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fevereiro 29, 2008

A minha companhia diária há 20 anos

Parabéns TSF.

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O dia começa pouco antes das 9:00h. Às 8:55h, com os Sinais do Fernando Alves. O tempo exacto que demoro a fazer o percurso de casa até ao trabalho. A manhã continua com o Forúm TSF liderado por Manuel Acácio. E ao almoço, dá para espreitarmos o gosto musical dos outros com A Play List de ... A tarde vai passando com notícias de hora a hora, sempre actualizadas e eis que chegamos ao melhor programa da estação. Pessoal... e Transmissível de Carlos Vaz Marques. Deve ser o único programa que me faz ficar sentada no carro a acabar de ouvir, antes de entrar em casa. Pelo serão, uma boa alternativa à televisão, uma viagem nostálgica às músicas do meu tempo, com a Margarida Pinto Correia e Luís Ferreira de Almeida na Idade da Inocência.

No dia 4 de Janeiro de 2008, no sul profundo de Marrocos, mesmo à beira do deserto, foi com a TSF on Line que fomos seguindo o desenrolar da decisão de cancelar o Rali pelo qual, já no terreno, esperávamos. Tínhamos televisão, com um satélite para mais de 1000 canais de todo o mundo. Mas foi a TSF, que nos foi dando as notícias, as reportagens e entrevistas aos pilotos.

A ASAE e a produção de amêndoa* cadeira

Já tinha lido num jornal gratuito uma crónica do Luís Pedro Mota Soares do CDS, pesquisei e encontrei a notícia sobre o assunto no Sol e entre mais algumas referências destaco aqui a do Blasfémias sobre o assunto.

O tema é recorrente. Por muito que centenas de pessoas não percebam a actuação da ASAE, não se faz nada para dotar aquela gente de bom senso. A situação é grave por diversas razões: primeiro porque afecta directamente a vida de um casal que tinha ali a sua fonte de rendimento, depois porque é uma visão "americanista" da lei (um destes dias precisamos de instruções para não pôr o gato no micro-ondas ou na máquina de lavar), ou seja, nada de bom senso e, por fim, porque não me recordo de algum caso em que uma pessoa apenas tenha morrido por comer amêndoas de Portalegre e portanto não deve a ASAE actuar como se aquele casal fosse o pior perigo que existe para a saúde pública do País.

No entanto, em jeito de prevenção (toda a gente sabe que eu sou muito precavido, não é?) resolvi oferecer à minha mãe, à Mrs. Bilhas e à Sogra Bilhas um conjunto, vá... um KIT anti-ASAE. Uma inovação do teleshopping que eu acho que vai ser um sucesso. Tem facas com cabos de cor distintas para cada tipo de alimento, aumenta exponencialmente a área de banca que necessitam para cozinhar sem que os alimentos se misturem (como se não o fizessem, assim que chegam ao estômago), um conjunto de máquinas de lavar para cada tipo de utensílio culinário, entre muitas outras coisas que só ficam disponíveis se comprarem o KIT completo, ok?

Se o fizerem ainda terão uma excelente oferta surpresa... a garantia de não inspecção sanitária da ASAE durante uns 2387423 anos!

*Amêndoa ou outra coisa qualquer!

fevereiro 28, 2008

Maratona de Cinema Ambiental

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Programação e novidades aqui.

fevereiro 27, 2008

Músicas do mundo #4

Angelique Kidjo
Republica do Benim

Para quem quiser apreciar a Angelique Kidjo num registo mais "ocidental" e muito bem acompanhada, pode conferir aqui.

No Way Out

Sei hoje que sou pequeno
e não é esse o meu menor mal
mas faço meus os problemas
da gente de beaver canal

Nasci numa aldeia perdida
nestes caminhos de portugal
mas tanto tenho irmãos aqui
como os tenho em beaver canal

Eu a miséria da minha terra
contemplei-a ao natural
enquanto vi no cinema
como se vive em beaver canal

Mais do que a pedra mais do que a árvore
o homem é para mim real
e tanto sofre a dois passos de mim
como sofre em beaver canal

Não há país que não seja meu
em qualquer parte morro pois sou mortal
mas aproveito a força da rima
para dizer que a minha rua é beaver canal

Morra eu dividido aos quatro ventos
seja o legado sentimental
fique no mundo onde ficar
deixo o meu coração a beaver canal

{Ruy Belo}
(Lisboa, 25/02/1855 — Lumiar, 19/07/1886)

Grande poeta...

fevereiro 26, 2008

O Rei vai nu

São tantos os sinais de alarme social que parece que nos falta apenas um pequeno clique, uma gota apenas, para que o copo transborde.

A Sedes trata de avisar o país para aquilo que o comum cidadão se percebe há já algum tempo. Pelo menos o cidadão que tem acesso à informação e é interessado pelo estado das coisas. São impostos altos, desemprego a crescer, suspeições de falhas graves em ministérios, guerra aberta entre professores e governo, desconfiança na retoma económica, políticos sem ideias novas, sem crédito ou com pouco junto dos seus eleitores, suspeitas de corrupção em quase todos os sectores, cheias por causa da pouca previdência dos responsáveis, justiça morosa ou mesmo não funcional, processos que se arrastam anos a fio nos tribunais... até me canso de escrever a enxurrada de situações negativas do país!

E a resposta que temos, qual é? É uma resposta de surdo, ou de quem se quer fazer passar por surdo. O desemprego aumentou, mas foram criados uns tantos milhares de novos empregos (ainda me hão de explicar esta matemática), as cheias estão aí, mas foram criadas condições melhores com uma nova ponte em Loures (que afinal parece não resolver nada), a justiça demora, mas não há meio de se investir a sério na qualificação dos tribunais e dos seus agentes, a educação é uma aposta grande, mas raramente se percebe algum melhoramento no ensino em Portugal, há milhões de euros dos quadros comunitários de apoio distribuídos por diversos projectos que raramente são avaliados e, portanto, nunca se chega a perceber se o dinheiro foi, ou não, bem atribuído.

Enfim, parece mesmo que temos o Rei nu e ninguém tem a distinta lata de alertar o moço para o facto de ter as partes pudibundas à vista desarmada!

Ó Senhores... eu até sou um rapaz nada pessimista, mas não há cu que aguente semelhante!

fevereiro 24, 2008

Um passeio de Domingo #8

... a MARIALVA

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Fotos de Lilly Rose

fevereiro 23, 2008

Num sábado de chuva



The piano
Filme de Jane Campion
Música de Michael Nyman

fevereiro 20, 2008

por falar em água...

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fevereiro 19, 2008

Gota de Água

Eu, quando choro.
não choro eu.
Chora aquilo que nos homens
em todo tempo sofreu.
As lágrimas são as minhas
mas o choro não é meu.

{António Gedeão}
(24/11/1906 – 19/02/1997)

Músicas do mundo #3

Faya Tess & Lokua Kanza - Bana (Children)
Republica Democrática do Congo

fevereiro 17, 2008

Um passeio de Domingo #7

fevereiro 15, 2008

Músicas do mundo #2

Eneida Marta - Mindjer Docê Mel
Guiné Bissau

fevereiro 14, 2008

Aviso à navegação

"E Deus criou a mulher", tem novo alojamento no sapo (onde havia de ser?)
Parece que houve quem se queixasse do conteúdo menos próprio.
Virgens ofendidas, com falta de bom gosto.

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fevereiro 13, 2008

Yo no creo en brujas, pero que las hay… las hay

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Estava eu muito quietinho a conduzir, como quase estou sempre quando conduzo e, a ouvir rádio, como quase sempre faço no carro em alternância com o CD, quando o António Cartaxo da Antena 1 dedicou a sua rubrica de música clássica de hoje ao número 13. E porquê? Porque Richard Wagner morreu no dia 13 de Fevereiro de 1883. E não só. António Cartaxo fez outras referências à relação de Wagner com o número 13 e eu aprofundei na net, a coisa. Estão a ver? Na verdade a 13 de Fevereiro de 1883 ou de outro qualquer ano devem ter morrido muitas pessoas e talvez até pessoas que tenham nascido em 1813, tal como Wagner. Mas vistas bem as coisas, contando as letras de Richard Wagner dá exactamente 13, ou seja 7 de Richard e mais 6 de Wagner. Pois é, e se acrescentarmos a isso que as suas maiores óperas

• Die Hochzeit (O Casamento) (1832), abandonada antes de ser completada
• Die Feen (As Fadas) (1833-34)
• Das Liebesverbot (Amor Proibido) (1835-36)
• Rienzi (ou também: Rienzi, o Último dos Tribunos) (1838-40)
• Der fliegende Holländer (O Holandês Voador; ou "Le Vaisseau Fantôme", O Navio Fantasma) (1840-41)
• Tannhäuser (1843-45)
• Lohengrin (1846-8)
• Tristan und Isolde (Tristão e Isolda) (1857-59)
• Die Meistersinger von Nürnberg (Os Mestres Cantores de Nurembergue) (1862-67)
• Der Ring des Nibelungen (O Anel do Nibelungo) (1853-54), uma tetralogia composta pelas seguintes óperas:
o Das Rheingold (O Ouro do Reno)
o Die Walküre (A Valquíria) (1854-56)
o Siegfried (1856-57 e 1864-71)
o Götterdämmerung (Crepúsculo dos Deuses) (1869-74)
• Parsifal (1877-82) ,

são exactamente 13 começa a dar que pensar. Claro que para mim isto são só coincidências, mas olhando de novo para Wagner reparamos também que foi a 13 de Agosto de 1876 que se deu o 1º festival de Bayreuth, o número 13 é, portanto um ícone de Wagner. E Parsifal, uma das suas mais emblemáticas obras ficou acabada a 13 de Janeiro de 1882 (podia também ter referido que as últimas notas de Tannhäuser foram escritas em 13 de Abril de 1845). Sem saber que seria a última visita que Liszt faria a Wagner, Franz Liszt toca-lhe uma peça improvisada chamada La Gondole Lugubre. A peça figura a procissão de uma gôndola fúnebre pelos canais de Veneza. Este encontro dá-se exactamente a 13 de Janeiro de 1883. Claro que há muitas outras datas na vida de Wagner, mas fica aqui esta resenha apenas por curiosidade.

PS. 13 de Fevereiro tem montes de efemérides. Até a irmã Lúcia teve a lata de morrer a um 13 de Fevereiro, no dia em que em 1965 tinha sido assassinado Humberto Delgado ou Catarina Howard, 5ª mulher de Henrique VIII, em 1542, condenada por adultério (há países que hoje em dia ainda executam mulheres pelo mesmo motivo, obviamente países atrasados 500 anos). Ah, é verdade, a 13 de Fevereiro de 1950 nasceu Peter Gabriel. Vou ali ouvir os Genesis e já venho, ok?

7 - VII - ΠII - छ - ζ' - Sete

Só porque ele é um porreiraço bem disposto e uma amizade antiga que muito prezo, cá vai a resposta a uma daquelas torturas que, de quando em vez, nos caiem em cima.

O sete é um número como os outros. Precede o 6 e antecede o 8.
Os pecados capitais, as maravilhas do mundo e os anões da Branca de Neve são 7, mas podiam ser mais ou menos.
Por isso Sadeek, para esta tarefa, 7 é um número enorme.

7 coisas que sei fazer bem:
tudo o que faço com gosto e motivação (podem ser mais do que 7)

7 coisas que não sei fazer:
falar dos meus defeitos e/ou qualidades

7 coisas que digo frequentemente:
“quem inventou estas correntes, devia ser enforcado”

7 Qualidades que aprecio no sexo oposto (ou no mesmo sexo, se for o caso):
todas as que tem o parceiro em questão (podem ser mais do que 7)

7 Filmes preferidos:
não vou ao cinema, vai para … 7 anos

7 Actores/actrizes preferidos/as:
por definição, o preferido é só um.
Homem – Al Pacino
Mulher – Meryl Streep

7 Vítimas
não acredito que haja 7 pessoas a ler este post

fevereiro 10, 2008

Um passeio de Domingo #6

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SABUGAL

Fotos de Lilly Rose

fevereiro 08, 2008

Bom fim de semana

Vou ali e já venho

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Praça Jaam El Fna, Marrakech

Photo © Karla

Pelos caminhos de Portugal

Voltando a uma velha série. Já sabem que o prémio é uma viagem de ida e volta à Foz de eléctrico e café numa esplanada à beira-mar (e hoje está um dia excelente para isso)! Quem sabe onde fica?

caminhos6.jpg
Foto: Bilhas.

PS: Bom fim de semana, rapaziada!

fevereiro 07, 2008

A dialectica da Fome e do Perú.

Terá, esta senhora, direito a voto nas primárias americanas?

fevereiro 04, 2008

ai (a falta d)o talento!

Fosse o vosso amigo Bilhas um gajo talentoso (artisticamente a bem dizer), assim do género do nosso comparsa Raim, e estaria a sair um desenho do Telmo Correia, tipo máquina industrial de assinaturas, no gabinete do Ministério do Turismo (onde é que pára este ministério e já agora onde ficava quando existia), com a tomada de posse do governo de Sócrates a acontecer num edifício próximo como pano de fundo, a despachar (que é uma coisa que qualquer político faz bem... despachar) umas 287923874821 resoluções, ofícios, resoluções, indicações, contratações e uma porrada de coisas importantes.

Lá diz o povo... até ao lavar dos cestos é vindima, certo?

fevereiro 03, 2008

Um passeio de Domingo #5

Dia 13-08 Bragança (59).jpg

BRAGANÇA
Mapas Interactivos do Concelho

Foto de Lilly Rose

fevereiro 02, 2008

pelo carnaval...

carnaval_2008.jpg

Músicas do mundo #1

Souad Massi - Ghir Enta -غير انت - سعاد ماسي
Argélia

fevereiro 01, 2008

El Rei Morreu, Viva a República*

Video apanhado no Arrastão.

Na minha modesta opinião o princípio do fim de uma Monarquia que infelizmente não se soube modernizar, mas que também não era o monstro que a República quis pintar (ainda me recordo muito bem das primeiras e enganadoras aulas de História no liceu sobre este fascinante momento da nossa História)! No entanto, sem considerar que tenha sido um acto de terrorismo (como hoje o conhecemos), foi um crime de facto, pelo qual nenhum dos responsáveis deveria ter ficado orgulhoso. As homenagens pelo estado republicano são, como é óbvio, coerentes... ora se não fossem aqueles homens, hoje não teríamos esta república, não é?

Tivesse o Rei medo, tivesse ficado em Vila Viçosa ou tivesse passado em carruagem fechada que a História seria diferente. Eu acredito que melhor, mas isso sou eu, não é?

* Este título até me custa a escrever, mas parece-me o mais apropriado dadas as circunstâncias! :)

Seria o Amor Português

Muitas vezes te esperei, perdi a conta,
longas manhãs te esperei tremendo
no patamar dos olhos. Que me importa
que batam à porta, façam chegar
jornais, ou cartas, de amizade um pouco
— tanto pó sobre os móveis tua ausência.

Se não és tu, que me pode importar?
Alguém bate, insiste através da madeira,
que me importa que batam à porta,
a solidão é uma espinha
insidiosamente alojada na garganta.
Um pássaro morto no jardim com neve.

Nada me importa; mas tu enfim me importas.
Importa, por exemplo, no sedoso
cabelo poisar estes lábios aflitos.
Por exemplo: destruir o silêncio.
Abrir certas eclusas, chover em certos campos.
Importa saber da importância
que há na simplicidade final do amor.

Comunicar esse amor. Fertilizá-lo.
"Que me importa que batam à porta..."
Sair de trás da própria porta, buscar
no amor a reconciliação com o mundo.

Longas manhãs te esperei, perdi a conta.
Ainda bem que esperei longas manhãs
e lhes perdi a conta, pois é como se
no dia em que eu abrir a porta
do teu amor tudo seja novo,
um homem uma mulher juntos pelas formosas
inexplicáveis circunstâncias da vida.

Que me importa, agora que me importas,
que batam, se não és tu, à porta.

{Fernando Assis Pacheco}
(Coimbra, 1 de Fevereiro de 1937 — Lisboa, 30 de Novembro de 1995)

porque às vezes é de noite ao meio-dia e há nomes de terras muito bonitos e o SNS só mudou de ministro


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