Pesadelo de uma tarde de Inverno
Disperso...
Cambaleando por entre valas incertas,
Resvalo para o infinito
Das feridas, que o tempo deixou abertas,
Contenho em vão o inevitável grito.
Absorto...
Não encontro a génese desta penumbra,
Onde perdi a gravidade que me amarra ao chão,
Esta tentação do abismo que me deslumbra
E que me faz ignorar quem me estende a mão.
Morto...
Por dentro sinto que não existo,
Que mais além não se esconde um caminho,
Nem túnel nem luz ao fundo avisto,
Percorro esta estrada incerta, sem destino, sozinho.
Comentários
Jorge, tens que arranjar tempo para te dedicares mais a esta tua faceta de poeta ;)
Colocado por: Lilly Rose | fevereiro 23, 2007 03:46 AM
Lilly,
eu diria que é ao contrário, a falta de tempo inspira-me ;-)
Colocado por: Jorge | março 1, 2007 12:11 AM
Busca lá um segundo emprego! :)
Colocado por: Lilly Rose | março 1, 2007 12:14 AM
Lilly,
nem penses, poesia a mais mata ;-)
Colocado por: Jorge | março 1, 2007 03:14 PM