Recordações

Foto: Bilhas.
Foi naquele sítio que cresci. Fica em Espinho. Uma cidade sem nomes de rua, uma cidade mais matemática e lógica. Aquele sítio, onde agora só se vê os taipais de metal, é o gaveto entre as ruas 16 e 15. Ali era a casa onde morei durante 30 anos, onde parti a cabeça pela primeira vez, onde juntava os amigos desde a primária, onde vi crescer a minha mana querida, onde o meu pai me deu uma rabecada por ter ficado a saber que fumava, onde aprendi a andar de bicicleta, onde fiz algumas das festas mais loucas de Espinho, onde fumei o primeiro berlight, onde me matei a estudar para o exame de 12º ano de história, onde namorei, onde chorei, onde me ri, onde me cheteei vezes sem conta com o meu fabuloso irmão, onde festejei vitórias e chorei derrotas no volley, onde guardava e brincava com o Sancho, onde cresci...
Hoje não resta nada da nossa casa. Evito passar por ali, mas noutro dia não tive hipótese de mudar o rumo. Não vi a imponência roxa da nossa casa e custou-me. Não a pude comprar eu e recuperá-la para a oferecer aos pais e, certamente, teremos mais um prédio no centro de Espinho com apartamentos pequeníssimos a preços astronómicos.
No entanto, o que não vai abaixo são as excelentes recordações de tudo o que lá passámos. Óptimos tempos, não foram?
Comentários
Eu fumei o meu primeiro berlight num eucaliptal em Benfica.
E o último estou a apagá-lo neste preciso instante...
:-)
Colocado por: shark | novembro 10, 2007 09:51 PM