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abril 30, 2007

Ir do Porto a Nova Iorque com a ajuda do Google Maps

Instruçõs:
1. Abre um browser.
2. Escreve o URL: http://maps.google.com/.
3. Selecciona "Get Directions".
4. Na primeira entrada escreve "Porto, Portugal".
5. Na segunda entrada escreve "New York, USA".
6. Carrega no botão "Get Directions".
7. Observa no mapa que temos de ir até ao Canal da Mancha para podermos ir para Nova Iorque.
8. No lado esquerdo toma particular atenção à instrução 51.

Só me resta desejar boa viagem, mandem um postal quando chegarem...

Que desaire! O céu ficou azul carregado...

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Foto de Jean-Sébastien Monzani

abril 29, 2007

Hoje a águia não voa, se faz favor!

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Foto MRF

um museu para quem o merece

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Um Domingo criativo! #17

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Dagoberto Nogueira
New York City

abril 28, 2007

Precisava de alguém para uma partida de...

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Foto daqui.

Bom fim de semana

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abril 27, 2007

O retiro do Bilhas

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Retirado daqui.

O Bilhas é o da direita, o da esquerda é o guarda-costas (como qualquer pessoa importante, ele tem um) e no meio... não faço ideia quem seja...

Retiro

Não é, infelizmente, um retiro esperitual espiritual (dassss o meu reino por um corrector ortográfico!), este que me vejo obrigado a fazer. Tão pouco é um daqueles retiros de copos e borga, ou férias numa distante ilha com a Mrs. Bilhas. O meu retiro é com os livros, os bytes, com normalização, museus e tese!

Em breve acaba (finalmente) e as emissões do Bilhas voltarão, espero que ainda tenha saúde mental para isso, a ser o que eram!

Então mas de resto como é que se tem portado por cá a rapaziada? Já temos Engenheiro? O Carmona abriu o túnel oportunamente (sempre tem onde se esconder)! E o Portas lá ganhou no CDS, não é? O Pina Moura já começou a mudar a grelha de programação da TVI para acompanhar as 24 horas do Sócrates e do Soares? Realmente este país não muda... um gajo ainda tem a esperança, depois de uns dias sem notícias, mas nada!

Tudo como dantes, quartel general em Abrantes!

abril 26, 2007

26 de Abril de 2007... o fim da revolução

Cada vez mais acredito que o 25 de Abril já passou à história, ou seja, não é mais do que uma data igual a tantas outras, como o 5 de Outubro (excepto para o nosso monárquico de serviço), o 1 de Dezembro ou o 10 de Junho. Ninguém, das gerações novas, sabe qual a diferença. E o actual estado da política está, em parte, a levar muitos a rever com saudade o período anterior.

Por muito que se discorde dos princípios, existe uma Constituição, aprovada de forma democrática. Para muitos, é um empecilho. O facto de lá se falar de "ensino tendencialmente gratuito" já há muito foi convenientemente "esquecido". As taxas moderadoras para a saúde são uma aberração, só justificável por uma política em que tudo é válido para baixar a todo o custo o défice.

Durante muito tempo, havia alternância democrática. Até 1985, havia até demasiada alternância. Com a chegada de Cavaco Silva ao poder, houve o primeiro período de alguma estabilidade. E quando o descontentamento chegou, toca a substituir a direita pela esquerda. Depois veio António Guterres, com uma política "à la Tony Blair", com uma "esquerda moderna", mas que ainda tinha, pelo menos teoricamente, um fundo de esquerda.

De então para cá, tudo acabou. Não há alternância democrática, não há verdade. Depois de Durão Barroso ter prometido baixar os impostos, e ter feito o contrário, veio José Sócrates dizer que não os subia e, espantem-se, também os subiu (esqueci propositadamente o senhor que foi Primeiro-Ministro entre estes dois, não me peçam para explicar porquê).

Neste momento, a grande diferença que temos em relação a antes do 25 de Abril de 1974 é o facto de termos liberdade para falar, embora até esta liberdade comece a querer ser posta em causa por muitos. Mas no que respeita à escolha democrática de quem nos governa, parecemos ter voltado ao antigamente - é sempre o mesmo tipo de política.

Uma política centrada nos números em vez das pessoas. Uma política centrada no marketing em vez dos ideais. Uma polítca baseada no encobrimento em vez da verdade.

Acabou-se!

A REVOLUÇÃO MORREU...

Somos Livres


Cantava assim Ermelinda Duarte

Ouvia-a aqui e roubei-a à má fila. Com oito anos sabia esta canção de cor. e cantei-a (quem não cantou?) durante anos. de tal maneira que no exame final da 4ª classe fiz uma composição sobre uma gaivota. Lembro-me vagamente do conteúdo, sei que o protagonista era uma gaivota-pomba da paz que voava voava e transformava os lugares por onde passava. A composição foi considerada a melhor do distrito no ano de 1975/76. O 25 de Abril tinha sido ontem e, conscientemente ou não, eu apoiava a revolução. ou não fossem sempre as escolas instrumentos políticos do poder vigente. antes tinham servido (ferozmente) a propaganda salazarista.

Éramos livres, ou queríamos ser livres, mas demorámos algum tempo a sê-lo. A liberdade exigiu aprendizagem. Em Outubro de 1974, no início do novo ano lectivo, as reformas estavam ali, visíveis naquela escola. Na sala, as paredes estavam despidas de Salazar e Caetano. Mantinha-se o crucifixo, que ninguém muda a mentalidade de professores com dezenas de anos de carreira de um dia para o outro. O 1° ano tinha pela primeira vez classes mistas, para gáudio dos mais velhos, como eu, que com as colegas de turma inventávamos casamentos entre meninos e meninas de 6 anos. Ainda me lembro do meu casal preferido, a Clarinha e o Nuno (pobres vítimas da Revolução!). Deixou de haver um muro a separar o edifício dos rapazes e o das raparigas e isso era estranhissímo. Nos anos anteriores era expressamente proibido passar o muro para o outro lado, o castigo era grande para quem o fizesse e, de repente, não havia muro, e éramos convidados a usar todo o espaço do recreio. Nunca consegui atravessar o muro que já não existia. Lembro-me perfeitamente de sentir que continuava a infringir qualquer lei. Quando os rapazes passaram a ocupar o "nosso" espaço, não gostei. As brincadeiras deles eram mais violentas. Um dia, uma bola mal lançada atingiu-me no estômago, fiquei sem conseguir respirar por uns momentos; quando recuperei fui ter com o miúdo e ordenei furiosa: "volta para o teu recreio!".
Quando penso na votação do concurso Grandes Portugueses, ou nas manifestações pró-fascistas e xenófobas dos últimos tempos, penso sempre que há gente que ainda não aprendeu o novo espaço de liberdade. Quando se zangam, continuam a gritar: "volta para o teu recreio!"
Não sei é se isso acontece por terem passado 33 anos, ou se acontece por terem passado 33 anos! Viver em liberdade exige aprendizagem, mas também memória.


[Post copiado na íntegra ao Divas & Contrabaixos]

abril 25, 2007

... não esquecer.

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Quase

Grândola vila morena
Terra da fraternidade
O Povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade.

Foi assim, pela voz de locutor, de quem não me lembro já o nome, aos microfones da RR no programa Limite, que o tal arrepio na espinha quase me fez subentender que algo de “anormal” se estaria a passar. Depois, depois ouvi o Zeca e fui dormir.

Um grupo de capitães, quase ricos, quase filhos de ricos, ou de quase ricos, que não gostou que Marcelo Caetano os pusesse, a eles capitães de carreira, em pé de igualdade com a escumalha miliciana. Coisas que o império e a guerra tece. Quase que esteve para ser assim, quase que não passaria de uma indisposição corporativa, quase que esteve para ser um golpe de estado falhado. Mas as coisas evoluíram, juntaram-se aos capitães chateados, os capitães esclarecidos e mais os capitães fartos de angolas, de guinés e de moçambiques e juntaram-se muitos mais, juntaram-se tu e ele e juntei-me eu também e juntou-se um povo inteiro para que aquilo que era quase para ser o tal golpe se transformasse numa revolução. E tivemos um nunca negado PREC o da paz, do pão, da saúde e da habitação. Hoje, quase três décadas e meia depois, que o digam os nossos militares em missões nas Balcãs, no Iraque e em Timor, os nossos (ainda milhões) de analfabetos, os mais de quatrocentos mil desempregados, as mães que, cada vez mais têm os seus filhos nas ambulâncias, quando há ambulâncias para ter filhos e os milhares de sem-abrigo que preenchem as noites de Lisboa e do Porto e de quase todo o país. Mesmo com todos os quases valeu a pena e mesmo que apenas pareça que foi quase um sonho, mesmo assim, valeu a pena. E um dia, quando não for possível fazer mais estradas ou túneis para inaugurações pode ser que se cumpram os desígnios de Abril. Eu continuo com esperança. Ou quase.

O país cinzento e a revolução

Parabéns à montagem da Nádia Carmo

25 DE ABRIL

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

{Sophia de Mello Breyner Andresen}

Libertade... Sempre!!!

Postado por Bill

abril 24, 2007

A esta hora, há 33 anos

Karla, vai de férias descansada, que já arranjei quem te fique a arrumar a casa!

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Foto daqui.

Por isso vai descansada e goza bem as tuas merecidas férias.

O BES agradece

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Que feliz coincidência, a infelicidade de Eusébio.
Ainda que seja o Pantera Negra, será que o problema de saúde que o afectou, justificava tamanho exagero?
Se fosse um cidadão comum, teria o domingo do Director Clínico do Hospital, sido interrompido para estar à cabeceira do doente?
Sei que o país inteiro estava interessado em notícias sobre o Estado de saúde de Eusébio mas, abrir os noticiários com directos?

Nunca uma instituição privada teve tanta publicidade, gratuita, com a conivência de tantos órgãos de comunicação social. O BES agradece.

PS- Endereço, daqui, com saudações Leoninas, as melhoras rápidas ao melhor jogador português de todos os tempos.

PS 1 - Vou de férias. Regresso a 5 de Maio. :-))

abril 23, 2007

Dia Mundial do Livro - em linha com a evolução

Para que servem os livros?

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Imagem daqui.

Com o choque tecnológico, os livros terão perdido o interesse ou é possível compatibilizá-los?

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Foto daqui.

Não, apesar de se falar da necessidade de ler mais, os livros vão acompanhando a evolução.

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Foto daqui.

Então, pergunto-te, caro e-leitor:
Quantos livros lês por mês?

Vou ainda mais longe:
Há quanto tempo já não lês um livro?

Mais uma volta

Sarkozy e Ségolène Royal, como era previsível, passaram à segunda volta. A França fervilha, votou massivamente nestas eleições, quer implicar-se na mudança. talvez deseje a mudança para ficar na mesma, como afirma Jean d'Ormesson. mas depois das últimas presidenciais em que Le Pen passou à segunda volta, ontem todos foram escolher o cartão com o nome certo. Daqui a duas semanas saberemos o que este printemps reserva aos franceses e ao mundo.

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Paris, foto de Lilly Rose

abril 22, 2007

provas escolares

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Sabe bem


Sabe bem, Donna Maria

Um Domingo criativo! #16

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Ernesto Timor

abril 21, 2007

Bom fim de semana - post à la Mad, mas ao contrário

...e até para agradecer os posts das semanas anteriores.

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Foto daqui.
Fabio Cannavaro
Futebolista italiano
Melhor jogador do mundo em 2006

abril 19, 2007

São Lourenço, Chaves, em fotos - parte IV, a minha primeira escola

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Não é bem esta, em 1978 estava a precisar de obras. Durante a 1.ª e a 2.ª classe foi aqui que tive aulas (contarei mais à frente, quando voltar às notas pessoais, alguns pormenores). Depois foi restaurada, tendo as obras começado na minha 3.ª classe, pelo que transitámos temporariamente para o Salão Paroquial.

Agora já não é primária, não tinha alunos suficientes, é mais uma das muitas que tem fechado. Felizmente, tem sido aproveitada para jardim de infância. Na aldeia do meu pai a escola primária também acabou, virou um café. Por todo o lado vão fechando escolas pequenas, com os alunos a rumarem às maiores, muitas vezes já demasiado cheias.

O sentido é sempre o mesmo: acabam as pequenas, alargam-se as grandes, numa política cega, sem um critério racional. Pergunto: já alguém se lembrou de descongestionar uma escola maior transferindo-os para as mais pequenas, aproveitando os recursos existentes? Claro que não, seria arriscado, os votos que efectivamente elegem concentram-se nos locais mais povoados.

Gun culture

Margaret Sartor - Front porch with cowboys and Indians, Durham, NC 1994.jpg

Margaret Sardor
Da série Close to home, Front porch with cowboys and Indians
Durham, NC, 1994

E então, depois das declarações bombásticas, o governo já caiu?

...ou será preciso benzina?

Este sim, é o verdadeiro Mr. Bombastic (aliás, há algumas parecenças com o bombástico de ontem, ambos fizeram uma figura semelhante, embora este tenha mais graça).


abril 18, 2007

Grandes Séries I

Começa hoje aqui no Ante e pela mão deste vosso amigo que entrega bilhas como ninguém, uma nova série dedicada às grandes séries (xiça para tanta série) de televisão que passaram na caixa que mudou o mundo.

O primeiro título é sobre esse grande mito Sandokan, o Tigre da Malásia (se soubesse o que sei hoje era este o nome que tinha escolhido para o bilhas). Um arrojado herói anti-colonialismo britânico que apenas teve relevo nos países do sul da europa. Se forem a Inglaterra quase ninguém conhece este mítico e arrojado herói.

Qual de vocês não se lembra do refrão "Sandokan, Sandokan... tira as cuecas e põe soutien!". Uma maravilha!

PS: Karla... ainda estive para responder ao post do Portas, mas vai exigir mais tempo!

Paulo Portas ou Pela boca, morre o peixe.

abril 17, 2007

São Lourenço, Chaves, em fotos - parte III, e um conto revisitado

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No meio dos campos, aparecem os abrigos. Para se abrigarem das chuvas, do frio ou do calor, para guardar as ferramentas do trabalho, os abrigos em pedra vão aparecendo de longe a longe. Há tempos, inspiraram um conto meu, que aqui volto a publicar.

O abrigo

Era eu pequeno, ainda não andava na escola, vivia numa casa afastada da povoação, quando via passar a D. Emília, levando as ovelhas para o monte. Com ela ia Inês, a menina da trança, morena de olhos negros. Diziam que era filha de um cigano que passara por aquelas redondezas, mas a mãe nunca revelou quem era o pai. De vez em quando ia com elas, quando a minha mãe tinha que ir a algum lado sem mim.

Entramos no mesmo ano na escola, éramos os melhores amigos. Os outros miúdos diziam que éramos namorados. Por vezes, chamavam-lhe cigana, e eu, furioso, defendia-a. Ainda hoje guardo algumas cicatrizes desses tempos.

Acabada a instrução primária, cada um foi para a sua escola (eu para a preparatória da cidade, ela para a telescola). Mas, acabada a escola, juntávamo-nos e continuávamos os melhores amigos do mundo.

Depois, enquanto eu fui para a escola secundária, ela emigrou com a mãe para França. Perdi a minha amiga predilecta durante quase todo o ano mas, chegado o mês de Agosto, matávamos todas as saudades.

Enquanto os anos passavam, fomos crescendo e a nossa amizade também, começando a transformar-se em algo mais, se bem que continuasse a ser uma relação de amizade. O amor, esse era platónico.

Até que um dia, tínhamos ambos 18 anos, ia eu entrar na Universidade e ela ia voltar para França, fomos até ao monte onde ela guardara ovelhas. E, acreditem ou não, foi a primeira vez que os nossos lábios se juntaram num longo beijo, no abrigo onde tantas vezes nos abrigáramos da chuva e do vento.

Esta foi a última vez que nos vimos durante 15 longos anos. Escrevemo-nos durante algum tempo, mas ao fim de ano e meio as cartas pararam de circular. Já não me recordo quem escreveu a última, mas elas pararam. Ela tinha começado a trabalhar e não tinha férias em Agosto, pelo que nos deixamos de nos ver. Depois, também deixou de vir a Portugal.

Fui sabendo notícias pela minha mãe, ao mesmo tempo que as nossas vidas iam decorrendo. Ela juntou-se com um francês, e já tinha uma filha. Eu também acabei por casar e ter uma filha. Chamei-lhe Inês.

15 longos anos depois, já formado e de volta à minha terra, ela voltou, com a filha e com o seu companheiro. Evitei encontrá-la durante vários dias. Mas, no dia da festa foi impossível evitar. Os olhos fixaram-se e não mais se largaram, mesmo que disfarçassem a cumplicidade.

A minha mulher, fruto da cidade, e o seu "franciú", tipo empertigado, não eram dados a estas festanças, e acabaram por abandonar a festa mais cedo. Foi o pretexto para a convidar para dançar. E dançamos toda a noite, sem cessar. Falámos de tudo e mais alguma coisa, mas ficou tanto por dizer... Acabada a festa, cada um foi para o seu lar. Desejámos felicidades um ao outro, pensado que não nos veríamos mais nesse Verão.

No dia seguinte, fui até ao monte, impelido por uma vontade estranha. Lá estava ela, recordando outros tempos. A paixão foi mais forte, esquecemos o mundo e, naquele abrigo, entregamo-nos, mutuamente, desvairadamente, como se o mundo fosse acabar.

O resto do Verão subimos o monte sempre que pudemos. Quando um de nós ficava sozinho deixava uma marca numa fraga existente ao lado do abrigo. E sempre que nos encontrávamos, o mundo parava.

Até que veio o dia da despedida. Sabíamos que tinha sido um Verão lindo, mas as nossas vidas continuavam. Chorámos juntos, mas prometemos que guardaríamos sempre aquele Verão.

No Verão seguinte, ela voltou. Enviou-me uma mensagem, em que pedia que fosse visitá-la ao abrigo. Fui, sem saber o que me esperava. Ela disse que decidira voltar de vez. Fiquei perplexo.

Ouvi um choro lá dentro. Ela disse:
- Deve querer conhecer o pai.

O meu coração bateu acelerado, enquanto ela voltava com um bebé pequeno nos braços. Fiquei sem saber o que fazer, o tempo parou, naquele abrigo, onde o tempo sempre parara.

Este dia marcou uma reviravolta na minha vida. Ela não me exigiu nada, só queria que eu soubesse que o nosso amor tinha dado frutos. Mas eu não podia deixar que, tal como a acontecera com ela, o filho não soubesse quem era o pai. E acima de todos os problemas e inconvenientes que esta situação viria a causar, o amor teria sempre que vencer, ou não seria verdadeiro. Ali, no abrigo, não havia dúvidas...

O que o Benfica precisa, não é de um engenheiro, é de um Sócrates

Os fabulosos Monty Python, no Origem das espécies

abril 16, 2007

Por falar em licenciaturas em engenharia...

... alguém sabe onde o "engenheiro" que esteve a um passo do primeiro lugar, a um passo das meias-finais da Taça UEFA e está a um passo de ficar em terceiro lugar (porque o quarto está muito longe), acabou a licenciatura?

É que não me admirava que...

Já "fostes"

É a expressão que se utiliza quando os mancos da nossa equipa não conseguem fazer uma coisa tão simples como meter uma bolita dentro da baliza! Car... vos guiem rapaziada! Eu já estive no estádio da Luz e sei que as balizas são grandes, será assim tão complicado meter lá a bogalha? Rais parta a vida...

PS: não pensem que a malta atira a toalha ao chão... enquanto houver possibilidades estamos lá! Temos é que marcar pelo menos mais um do que os adversários!

Por outras paragens, em imagens III

Ericeira

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Foto: Karla

The Dead Clock

1. Não resisti a consultar este site. O resultado deixou-me em estado de choque: supostamente vou morrer no dia 23 de Dezembro de 2013. É péssimo! Porque me resta muito pouco tempo de vida. E porque a data prevista para a minha morte é inconveniente: véspera de Natal.

Ter declarado que sou fumadora e pessimista deve ter sido fatal.

2. Alterei um dado: passei a ser "normal", em vez de pessimista. Ganhei uma pipa de anos. Se conseguir ser "normal" viverei até o dia 2 de Março de 2039. Vale a pena tentar!

3. Voltei a ser pessimista, mas agora declarei-me não fumadora: viverei até 11 de Outubro de 2027. Imaginem com que intensidade viveria o meu último aniversário a 7 de Outubro de 2027!

Mas está visto que é preferível ser uma fumadora "normal" que uma não fumadora pessimista.

4. Já agora, se não fumar e me mantiver "normal", poderei chegar a 19 de Dezembro de 1945. Mais uma vez a minha morte na proximidade do Natal! Sheet!

Vou tentar agora as minhas chances se houver variações no peso... se bem que a tendência seja sempre para aumentar a gravidade! Sheet sheet sheet!

[Para fazerem a conversão de pounds (lbs) em quilogramas, ou feet inches em centímetros, para o cálculo do índice de massa corporal, consultem este site.]

abril 15, 2007

o que eles dizem nas escutas

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estes diálogos são pérolas... leia tudo aqui

Um Domingo criativo! #15

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Gustave Courbet
Proudhon e filhos

abril 14, 2007

Ouvi dizer que o mel é um afrodisíaco...

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Foto Karsten Skrabal.

No entanto, se me ajudar a cuidar desta maldita constipação já me dou por satisfeito...

P.S. A menina da fotografia de fim de semana da Mad também corre o risco de se constipar. Alguém se oferece para lhe levar um pouco de mel ;-)

abril 13, 2007

Bom fim de semana

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Foto: Lany Costa

Já que estamos a falar de azar...

... aproveito para vos apresentar uma mulher extraordinária que, apesar do duplo azar de se chamar Azar e de ter apanhado com uma revolução islâmica que suprimiu os direitos das mulheres no país onde nasceu, conseguiu dar-lhe a volta e seguir em frente.

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Azar Nafisi
Foto daqui.

Mais informação sobre Azar aqui.

Sexta feira, 13 (versão África)

Ele é preciso ter um galo do caraças! Bom fim de semana!

sexta-feira,

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Foto: Manuel Balea

abril 12, 2007

São Lourenço, Chaves, em fotos - parte II

No dia 2 de Maio de 2005, escrevi o texto, que abaixo reproduzo, no extinto 6 em 1 & algo +.

"Os Cinco

Os Cinco, de Enid Blyton, foram os meus livros de eleição entre os 7 e os 12 anos. Li-os todos, os 21, se não me falha a memória. Vi na televisão as suas aventuras. Até o meu cão se chamou Toddy, que era o nome real do cão que fazia de Tim na série televisiva.
Tornei-me um explorador, explorava tudo em meu redor, criava aventuras sozinho, por entre as altas fragas que circundavam o rio, perto de minha casa, onde abundavam os fetos, até aos locais recônditos, no meio das giestas, tojos e silvas, que me rasgavam a roupa e a pele.

A única diferença das minhas aventuras era que eu fazia de bom e de mau, e não tinha quatro companheiros para me ajudar. Vivia num local a que chamavam a c'roa do povo, longe do centro da aldeia, conhecido pelo fundo do povo. Mais tarde surgiu o Toddy, um cão perdido que se tornou no meu companheiro de aventuras.

Depois veio a puberdade, e acabaram-se as aventuras deste tipo, começaram outras, completamente novas, mas não menos interessantes..."

Hoje venho trazer um pouco do cenário das minhas aventuras (as primeiras, não as da puberdade...), as grandes fragas que circundavam a minha casa.

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O trono real.

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O tubarão.

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A tenda dos índios.

vamos lá a saber!

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hoje, temos águia a debicar, ou quê?

(foto enviada por não sei quem, vinda de não sei onde, desculpem lá os direitos de autor, mas é por uma boa causa - dar ânimo aos meus companheiros benfiquistas!)

Um problema clássico

Salazar dedicou o seu primeiro discurso, no acto de posse como Ministro das Finanças, em 27 de Abril de 1928, véspera do seu 39º aniversário, exclusivamente, ao problema do deficit. Transcrevo-o na íntegra:

“ SR. PRESIDENTE DO MINISTÉRIO: (General Vicente de Freitas):
Duas palavras apenas, neste momento que V. Exa., os meus ilustres colegas e tantas pessoas amigas quiseram tornar excepcionalmente solene.
Agradeço a V. Exa. o convite que me fez para sobraçar a pasta das Finanças, firmado no voto unânime do Conselho de Ministros, e as palavras amáveis que me dirigiu. Não tem que agradecer-me ter aceitado o encargo, porque representa para mim tão grande sacrifício que por favor ou amabilidade o não faria a ninguém. Faço-o ao meu País como dever de consciência, friamente, serenamente cumprido.
Não tomaria, apesar de tudo, sobre mim esta pesada tarefa, se não tivesse a certeza de que ao menos poderia ser útil a minha acção, e de que estavam asseguradas as condições dum trabalho eficiente. V. Exa. dá aqui testemunho de que o Conselho de Ministros teve perfeita unanimidade de vistas a este respeito e assentou numa forma de íntima colaboração com o Ministério das Finanças, sacrificando mesmo nalguns casos outros problemas à resolução do problema financeiro, dominante no actual momento. Esse método de trabalho reduziu-se aos quatro pontos seguintes:
a) que cada Ministério se compromete a limitar e a organizar os seus serviços dentro da verba global que lhes seja atribuída pelo Ministério das Finanças;
b) que as medidas tomadas pelos vários Ministérios, com repercussão directa nas receitas ou despesas do Estado, serão previamente discutidas e ajustadas com o Ministério das Finanças;
c) que o Ministério das Finanças pode opor o seu “veto” a todos os aumentos de despesa corrente ou ordinária, e ás despesas de fomento para que se não realizem as operações de crédito indispensáveis;
d) que o Ministério das Finanças se compromete a colaborar com os diferentes Ministérios nas medidas relativas a reduções de despesas ou arrecadação de receitas, para que se possam organizar, tanto quanto possível, segundo critérios uniformes.
Estes princípios rígidos, que vão orientar o trabalho comum, mostram a vontade decidida de regularizar por uma vez a nossa vida financeira e com ela a vida económica nacional.
Debalde porém se esperaria que milagrosamente, por efeito de varinha mágica, mudassem as circunstâncias da vida portuguesa. Pouco mesmo se conseguiria se o País não estivesse disposto a todos os sacrifícios necessários e a acompanhar-me com confiança na minha inteligência e na minha honestidade – confiança absoluta mas serena, calma, sem entusiasmos exagerados nem desânimos depressivos. Eu o elucidarei sobre o caminho que penso trilhar, sobre os motivos e a significação de tudo que não seja claro de si próprio; ele terá sempre ao seu dispor todos os elementos necessários ao juízo da situação.
Sei muito bem o que quero e para onde vou, mas não se me exija que chegue ao fim em poucos meses. No mais, que o País estude, represente, reclame, discuta, mas que obedeça quando se chegar à altura de mandar.
A acção do Ministério das Finanças será nestes primeiros tempos quási exclusivamente administrativa, não devendo prestar larga, colaboração ao Diário do Governo. Não se julgue porém que estar calado é o mesmo que estar inactivo.
Agradeço a todas as pessoas que quiseram ter a gentileza de assistir à minha posse a sua amabilidade. Asseguro-lhes que não tiro desse acto vaidade ou glória, mas aprecio a simpatia com que me acompanham e tomo-a como um incentivo mais para a obra que se vai iniciar.”

Para compreenderem a pertinência desta citação leiam todo o artigo de Eduardo Graça no Semanário Económico, ou aqui.

Adeus, Odete

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Não gosto, nem desgosto. Às vezes, muitas vezes, constrange-me.
Uma mulher influente na política, que se bateu entre muitas coisas, pelos interesses e direitos das mulheres. Foram importantes as suas intervenções sobre a Reprodução Medicamente Assistida e sobre Interrupção Voluntária da Gravidez. Humanizou o PCP, aos expor-nos as suas fraquezas e sua falta de pose, tão habitual nos políticos.
Termina hoje a sua vida de deputada na Assembleia da República. Pela renovação do Partido, dizem.

E pronto...

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Foto daqui

Fiquei desiludida. Não me conseguiram esclarecer se o Zezito copiou ou não, no exame da 4ª classe e se a professora lhe bateu com a régua ou com a palmatória.
Podemos acabar com a palhaçada e voltar ao trabalho?
A economia e o crescimento do país, não podem estar reféns de faits-divers jornalisticos.