ante et post #5

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não tussa madame
reprima a tosse
não espirre madame
reprima o espirro
não soluce madame
reprima o soluço
não cante madame
reprima o canto
não arrote madame
reprima o arroto
não cague madame
reprima a merda
e quando estourar
que seja devagarinho
e sem incomodar, ok madame?
ok, monsieur.
Alberto Pimenta
Obra Quase Incompleta
O meu amigo Jorge passou-me um testemunho complicado.
Escolhi um tema especial e que ofereço com muito carinho a todos os homens deste blog.
José Cid, A Pouco e Pouco. (o ano? não faço ideia mas deve ser 1765)
Depois de muito pensar decidi passar a responsabilidade da escolha da próxima balada ao grandioso mestre Pré.
Foto Lilly Rose
Zoo de Lisboa
Nos últimos tempos, os nossos jornalistas são pródigos em produzir notícias, a partir de qualquer facto de possa gerar polémica. Seja relevante ou não. Normalmente não é, porque para tratar assuntos realmente relevantes, é preciso saber fazer jornalismo.
E depois, andam ali a escarafunchar na ferida, até já não haver mais sangue a derramar.
Desta vez, o genérico dos Gato Fedorento, plagiado de um video-clip de Claude François. Quem navega na blogoesfera, não foi apanhado de surpresa pela notícia do Diário de Notícias. Já conhecia, já tinha visto e não passou de mais uma piada. Mas o DN insiste.
E como tudo o que é demais, ou cheira mal ou enjoa, até já estou a imaginar a cara do Ricardo Araújo Pereira, a responder a esta entrevista:
DN - Dizem que é uma espécie de plágio. Como reage?
RAP - Com o dicionário. Plágio é a apropriação do trabalho alheio sem indicação da origem. Quando apresentámos o genérico à imprensa, indicámos a origem da ideia e a razão pela qual mantivemos o Un, deux, trois, quatre. Não há referências a Claude François porque a canção que ele canta é, basicamente, a conhecidíssima música tradicional inglesa Three Blind Mice. Sendo uma música popular, o autor é desconhecido. Como foi o maestro Ramón Galarza a fazer os arranjos, é ele que assina. Já agora, poupo trabalho futuro ao DN: também não compusemos a música do genérico do nosso programa da Radical. E os Painéis de São Vicente, que usámos na série da RTP, não foram pintados por nós. E também não pedimos autorização ao autor para os usar. Uma coisa garanto: no dia em que queiramos fazer-nos passar por compositores, com todo o respeito pelo François, optaremos por Bach.
DN - Acha que estão a exagerar o assunto por inveja?
RAP - Não. É um assunto importante. Estamos a falar de um genérico cuja música é a adaptação duma canção popular. Dá primeira página em qualquer parte do mundo. Parabéns ao DN por se ter adiantado ao Le Monde.
DN - Se tivesse só cem mil espectadores, davam conta do episódio?
RAP - Não percebo a pergunta. No DN de dia 23 assina uma notícia em que afirma: "Os humoristas assumem, desde o início, que a ideia não é deles." Agora, diz-me que alguém "deu conta do episódio". Se assumimos desde o início, de que "episódio" é "deram conta"? Só se for este: nós, não sabendo compor música, usámos uma que já existia (isenta de direitos de autor). Depois, explicámos o modo como o genérico foi concebido. Seis meses depois, inspirado por blogues, o DN faz manchete revelando ao País o que nós nunca escondemos. Só houve um pormenor que o DN se esqueceu de revelar: que a música em causa está isenta de direitos de autor.
DN - Não deixa de ser curioso que seja no YouTube, onde o Gato tem os vídeos mais partilhados, que se tenha descoberto o original...
RAP - O facto de termos indicado o original a partir do qual fizemos o pastiche é capaz de ter facilitado a "descoberta". Curioso é que, no YouTube, se encontrem também várias versões do Three Blind Mice, como esta (http/youtube.com/watch?v= kPNC1WsVxdU) e o DN não tenha dado por isso. Talvez quando um blogue fizer esse trabalho.
DN - Acredita que o assunto pode ter algum impacto no sucesso do programa?
RAP - Claro. No sucesso do programa e também no futuro do País.
DN - O Gato Fedorento pagou os direitos ou obteve o consentimento do autor original da música para utilizá-la no genérico do programa?
RAP - Nem uma coisa nem outra, na medida em que o autor original da música é um inglês não identificado que terá vivido no século XVI. Não digo que seja impossível obter o seu consentimento, mas nós achamos complicado. Manias. No entanto, se o DN o encontrar, teremos todo o gosto em pagar-lhe.
Para ser solidário com estes funcionários do Jardim Zoológico de Lisboa hoje o Bilhas encontra-se de greve. Vai acabar o gás à Ti Micas porque o gajo está cansado de trabalhar e tem uma semana de cão pela frente. Para compensar vou seguir a proposta do Pré e vou passar a tarde a ver sites pornográficos! Ora toma, patrão!
PS: mas confesso que não tenho os fetiches do Jorge! (Rapaz que ainda vais preso! Se a rapaziada de Chaves sabe disto!)
Fotos Lilly Rose
Zoo de Lisboa
Um tal de Robert Murat é arguido no mais mediático caso de rapto de todos os tempos ocorrido em Portugal, o da menina Madeleine McCann. Se for caso disso que seja julgado e se for caso disso também que seja condenado. Até lá é arguido por uma razão especial – é o principal suspeito. Por isso há que investigar tudo de modo a encontrar indícios ou provas que o liguem ao rapto da pequenita, ou então que o livrem do libelo acusatório que hoje sobre ele pende. Agora que as “fontes fidedignas” que estão a investigar o caso, sob o título do anonimato, que é assim que rezam as crónicas dos jornais, venham para os jornais dizer que “vejam lá que o Sr. Murat até consultava sites pornográficos na Internet” essa só lembra ao diabo. Se calhar só lembra à nova Pide e a quem a ela dá cobertura. Eu pensava que o tempo da caça ás bruxas já era coisa do passado. Santa ingenuidade.
Living as an angel in the
Place that I was born
Living on air
Living in heaven
Giving the lie down, the line
To the
There's my heaven
And I know
Which way the wind blows
In nineteen fifty-nine
Which way the wind blows
In nineteen fifty-nine
And the wind blows still
And the wind blows wild again
For a little child an never kill this clean
This way
And it feels like me today
Tell me
Do you feel the same?
Isabelle?
Or do you feel like nineteen fifty-nine?
... Do you feel like nineteen fifty-nine?
And the wind blows wild again
And the wind blows wild
In nineteen fifty-nine
In fifty-nine
Isabelle
Do you, do you fell the same?
Come with me
Like a little child
Like another gun
Like homeless, restless, known to none, like
Way beyond the line
Like it never was
In nineteen fifty-nine
1959
Sisters of Mercy
Curiosidades:
1959 é a data de nascimento do vocalista Andrew Eldritch .
Isabelle é o nome de uma fã que escreveu a Andrew perguntando porque nunca tinha gravado uma canção apenas com voz e piano.
O nome do grupo, Sisters of Mercy (Irmãs de Misericórdia), é o título de uma canção de Leonard Cohen.
* Hoje pretendo, com esta música, iniciar um ciclo de baladas presentes no YouTube. Mas como não quero ter o trabalho sozinho, penso que seria de pedir a alguém para colocar a próxima e esse alguém ir passando a outro, etc... Como neste momento são os benfiquistas que estão mais em baixo, por isso mais propensos a baladas, e aproveitando o facto de o seu blog festejar o 3.º aniversário, vou passar a responsabilidade da escolha da próxima balada à Mad.

Foto daqui



Fotos: Karla
... ou seja, nada disto!

Harold Lloyd

Orson Welles
Este fim de semana vamos ter visitas na mansão Bilhas. Sua Alteza Real D. Micas... a cadela mais esbogalhada que eu conheço. Cunhado não te preocupes que eu trato bem da bicha!

Foto: Bilhas.
É giro o raio do Pug, não é?

Foto: Mircea Bezergheanu
Um genocídio que dura há mais de 3 anos.
400 000 mortos.
2 000 000 de deslocados em campos de refugiados.
3 500 000 dependem de ajuda internacional para sobreviver.
Homens, mulheres e crianças.
Mas o mundo vive uma histeria colectiva, por 1 criança desaparecida.
Mini-episódios anteriores: 1 2 3 4 5 6 7
Zeca Lado, devido ao seu salário flamejante (assim ele lhe chamava, por arder rapidamente), não tinha ainda podido comprar um automóvel. Mas não importava, tinha a sua querida e imbatível Zundapp. Aquela mota era um espectáculo, nunca o deixava ficar mal. E mesmo quando, num assomo de rebeldia, o atirava ao chão, uma conversa amena fazia-a voltar à razão e portar-se condignamente.
Para Zeca a Zundapp era uma amiga inseparável. Quando ela ia para a revisão consolava-a durante longas horas, dizendo-lhe que tudo ia correr bem, que ia ficar como nova. Levava-a aos melhores postos de gasolina, pois preocupava-se com a sua alimentação. Chegava ao ponto de, no Inverno, para ela não se constipar, lavá-la na sua banheira.
Mas a altura em que eles se sentiam mais próximos era quando chovia. Zeca Lado sempre fora ensinado que um homem nunca chora, o que ele cumpria à risca nos momentos de alegria e de tristeza. Por isso, quando chovia, os dois partiam sem rumo, para que ele pudesse deixar fluir as suas emoções, encoberto pelas gotas de água caídas do céu. E se a chuva escondia as lágrimas, o barulho da Zundapp abafava os soluços, numa cumplicidade inigualável.
Olá Pai... estás bom!? Mais um aniversário, não é meu grande malandro... sempre a acrescentar, ano após ano, mais um à conta. Não é uma conta qualquer, meu Pai... são já 79 primaveras que contas no teu vasto currículo e com uma vitalidade (essa coisa do joelho vai passar rapidamente) invejável, mesmo para este teu filho trintão.
Olha Pai... queria deixar aqui os parabéns e um pequeno agradecimento (que nunca compensará tudo o que me proporcionaste até hoje) por seres simplesmente o Melhor Pai do Mundo!
Um beijo e abraço forte deste filho que te ama muito!
*Sim... o meu Pai chama-se Salazar ehehehe Há algum problema!

Marrocos
Foto: Karla
Aquele ou aquela que aqui chegou ontem, à procura de “fotos de meninos menores nus” , veio ao engano.
Pode dar meia volta e sair, porque aqui não encontra o que procura.
E escusa de voltar. Não é bem-vindo.
Descubra as diferenças.
Uma "polémica" que anda no ar, que pode ser lida no DN.
foto daqui
Eu não tenho muita piada a escrever, tipo daquela que dá logo para se fazer um sketch à la Gato Fedorento ou, menos ambiciosamente, tipo Inimigo Público ou Luís Filipe Borges. Mas gosto de escrever e, mesmo quando trato de assuntos sérios, de deixar um pequeno sorriso nos lábios de quem me lê. Claro que não estou a falar em deixar as pessoas alegres quando escrevo um epitáfio para a campa de alguém que nos é querido, mas mesmo assim, se há uma característica em mim é a de não tentar provocar a lágrima (ía cair na tentação de escrever fácil, mas não escrevo, parece conversa de deputado) no canto do olho de ninguém. E se os olhos se molharem que seja de felicidade! Pois bem, perguntava-me uma amiga, de velhos tempos de comentadora no PreDatado e mais tarde minha anfitriã no Ante & Post, porque é que eu andava tão ausente da blogosfera. Não consegui arranjar uma explicação mais convincente do que a da preguiça (quase sempre sai bem). Como não me pareceu que ela tivesse engolido a desculpa sempre fui adiantando que me faltava a inspiração para escrever originais e que, comentar do jeito que eu gosto as noticias que vão passando nas rádios e nas televisões seria como que plagiar. É que, em boa verdade, cada vez mais, acho que os nossos políticos e os nossos socialites e, como consequência os nossos media, estão numa fase em que não são capazes de produzir uma notícia que eu não ache imediatamente que se trata de uma piada. E depois vou fazer o quê? Plageio ou faço o oposto? Pego numa cebola e começo a descascá-la aqui?
PS. Tal como o António Costa disse a propósito das conversas com a Helena Roseta, as conversas particulares não são para divulgar, mas tenho a certeza que a minha querida Karla não me vai levar a mal se eu cometer a indiscrição de dizer que no meio do nosso “bate-papo” ela me perguntou pelo meu Benfica: Que raiva! Com uma pergunta destas quem é que depois consegue escrever uma piada?
Vítima de fogo, suspeita-se de origem criminosa, o clipper inglês Cutty Sark, ficou bastante danificado.
Com 136 anos, há 50 que se encontrava aberto ao público na Doca de Greenhithe, no Tamisa.
Este veleiro, que chegou a ostentar bandeira portuguesa com o nome de Ferreira e mais tarde Maria do Amparo, não pode acabar de uma forma tão trágica.
Se nos lembrarmos da nossa Fragata D. Fernando II e Glória que sofreu, também ela, um acidente idêntico, percebemos que nem tudo está perdido.

Foto Cutty Sark daqui

Fotos da Fragata D. Fernando II e Glória do Museu da Marinha
O excelente trabalho levado a cabo pelo estaleiro da "Ria-Marine", em Aveiro, que efectuou o restauro estrutural e pelo o Arsenal do Alfeite onde foi feito o aprestamento e o apetrechamento, fizeram com que em 1998 a Fragata viesse a aumentar o efectivo dos navios da Armada Portuguesa.
Foi um trabalho magnífico, reconhecido em todo o mundo.

D. Fernando II e Glória Foto: Karla

Cutty Sark Foto daqui

Humberto Delgado com capa negra oferecida por um estudante
Monumento a Carvalho Araújo, Vila Real
22 de Maio de 1958
Um dia antes de se encontrar o campeão nacional de futebol, também se disputou uma renhida última jornada do torneio de futsal da escola da minha filha, onde pais, alunos e funcionários do colégio se juntam para, em (quase sempre) sã camaradagem, se entreterem durante os fins de semana. Aqui está a minha gloriosa equipa dos Ases.

Esta é a segunda vez que jogo no torneio. Da primeira vez, dei conta neste outro post.
Ao contrário do ano passado, onde entre 12 equipas conseguimos um excelente 3.º lugar, este ano ficámos em 7.º lugar entre 9 equipas. Este ano, tal como o Chelsea, tivemos muitos jogadores lesionados ou abaixo das suas capacidades. Chegou a haver um jogo em que só jogámos com 4. Por isso, o 7.º lugar até não foi mau.
Mas, mais do que tudo, a nossa grande perda deu-se antes do torneio.

Este é o Armindo, no momento em que recebia o troféu do 3.º lugar, em Setembro do ano passado. Tinha 63 anos. Como só nos conhecíamos do futebol, só voltei a ter notícias dele em Dezembro, quando nos inscrevemos para a edição deste ano. Soube então que lhe tinha sido detectado um tumor no cérebro em Outubro e que estava bastante mal. Morreu em Janeiro.
Era o nosso jogador mais jovem em espírito. Corria como nenhum outro, aguentava o jogo todo, enquanto outros, como eu, já não podiam com as pernas. O filho, com 15 anos, era dos poucos que lhe aguentava a pedalada. Apesar de inscrito no torneio, acabou por nunca jogar, o que se percebe.
Gostávamos de ter conseguido um lugar melhor, pois o Armindo merecia que lhe dedicássemos um lugar honroso. Mas demos o melhor que pudémos. E o exemplo de vida que o Armindo nos deu, não tem preço, jamais conseguiríamos pagar na totalidade. Foi daquelas pessoas que, apesar do pouco tempo que convivemos, me marcou para sempre. Até sempre, Armindo!
Ora aí está uma das músicas preferidas do Bilhas... cantada por duas vozes excelentes! Uma boa semana para vocês!

Foto: Emil Jianu

Dolores Del Rio
Mural em Hollywood, Califórnia
Ora pois então. Interrompemos a emissão para uma notícia de última hora do nosso reportér de rua. Uma fantástica reportagem sobre a mais recente máquina profissional, friso profissional, de tirar finos (ou imperiais para os emproados dos alfacinhas) para ter em casa (criação da Super Bock, claro!) e os benefícios que o bendito néctar tem para as criancinhas e população em geral! É assim... tipo... uma ode à cervejola frescola e aos efeitos que este líquido provoca no mais simples dos humanos.
Ora "vejainde":
Toma lá que já almoçaste!
Hoje comemora-se o Dia Internacional dos Museus e por isso não podia haver data mais apropriada para responder (pelo menos tentar) a este post da Lilly sobre o magnífico projecto que é o Museu Sem Fronteiras.
Pois bem Lilly... hoje em dia a internet é um dos meios mais utilizados pelos museus, como de resto se passa com outras instituições, para divulgarem o que têm para oferecer à rapaziada. O turismo cultural, se têm reparado nas últimas notícias, é algo que está em franca expansão (até o Algarve... melhor o Allgarve que é preciso nos irmos habituando... está atento a este fenómeno com o investimento que tem sido feito nos museus de Faro e Portimão, por exemplo) e é considerado, nos países que daí tiram muitos rendimentos, como Portugal, uma das potenciais armas para nos diferenciar das estâncias turísticas do género da República Dominicana.
Por outro lado os museus utilizam a internet para divulgar, numa perspectiva mais alargada, as suas colecções e o conhecimento que detêm. Se quiserem podem pesquisar diversos inventários online de museus (ou instituições similares) portugueses. O Museu da Olaria em Barcelos, o espólio da Diocese de Évora, o Museu Marítimo de Ílhavo, o Museu da Faculdade de Belas Artes do Porto têm nas suas páginas acesso às colecções acrescentando assim uma importante mais valia na divulgação e conhecimento do património português.
Hoje em dia, Lilly, a internet é uma das ferramentas mais úteis na actividade do museu. Permite que possas ir ao British Museu, sem que necessites de viajar para Londres, permite que possas perceber o que é o MIT Museum pelas palavras dos seus responsáveis, no entanto tem o "ingrato problema" de não permitir as sensações únicas que sentes quando vês pela primeira vez a Guernica, no Reyna D. Sofia ou Os Embaixadores na National Gallery de Londres. Mas é, sem qualquer dúvida, e como tu o disseste sobre as tuas férias um excelente meio de chamar as pessoas aos museus... por mais distantes que estes fiquem.
Deixo-vos aqui a pergunta: Quando é que foi a última vez que estiveram num Museu? Alguma vez estiveram num? Ou estão a perguntar baixinho... "O que raio é um museu?"
1 2, 1 2, experiência...

Humberto Delgado no Liceu Camões
18 de Maio de 1958
Com a desistência de Carmona, as guerras entre a esquerda, a entrada do Neg(r)ão na corrida e a palhaçada em que transformou a CML no último mandato, nós precisamos é de uma Tania.


Conhecem o Museu Sem Fronteiras?
Pois eu andei por lá à descoberta da Arte Islâmica em Portugal e gostei. O espaço do museu é amplo, movemo-nos bem entre salas, não falta documentação e custa quase nada. O melhor de tudo é que retirei ideias para umas férias.
Provavelmente esta será a nova fórmula das futuras exposições mundiais. O que é que achas, Bilhas?

Foto: Jep Flaqué
Quinta-feira da Ascenção é também, tradicionalmente, o Dia da Espiga. Um ritual cristão que celebra os primeiros frutos. O ramo, composto por uma espiga que celebra o pão, um ramo de oliveira, a paz e papoilas que representam o amor e alegria, deve ser mantido de ano para outro.
Em tempos, fazia-se uma romaria aos campos para apanhar o ramo de espiga. Hoje, em Lisboa, vendem-se à porta das estações do metro e dos comboios. É uma tradição que se vai mantendo viva nos lisboetas, na sua grande maioria, com origens em outras regiões rurais do país.

O "Dia da Libertação dos Impostos", que hoje se celebra, surge este ano para os portugueses um dia mais tarde do que aconteceu em 2006.
Por esta ordem de ideias, uma falta ao trabalho, representa fuga aos impostos?
E eu, que já fiz férias este ano, devo ao estado 5 dias de trabalho?
Perguntou-me o Bart, em comentário a este post, onde é que eu estava quando "... o Mendes escolheu o Neg(r)ão?" Vai daí lembrei-me de escrever um pouco sobre Lisboa e as eleições que se avizinham.
Não resisto à piada fácil: "um pouco sobre Lisboa e as eleições que se avizinham". Pronto, já está! Brincadeira. Antes de mais, Bart, deixa que te diga que à hora a que o Neg(r)ão foi escolhido eu deveria estar no meu carro a caminho de casa. A 300 km, mais coisa, menos coisa, da sede nacional do PSD e por isso não tenho qualquer responsabilidade por aquela escolha. Devo dizer-te que eu escolheria a Manuela Ferreira Leite... tem um perfil parecido com o Rui Rio e o gajo ganhou as eleições no Porto contra tudo e todos, não é? Só tinham que aturar uns okupas daqui a uns tempos no Cinema S. Jorge... ou noutra sala de espectáculos da capital... coisa pouca.
O PS sim... tratou de ir buscar o maior peso pesado da estrutura e penso que lhes vai correr bem, mas é o partido que corre o maior risco. Perdendo as eleições trama-se o governo e Sócrates. A ver vamos, lá dizia o cego.
No entanto parece-me que vamos ter umas eleições muito renhidas. Helena Roseta vai tirar votos ao PS, Carmona ao PSD, o pessoal do PCP é sempre forte em Lisboa (cambada de comunistas, estes alfacinhas... é o que é), o Portas deve estar para puxar qualquer coelho da cartola e o BE (meu amigo de propostas sobre divórcios) concorre com o inesgotável José Sá Fernandes. Tudo junto dá uma valente salada.
A bem dos alfacinhas espero que não seja uma salada com caracóis no meio...

foto: aNa
(parede no bairro alto)
estará um dentro do outro?
é frequente ouvir-se dizer que o sentimento mais próximo do ódio é o amor...
a ser assim, o coraçãozito dentro do "a" faz algum sentido.
Eu sugiro uma coisa melhor do que a proposta do BE. Para um gajo, ou gaja, se divorciar do cônjuge (bonita a conjugação de gaja ou gajo com cônjuge, não é?) basta que lho diga na cara três vezes seguidas sem rir... é importante que seja sem rir, para que o cônjuge perceba que a gaja está mesmo a sério, ok!?
Depois é simples... para informar o Estado, o gajo(a) e o respectivo cônjuge acediam a www.divorcionominuto.pt e introduziam os seus dados, a data em que se casaram e tal e coisa e send. Já está! Divórcio consumado!
Mais uma medida que se podia incluir no famoso Simplex, não!?

Foto de Michael Bakker

Praça Carlos Alberto, Porto
Humberto Delgado saúda a multidão
14 de Maio de 1958

Foto: Sleksandar vishemirski
Só agora me apercebi que tivemos uma semana tipicamente portuguesa, com os 3 éfes.
De Fátima já se sabe: peregrinos, fé, pagamento de promessas. Há quem acredite, há quem (eu incluído) não acredite.
Depois há o fado, que nesta época da queima se houve a abrir as hostilidades. Há quem não lhe chame fado, mas canção, mas eu prefiro a primeira designação.
Finalmente, o futebol. Na liga principal ainda não houve decisões: não há campeão, ninguém ainda desceu e ninguém preencheu a vaga em aberto para a Taça UEFA. Na segunda, garantiram hoje a subida o Leixões (regresso após muito tempo) e o Vitória de Guimarães.
Mas o mais agregador de todo é o futebol. É que há muitos adeptos do meu clube estarão neste momento a rezar a Nossa Senhora de Fátima para que o Benfica ainda consiga ser campeão e que, simultaneamente, o Fernando Santos oiça o Fado da Despedida. O pior é que os dois pedidos em simultâneo parecem ser impossíveis, eu diria que até é possível que nenhum dos dois seja atendido, o que faz com que a fé seja mesmo necessária.
Até eu, homem de pouca fé, já comecei a pensar se devia fazer uma promessa de ir a pé a Fátima no próximo ano caso de o Benfica ser campeão e o Fernando Santos deixar de ser treinador do Benfica. É nestas alturas que descubro o português profundo que há em mim.