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A montante do aborto*

Não pensava escrever nada sobre este tema. Não por não ter posição sobre o assunto, mas apenas por questões meramente pessoais que para aqui não são chamadas. A minha resposta neste referendo, para que não fiquem dúvidas ao longo deste texto, é sim! Ou seja, à pergunta “Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?” eu respondo sim, mas confesso que ficarei atento nos anos vindouros aos factos que vão resultar desta alteração da lei.

Razão principal porque apoio o sim: porque não concordo que uma mulher seja penalizada, leia-se julgada, condenada e presa, depois de passar pela experiência traumática que é um aborto (seja em Badajoz, ou num vão de escada, mas principalmente neste último caso). E um aborto, mesmo no caso de o fazerem por motivos profissionais (sim… há pessoas que o fazem por motivos profissionais), ou económicos, é sempre uma experiência traumática. Não acredito que haja mulher que não o sinta assim. Ou a haver é certamente alguém com problemas de índole psicológica.

Mas então quais os motivos da minha redobrada atenção a este assunto daqui para a frente. É fácil de explicar. A atenção que eu acho que todos devemos continuar a dar a este assunto, relaciona-se directamente com a atenção que devia ter sido dada por todos nós depois do anterior referendo sobre este assunto. Pergunto eu: quais foram as medidas para combater o crescente número de abortos ilegais no país? Sabe-se realmente os motivos que levam as mulheres a fazer um aborto ilegal? Porque não se combatem esses problemas, evitando, a montante, o problema em discussão? Os responsáveis de todos os partidos e movimentos cívicos do lado do Não no anterior referendo, fizeram o quê para evitar a prepetuação do problema e realização de um novo referendo? E os que estiveram do lado do Sim fizeram, também, alguma coisa para melhorar as condições das mulheres e famílias em Portugal?

Será bom que se aprenda com os erros do passado e por isso espero que o Sim ganhe. No entanto, a regulamentação da lei que irá ser alterada depois do referendo (em caso de vitória do Sim), deverá sempre ter em conta a realização de uma consulta com um médico especialista, ou um psicólogo, de forma a que a mulher possa tomar aquilo a que Vital Moreira ontem chamou de decisão informada. Para além desta questão acho que a regulamentação da lei deveria prever a identificação da mulher, com a condição de se tratar de informação classificada e ao abrigo do segredo profissional que se exige na relação médico-paciente, para impedir que o aborto se transforme, como uma vez assisti numa reportagem, num método contraceptivo, ou seja, que a mesma mulher solicite vários pedidos de IVG durante a sua vida.

Apenas para finalizar apraz-me dizer que também eu sou um defensor da vida, da vida com dignidade e amor!

* Publicado já ontem na outra casa e reproduzido aqui por manifesta falta de tempo para fazer um post novo!

Comentários

Estamos 100% em sintonia, Bilhas :+:

Assim já é duzentos por cento Lilly :) Ou estás gaga? Não gagá... mesmo gaga! eheheheh

Há sempre os por menores a serem prestado atenção, assim tudo se resolve e tudo se sabe, ao menos grande parte (=

[s]s

Bilhas,
excelente, eu não o conseguia dizer melhor.

Você esta equivocado! O aborto é um movimento de assasinos frios contra a vida. O feto não só um corpo e sim uma alma esperançosa em recressar para esta escola que "Deus" nos concede! Se nosso pai respeita nossa vida, porque não respeitamos a de um irmão que esta para nascer?

Você esta equivocado! O aborto é um movimento de assasinos frios contra a vida. O feto não só um corpo e sim uma alma esperançosa em recressar para esta escola que "Deus" nos concede! Se nosso pai respeita nossa vida, porque não respeitamos a de um irmão que esta para nascer?

amén!

Lindomar,
Deus não é trazido para esta discussão, dado que Ele só julga depois da morte. E invocar o Seu nome em vão, é pecado. Aqui estamos a falar da justiça dos homens e de punir ou não terrenamente as mulheres que abortam. A justiça divina fica para depois.

Deus tem que ser lembrado a qualquer hora, se os homens lembrasse dele na hora de decidir pela a querra ou pela paz, certamente teriamos paz! Também devo lembrar meu nobre que somos julgado no que pensamos e fazemos aqui, a nossa maneira de viver é que vai pesar na balança, la no reino do pai! É egoismo ficar as margens de processo que possa decidir pela vida de um ser. Desculpe-me se estou sendo intransigente! É que acho o assunto muito sério para ser somente politico!

O assunto não é nada político lindomar! Mas também não é religioso (relembro-o que até há pouco tempo atrás as pessoas só tinham salvação quando eram baptizadas), é mais um problema de saúde!

Vá lá, comenta à vontade:



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