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maio 31, 2007

ante et post #5

ante et post #5

Civilidade

não tussa madame
reprima a tosse

não espirre madame
reprima o espirro

não soluce madame
reprima o soluço

não cante madame
reprima o canto

não arrote madame
reprima o arroto

não cague madame
reprima a merda

e quando estourar
que seja devagarinho
e sem incomodar, ok madame?

ok, monsieur.

Alberto Pimenta
Obra Quase Incompleta

maio 30, 2007

Baladas TuTubo II

O meu amigo Jorge passou-me um testemunho complicado.
Escolhi um tema especial e que ofereço com muito carinho a todos os homens deste blog.

José Cid, A Pouco e Pouco. (o ano? não faço ideia mas deve ser 1765)

Depois de muito pensar decidi passar a responsabilidade da escolha da próxima balada ao grandioso mestre Pré.

hoje...

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Serviços mínimos II

Lisboa 12 de Maio 023.JPG

Foto Lilly Rose
Zoo de Lisboa

Diz que é uma espécie de jornalismo

Nos últimos tempos, os nossos jornalistas são pródigos em produzir notícias, a partir de qualquer facto de possa gerar polémica. Seja relevante ou não. Normalmente não é, porque para tratar assuntos realmente relevantes, é preciso saber fazer jornalismo.
E depois, andam ali a escarafunchar na ferida, até já não haver mais sangue a derramar.

Desta vez, o genérico dos Gato Fedorento, plagiado de um video-clip de Claude François. Quem navega na blogoesfera, não foi apanhado de surpresa pela notícia do Diário de Notícias. Já conhecia, já tinha visto e não passou de mais uma piada. Mas o DN insiste.
E como tudo o que é demais, ou cheira mal ou enjoa, até já estou a imaginar a cara do Ricardo Araújo Pereira, a responder a esta entrevista:

DN - Dizem que é uma espécie de plágio. Como reage?

RAP - Com o dicionário. Plágio é a apropriação do trabalho alheio sem indicação da origem. Quando apresentámos o genérico à imprensa, indicámos a origem da ideia e a razão pela qual mantivemos o Un, deux, trois, quatre. Não há referências a Claude François porque a canção que ele canta é, basicamente, a conhecidíssima música tradicional inglesa Three Blind Mice. Sendo uma música popular, o autor é desconhecido. Como foi o maestro Ramón Galarza a fazer os arranjos, é ele que assina. Já agora, poupo trabalho futuro ao DN: também não compusemos a música do genérico do nosso programa da Radical. E os Painéis de São Vicente, que usámos na série da RTP, não foram pintados por nós. E também não pedimos autorização ao autor para os usar. Uma coisa garanto: no dia em que queiramos fazer-nos passar por compositores, com todo o respeito pelo François, optaremos por Bach.

DN - Acha que estão a exagerar o assunto por inveja?

RAP - Não. É um assunto importante. Estamos a falar de um genérico cuja música é a adaptação duma canção popular. Dá primeira página em qualquer parte do mundo. Parabéns ao DN por se ter adiantado ao Le Monde.

DN - Se tivesse só cem mil espectadores, davam conta do episódio?

RAP - Não percebo a pergunta. No DN de dia 23 assina uma notícia em que afirma: "Os humoristas assumem, desde o início, que a ideia não é deles." Agora, diz-me que alguém "deu conta do episódio". Se assumimos desde o início, de que "episódio" é "deram conta"? Só se for este: nós, não sabendo compor música, usámos uma que já existia (isenta de direitos de autor). Depois, explicámos o modo como o genérico foi concebido. Seis meses depois, inspirado por blogues, o DN faz manchete revelando ao País o que nós nunca escondemos. Só houve um pormenor que o DN se esqueceu de revelar: que a música em causa está isenta de direitos de autor.

DN - Não deixa de ser curioso que seja no YouTube, onde o Gato tem os vídeos mais partilhados, que se tenha descoberto o original...

RAP - O facto de termos indicado o original a partir do qual fizemos o pastiche é capaz de ter facilitado a "descoberta". Curioso é que, no YouTube, se encontrem também várias versões do Three Blind Mice, como esta (http/youtube.com/watch?v= kPNC1WsVxdU) e o DN não tenha dado por isso. Talvez quando um blogue fizer esse trabalho.

DN - Acredita que o assunto pode ter algum impacto no sucesso do programa?

RAP - Claro. No sucesso do programa e também no futuro do País.

DN - O Gato Fedorento pagou os direitos ou obteve o consentimento do autor original da música para utilizá-la no genérico do programa?

RAP - Nem uma coisa nem outra, na medida em que o autor original da música é um inglês não identificado que terá vivido no século XVI. Não digo que seja impossível obter o seu consentimento, mas nós achamos complicado. Manias. No entanto, se o DN o encontrar, teremos todo o gosto em pagar-lhe.

Greve

Para ser solidário com estes funcionários do Jardim Zoológico de Lisboa hoje o Bilhas encontra-se de greve. Vai acabar o gás à Ti Micas porque o gajo está cansado de trabalhar e tem uma semana de cão pela frente. Para compensar vou seguir a proposta do Pré e vou passar a tarde a ver sites pornográficos! Ora toma, patrão!

PS: mas confesso que não tenho os fetiches do Jorge! (Rapaz que ainda vais preso! Se a rapaziada de Chaves sabe disto!)

Serviços mínimos

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Fotos Lilly Rose
Zoo de Lisboa

maio 29, 2007

Pre, eu confesso, já consultei um site de sexo...

... até trouxe uma foto para comprovar.

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Foto daqui.

Haverá algo mais pornográfico do que isto? ;-)

E você já consultou um site de sexo?

Um tal de Robert Murat é arguido no mais mediático caso de rapto de todos os tempos ocorrido em Portugal, o da menina Madeleine McCann. Se for caso disso que seja julgado e se for caso disso também que seja condenado. Até lá é arguido por uma razão especial – é o principal suspeito. Por isso há que investigar tudo de modo a encontrar indícios ou provas que o liguem ao rapto da pequenita, ou então que o livrem do libelo acusatório que hoje sobre ele pende. Agora que as “fontes fidedignas” que estão a investigar o caso, sob o título do anonimato, que é assim que rezam as crónicas dos jornais, venham para os jornais dizer que “vejam lá que o Sr. Murat até consultava sites pornográficos na Internet” essa só lembra ao diabo. Se calhar só lembra à nova Pide e a quem a ela dá cobertura. Eu pensava que o tempo da caça ás bruxas já era coisa do passado. Santa ingenuidade.

maio 28, 2007

Baladas TuTubo I - 1959, Sisters of Mercy *

Living as an angel in the
Place that I was born
Living on air
Living in heaven
Giving the lie down, the line
To the
There's my heaven

And I know
Which way the wind blows
In nineteen fifty-nine

Which way the wind blows
In nineteen fifty-nine

And the wind blows still
And the wind blows wild again
For a little child an never kill this clean
This way
And it feels like me today
Tell me
Do you feel the same?
Isabelle?
Or do you feel like nineteen fifty-nine?
... Do you feel like nineteen fifty-nine?

And the wind blows wild again
And the wind blows wild

In nineteen fifty-nine
In fifty-nine
Isabelle
Do you, do you fell the same?

Come with me
Like a little child
Like another gun
Like homeless, restless, known to none, like
Way beyond the line
Like it never was
In nineteen fifty-nine

1959
Sisters of Mercy

Curiosidades:
1959 é a data de nascimento do vocalista Andrew Eldritch .
Isabelle é o nome de uma fã que escreveu a Andrew perguntando porque nunca tinha gravado uma canção apenas com voz e piano.
O nome do grupo, Sisters of Mercy (Irmãs de Misericórdia), é o título de uma canção de Leonard Cohen.

* Hoje pretendo, com esta música, iniciar um ciclo de baladas presentes no YouTube. Mas como não quero ter o trabalho sozinho, penso que seria de pedir a alguém para colocar a próxima e esse alguém ir passando a outro, etc... Como neste momento são os benfiquistas que estão mais em baixo, por isso mais propensos a baladas, e aproveitando o facto de o seu blog festejar o 3.º aniversário, vou passar a responsabilidade da escolha da próxima balada à Mad.

Então não se festeja?

Francis C Afonso.jpg
Foto daqui

maio 27, 2007

Rock in Rio 2008

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Fogo artificio 456a.jpg

Fogo artificio 453.jpg
Fotos: Karla

Um Domingo (um bocadinho) criativo! #21 - b

... ou seja, nada disto!

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Harold Lloyd

Este vigésimo primeiro Domingo do ano pode ser... só um bocadinho criativo!

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Orson Welles

maio 25, 2007

Visitas

Este fim de semana vamos ter visitas na mansão Bilhas. Sua Alteza Real D. Micas... a cadela mais esbogalhada que eu conheço. Cunhado não te preocupes que eu trato bem da bicha!

micas.jpg
Foto: Bilhas.

É giro o raio do Pug, não é?

Bom fim de semana

Mircea BEZERGHEANU.jpg
Foto: Mircea Bezergheanu

Darfur, a catástrofe

Um genocídio que dura há mais de 3 anos.
400 000 mortos.
2 000 000 de deslocados em campos de refugiados.
3 500 000 dependem de ajuda internacional para sobreviver.
Homens, mulheres e crianças.

Mas o mundo vive uma histeria colectiva, por 1 criança desaparecida.

maio 24, 2007

A vida irritantemente simples de Zeca Lado (8.º mini-episódio)

Mini-episódios anteriores: 1 2 3 4 5 6 7

Zeca Lado, devido ao seu salário flamejante (assim ele lhe chamava, por arder rapidamente), não tinha ainda podido comprar um automóvel. Mas não importava, tinha a sua querida e imbatível Zundapp. Aquela mota era um espectáculo, nunca o deixava ficar mal. E mesmo quando, num assomo de rebeldia, o atirava ao chão, uma conversa amena fazia-a voltar à razão e portar-se condignamente.

Para Zeca a Zundapp era uma amiga inseparável. Quando ela ia para a revisão consolava-a durante longas horas, dizendo-lhe que tudo ia correr bem, que ia ficar como nova. Levava-a aos melhores postos de gasolina, pois preocupava-se com a sua alimentação. Chegava ao ponto de, no Inverno, para ela não se constipar, lavá-la na sua banheira.

Mas a altura em que eles se sentiam mais próximos era quando chovia. Zeca Lado sempre fora ensinado que um homem nunca chora, o que ele cumpria à risca nos momentos de alegria e de tristeza. Por isso, quando chovia, os dois partiam sem rumo, para que ele pudesse deixar fluir as suas emoções, encoberto pelas gotas de água caídas do céu. E se a chuva escondia as lágrimas, o barulho da Zundapp abafava os soluços, numa cumplicidade inigualável.

Parabéns Salazar*!

Olá Pai... estás bom!? Mais um aniversário, não é meu grande malandro... sempre a acrescentar, ano após ano, mais um à conta. Não é uma conta qualquer, meu Pai... são já 79 primaveras que contas no teu vasto currículo e com uma vitalidade (essa coisa do joelho vai passar rapidamente) invejável, mesmo para este teu filho trintão.

Olha Pai... queria deixar aqui os parabéns e um pequeno agradecimento (que nunca compensará tudo o que me proporcionaste até hoje) por seres simplesmente o Melhor Pai do Mundo!

Um beijo e abraço forte deste filho que te ama muito!

*Sim... o meu Pai chama-se Salazar ehehehe Há algum problema!

maio 23, 2007

Por outras paragens, em imagens IV

Marrocos - Teleboutique.jpg
Marrocos
Foto: Karla

Aviso à navegação

Aquele ou aquela que aqui chegou ontem, à procura de “fotos de meninos menores nus” , veio ao engano.
Pode dar meia volta e sair, porque aqui não encontra o que procura.
E escusa de voltar. Não é bem-vindo.

Zé Diogo Quintela dos anos 50

Descubra as diferenças.

Uma "polémica" que anda no ar, que pode ser lida no DN.

maio 22, 2007

Cebolas

cebola.jpg foto daqui

Eu não tenho muita piada a escrever, tipo daquela que dá logo para se fazer um sketch à la Gato Fedorento ou, menos ambiciosamente, tipo Inimigo Público ou Luís Filipe Borges. Mas gosto de escrever e, mesmo quando trato de assuntos sérios, de deixar um pequeno sorriso nos lábios de quem me lê. Claro que não estou a falar em deixar as pessoas alegres quando escrevo um epitáfio para a campa de alguém que nos é querido, mas mesmo assim, se há uma característica em mim é a de não tentar provocar a lágrima (ía cair na tentação de escrever fácil, mas não escrevo, parece conversa de deputado) no canto do olho de ninguém. E se os olhos se molharem que seja de felicidade! Pois bem, perguntava-me uma amiga, de velhos tempos de comentadora no PreDatado e mais tarde minha anfitriã no Ante & Post, porque é que eu andava tão ausente da blogosfera. Não consegui arranjar uma explicação mais convincente do que a da preguiça (quase sempre sai bem). Como não me pareceu que ela tivesse engolido a desculpa sempre fui adiantando que me faltava a inspiração para escrever originais e que, comentar do jeito que eu gosto as noticias que vão passando nas rádios e nas televisões seria como que plagiar. É que, em boa verdade, cada vez mais, acho que os nossos políticos e os nossos socialites e, como consequência os nossos media, estão numa fase em que não são capazes de produzir uma notícia que eu não ache imediatamente que se trata de uma piada. E depois vou fazer o quê? Plageio ou faço o oposto? Pego numa cebola e começo a descascá-la aqui?

PS. Tal como o António Costa disse a propósito das conversas com a Helena Roseta, as conversas particulares não são para divulgar, mas tenho a certeza que a minha querida Karla não me vai levar a mal se eu cometer a indiscrição de dizer que no meio do nosso “bate-papo” ela me perguntou pelo meu Benfica: Que raiva! Com uma pergunta destas quem é que depois consegue escrever uma piada?


Cutty Sark, nem tudo está perdido

Vítima de fogo, suspeita-se de origem criminosa, o clipper inglês Cutty Sark, ficou bastante danificado.
Com 136 anos, há 50 que se encontrava aberto ao público na Doca de Greenhithe, no Tamisa.
Este veleiro, que chegou a ostentar bandeira portuguesa com o nome de Ferreira e mais tarde Maria do Amparo, não pode acabar de uma forma tão trágica.
Se nos lembrarmos da nossa Fragata D. Fernando II e Glória que sofreu, também ela, um acidente idêntico, percebemos que nem tudo está perdido.

cutty sark fire.jpg Fragata D Fernando II e Glória fogo.jpg
Foto Cutty Sark daqui

Fragata D Fernando II e Glória destroço.jpg Fragata D Fernando II e Glória destroço 1.jpg
Fotos da Fragata D. Fernando II e Glória do Museu da Marinha

O excelente trabalho levado a cabo pelo estaleiro da "Ria-Marine", em Aveiro, que efectuou o restauro estrutural e pelo o Arsenal do Alfeite onde foi feito o aprestamento e o apetrechamento, fizeram com que em 1998 a Fragata viesse a aumentar o efectivo dos navios da Armada Portuguesa.

Foi um trabalho magnífico, reconhecido em todo o mundo.

Fragata D Fernando II e Glória.jpg
D. Fernando II e Glória Foto: Karla

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Cutty Sark Foto daqui

O General sem medo #3

Humberto Delgado com capa negra oferecida por um estudante - monumento a Carvalho Araujo - vila real - 22 maio 1958.jpg
Humberto Delgado com capa negra oferecida por um estudante
Monumento a Carvalho Araújo, Vila Real
22 de Maio de 1958

maio 21, 2007

Dos futebóis e dos exemplos de vida

Um dia antes de se encontrar o campeão nacional de futebol, também se disputou uma renhida última jornada do torneio de futsal da escola da minha filha, onde pais, alunos e funcionários do colégio se juntam para, em (quase sempre) sã camaradagem, se entreterem durante os fins de semana. Aqui está a minha gloriosa equipa dos Ases.

ases2007.jpg

Esta é a segunda vez que jogo no torneio. Da primeira vez, dei conta neste outro post.

Ao contrário do ano passado, onde entre 12 equipas conseguimos um excelente 3.º lugar, este ano ficámos em 7.º lugar entre 9 equipas. Este ano, tal como o Chelsea, tivemos muitos jogadores lesionados ou abaixo das suas capacidades. Chegou a haver um jogo em que só jogámos com 4. Por isso, o 7.º lugar até não foi mau.

Mas, mais do que tudo, a nossa grande perda deu-se antes do torneio.

armindo.jpg

Este é o Armindo, no momento em que recebia o troféu do 3.º lugar, em Setembro do ano passado. Tinha 63 anos. Como só nos conhecíamos do futebol, só voltei a ter notícias dele em Dezembro, quando nos inscrevemos para a edição deste ano. Soube então que lhe tinha sido detectado um tumor no cérebro em Outubro e que estava bastante mal. Morreu em Janeiro.

Era o nosso jogador mais jovem em espírito. Corria como nenhum outro, aguentava o jogo todo, enquanto outros, como eu, já não podiam com as pernas. O filho, com 15 anos, era dos poucos que lhe aguentava a pedalada. Apesar de inscrito no torneio, acabou por nunca jogar, o que se percebe.

Gostávamos de ter conseguido um lugar melhor, pois o Armindo merecia que lhe dedicássemos um lugar honroso. Mas demos o melhor que pudémos. E o exemplo de vida que o Armindo nos deu, não tem preço, jamais conseguiríamos pagar na totalidade. Foi daquelas pessoas que, apesar do pouco tempo que convivemos, me marcou para sempre. Até sempre, Armindo!

For once in my life

Ora aí está uma das músicas preferidas do Bilhas... cantada por duas vozes excelentes! Uma boa semana para vocês!

Restituindo o bom gosto ao blog

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Foto: Emil Jianu

maio 20, 2007

Eu sou do Benfica

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bolas... coloridas

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Um Domingo criativo! #20

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Dolores Del Rio
Mural em Hollywood, Califórnia

maio 18, 2007

A brincar

Ora pois então. Interrompemos a emissão para uma notícia de última hora do nosso reportér de rua. Uma fantástica reportagem sobre a mais recente máquina profissional, friso profissional, de tirar finos (ou imperiais para os emproados dos alfacinhas) para ter em casa (criação da Super Bock, claro!) e os benefícios que o bendito néctar tem para as criancinhas e população em geral! É assim... tipo... uma ode à cervejola frescola e aos efeitos que este líquido provoca no mais simples dos humanos.

Ora "vejainde":

Toma lá que já almoçaste!

A sério

Hoje comemora-se o Dia Internacional dos Museus e por isso não podia haver data mais apropriada para responder (pelo menos tentar) a este post da Lilly sobre o magnífico projecto que é o Museu Sem Fronteiras.

Pois bem Lilly... hoje em dia a internet é um dos meios mais utilizados pelos museus, como de resto se passa com outras instituições, para divulgarem o que têm para oferecer à rapaziada. O turismo cultural, se têm reparado nas últimas notícias, é algo que está em franca expansão (até o Algarve... melhor o Allgarve que é preciso nos irmos habituando... está atento a este fenómeno com o investimento que tem sido feito nos museus de Faro e Portimão, por exemplo) e é considerado, nos países que daí tiram muitos rendimentos, como Portugal, uma das potenciais armas para nos diferenciar das estâncias turísticas do género da República Dominicana.

Por outro lado os museus utilizam a internet para divulgar, numa perspectiva mais alargada, as suas colecções e o conhecimento que detêm. Se quiserem podem pesquisar diversos inventários online de museus (ou instituições similares) portugueses. O Museu da Olaria em Barcelos, o espólio da Diocese de Évora, o Museu Marítimo de Ílhavo, o Museu da Faculdade de Belas Artes do Porto têm nas suas páginas acesso às colecções acrescentando assim uma importante mais valia na divulgação e conhecimento do património português.

Hoje em dia, Lilly, a internet é uma das ferramentas mais úteis na actividade do museu. Permite que possas ir ao British Museu, sem que necessites de viajar para Londres, permite que possas perceber o que é o MIT Museum pelas palavras dos seus responsáveis, no entanto tem o "ingrato problema" de não permitir as sensações únicas que sentes quando vês pela primeira vez a Guernica, no Reyna D. Sofia ou Os Embaixadores na National Gallery de Londres. Mas é, sem qualquer dúvida, e como tu o disseste sobre as tuas férias um excelente meio de chamar as pessoas aos museus... por mais distantes que estes fiquem.

Deixo-vos aqui a pergunta: Quando é que foi a última vez que estiveram num Museu? Alguma vez estiveram num? Ou estão a perguntar baixinho... "O que raio é um museu?"

Haloscan em teste

1 2, 1 2, experiência...

O General sem medo #2

Humberto Delgado no liceu camoes - 18 maio 1958.jpg
Humberto Delgado no Liceu Camões
18 de Maio de 1958

maio 17, 2007

Tania à CML, já!

Com a desistência de Carmona, as guerras entre a esquerda, a entrada do Neg(r)ão na corrida e a palhaçada em que transformou a CML no último mandato, nós precisamos é de uma Tania.

tania.jpg

Um novo conceito de museu

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Conhecem o Museu Sem Fronteiras?

Pois eu andei por lá à descoberta da Arte Islâmica em Portugal e gostei. O espaço do museu é amplo, movemo-nos bem entre salas, não falta documentação e custa quase nada. O melhor de tudo é que retirei ideias para umas férias.

Provavelmente esta será a nova fórmula das futuras exposições mundiais. O que é que achas, Bilhas?

Quinta-feira da espiga

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Foto: Jep Flaqué

Quinta-feira da Ascenção é também, tradicionalmente, o Dia da Espiga. Um ritual cristão que celebra os primeiros frutos. O ramo, composto por uma espiga que celebra o pão, um ramo de oliveira, a paz e papoilas que representam o amor e alegria, deve ser mantido de ano para outro.

Em tempos, fazia-se uma romaria aos campos para apanhar o ramo de espiga. Hoje, em Lisboa, vendem-se à porta das estações do metro e dos comboios. É uma tradição que se vai mantendo viva nos lisboetas, na sua grande maioria, com origens em outras regiões rurais do país.

maio 16, 2007

O Dia da Libertação dos Impostos

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De acordo com dados da Faculdade de Economia da Universidade Nova, em parceria com a Associação Industrial Portuguesa (AIP), hoje é o primeiro dia em que os portugueses estão finalmente a trabalhar "para si próprios", já que já completaram os 136 dias em que o seu rendimento serviu apenas para pagar IRS, IRC, IVA, contribuições sociais e outros impostos.

O "Dia da Libertação dos Impostos", que hoje se celebra, surge este ano para os portugueses um dia mais tarde do que aconteceu em 2006.

Por esta ordem de ideias, uma falta ao trabalho, representa fuga aos impostos?
E eu, que já fiz férias este ano, devo ao estado 5 dias de trabalho?

As escolhas para Lisboa

Perguntou-me o Bart, em comentário a este post, onde é que eu estava quando "... o Mendes escolheu o Neg(r)ão?" Vai daí lembrei-me de escrever um pouco sobre Lisboa e as eleições que se avizinham.

Não resisto à piada fácil: "um pouco sobre Lisboa e as eleições que se avizinham". Pronto, já está! Brincadeira. Antes de mais, Bart, deixa que te diga que à hora a que o Neg(r)ão foi escolhido eu deveria estar no meu carro a caminho de casa. A 300 km, mais coisa, menos coisa, da sede nacional do PSD e por isso não tenho qualquer responsabilidade por aquela escolha. Devo dizer-te que eu escolheria a Manuela Ferreira Leite... tem um perfil parecido com o Rui Rio e o gajo ganhou as eleições no Porto contra tudo e todos, não é? Só tinham que aturar uns okupas daqui a uns tempos no Cinema S. Jorge... ou noutra sala de espectáculos da capital... coisa pouca.

O PS sim... tratou de ir buscar o maior peso pesado da estrutura e penso que lhes vai correr bem, mas é o partido que corre o maior risco. Perdendo as eleições trama-se o governo e Sócrates. A ver vamos, lá dizia o cego.

No entanto parece-me que vamos ter umas eleições muito renhidas. Helena Roseta vai tirar votos ao PS, Carmona ao PSD, o pessoal do PCP é sempre forte em Lisboa (cambada de comunistas, estes alfacinhas... é o que é), o Portas deve estar para puxar qualquer coelho da cartola e o BE (meu amigo de propostas sobre divórcios) concorre com o inesgotável José Sá Fernandes. Tudo junto dá uma valente salada.

A bem dos alfacinhas espero que não seja uma salada com caracóis no meio...

maio 15, 2007

vagueando por aí

hate.jpg
foto: aNa
(parede no bairro alto)

estará um dentro do outro?
é frequente ouvir-se dizer que o sentimento mais próximo do ódio é o amor...
a ser assim, o coraçãozito dentro do "a" faz algum sentido.

Publicidade premiada

maio 14, 2007

Divórcio na hora

Eu sugiro uma coisa melhor do que a proposta do BE. Para um gajo, ou gaja, se divorciar do cônjuge (bonita a conjugação de gaja ou gajo com cônjuge, não é?) basta que lho diga na cara três vezes seguidas sem rir... é importante que seja sem rir, para que o cônjuge perceba que a gaja está mesmo a sério, ok!?

Depois é simples... para informar o Estado, o gajo(a) e o respectivo cônjuge acediam a www.divorcionominuto.pt e introduziam os seus dados, a data em que se casaram e tal e coisa e send. Já está! Divórcio consumado!

Mais uma medida que se podia incluir no famoso Simplex, não!?

Houve um lapso--- mas espero que o vosso Domingo tenha sido mais criativo que isto... #19

14 mei.jpg
Foto de Michael Bakker

O General sem medo

Humberto Delgado sauda a multidao - pr carlos alberto - porto - 14 maio 1958.jpg
Praça Carlos Alberto, Porto
Humberto Delgado saúda a multidão
14 de Maio de 1958

à espreita :)

lagarto - sleksandar vishemirski.jpg
Foto: Sleksandar vishemirski

maio 13, 2007

Fátima, futebol e fado - a semana portuguesa

Só agora me apercebi que tivemos uma semana tipicamente portuguesa, com os 3 éfes.

De Fátima já se sabe: peregrinos, fé, pagamento de promessas. Há quem acredite, há quem (eu incluído) não acredite.

Depois há o fado, que nesta época da queima se houve a abrir as hostilidades. Há quem não lhe chame fado, mas canção, mas eu prefiro a primeira designação.

Finalmente, o futebol. Na liga principal ainda não houve decisões: não há campeão, ninguém ainda desceu e ninguém preencheu a vaga em aberto para a Taça UEFA. Na segunda, garantiram hoje a subida o Leixões (regresso após muito tempo) e o Vitória de Guimarães.

Mas o mais agregador de todo é o futebol. É que há muitos adeptos do meu clube estarão neste momento a rezar a Nossa Senhora de Fátima para que o Benfica ainda consiga ser campeão e que, simultaneamente, o Fernando Santos oiça o Fado da Despedida. O pior é que os dois pedidos em simultâneo parecem ser impossíveis, eu diria que até é possível que nenhum dos dois seja atendido, o que faz com que a fé seja mesmo necessária.

Até eu, homem de pouca fé, já comecei a pensar se devia fazer uma promessa de ir a pé a Fátima no próximo ano caso de o Benfica ser campeão e o Fernando Santos deixar de ser treinador do Benfica. É nestas alturas que descubro o português profundo que há em mim.

maio 12, 2007

Divagação filosófica sobre a violência inesperada

Por vezes, quando menos esperamos, somos atingidos com uma violência inesperada.
E por vezes, ainda pior, somos atingidos por alguém que julgamos estar do nosso lado.
E é nesse momento que, atónitos, olhamos nos olhos de quem nos atingiu, e perguntamos:
- Porquê?

Hoje aconteceu-me isso. Olhei nos seus olhos e perguntei-lhe:
- Porquê?

P.S. Esta divagação surgiu porque o Nuno, que joga na mesma equipa que eu no torneio da escolha da minha filha, resolveu atingir-me no dedo mindinho com um dos seus remates torpedo, e tenho o dedo tão inchado que nem consigo escrever um post de jeito.
P.P.S. É claro que mais vale uma mão inchada do que uma enxada na mão.
P.P.P.S. É claro que a divagação é mais vasta do que o meu jogo de futebol, este foi apenas o mote.
P.P.P.P.S. Vou acabar com os P.S. que o dedo continua a doer.
P.P.P.P.P.S. Serei masoquista?

maio 11, 2007

Bom fim de semana

Ja S.jpg
Foto: Janosch Simon

Correntes e desafios

Ciclicamente, surgem na blogosfera correntes e desafios que, não servindo para mais nada, servem de argumento para mais um post, quando a criatividade está em baixo.
Sendo assim, não podia recusar o desafio de duas queridas amigas, a aNa e a Maria Árvore.

(*) Um “meme” é um ” gene cultural” que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma”.

Esta definição, só por si, é um "meme". Um conhecimento que adquiri e, do qual, nunca tinha ouvido falar antes.
Mas deixo-vos outra ideia muito mais interessante e que define muito bem a minha forma de estar na vida:

When life hands you lemons, ask for Tequilla and salt.

tequila1.jpg tequila2.jpg

Se quiserem, continuem a corrente.


O Verão das teorias #3

Bem, com o princípio do Tio Arlindo todos deveriam ser convencidos (visando o consenso) mas ninguém se convencia. No conto O Verão das teorias, lemos: "às vezes fingíamos que sim, para acabar com aquilo, porque morríamos de raiva, ou de aborrecimento (...). Ao fim de três horas de discussão, já tanto fazia uma coisa ou outra, desde que não se ficasse em casa." (pp 128)

Além de que o grupo " partia-se em pedaços". "O tio Gustavo e a tia Zélia iam à quinta, o tio Fernando e a Marina iam ao pinhal, o tio Luis e o Bernardo iam ao rio. O que o tio Arlindo conseguia era que toda a gente andasse furiosa com toda a gente." (pp 129)

Mas o princípio da semi-directividade do tio Gustavo seria melhor? A verdade é que com o método da votação, a vontade da maioria é imposta! Mas este é um método democrático, não é?

maio 10, 2007

A vida irritantemente simples de Zeca Lado (7.º mini-episódio)

Mini-episódios anteriores: 1 2 3 4 5 6

Zeca Lado era um homem aparentemente tímido. Mas quando a noite caía, ele caía na noite. E bastava beber uma cerveja perfeita perfeita sem álcool para um novo Zeca emergir. A timidez dava lugar a um pujante conquistador, a um arrojado galanteador, capaz de seduzir a mais inalcançável das mulheres.

No entanto, passada a noite, a timidez voltava, e com o tempo começou a duvidar que algum dia conseguisse ter um relacionamento duradouro. Até que um dia lhe apareceu uma cigana chamada Mude Aiste que, olhando para o seu copo de cerveja perfeita perfeita sem álcool, lhe disse:
- Um dia encontrarás a mulher dos teus sonhos, ela será loira e será a mulher mais desejada do mundo, mas ficará perdidamente apaixonada por ti.
- E como se chamará ela?
A cigana tinha-se esquecido dos óculos, pelo que não conseguiu ler correctamente o nome, acabando por dizer:
- Karla Vanessa.

Um dia Zeca encontrou uma mulher que lhe pareceu corresponder à descrição. Depois de uma noite em que os seus vizinhos não conseguiram pregar olho, ela disse-lhe:
- Oh, Zeca, you are the sexiest man on earth. I'm crazy in love with you!
- Uãtse iór neime? - perguntou ele no seu inglês de Universidade Independente mais perfeito possível.
- Scarlett Johansson...

Bolas, ainda não era desta. Mas Zeca iria continuar a procurar pela sua Karla Vanessa, e sabia que a encontraria um dia...

O Verão das teorias #2

Sobre o princípio da não-directividade do tio Arlindo - em que nada é imposto mas tudo tem de ser resolvido pelo consenso.

Impôr o consenso é "atitude de ditador"? A ideia de consenso oprime?

Marrocos - Marráquexe

"Como é bom voltar a Marráquexe, a mais mágica das cidades do deserto! Devagar, deixamo-nos engolir pela cidade, caminhamos ao lado da multidão, em rua onde se conquista, metro a metro, o espaço disputado pelos peões, burros, carroças, motos, bicicletas, carros. Uma corrente eléctrica de fraca potência filtra a poeira suspensa no ar e caminhamos como se estivéssemos dentro de uma nuvem - de vozes, ruídos, cheiro a lenha queimada. Metade da cidade está atrás dos balcões do rés-do-chão e a outra metade circula ao longo delas. Não deve haver ninguém que fique dentro de casa assim que o Sol se põe: é como se a cidade inteira celebrasse a vida todos os fins de dia."

Marrakech - Koutubia.jpg
Foto: Karla

"Conheço alguns segredos escondidos no souk, portas altíssimas de pesada madeira de cedro virgem que abrem para palácios inimagináveis onde tudo está na mesma, como estaria há duzentos anos, pátios de casas no meio do caos das ruelas onde, em vez do ruído que se espera ouvir das ruas lá fora, só se escuta o som da água a correr num tanque onde flutuam pétalas de rosa."

Marrakech - riad.jpg
Foto: Karla

"Marráquexe quer dizer «parte depressa» porque a cidade foi edificada num planalto de emboscadas. Mas aqui, os Almorávidas, berberes da Mauritânia, resolveram por fim à sua condição de nómadas e fundar a mais bela cidade do deserto."

Excertos da crónica Emboscada em Marráquexe, de Miguel Sousa Tavares.
Sul - viagens. Relógio d'Água Editores

maio 09, 2007

Format C:

Estamos fechados na Bilhalândia para formatação do meu magnífico PC que teimava em não trabalhar hoje de manhã. Alguma mensagem ou recado importante é favor contactar o Ministério das Novas Tecnologias (tudo boa gente licenciada na Independente!)

Cumprimentos e salamaleques, sou de quem sabeis...

Bilhas!

O Verão das teorias #1

Imaginem a seguinte situação: vocês vão passar férias com um grupo de 10 pessoas. gostam imenso uns dos outros, pelo que decidem alugar uma casa em conjunto. isso vai implicar partilhar tarefas e decidir programas de lazer para o dia.

Como princípio de organização, o que preferiam?
1- O princípio da não directividade, em que nada pode ser imposto; ninguém dá ordens ou indicações; tudo tem de ser resolvido pelo consenso;
2- O princípio da semi-directividade, em que se aceitam sugestões e o consenso é substituido pela votação.


[Problema inspirado no conto "O Verão das Teorias" in "A Mulher que Prendeu a Chuva" de Teolinda Gersão: nesse conto, o tio Arlindo defendia o princípio 1 e o tio Gustavo o princípio 2]

maio 08, 2007

Marrocos - Nómadas

Nómadas.jpg
Foto: Karla

O contacto com os nómadas do deserto marroquino, não deixa ninguém indiferente. Sobretudo as crianças.
A primeira vez que vi, de perto, como vivem estas populações, senti como que uma lição de vida.
Não são miseráveis, não sentimos compaixão ou pena. Apenas espanto e respeito. E questionamos-nos sobre a nossa forma de vida. A nossa obsessão pelo material e os valores que, consciente ou inconscientemente, passamos às nossas crianças.

Desde a minha primeira viagem a Marrocos, que estes pensamentos me perseguem.
Lembro-me sempre das crianças desgrenhadas, andrajosas e sem brinquedos. Não lhes devem sentir a falta. Ninguém sente falta do que desconhece.

Desta vez, fui carregada de roupas e brinquedos que sobejam às crianças que eu conheço. Brinquedos simples, coloridos. Quase novos, porque a quantidade e ritmo a que são renovados, não dão para grandes estragos.
Era com alegria que recebiam as roupas a cheirar a lavado e aquelas coisas coloridas, que não sabiam para que serviam. Foi com alegria, ou com a alma e a consciência mais leve, que eu perdi alguns minutos a ensinar-lhes a brincar.

passeio pela costa em dia de sol

praia da parede
foto: aNa


se quiseres caminhar comigo,
vais ter que te habituar:
às pedras húmidas de musgo
e às correntes sempre variáveis
do meu humor.

A Mulher que prendeu a chuva em Aveiro

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A escritora Teolinda Gersão estará em Aveiro para o lançamento do seu novo livro A Mulher que Prendeu a Chuva e outras Histórias, hoje, dia 8 de Maio, pelas 18h30, na livraria Bertrand Fórum Aveiro. A apresentação da obra será feita pela Maria do Rosário Fardilha, que conhecem daqui.

Para aguçar o apetite...

"O ar morno da tarde, a janela fechada, os pés descalços no tapete, os sapatos atirados para longe, a roupa deitada no chão ao acaso, a urgência de outro corpo - a certeza de que esse momento começara muito antes, de que por ele tinham voado sobre rios, montanhas e países - desaparecer um no outro, perder a noção do tempo."

in "Cidades", um dos 14 contos reunidos no livro que será apresentado.

A actriz Carolina Rodrigues fará a leitura do conto "Um casaco de raposa vermelho".

E todos os aveirenses e afins podem comparecer. Eu vou lá estar! ;)

maio 07, 2007

Fim e Começo

Cumpri mais uma missão. Acabou. Está entregue e tem todo o meu empenho. Por vezes pergunto-me se podia ter feito melhor, se ainda tenho dúvidas, se está bem como está, se podia ter ido mais além... só arranjo conforto em Aristóteles: A dúvida é o principio da sabedoria.

Não que eu tenha dúvidas, ou que me engane, mas pronto! Rapaziada... como diria a Karla... I'm back in business! Tremei Mortais!

Esmagada

Ontem foi dia de eleições na Madeira. e em França. Vocês conhecem os resultados. Ou o mundo progride a passo de caracol. ou qualquer coisa me ultrapassa. e esmaga.

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Foto de Michael Bakker

maio 06, 2007

Find Harry

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Nota:Este jogo vai ser lançado apenas no Iraque...

A fuga - conto revisitado em homenagem às mães esquecidas

Dois filhos e uma filha, um marido, falecido há um ano. Tive uma vida familiar rica. Agora, conto os dias até àquele em que saberei se existe outra vida para além desta.

António, que saudades. A vida sem ti é inconcebível. Será que me olhas, meu ateu fundamentalista? Sinto saudades das tuas heresias, mais ainda da tua companhia. Lembras-te do nosso lugar secreto, que só nós dois conhecíamos? Foi lá que nos amámos. Era lá que voltávamos, sempre que o amor parecia esmorecer. Era um lugar só nosso, mágico, onde a natureza tinha pintado a sua maior obra de arte.

João, meu filho mais velho, aluno brilhante, sempre carregado de livros. Engenheiro civil, sempre de um lado para o outro, em obras. Não tem tempo para nada. Nem para os filhos, nem para a mulher, nem para mim.

Luísa, a minha filha, não pára. Tornou-se hospedeira de bordo e vejo-a de tempos a tempos. Ainda não casou. Enquanto morávamos juntos, vi vários namorados passar na sua vida, mas nenhum ficou.

Carlos, o meu mais novo. Sofri tanto com ele. Meteu-se em más companhias, começou a drogar-se. A certa altura começou a roubar a própria casa, e o António escorraçou-o. Eu encontrava-me às escondidas com ele, coração destroçado, para saber se como ele estava. Entretanto, foi preso. Saiu na semana passada.

O João e a Luísa, depois da morte do pai, devido ao pouco tempo que tinham para mim e dado o meu débil estado de saúde, resolveram colocar-me num lar, onde estou enfiada, entre quatro paredes, olhando os prédios em frente. De vez em quando, eles aparecem. A minha nora aparece mais vezes do que o meu filho, os meus netos muito raramente. Sinto saudades das brincadeiras com eles.

O Carlos, mal saiu da prisão, veio ver-me. Falou-me sobre a sua vontade em largar as drogas, estava a fazer um programa de cura. Fiquei contente. Veio-me visitar todos os dias. Falámos bastante. Até que, ontem, planeámos a minha fuga. Sim, decidi que era chegada a hora de abandonar aquele cemitério em vida.

Hoje, aproveitámos uma distracção da enfermeira para fugir. Metemo-nos os dois no carro e fugimos, estrada fora, rumo ao lugar secreto. O Carlos merecia conhecer esse lugar, onde os seus pais foram felizes.

Chegámos. O lugar está igual. As flores enchem o espaço à volta do caminho íngreme, que agora me custa a percorrer. As fragas, cheias de musgo, enormes, e o regato suave, completam o quadro.

O Carlos trouxe a minha cadeira e a minha manta. Sentei-me aqui a observar o céu azul, limpo. Que saudades! Já estava farta daquele tecto branco, com muitas rachadelas. Aposto que logo à noite se vão poder ver as estrelas todas no céu.

O Carlos está sentado a meu lado, maravilhado com este lugar secreto. Espero que o ajude a procurar a beleza na vida, que lhe tem fugido sempre. Gostava que o João e a Luísa aqui estivessem, mas eles jamais concordariam com tamanha loucura. Apesar de tudo, não me sinto zangada com eles, eu não quero ser um fardo para ninguém.

Escrevo agora as minhas últimas palavras, antes de pousar a caneta que o António um dia me ofereceu. António, espero que estejas errado e que nos possamos encontrar lá em cima. Meus filhos, espero que sejam felizes como eu fui. Agora quero ficar a olhar o céu, respirar o ar puro que me resta e, depois, fechar os olhos, calmamente.

(publicado anteriormente em 12/05/2005)

Back in business

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Patrick Desmet
Workaholic

Dia da mãe

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Elizabete Leite
Menina perdida entre mulheres
, 2005

Fico sempre confusa neste dia.
Bom dia da mãe, mãe! A mãe adora-vos, filhas! Cheguei àquela idade em que dou imenso valor à mãe que tenho, sentindo-me mais mãe que filha. E não é por ela ter envelhecido. Nem por ver as minhas filhas crescerem. Acho que é mais por eu ter crescido. Mas posso lá deixar de ser filha! É que nem quero imaginar isso! Mas sou mais mãe que filha. Perceberam?

Um Domingo criativo! #18

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Arjan Van Cadsand - I.H1.jpg

Fotos de Arjan van Cadsand

maio 04, 2007

Um presente (e não prenda, que eu sou chique) para a Mad!

Em primeiro lugar...

MUITOS PARABÉNS!

Como ouvi dizer que andavas atrás do Marques Mendes, resolvi oferecer-te um presente útil...

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Foto daqui.

Happy Birthday Mad ou será ao contrário!

PS: A Grey WorldWide e eu desejamos-te o melhor dos aniversários Mad! Estou curioso para saber como vão ser os votos de bom fim de semana de hoje!

It's Mad day!

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Foto de Ernesto Timor

Um dia --muitos -- FELIZ para uma menina aliciante!

O cantinho do fundamentalista

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Disse eu, um dia no passado não muito distante, de que se a lei que proibia fumar em restaurantes e bares fosse avante não me importaria muito com isso. A bares vou a poucos e, restaurantes, pura e simplesmente deixaria de frequentar. A menos que tivessem uma esplanada. Hoje em dia tenho uma opinião diferente. Haja dinheiro e não prescindirei de nenhum, ou melhor, não prescindirei de nenhum que não tenha área suficiente para ter espaço de fumadores. É que muito a custo, muito a custo, já lá vão mais de 3 meses que parei de fumar. E um dia destes é verem-me de novo em bares!

num dia especial, para uma menina muito especial

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Muitos Parabéns, MAD

Ute Lemper, hoje, na Casa da Música!

-----A NÃO PERDER, MEIN HERR!

maio 03, 2007

São Lourenço, Chaves, em fotos - parte V, as velhas casas em ruínas

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Discos Pedidos

Ao Peras --- que estava farto das gaivotas que voavam

Na mesma como a lesma

Parei dois minutos para ver como estavam as coisas pelo país. Carmona Rodrigues no DIAP e, ao que parece, Câmara de Lisboa com eleições antecipadas (a ver o que vai dizer o Mendes mais logo) e Paulo Macedo (se calhar um dos melhores funcionários a passar pela máquina fiscal desde sempre) deixa o cargo que tinha no Ministério das Finanças. Sempre a melhorar o meu país! Ainda bem que eu fico alguns dias sem notícias... um gajo não sobrevive a estas boas notícias com facilidade, não é?

maio 02, 2007

Lilly, tens toda a razão...

Está muito frio para Maio!
Por isso mesmo, e com pena que tenho das meninas trabalhadoras de ontem, venho propor que vistam qualquer coisinha, para não se constiparem...

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Foto daqui.

Lá faz Primavera, pá

Cá estou doente
Manda urgentemente

algum cherinho a Primavera!
... que isto não é tempo que se apresente para Maio! Quero raios de sol, de um sol quente, nem peço 28 graus à sombra, apenas uma temperatura agradável, que acabe com todas as constipações e nos convide a passear por jardins como este...

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Cohen Fusé
Jardim de Serralves
2001

maio 01, 2007

1 de Maio - Dias das Trabalhadoras III

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Fotos: Igor Melkocich

1 de Maio - Dias das Trabalhadoras II

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Fotos: Igor Melkovich

1 de Maio - Dias das Trabalhadoras I

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Fotos: Igos Melkovich

Comemorações

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Esta é a proposta da União dos Sindicatos de Lisboa.

E esperemos que uns não encontrem outros!

Euzinha, vou estar longe, a celebrar Nabucco, apesar de não gostar de nacionalistas! ;)

E ele, vai aparecer?

Crescem as especulações...

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Mayday, 1886

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ONE HUNDRED THOUSAND MEN STRIKING FOR EIGHT HOURS


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