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A vida irritantemente simples de Zeca Lado (2.º mini-episódio)

Uma noite de copos é normalmente acompanhada por umas bifanas e moelas. O que quer dizer que, no dia seguinte, as cólicas são inevitáveis. E nestas alturas há decisões importantes a tomar: o que ler na casa de banho?
Se fosse Sábado ou Domingo, não haveria problema: o Expresso ou o Público de Domingo conseguiriam preencher o tempo de reclusão. Nos outros dias, o jornal não chega, é preciso um livro ou uma revista.

Se for no início do mês, tem a revista das Selecções do Reader's Digest. Mas só dá para um dia. Se tiver um dos livros condensados da mesma editora, ainda dá para dois dias. Por isso, é preciso ter sempre à mão uma alternativa.

Não pode levar um livro de humor, pois correria o risco de morrer a rir, e seriam um fim pouco digno. Livros ou revistas eróticas seriam ergonomicamente inviáveis. A colecção de história de Portugal, coordenada por José Mattoso, também não era boa ideia pois, sendo um patriota, estaria a conspurcar a história do nosso nobre povo. E jamais levaria os discursos de Jorge Sampaio, pois correria o risco de adormecer.

Assim, a solução a que mais vezes recorria acabava por ser ler um livro em inglês. Como não sabia ler inglês, levava um dicionário para traduzir todas as palavras do livro, o que dava para se entreter durante vários dias.

Comentários

Essas são daquelas dúvidas irritantemente preocupantes. ;-)

Catálogos de promoções natalícias é k dá jeito!

Karla... vê-se logo que és gaja, carago! Claro que é irritantemente preocupante não ter que ler na "senaita"... se fosses gajo compreendias!

Karla,
podes crer ;-)

Texazinha,
bem pensado, não me lembrei dessa. Bem-vinda (penso que é a primeira vez que te "vejo" por cá).

Bilhas,
nós, gajos com H grande, somos uns incompreendidos ;-)

Interessante. O título menciona o Zeca Lado, mas este não foi mencionado nenhuma vez no texto... Teria sido porque ele ficou calado enquanto lia no banheiro? rsrs

Agora fico a imaginar o que se define como "ergonomicamente inviáveis"...

E o mais curioso foi saber das opções e periodicidade de leituras cotidianas em Portugal, assim em um mini-episódio.

André!
Só se canta na casa de banho quando está a banhar-se! Acho que não era o caso... :)

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