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Pesadelo de uma tarde de Inverno

Disperso...
Cambaleando por entre valas incertas,
Resvalo para o infinito
Das feridas, que o tempo deixou abertas,
Contenho em vão o inevitável grito.

Absorto...
Não encontro a génese desta penumbra,
Onde perdi a gravidade que me amarra ao chão,
Esta tentação do abismo que me deslumbra
E que me faz ignorar quem me estende a mão.

Morto...
Por dentro sinto que não existo,
Que mais além não se esconde um caminho,
Nem túnel nem luz ao fundo avisto,
Percorro esta estrada incerta, sem destino, sozinho.

Comentários

Jorge, tens que arranjar tempo para te dedicares mais a esta tua faceta de poeta ;)

Lilly,
eu diria que é ao contrário, a falta de tempo inspira-me ;-)

Busca lá um segundo emprego! :)

Lilly,
nem penses, poesia a mais mata ;-)

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