se andarem, a única coisa que testemunham é que, aquela a quem eles velam e cuidam, é uma mulher feliz e amada. e que me ensinou a dar mais sentido ao lado espiritual. e isso deixa-me bem!
(obrigada, Lilly, pela inspiração do momento!)
... foi desta que se livraram de moi! Aqui o Bilhas está "alive & kicking" como diziam as "Mentes Simples"! Não teve foi tempo e meios tecnológicos para postar nos últimos dias.
PS: serve este post como pedido de desculpa aos meus caríssimos amigos ante-et-postadores e como atenuante para um possível castigo, ok Mad?

Nem todos o encontramos, e raramente ele é tão belo,... o nosso anjo. Às vezes há seres que nos confundem, têm pele de anjo mas alma de puta. Não fiquem chocados. Neste filme existe um anjo que adora usar o guarda-roupa celestial e, para a sua última missão na Terra, escolheu vestir-se de puta. É ele/a quem o diz. Eu só queria um anjo assim. Pensando bem, provavelmente já encontrei alguns. Esta imagem é sugestiva. Quantos anjos me ampararam desta forma tão doce ao longo da vida? ______________ sim, alguns. Mas queremos sempre mais. Se não for pedir muito, oh deus, importas-te que ele seja francês e saiba voar pelo Sena da próxima vez?
Vocês, não percam este filme de Luc Besson. e atentem nos anjos que vos rodeiam. os verdadeiros amam-nos logo pela manhã, quando fugimos de todos os espelhos, e mais intensamente à noitinha, antes de despirmos os cansaços.

É verdade!
No dia 07.07.07, serão anunciadas na cidade de Lisboa, as novas 7 Maravilhas do Mundo!
E onde? Sabem? Sabem?
Ou como diriam um gajos muito conhecidos,
Sabem em que local, vão ser anunciadas as novas 7 Maravilhas do Mundo ?
Aquele local que tu olhas para ele e dizes "eh pá, não há local mais lindo, mais maravilhoso!"
Sabem onde é, esse local tão lindo e maravilhoso que até chateia porque é tão lindo, o maroto?
Sabem onde é que é, sabem, SABEM?
(sei...)
... ainda mais para baixo, porque este blog tem uma imagem estética a manter.
Caetano Veloso - Leãozinho ;-)
A Música, também é uma das maravilhas do mundo.
E há vozes inconfundíveis.
Lembrei-me desta, nem sei porquê!
aNa, Lilly,
fazem coro comigo?

Vou seguir a sugestão da Karla. Eu voto nesta Maravilha.
PS. Eu sempre fui um grande amante de catedrais.
Uma iniciativa gira que vi no Escrita em Dia.*
Ainda há umas horas para votarem. Não custa nada.
* Não percam este blog, onde se escreve com todas as letras, onde encontram memórias que não se podem esquecer e reportagens de peito aberto.
mesmo não se aceitando, consegue-se perceber que o Homem, pelo poder, é capaz de todas as barbaridades. e, inclusive, arranjar sentido para elas. a religião é só uma das desculpas.
a mim, pobre ignorante da natureza humana, o que me faz espécie, é que sentido encontram as pessoas para deixarem comentários absurdos, ofensivos e despropositados nos blogs dos outros?
leiga em questões de política nacional e internacional, análises profundas da economia, and so on, fico-me por estas coisas básicas. mas que me intrigam!
que sentido terá isso para as pessoas? o que as faz vir aqui, ou ali, ou acolá, e completamente a despropósito, deixarem palavras rudes, ásperas? que mal lhes terá acontecido na vida, para terem esta necessidade?
muitas vezes, são com estes pequeninos grãos, que se faz um deserto!
Vou recomeçar. Antes de me deitar faz-me bem escrever. A vós, não sei... mas o link é este.

Foto: Ruud Albers
Esta, é de La Palisse. Somos sempre parte do problema, seja ele pessoal, familiar, profissional ou social.
Criticar, diagnosticar e ficar à espera que alguém resolva, só agrava. I'ts not my problem!
E não precisamos de querer salvar o mundo. Basta sermos pró-activos no nosso dia a dia. Fazer as coisas acontecer.
Basta mudarmos o chavão. I'm part of the solution!
Acordei cedo. Tinha hora e meia antes do encontro.
Tomei um duche, de consciência. Não queria cheirar mal... teria sido uma vergonha. Pus especial cuidado no que tinha que ter, na teoria, nas suas mãos.
Assim, aproximei o jorro da pressão do duche ao meu sexo. Puxei a pele até poder e esfreguei com suavidade. Loção íntima e a segurança de que depois de seco não ficasse qualquer humidade.
Já seco procurei os meus melhores boxers, que previamente na noite anterior tinha lavado. Finalmente entrei no carro em direcção ao desconhecido. O nome duma rua e um número escrito à pressa num pedaço de papel há 5 dias atrás, quando um telefonema ditou o nosso encontro.
...
No carro, entre engarrafamentos duma cidade que pede aos gritos uma rede de metro que nunca mais chega, imaginava o que iria passar-se. Imaginava-o velho, gordo e feio... provavelmente com óculos de fundo de garrafa e olhar, quem sabe, malicioso. Imaginava o momento em que me pediria para baixar as calças e aí estaria eu: indefeso ante o seu olhar experiente. Cada semáforo vermelho era uma bênção... não queria chegar. A minha pila não era para ele.
Na sala de espera os minutos não passavam... caíam. Observei ao meu redor. Eu não era o único da lista, mas alguns vinham com as suas parceiras. Muito nervosismo nos rostos... medo de perder uma masculinidade criada socialmente.
...
Finalmente aquela rapariga disse o meu nome e ele disse-me que podia passar ao seu quarto.
Mas o meu urologista não era velho, nem gordo, nem tinha cara de tarado. O que lhe contei foi suficiente. –“Fungos? De maneira nenhuma... a médica de família da tua parceira que reveja os seus conhecimentos”-
O botão das minhas calças não saiu do seu lugar e eu saí da consulta daquele homem com um mito e um medo caído ao chão. Os semáforos vermelhos desta vez faziam desesperar... atrás ficou aquela clínica e aquele médico.
(Obrigado a Noite pela ajuda com a traducçao do texto original e a correcçao de erros)

Foto daqui
11 setembro 1973
"Estas son mis últimas palabras y tengo la certeza que por lo menos será una lección moral que castigará la felonía, la cobardía y la traición." Salvador Allende
A homenagem ao primeiro presidente marxista-leninista, democraticamente eleito na América do Sul (eu diria no mundo).
Suicidou-se a 11 de Setembro de 1973, no Palácio Presidencial de La Moneda, cercado por soldados do exército liderados por Augusto Pinochet. O golpe de estado apoiado pelos EUA, instaurou uma feroz ditadura, que se prolongou por 17 anos.
... e ainda não parou!