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As quotas do PSD ou como um Conselho de Jurisdição tenta manipular uma votação

Não sou militante do PSD. Por isso, nem conhecia o regulamento de pagamento de quotas. Daí que, perante a decisão do Conselho de Jurisdição de não aceitar o pagamento de quotas em bloco, fui ver o regulamento:

"Artº 1º
( Formas de Pagamento)
1. O militante só pode optar por uma das seguintes formas de pagamento:
a) Cartão Multibanco;
b) Cheque ou vale postal;
c) Transferência bancária.
2. O pagamento da quota é da responsabilidade individual de cada militante, não sendo admitido o
agrupamento de militantes num mesmo pagamento, salvo no caso de pertencer ao mesmo agregado
familiar.
3. A quota anual vence-se no primeiro dia do mês correspondente àquele em que o militante foi
admitido no Partido. No mês anterior os Serviços Centrais enviarão a cada militante um aviso de
pagamento.
Até ao último dia do mês de vencimento da quota, considera-se no pleno uso de todos os seus
direitos, o militante que haja liquidado a quota do ano em curso.
4. No caso de transferência bancária, estes pagamentos serão automáticos, até o militante dar
ordem em contrário."

Aparentemente, pelo que li, a justificação para a não colocação nos cadernos eleitorais prende-se com o pagamento de várias quotas em bloco. Mas tanto quanto li, tratou-se de pagamentos individuais seguidos e não de um único pagamento. Ou seja, alguém fez por multibanco vários pagamentos individuais, pelo que estão de acordo com o n.º 2 do regulamento.

Assim, a menos que as notícias vindas a público sejam falsas, e independentemente das considerações éticas que possam existir, tenho de dar razão aos apoiantes do Luís Filipe Menezes. O Conselho de Jurisdição está a tentar manipular a votação, ao não aceitar estes pagamentos e, ao mesmo tempo, ao permitir a votação dos eleitores dos Açores que ainda não têm as quotas em dia.

Antes que pensem que sou apoiante de Luís Filipe Menezes, não sou, apesar de até considerar que pior do que tem sido Marques Mendes é impossível. Sou até levado a dar razão pela primeira vez na vida (algo que jamais pensei ser possível) a Morais Sarmento, que diz que nenhum dos dois devia ser líder do partido. E este Conselho de Jurisdição é a maior anedota que já vi à face da terra.

Quem perde com isto tudo é o PSD, em primeiro lugar, e o país, já que Sócrates sabe que, a partir de agora, tem carta branca para fazer o que quiser.

Vá lá, comenta à vontade:



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