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República e Laicidade

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David April, Non Conformist

Comecemos por definir laicidade. Segundo Étíenne Pion (EP), é um conjunto de valores e ao mesmo tempo um sistema de vida social e cívica. Quais são esses valores? O primeiro é o da liberdade absoluta da consciência, a liberdade de crer ou não num Deus, de ter uma religião ou de mudar de religião, ou de ser ateu. Quebra-se assim uma ideia preconcebida em relação à laicidade. Segundo EP um ateu é geralmente laico mas nem todos os laicos são ateus. O segundo valor ou princípio é o de que a liberdade de consciência supõe liberdade de expressão. Seria um paradoxo poder pensar e não poder expressar o pensamento. (...) Todos estes aspectos dizem respeito a um conjunto de valores abstractos e filosóficos que caracterizam o pensamento laico. Mas existe uma segunda perspectiva obrigatória a ter em conta para compreender a laicidade. É preciso compreender como os sistemas sociais, cívicos e jurídicos, regulados por instituições, aplicam o ideal laico. (...)

Étienne Pion é o presidente da CAEDEL - Centre d’Action Européénne Démocratique et Laïque. Agora, a Associação República e Laicidade, está a colocar no seu novo site/blog alguns "textos de referência" do seu arquivo. Porque Étienne Pion é absolutamente esclarecedor relativamente à(s) problemática(s) da laicidade, penso que vale a pena ler o texto na íntegra. Se ainda não conhecem, esta é também uma boa ocasião para ficarem a conhecer a Associação República e Laicidade e pensar numa possível adesão.

P.S.: Bilhas, juro que isto que não é uma provocação ;)

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Lista de blogs que fazem referência a República e Laicidade:

» Questões de legitimidade e lição de história... enfim! de ante et post
Confesso que por vezes, se bem que muito raras, consigo ficar espantado com a capacidade de diarreia mental de alguns seres humanos. Vocês sabem que eu sou um monárquico assumido, até já o disse aqui à atrasado, mas confesso que... [Ler mais]

Comentários

Lilly... não me sinto minimamente provocado! Historicamente a Monarquia e as Igrejas têm uma ligação forte... mas é possível ter uma monarquia num estado completamente laico! Aliás a definição que apresentas de laicidade verifica-se muito melhor na Monarquia Inglesa do que na República das ba.. (desculpem) Portuguesa!

Bilhas, tens razão, alguns dos Estados em que a laicidade é um valor já mais interiorizado, são monarquias (Dinamarca, Holanda,... ). Quando me meti contigo, estava a referir-me à defesa do ideário da República.

abraço

Lilly,
este post faz todo o sentido, uma vez que estamos quase a celebrar/evocar a Implantação da República.

Lilly,
andas a receber a mesma mailing list que eu ;-)

:) que é isso da república? eheheheh

Karla... afinal já sei... é a data que nos vai permitir descansar um destes dias, não é?

Nasceu na Grécia Antiga há cerca de 2500 anos… a civilização helénica foi na altura a luz do mediterrâneo. Mas a sua democracia apenas servia para enfraquecer as cidades-estado, e guerrearem umas com as outras. E tal provou-se a quando da invasão do Império Persa, em que a Grécia enfraquecida foi um alvo fácil.
A democracia mais não serve do que para minar a unidade nacional e para promover a corrupção e a desordem, pois com a democracia, não existem projectos colectivos. Vem um partido e começa a construir, vem outro e destrói, e assim sucessivamente. E no fim os prejudicados não são os líderes democráticos, mas sim o povo e o próprio país.
Também não concordo com os extremos do sistema republicano, pois cada um submete o país apenas ao seu interesse.
Por isso acredito que o único poder legitimo é o poder do rei, pois o rei representa todo o país, e todo o país se revê nele.
O rei não serve a partidos políticos, nem se submete às oligarquias económicas.
O rei, apenas serve o interesse do país.
Mas terá de ser um rei forte. Não apenas uma marioneta, como o era na Monarquia Constitucional.
Por isso acredito que Portugal só foi Portugal até ao Absolutismo. O Liberalismo veio como um cancro, que se instala e se espalha pelo corpo, até que esse corpo acaba por morrer. Foi o que aconteceu aquando da queda da Monarquia. Mas depois veio algo muito pior que um cancro, veio a república e com ela todas as doenças possíveis e imaginárias. Portugal, hoje, está extremamente doente. Mas ainda não é tarde demais. Ainda pode ser salvo. Mas tem de ser agora senão perder-se-á para sempre devido à governação jacobina. Morte à república! E que todos os jacobinos ardam no fogo do inferno!

livrem-nos destes patriotas!

livrem-nos destes "patriotas"!

Lilly... deixa estar que esse senhor só fala assim porque nunca viveu num regime absolutista! Se vivesse nem sequer lhe permitiam a veleidade de ter semelhantes afirmações, a não ser que fosse rei, ou primo do rei, ou bispo, ou ainda um nobre muito influente! :) E olha meu caro patriota que eu sou bem monárquico!

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