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novembro 30, 2007

Fernando Pessoa

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“Quando vier a primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.“

{“Alberto Caeiro”}

Saudades muitas grande poeta...

Bom fim de semana

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Foto: Karla

novembro 28, 2007

Luísa Mesquita... foice!

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Foto daqui.

Foi com alguma pena que fui assistindo à polémica entre Luísa Mesquita e o PCP. Com pena, porque tive a oportunidade de contactar directamente com ela, numa fase em que fazia parte da Direcção do SNESup (Sindicato Nacional do Ensino Superior). Fui uma vez, nessa qualidade, à então Comissão Parlamentar para a Educação, Ciência e Cultura, tendo constatado que foi a única deputada, de todos os presentes, que mostrou conhecer a fundo as nossas reivindicações (ainda mais, não sendo este um sindicato ligado ao PCP).
Fiquei com a ideia que se houvesse mais "Luísas Mesquitas" no parlamento, este seria melhor. O PCP não pensa assim, optou pela já gasta expulsão do partido. Enfim, nunca mais aprendem...
Só posso desejar à deputada Luísa Mesquita que continue, onde quer que seja, a trabalhar com o mesmo empenho que eu vi naquele dia, naquela Comissão.

o Sócrates é um bulldog...

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como diz o outro... e afinal devia governar «um bocadinho mais à esquerda», em todo o caso o "taser" está lá para qualquer emergência...

novembro 25, 2007

Maurice Bejart

Excerto do espectáculo "ballet for life" dedicado a Freddie Mercury

Um Domingo criativo #47

campanha da cal sesimbra.jpg

Colecção de Cartazes de Francisco Madeira Luis, disponível no site da UA.

novembro 24, 2007

Sábado musical XIX - Os vampiros originais

Aqui há dias comentei o post da Karla acerca de uma versão da canção do Zeca Afonso "Os Vampiros". É claro que gostos não se discutem, e cada versão carrega consigo uma dose de reinvenção. Por isso, Miriam, aqui vai a versão original que pediste.

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No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas pela noite calada
Vêm em bandos com pés veludo
Chupar o sangue fresco da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada (bis)

A toda a parte chegam os vampiros
Poisam nos prédios poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos
Mas nada os prende às vidas acabadas

São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei

Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

No chão do medo tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos na noite abafada
Jazem nos fossos vítimas dum credo
E não se esgota o sangue da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhe franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

Os vampiros
Zeca Afonso

novembro 23, 2007

Herberto Helder

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Tu és o nó de sangue que me sufoca.
Dormes na minha insónia como o aroma entre os tendões
da madeira fria. És uma faca cravada na minha
vida secreta.

{Herberto Helder - 23/11/1930}

Parabéns para esse grande poeta!

Postado Por Bill

novembro 21, 2007

Couple Coffee com sabor a Zeca

Ontem, no CCB, Luanda Cozetti e os outros membros da banda Couple Coffe & Band recriaram as canções do Zeca.
Um Zeca baladeiro em ritmo Bossa Nova, um samba revolucionário. Um Zeca de pronúncia aberta.
Mais que uma homenagem às canções do Zeca, foi um encontro de culturas e um encontro de lutadores.
Zeca Afonso era amigo de Alípio de Freitas, pai de Luanda, a quem dedicou uma canção de luta, contra a prisão e tortura a que Alípio foi sujeito pelo regime brasileiro.

São Lourenço, Chaves - contributo de um leitor II

Depois da história da aldeia de S. Lourenço, aqui vai mais um contributo do mesmo autor, a quem mais uma vez agradeço. As fotos abaixo foram tiradas por mim este ano, por altura da Páscoa. Clicando em cada imagem, podem vê-la em tamanho grande.

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Historial da Escola do 1ºCEB de S. Lourenço

O actual edifício daquela que foi Escola do 1ºCEB de S.Lourenço foi concluído em 1928,conforme data gravada por cima da entrada da porta principal.
O Edifício é construído em pedra coberta de argamassa no seu exterior e interior, pintada de branco na parte de fora e de bege na parte de dentro.
A cobertura é de telha tipo “Marselha” e o piso em soalho de madeira de pinho.
Possui uma sala de aulas com a área de cerca de 50 m2 e mais duas divisões (saletas) com aproximadamente 10 m2 cada uma.
Os quatro esquinais do edifício está à vista e são feitos em pedra trabalhada a cinzel. Existe em toda a sua volta uma cornija, igualmente em pedra trabalhada, e por baixo desta, pedra à vista igual à dos esquinais quer na largura, quer no trabalho.
Tem do lado Nascente 4 janelas amplas e uma entrada “Solarenga” que dá acesso a uma das saletas acima descritas. A comunicação entre as Saletas é feita através de uma porta, sendo acesso da Saleta de entrada para a Sala de aulas, igualmente feito através de uma outra porta.
Do lado Poente há um alpendre bastante amplo e coberto, que confina com um átrio para recreio, onde se situa a porta da entrada principal para a sala de aulas.
Segundo consegui apurar junto das pessoas mais idosas da localidade, o Edifício, foi mandado construir por um então habitante da aldeia, chamado Luciano Rodrigues ao tempo Escrivão de Fazenda (Funcionário da Repartição de Finanças), que adquiriu o terreno a um tal Francisco Gomes, não se sabendo ao certo qual foi o seu custo. Aí mandou construir o Edifício a um empreiteiro da aldeia, de apelido Ferraz, também não se conseguindo saber qual foi o custo da execução da obra. Apenas sabemos que o citado Luciano Rodrigues efectuou uma quotização entre os moradores, mas que foi insuficiente para o pagamento da compra do terreno e da construção do Edifício, pelo que teve que suportar a diferença do custo total da obra pelo obtido pelos quotizantes.
Há quem afirme que para tal teve que vender uma das suas propriedades agrícolas.
Até então a Escola funcionava numa casa particular, talvez alugada para o efeito.
Depois de concluído o Edifício, foi o mesmo entregue ao Governo da Nação, passando desde aí a funcionar ininterruptamente a Escola, durante quase 80 anos.
Foi ali que na longínqua década de 50 do Século passado aprendi as primeiras letras, e depois de mim tantas outras pessoas, também por ali passaram.
Já lá vão mais de 25 anos que o edifício foi objecto de uma ligeira reparação, nada mais sendo ali feito até agora.
A partir do final do Ano lectivo de 2005/2006, a Escola foi desactivada, obrigando a que as nossas crianças fossem frequentar outro estabelecimento de ensino, em piores condições daquelas que a nossa Escola então oferecia. Na altura própria, através da comunicação social local, alertei para o facto dos malefícios do seu encerramento. Em vão…
Continuo a afirmar que ainda hoje a Escola poderia estar em actividade, pois reunia e reúne condições para isso. No ano seguinte à sua desactivação a Escola iria funcionar com 12 alunos só da nossa terra, e se fosse considerada acolhedora este número aumentaria para 17.
As saletas acima mencionadas, e caso a escola continuasse activa, poderiam servir para ali instalar numa delas uma pequena biblioteca e sala de informática e a outra poderia servir para refeitório.
Pelo conhecimento que tenho, diz-se que a escola vai ser transformada em Centro de Convívio. Vamos aguardar para ver.
Por se tratar de um edifício de boa construção e de uma arquitectura excelente julgo que merece uma boa conservação e um bom aproveitamento, porque de escola só já resta a saudade.

Autor:
Amável Eduardo Pinto Rebelo

novembro 20, 2007

Toque

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Foto: Bert Zulauf

É suave o sentir das suas mãos. Gosta de se tocar nas mãos, nos braços e na cintura.
Entrelaça os braços como se se abraçasse a si mesma.
Ao calor que lhe entra na pele responde com uma cerrar de olhos para que a mente viaje.
Sobrevoa os sítios e os lugares para juntar as duas almas.
Arrepia-se com o respirar dele no seu pescoço.
A valsa das bocas sacia-lhe a sede.
Regressa a si com a realização estampada no rosto.
A vida continua…

novembro 18, 2007

Um Domingo criativo #46

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Colecção de Cartazes de Francisco Madeira Luis, disponível no site da UA.

novembro 17, 2007

Sábado musical XVIII - com o patrocínio da Comercial

Desta resolvi seguir a indicação da Karla, e fui fazer um dos testes da Comercial.

E o resultado foi:

Bem, sendo assim, a música de hoje é mesmo esta.

Quando você vem com essa cara
De menina levada para a brincadeira
Dá-me um arrepio na pele
Sinto água na boca para ficar com você

Você não tem um pingo de vergonha
E todo homem sonha ter alguém assim,
Realizando minhas fantasias
Taras e manias
Você vem pra mim

Uma lady na mesa uma louca na cama
Na maior safadeza você diz que me ama
E na minha cabeça desvario e loucura,
Quando você começa ninguém mais a segura

E mexe remexe se encosta se enrosca
Se abre se mostra pra mim
Ma agarra me morde me arranha
Não mude que eu quero você sempre assim

A Lei & a Ordem

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a Ordem dos Médicos recusa...

novembro 16, 2007

Outono

O restolhar das folhas secas, denuncia a reposição da ordem meteorológica.

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Foto: Gerolamo romano

novembro 15, 2007

E para o fim do dia...



Para fim de tarde, um passatempo.

O seu lema é o de nunca perder a sua pose sempre muito cool. Gosta de impor respeito naqueles que o rodeiam e é capaz daqueles olhares que congelam (no bom ou no mau sentido) o seu alvo. De espírito prático mas por vezes demasiado durão.

Aqui, o videoclip

Você é aquilo a que vulgarmente se chama “uma pessoa com paleio".

Para ver aqui
(Postar num PC sem som, tem os seus riscos. Não faço a mínima ideia que música seja esta)

Conclusão: No espaço de uma década, sem perder a pose e o olhar, amadureci. :-)

novembro 14, 2007

Pelos caminhos de Portugal

caminhos5.jpg
Foto: Colecção particular do Bilhas.

De regresso a uma velha série. Alguém sabe onde é?

novembro 13, 2007

Um dia largamos tudo e fugimos juntos*

Hoje é o dia*
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Foto: Karla

* nos pacotes de açúcar Nicola

novembro 12, 2007

A estrada da vida tem sido cheia de surpresas... umas boas outras más... mas hoje é dia de festa!!!

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Imagem daqui.

Mais coisas sobre o número 35.

É Hoje e os bilhetes, já cá cantam

Seu Jorge.jpg

para ouvir cantar uma das melhores vozes brasileiras.
De sem abrigo a estrela, assim haja vontade e talento!

LET THERE BE LIGHT

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Foto: Bill


Não há ruas perdidas numa cidade de luzes.
(Verdade ireefutável - essa de as pessoas
quererem por força colorir as suas vidas.)
Estendo os olhos na primeira direcção: um presépio
numa montra a jurar que o Natal chega em Novembro,
com o décimo terceiro mês da função pública.

De que nos serve esta luz sobre Lisboa?

{Vítor Nogueira}

Ótima semana a todos.

Postado por Bill

novembro 11, 2007

Um Domingo criativo #45

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Colecção de Cartazes de Francisco Madeira Luis, disponível no site da UA.

novembro 09, 2007

Recordações

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Foto: Bilhas.

Foi naquele sítio que cresci. Fica em Espinho. Uma cidade sem nomes de rua, uma cidade mais matemática e lógica. Aquele sítio, onde agora só se vê os taipais de metal, é o gaveto entre as ruas 16 e 15. Ali era a casa onde morei durante 30 anos, onde parti a cabeça pela primeira vez, onde juntava os amigos desde a primária, onde vi crescer a minha mana querida, onde o meu pai me deu uma rabecada por ter ficado a saber que fumava, onde aprendi a andar de bicicleta, onde fiz algumas das festas mais loucas de Espinho, onde fumei o primeiro berlight, onde me matei a estudar para o exame de 12º ano de história, onde namorei, onde chorei, onde me ri, onde me cheteei vezes sem conta com o meu fabuloso irmão, onde festejei vitórias e chorei derrotas no volley, onde guardava e brincava com o Sancho, onde cresci...

Hoje não resta nada da nossa casa. Evito passar por ali, mas noutro dia não tive hipótese de mudar o rumo. Não vi a imponência roxa da nossa casa e custou-me. Não a pude comprar eu e recuperá-la para a oferecer aos pais e, certamente, teremos mais um prédio no centro de Espinho com apartamentos pequeníssimos a preços astronómicos.

No entanto, o que não vai abaixo são as excelentes recordações de tudo o que lá passámos. Óptimos tempos, não foram?

novembro 06, 2007

Reflexo III

reflexo III.jpg
Foto: Karla

Reflexo II

reflexo II.jpg
Foto: Karla

Reflexo I

reflexo I.jpg
Foto: Karla

novembro 05, 2007

Novembro...

E por Novembro
A galinhola toma-se da luz,
Já pouca, e levanta na bruma
De um pinhal
Coberto

Das montanhas ao mar.

{Gil De Carvalho}

Ótima semana a todos.

Postado por Bill

novembro 04, 2007

Um domingo criativo #44

rm calcário, set no. rm02 - 2005 - 25 x 115 x 14 cm.jpg

A exposição de Rui Matos continua aqui até 10 de Novembro.

novembro 03, 2007

Sábado musical XVII - Dexys Midnight Runners, Come On Eileen

Poor old Johnny Ray
Sounded sad upon the radio, he moved a million hearts in mono.
Our mothers cried and sang along and who'd blame them.
Now you're grown, so grown, now I must say more than ever.
Go Toora Loora Toora Loo-Rye-Aye
and we can sing just like our fathers.

Come on Eileen,
I swear (well he means) At this moment you mean everything,
With you in that dress my thoughts I confess verge on dirty
Ah come on Eileen.

These people round here wear beaten down eyes
Sunk in smoke dried faces they're so resigned to what their fate is,
But not us, no not us we are far too young and clever.
Remember Toora Loora Toora Loo-Rye-Aye
Eileen I'll hum this tune forever.

Come on Eileen, I swear, well he means
Ah come on let's take off everything,
That pretty red dress Eileen (Tell him yes)
Ah come on let's, ah come on Eileen, please.


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