O Rei vai nu
São tantos os sinais de alarme social que parece que nos falta apenas um pequeno clique, uma gota apenas, para que o copo transborde.
A Sedes trata de avisar o país para aquilo que o comum cidadão se percebe há já algum tempo. Pelo menos o cidadão que tem acesso à informação e é interessado pelo estado das coisas. São impostos altos, desemprego a crescer, suspeições de falhas graves em ministérios, guerra aberta entre professores e governo, desconfiança na retoma económica, políticos sem ideias novas, sem crédito ou com pouco junto dos seus eleitores, suspeitas de corrupção em quase todos os sectores, cheias por causa da pouca previdência dos responsáveis, justiça morosa ou mesmo não funcional, processos que se arrastam anos a fio nos tribunais... até me canso de escrever a enxurrada de situações negativas do país!
E a resposta que temos, qual é? É uma resposta de surdo, ou de quem se quer fazer passar por surdo. O desemprego aumentou, mas foram criados uns tantos milhares de novos empregos (ainda me hão de explicar esta matemática), as cheias estão aí, mas foram criadas condições melhores com uma nova ponte em Loures (que afinal parece não resolver nada), a justiça demora, mas não há meio de se investir a sério na qualificação dos tribunais e dos seus agentes, a educação é uma aposta grande, mas raramente se percebe algum melhoramento no ensino em Portugal, há milhões de euros dos quadros comunitários de apoio distribuídos por diversos projectos que raramente são avaliados e, portanto, nunca se chega a perceber se o dinheiro foi, ou não, bem atribuído.
Enfim, parece mesmo que temos o Rei nu e ninguém tem a distinta lata de alertar o moço para o facto de ter as partes pudibundas à vista desarmada!
Ó Senhores... eu até sou um rapaz nada pessimista, mas não há cu que aguente semelhante!