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A vida irritantemente simples de Zeca Lado (5.º mini-episódio)

Zeca Lado não é homem de se meter em confusões. Tudo o que possa alterar o seu batimento cardíaco é automaticamente apagado da sua memória. Um dia, porém, o chefe decidiu que ia promover a implementação de um sistema de qualidade na empresa, e que os funcionários deveriam eleger, entre si, um representante para participar no processo. Referiu ainda que a pessoa escolhida iria passar a trabalhar, durante um ano, apenas com o chefe.

Imediatamente, todos olharam para o Zeca. Ele, contente com a súbita atenção que despertara, sentiu que aquela vaga de fundo não lhe deixava outra alternativa que não fosse aceitar essa nobre incumbência. Até verificava que era o candidato ideal: frases curtas, ideias geniais, presença firme, etc...

O que ele não esperava era ter concorrência. Na verdade, Lola Mechas, telefonista, conhecida por estar sempre a queixar-se da sua sorte, resolveu ir a um daqueles programas em que alteram o aspecto, e de uma miúda tímida de óculos e vestidos compridos floridos dos anos 60, passou a uma mulher sofisticada, loira, vestido vermelho com uma racha até ao umbigo.

Quando o chefe viu os dois candidatos ao lugar, anulou o concurso, justificando que o trabalho de Zeca era muito importante para ser abandonado, e por isso, sobrando apenas Lola, não havia necessidade de votação. Zeca ficou contente, não apenas porque deixaria de ouvir as queixas de Lola, mas também porque o chefe tinha mostrado que gostava mesmo do trabalho dele.

Comentários

Um tipo de concorrência imbatível! rsrs

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