
Para quem quiser passar um final de ano absolutamente diferente deixo aqui esta sugestão.
Um Abraço a Todos
Bin


Marseilles, France, 1989
Photo © Steve McCurry
Quando a manhã vier
com um sol maduro
ofertando beijos
aos órfaos da ternura
quando a manhã vier
em apoteose de luz
a semear no vento
risos de alegria
quando a manhã vier
definitivamente
em alvorecer roseo
de paz e tranquilidade
de mãos nas mãos
saberemos chegado o nosso dia.

Pakistan, 1985
Photo © Steve McCurry


Ghazni,Afghanistan,1990
Photo © Steve McCurry


Colombo,Sri Lanka,1995
Photo © Steve McCurry


Rangoon,Burma,1991
Photo © Steve McCurry


Timbuktu,Mali,1997
Photo © Steve McCurry


Niamery,Niger,1987
Photo © Steve McCurry


Kandahar,Afghanistan,1990
Photo © Steve McCurry


Bin

Confesso que tenho saudades das noites mágicas de Marrakech...dos cheiros, dos sabores, das cores, da música, dos ritmos, da boa disposição e do bom humor árabe :)
...e claro, saudades mais que muitas dos meus Amigos marroquinos...
Bin
Carsida
Música © Istambul Oriental Ensemble and Burhan Öçal

Bom, não é muito comum eu fazer um post sobre futebol. Mas, o amigo Pré num post mais abaixo, escreveu uma pequena frase que sinceramente me incomodou. O nome Pedroto para mim significa algo incendiário.

Caro Bin,
Devido a um problema técnico no acesso ao weblog.com.pt, ontem foi um
pouco difícil aceder a determinados conteúdos, no entanto já
iniciámos as devidas diligências para que esta situação não se repita.
Espero que aceite as nossas sinceras desculpas pelo incomodo causado.
Obrigada pela Compreensão
Cátia Pitrez

Photo © Eric Meola
"Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores que o silêncio."
Provérbio indiano
Se clicares com o botão direito do rato em cima do filme tens várias opções.

Photo © Jef Maion
Não o Deserto do Mundo, como diz o poema, mas o Saara e ainda o outro.
Porque a viagem é também festa, alegria e riso, deixo-vos este pequeno poema do Ali Farka. E uma foto do Erg Chebbi no deserto do Saara em Marrocos.
É um bom sitio para se iniciar a travessia do Saara. Para nos perdermos e ao mesmo tempo tempo encontrarmo-nos,
com a natureza com a vida e connosco próprios.
Estar no topo daquele Erg, logo aos primeiros raios de sol é absolutamente fascinante. Para os olhos, para a pele e para a alma e para os sentidos.
Dedico este post a todos, todos os meus amigos da blogosfera. Os todos os que tenho conhecido e aos que se tornaram mesmo amigos :)
Quero deixar aqui um abraço especial para a minha amiga Maria do Divas e Contrabaixos aos meus amigos ante postadores :) e ainda:
à Brigida, à Maria Árvore, ao Samir, à Mura, ao Cap, ao Luis, à Blimunda, ao Batatas, à Folha de Chá ;), ao Raul,à LN, à Ana, à Viajante, à JP,ao Helge,ao Henk, à Vague,ao CSA, à Xana, ao MR M, ao MR Sleeves, ao Marco,ao Yardbird, à malta do Castelo,à Sofia,aos The Best e o Genial, à Eva Luna, à Margarida, ao Manuel, à Carla,à Lua e à Concha, ao Tuga Perdido, ao Miguel, à Ananda, ao José Quintas,a algumas amigas do SA ,ao Biranta, à Elvira, à Isabel, à Uxka, ao Fred, e à Hipatia. Caso me tenha falhado alguém , não leve a mal:)
Bin
Lasidan
No-one can deny the things that make them happy.
No-one can mistake the things that make them happy.
Like a dog with a bone, a cat with fresh milk and a young man and woman.
Lasidan
Música © Ali Farka Touré & Ry Cooder

Photo © Jef Maion
Apesar de ter, conhecer e ouvir muita música não sou um expert na matéria, mas na minha simples opinião de amante de música, este tema dos Oasis é excelente. Fazendo por momentos lembrar a excelência musical de alguns temas dos Beatles.
Aprendi há muito que a música deve ouvir-se alto e em bom som de forma a ouvirmos todos os instrumentos e sons que ela produz. Esta música merece ser ouvida assim :)
Bin
Don't Look Back In Anger (Live From MTV Unplugged)
Música © Oasis

Photo © Jean-Sébastien Monzani
O POETA E A LUA
Em meio a um cristal de ecos
O poeta vai pela rua
Seus olhos verdes de éter
Abrem cavernas na lua.
A lua volta de flanco
Eriçada de luxúria
O poeta, aloucado e branco
Palpa as nádegas da lua.
Entre as esfera nitentes
Tremeluzem pelos fulvos
O poeta, de olhar dormente
Entreabre o pente da lua.
Em frouxos de luz e água
Palpita a ferida crua
O poeta todo se lava
De palidez e doçura.
Ardente e desesperada
A lua vira em decúbito
A vinda lenta do espasmo
Aguça as pontas da lua.
O poeta afaga-lhe os braços
E o ventre que se menstrua
A lua se curva em arco
Num delírio de luxúria.
O gozo aumenta de súbito
Em frêmitos que perduram
A lua vira o outro quarto
E fica de frente, nua.
O orgasmo desce do espaço
Desfeito em estrelas e nuvens
Nos ventos do mar perpassa
Um salso cheiro de lua
E a lua, no êxtase, cresce
Se dilata e alteia e estua
O poeta se deixa em prece
Ante a beleza da lua.
Depois a lua adormece
E míngua e se apazigua...
O poeta desaparece
Envolto em cantos e plumas
Enquanto a noite enlouquece
No seu claustro de ciúmes.
The Killing Moon
Música © Echo and the Bunnymen

Lukulu, Zambia, 1997
Photo © Chris Johns
"Fiquei terrivelmente ligado àquela realidade física que é a África, aquilo tem de facto qualquer coisa de estranho, uma força muito grande que nos seduz".
– Um computador?
– Um computador, nas mãos do Júlio Pereira. Mete sons vários, desde o kissange, percussões e outros sons mais ou menos electrificados ou plastificados mas que são exactamente tipo som artesanal. E tivemos que recorrer às vozes das mulheres do Coro de Oeiras, um bocadinho modificadas, de modo a criar aquele ambiente africano. E, além disso, contámos com as filhas do Janita que, no caso presente, parecem duas pretinhas a cantar... Eu fiquei surpreendido porque, no final, o resultado é de tal ordem que eu me senti transportado aos meus quatro ou cinco anos, quando estive no planalto do Bié."

Photo © Fly Paper Jet
Friday Night At The Palace
Música © Fly Paper Jet
Um Olá e um sorriso a todos :)
Que porreiro vir aqui a casa enquanto estão todos a dormir :), menos a Noite que está a ler um livro...
A noite vai longa, finalmente acabei uma cena que estava a preparar, deixo-vos aqui este som descontraído dos Fly Paper Jet, uma banda de Cape Town - África do Sul.
Espero que gostem. Bom, vou descansar um bocado. Amanhã, quer dizer daqui a bocado tenho uma viagem para fazer.
Senão nos virmos, um bom fim de semana. A propósito, tem havido ai uns posts bem fixes :)
Jorge, deve ser das horas ou o Teu amigo Benfica pintou as paredes? ;)
Dani, depois mando-te mais músicas dele pelo msn.
Mad :) :)
Ana, espero que depois partilhes umas fotos com a malta :)
Beijos e Abraços,
Bin

Photo © Jean-Sébastien Monzani
"Cumpleaños de amor
¿Cómo seré yo
cuando no sea yo?
Cuando el tiempo
haya modificado mi estructura,
y mi cuerpo sea otro,
otra mi sangre,
otros mis ojos y otros mis cabellos.
Pensaré en ti, tal vez.
Seguramente,
mis sucesivos cuerpos
-prolongándome, vivo, hacia la muerte-
se pasarán de mano en mano,
de corazón a corazón,
de carne a carne,
el elemento misterioso
que determina mi tristeza
cuando te vas,
que me impulsa a buscarte ciegamente,
que me lleva a tu lado
sin remedio:
lo que la gente llama amor, en suma.
Y los ojos
-qué importa que no sean estos ojos-
te seguirán a donde vayas, fieles."
Angel González
Donimo
Música © Cocteau Twins
Ora bem,
os meus colegas de blog estão a jantar, a ler um livro, a tirar fotos, a escolher brinquedos no Toys r us, a escrever bilhetinhos de amor, a tratar dos filhotes, a ver a Bela Adormecida, a bulir no mestrado e ainda outros a ouvir música...e eu fiquei de serviço :)
Queria dizer-vos que nos próximos dias vão ocorrer algumas mudanças aqui no Ante et Post, nomeadamente a entrada de novos Ante Postadores. Eles vão-se apresentando aos poucos :)
Desde já lhes dou, em nome do Ante et Post, as boas vindas a esta casa acolhedora, com gente bem disposta, alegre e divertida :)
Queria também informar os nossos Blogo-espectadores, que o novo visual do Ante et Post segue dentro...ora bem, umas horas :)
A vossa opinião é bem vinda, claro.
Em nome do Presidente do Conselho de Administração (brincadeirinha!) envio Beijos e Abraços a Todos :)
Bin

Andamos em pinturas :)
Como quem diz a criar uma nova CSS.
Por isso não admirem se de repente algo mudar por aqui :)
Bin
O Novo Ante et Post
Enjoy it!
O Novo Ante et Post
Enjoy it!

Foto de Colecção Particular
Quénia - Setembro de 2004
"ÁFRICA"
É neste silêncio neste assalto do vento a
navegar a floresta neste sol neste amor
neste vegetal cobrir-me de verde e ser
catana cerce a executar o ânimo
afagar as mulheres no regresso da lavra
fazer das mãos a festa sonora do sexo
na cultivação do milho
É neste grito rente ao corpo frágil das
folhas que mais em ti me venço e
moro nas grandes batalhas da vida
no extenso vale das nossas angústias
no duelo cíclico das nossas intenções
DAVID MESTRE(1972)
Terra Africa
Música © Bruno Moury/Christophe Mad'dene

Photo © David Bowie
Heroes
Na sequência do Post anterior surge este, tudo isto a propósito de músicas que já nem me lembrava que tinha :)
Deixo-vos aqui um versão gravada ao vivo no Wembley Stadium no dia 13 de Julho de 1985, durante o gigantesco Live Aid.
Afinal não sou só eu o utópico que acredito num Mundo Melhor :)
O Bob Geldof e todas as pessoas envolvidas neste mega evento também, neste e noutros do género como o Live 8.
Resta-me fazer das palavras do David Bowie as minhas e dedicar esta música to "all our children, and the children of the world."
Abraços
Bin
Heroes
Música © David Bowie

Photo © David Bowie
The Man Who Sold The World
Andava eu a organizar um bocado a música que tenho e a que vai chegando...e dou de caras com esta pérola do David Bowie, fiquei contente claro :)
Mais contente fiquei quando vi que tinha uma versão acústica ao vivo gravada na BBC :)
Como gosto das duas versões decidi dar-vos esta pequena prenda:)
Mas, acho que vos dar outra daqui a pouco :)
Recordo que esta música foi tocada mais tarde pelos Nirvana, também em versão acústica :)
Abraços,
Bin
The Man Who Sold The World - Live Acoustic on BBC
Música © David Bowie
The Man Who Sold The World
Música © David Bowie

Photo © Jean-Sébastien Monzani
"Tema de Fuego y Mar
Sólo el fuego y el mar pueden mirarse
sin fin. Ni aún el cielo con sus nubes.
Sólo tu rostro, sólo el mar y el fuego.
Las llamas, y las olas, y tus ojos.
Serás de fuego y mar, ojos oscuros.
De ola y llama serás, negros cabellos.
Sabrás el desenlace de la hoguera.
Y sabrás el secreto de la espuma.
Coronada de azul como la ola.
Aguda y sideral como la llama.
Sólo tu rostro interminablemente.
Como el fuego y el mar. Como la muerte."
Eduardo Carranza
A Noite Passada
Música © Sérgio Godinho

Photo © Jean-Sébastien Monzani
"Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto."
Pablo Neruda
I'll Fall with Your Knife
Música © Peter Murphy

Saara Desert
Photo © ONMT
Saudade
Música © Love and Rockets
Deserto. Deserto... viagens, viagens... leiam os posts sobre aeroportos no Divas da Amiga Maria






Todas as fotos estão neste Livro
"The greatest Zionist and Israeli crime against me and six million other Palestinians is that they have deprived us of living in our ancestral homeland, Palestine, as citizens of our independent undivided Palestinian State.
"
Recomendo a Leitura da Encyclopedia of the Palestine Problem.
Porque Isto, Isto, Isto, Isto, Isto, Isto,Isto e Isto e ainda Isto está tudo ligado, e merece a nossa especial atenção e sobretudo consciencialização.
Já nada pode passar em claro.
Que se discuta e se debatam ideias.
E sobretudo que estes posts sejam alertas aqui na blogosfera e lá fora, no mundo real.
Bin

Photo © Salim Yaqub
"Na África do Sul, os africânderes consideravam-se como «um povo e uma nação à parte, ocupando a terra dos seus antepassados, (…) falando uma língua dada por Deus(…), e destinados por Deus a reinar (nessa terra) para civilizar as populações pagãs*».
É precisamente isso que a maioria dos israelitas se considera, incluindo os laicos que votaram em Sharon.
É preciso, pois, começar a procurar um de Klerk israelita. (…)
Ironicamente, no momento em que acabava o apartheid na África do Sul (início de Maio de 1994), o Estado de Israel começou a erigir um novo apartheid na Palestina através da assinatura do primeiro acordo Gaza/Jericó. Ao contrário da África do Sul, onde os velhos métodos de separação e de aquisição de terras pelos brancos tiveram de acabar a partir do início das negociações, na Palestina, pelo contrário, eles intensificaram-se. Do mesmo modo, ao contrário do governo branco de de Klerk, que regularizou a questão das confiscações de terras durante os três anos de negociações com o ANC de Nelson Mandela, o governo de Yitzhak Rabin permitiu o prosseguimento de colonatos na Cisjordânia e noutros territórios, como se os acordos de Oslo nunca tivessem sido assinados.
O governo de apartheid sul-africano expulsara as populações negras das suas terras, obrigando-as a viver em homelands, e distribuíra a terra aos brancos. Os sucessivos governos israelitas, do Likud ou do Partido Trabalhista, aplicaram a mesma política de «limpeza étnica» na Palestina. Quanto ao parlamento israelita, legalizou o sistema.
Durante os sete longos anos do processo de paz, prevaleceram duas legislações na Palestina: uma para os judeus e outra para os palestinianos. Os judeus tiveram liberdade de circular, construir e expandir-se, ao passo que os palestinianos foram acantonados em bantustões. Os israelitas adquiriram terras e expropriaram muitas outras, enquanto os palestinianos, limitados por interdições de circulação, nem sequer tinham acesso físico a essas terras. Israel manteve uma rigorosa separação entre os colonos judeus, que viviam sob legislação e protecção israelita, e os palestinianos, que viviam sob a legislação e segurança palestinianas. Tal como a África do Sul atribuíra aos dirigentes dos homelands uma soberania que eles não podiam exercer, também o Estado de Israel quis dar à Autoridade Palestiniana uma certa liberdade dotada dos sinais aparentes de uma soberania, mas que aquela não tinha possibilidade de exercer.
Tal como a África do sul dominou e controlou os black homelands, também o Estado de Israel conservou o poder, o controlo e a soberania nos enclaves autónomos. Controla também as terras, a água, os recursos naturais, a circulação de pessoas na Cisjordânia e na faixa de Gaza, os fluxos de mercadorias dentro e fora dos bantustões palestinianos.
Tal como na África do Sul, durante o processo de Oslo cavaram-se diferenças profundas entre israelitas judeus e palestinianos (nível de vida, acesso à educação, à saúde, ao emprego), diferenças que, en certos casos, não pararam de se agravar. Se o desemprego dos israelitas palestinianos diminuiu, na faixa de Gaza passou a atingir 40 por cento da população (tal como na África do Sul), e o nível de vida baixou 25 por cento em sete anos.
Mas, tal como na África do Sul, para o Estado de Israel não se tratava apenas de interesses materiais. Os israelitas, como os africânderes, têm uma característica comum: estão irremediavelmente prisioneiros da sua mentalidade defensiva.
Sete anos mais tarde, os palestinianos, como todos os povos colonizados, exigiram que fosse posto termo à ocupação e ao apartheid, condição essencial para a paz. Recusaram também o acordo-quadro final, elaborado a partir do modelo vago e geral dos acordos de Oslo. Rebentou então a segunda Intifada.
De imediato, o exército israelita interveio segundo planos precisos há muito preparados. O governo de Barak atacou os palestinianos em duas frentes distintas: no terreno, na Cisjordânia e na faixa de Gaza, e até em Israel, utilizou a punição colectiva e a violência excessiva; na frente internacional, lançou a guerra dos media, o que era indispensável para conservar, perante o Ocidente, a sua imagem de vítima, tarefa delicada quando o poderoso «Golias» israelita, armad até aos dentes, defrontava o pequeno «David» palestiniano, lançador de pedras.
O Estado de Israel não podia ganhar batalhas no terreno e perder a guerra da opinião pública internacional. Levou então a cabo uma campanha destinada a apresentar a população palestiniana como «desumana» e a desacreditar os seus dirigentes.
Foi necessário as forças de segurança israelitas matarem treze cidadãos israelo-palestinianos árabes e fazerem centenas de feridos nos primeiros dias de repressão, em Outubro de 2000, para o mundo tomar consciência de que um milhão de palestinianos viviam em Israel como cidadãos de segunda, submetidos a um sistema que apresentava algumas características de apartheid.
Extracto do livro Palestina – Israel, A Paz ou o Apartheid de Marwan Bishara, Fevereiro de 2001
Olhando hoje para o resultado ainda não definitivo das eleições na Palestina, depois das pressões veio ao de cima o espirito democrático britânico e os outros.
Não considero o Hamas um movimento terrorista. Recordo aqui isto. Recordo também Ahmed Yassin e Abdel Rantissi.
Penso que toda a gente tem noção das atrocidades que tem sido cometidas contra o Povo Palestiniano durante anos a fio, é para mim perfeitamente justificável que o povo palestiniano responda a essas mesmas atrocidades, ao apartheid criado pelo Estado de Israel.
É também muito interessante a opinião do amigo Luis, principalmente numa altura em que muitas memórias são curtas. Estas organizações, como afirmei anteriormente, lutam contra a opressão que o seu povo é alvo.
Não tentem branquear a história, porque ela não pode ser branqueada.
Continuo sem perceber como um povo que foi vitimas de uma das maiores atrocidades que há memória na história da humanidade, faça exactamente o mesmo a outro povo.
Revolta-me, indigna-me e agita-me o sangue. Mas pelos vistos não só mim. Também aqui e aqui.
Isto que está a acontecer na Palestina, dá que pensar em relação ao Iraque e outros países no mundo onde dizem por ai que existem organizações terroristas.
E se ele e e ele se candidatassem?
* Oxford History of South Africa, vol. II,Oxford, 1971, p.301.

Os Eunucos
Os eunucos devoram-se a si mesmos
Não mudam de uniforme, são venais
E quando os mais são feitos em torresmos
Defendem os tiranos contra os país
Em tudo são verdugos mais ou menos
No jardim dos haréns os principais
E quando os mais são feitos em torresmos
Não matam os tiranos pedem mais
Suportam toda a dor na calmaria
Da olímpica visão dos samurais
Havia uma dona a mais na satrapia
Mas foi lançado à cova dos chacais
Em vénias malabares à luz do dia
Lambuzam da saliva os maiorais
E quando os mais são feitos em fatias
Não matam os tiranos pedem mais
José Afonso
Os Eunucos (No Reino da Etiópia)
Música © José Afonso
É precisamente neste poema que penso quando me lembro destas últimas eleições.
Assim está o Partido Socialista. Revolta-me, sim, bastante, eu que já passei por aquela casa. Há mais de dez anos que ali vive aquela fauna sem escrúpulos, vocacionada apenas para o poder, a mesma gente que renegou há muitos anos a matriz base da Declaração de Princípios do Partido Socialista. Falo da raiz, da força geradora, daquele livro rectangular de capa vermelha, com um punho esquerdo cerrado sob uma circunferência branca. Aprovado em Dezembro de 1974.
Bem sei que o mundo avança, e se transforma, mas existem princípios base que nos regem, seja há 100 anos atrás, seja daqui a 100 anos; os nossos princípios políticos, aqueles que moldam a nossa interacção com os outros, a forma como agimos, escutamos, participamos e expomos as nossas convicções.
Quem me conhece sabe que não sou conformado ou resignado, a nossa opinião e participação politica não se pode silenciar, nunca. Seja como indivíduo, seja como grupo colectivo o espírito crítico não se pode silenciar. Para silêncio bem basta o que todas as ditaduras geraram e geram, ainda; mas não só as chamadas ditaduras geram o silêncio. Infelizmente, também na denominada Democracia isso acontece, tal como temos assistido por esse Mundo fora. Esse deitar de areia para os olhos, subestimando a inteligência das pessoas, acontece à escala mundial, mas, também, à escala nacional.
Falo da atitude ou da forma de actuação de José Sócrates perante Manuel Alegre, mas, não só disso. Durante esta campanha passaram-se coisas muito desagradáveis, atitudes altamente reprováveis por parte da fauna que compõe actualmente a direcção do Partido Socialista em relação a Manuel Alegre.
Aquele aparelho de que Alegre falou quando foi candidato a secretário-geral do PS existe mesmo, tudo é controlado, manipulam-se pessoas, exerce-se pressão sobre os militantes, prédefinindo votações, utilizando verdadeiros lobbies.
Olhando agora para a votação que Manuel Alegre atingiu nestas eleições, percebe-se que os verdadeiros eleitores socialistas votaram em Alegre, o que permitiria questionar a eleição de José Sócrates enquanto secretário-geral do PS.
Não sei o que Alegre irá fazer no futuro; a mim, agradar-me-ia que fosse parte activa de uma revolução que há muito é precisa dentro do Partido Socialista: acabar de vez com esta fauna dos interesses, da manipulação, dos jogos de poder. Gente sem substrato político.
Foi essa gente a responsável pela derrota da esquerda nestas eleições. Não foi o Jerónimo de Sousa, que atingiu uma excelente votação; ele, que derrotou o candidato da direita em Beja. Ele e o Partido Comunista que, com uma excelente dinâmica encheram o Pavilhão Atlântico, fazem recordar as mobilizações de outros tempos.
Não foi Manuel Alegre o responsável pela derrota da esquerda, ele que contra ventos e marés levou a sua candidatura a um lugar que muita gente julgava não ser possível. Um autêntico movimento de cidadania, questionarão os meus amigos do Partido Comunista.
Mas, afinal, Alegre foi o único candidato sem máquina partidária por trás, apenas as pessoas e a palavra.
É histórico, sim, sentimos que, afinal, as Utopias são tangíveis, sentimos que o povo, esse conjunto de indivíduos que somos nós pode efectivamente participar com o seu voto, com a sua palavra, na construção de um mundo melhor. Sem as teias que infelizmente existem dentro dos partidos políticos – esses que fizeram com que as pessoas olhassem com muita desconfiança para os políticos e para a política.
Enquanto permitirmos situações como aquela a que assistimos dentro do Partido Socialista, neste caso em particular, estamos a contribuir para essa desconfiança. Para a construção desse clima no qual se fazem declarações absolutamente irresponsáveis, para não dizer mais, como as que fez Pedro Silva Pereira, durante a campanha eleitoral - esse iluminado militante do Partido Socialista, desde 2000. Ou o ar arrogante com que fala José Sócrates; afinal quem pretende esta Fauna enganar?
O poder popular existe, é uma realidade; a prova disso foi a forma como mais de um milhão de portugueses apoio Manuel Alegre. Uma verdadeira lição de Cidadania, que deverá fazer reflectir essa Fauna sem princípios, existente dentro de alguns partidos políticos.
No Partido Socialista ela existe.
Bin

Photo © Nick Brandt
A Terra
Também eu quero abrir-te e semear
Um grão de poesia no teu seio!
Anda tudo a lavrar,
Tudo a enterrar centeio,
E são horas de eu pôr a germinar
A semente dos versos que granjeio.
Na seara madura de amanhã
Sem fronteiras nem dono,
Há de existir a praga da milhã,
A volúpia do sono
Da papoula vermelha e temporã,
E o alegre abandono
De uma cigarra vã.
Mas das asas que agite,
O poema que cante
Será graça e limite
Do pendão que levante
A fé que a tua força ressuscite!
Casou-nos Deus, o mito!
E cada imagem que me vem
É um gomo teu, ou um grito
Que eu apenas repito
Na melodia que o poema tem.
Terra, minha aliada
Na criação!
Seja fecunda a vessada,
Seja à tona do chão,
Nada fecundas, nada,
Que eu não fermente também de inspiração!
E por isso te rasgo de magia
E te lanço nos braços a colheita
Que hás de parir depois...
Poesia desfeita,
Fruto maduro de nós dois.
Terra, minha mulher!
Um amor é o aceno,
Outro a quentura que se quer
Dentro dum corpo nu, moreno!
A charrua das leivas não concebe
Uma bolota que não dê carvalhos;
A minha, planta orvalhos...
Água que a manhã bebe
No pudor dos atalhos.
Terra, minha canção!
Ode de pólo a pólo erguida
Pela beleza que não sabe a pão
Mas ao gosto da vida!
Miguel Torga
Sarankégni
Música © Djelimady Tounkara
A exposição continua, Aqui.

Photo © Scholastic Library Publishing, Inc.
Leaders of the four major victorious powers—Britain's Prime Minister David Lloyd George, Italy's Prime Minister Vittorio Orlando, President Georges Clemenceau of France, and President Woodrow Wilson of the United States—met in 1919 at the Paris Peace Conference to settle the issues raised by World War I. Among the results of the conference were the Treaty of Versailles and the formation of the League of Nations. (CORBIS)
Paris 1919
Música © John Cale

Serge Gainsbourg et Jane Birkin
Photo via Discos Antigos
Je t'aime moi non plus
Música © Serge Gainsbourg et Jane Birkin
Je t'aime, moi non plus
Je t'aime je t'aime
Oh oui je t'aime!
- Moi non plus.
- Oh mon amour...
- Comme la vague irrésolue
Je vais je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Entre tes reins
Et je
Me re-
Tiens
- Je t'aime je t'aime
- Oh oui je t'aime!
- Moi non plus.
- Oh mon amour...
Tu es la vague, moi l'île nue
Tu vas tu vas et tu viens
Entre mes reins
Tu vas et tu viens
Entre mes reins
Et je
Te re-
joins
Je t'aime je t'aime
Oh oui je t'aime!
- Moi non plus.
- Oh mon amour...
- Comme la vague irrésolue
Je vais je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Entre tes reins
Et je
Me re-
Tiens
Tu vas et tu viens
Entre mes reins
Et je
Te re-
joins
- Je t'aime je t'aime
- Oh oui je t'aime!
- Moi non plus.
- Oh mon amour...
L'amour physique est sans issue
Je vais je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Entre tes reins
Je me retiens
- Non! main-
Tenant
Viens!

Ian Curtis - Plan K, Bruxelles, 1979
Photo © Philippe Carly
* "All visceral, all emotional, all theatrical, all perfect -- one of the best albums ever". - Ned Raggett, All Music Guide
Disorder
Música © Joy Division

Photo © AJA
Traz Outro Amigo Também
Música © José Afonso
Amigo
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
Pequena Nota:
Há tempos que andava para fazer este post, juntar o Zeca com o O'Neill.
não resisto a juntar aqui também este magnífico e profundo poema do Zeca.
Um abraço,
Bin
Traz Outro Amigo Também
Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também

Photo © Patrick Demarchelier
Menino De Oiro
O meu menino é d'oiro
É de oiro fino
Não façam caso que é pequenino
O meu menino é d'oiro
D'oiro fagueiro
Hei-de levá-lo no meu veleiro.
Venham aves do céu
Pousar de mansinho
Por sobre os ombros do meu menino
Do meu menino, do meu menino
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.
Quantos sonhos ligeiros
pra teu sossego
Menino avaro não tenhas medo
Onde fores no teu sonho
Quero ir contigo
Menino de oiro sou teu amigo
Venham altas montanhas
Ventos do mar
Que o meu menino
Nasceu pra amar
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.
O meu menino é d'oiro
É d'oiro é de oiro fino ....
Venham altas montanhas
Ventos do mar ....
*..."Esperemos que leve o ramo a bom porto, bem que precisamos de paz. Bom ano e boa sorte"

In the back of a taxi
Música © Penguin Cafe Orchestra
Só podia vir do Jorge Morais, a melhor anedota de loiras de sempre.


Photo © Cheryl Jacobs
Il Cerchio Rosso
Música © Nicola Conte
Bin

Photo © Patrick Demarchelier
End title (You are Karen)
Música © John Barry

Photo © Patrick Demarchelier
Makan Djan Woule
Música © Djelimady Tounkara

Photo © Patrick Demarchelier
The Heart Asks Pleasure First
Música © Michael Nyman
É Assim Que Te Quero, Amor

Photo © Patrick Demarchelier
O teu nome
Flor de acaso ou ave deslumbrante,
Palavra tremendo nas redes da poesia,
O teu nome,como o destino,chega,
O teu nome,meu amor,o teu nome nascendo
De todas as cores do dia!
Raks El Nile (Dance of the Nile)
Música © Mohammed El-Bakkar
Agora num registo mais interactivo :)
Boas Festas a Todos. Todos.
Abraços e beijos
Bin
Multimedia © Egreetings.com

Photo © Patrick Demarchelier
Segredo
Nem o tempo tem tempo
Para sondar as trevas
Deste rio correndo
Entre a pele e a pele
Nem o Tempo tem tempo
Nem as trevas dão tréguas
Não descubro o segredo
Que o teu corpo segrega.
Phusion
Música © Alex Cortiz

Photo © Patrick Demarchelier
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
What?
Música © ManHead

Photo © Patrick Demarchelier
"Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.
O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.
Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala."
Poesia © Sophia de Mello Breyner Andresen
Ocean Jive
Música © Sven Van Hees

Photo © Rolli Books
Bibas, já fiz esta receita várias vezes é uma delícia. Se fizeres tu, aconselho-te a fazeres com arroz basmati integral de produção biológica, é excelente : ), ou faço eu na boa. Achas que eles vão gostar?
O que propões para segundo prato?
Beijos
Bin
Tempo de preparação: 15 minutos - Tempo de cozedura: 35 minutos - 4 pessoas
Ingredientes
5 Colheres de sopa de óleo vegetal
2 folhas de louro
3 paus de canela
8 cardamomos
1/2 colher de chá de cominhos pretos moídos
8 cravinhos
200g de cebolas picadas
1 colher de chá de açafrão-da-índia moído
2 colheres de chá de malagueta amarelha ou vermelha, em pó
25 g de pasta de gengibre
25 g de pasta de alho
100g de pasta de caju
Um frango com 1kg sem pele e cortado em 8 bocados
150g de iogurte
400ml de água quente
Sal, a gosto
3 colheres de sopa de natas
1/2 colher de chá de cardamomo preto moído
Para guarnecer
3 ovos cozidos e cortados aos quartos
1 colher de sopa de coentros frescos, picados
1 colher de chá de juliana de gengibre
1/2 pimento vermelho, cortado em tiras
Continua a ler "Frango Shahjahani - Bibas, toma lá esta receita para fazermos. Leva Basmati." »
Multimedia © www.charges.com.br
Beijos e Abraços,
Bin
CONTACTOS:
Clube TTT - Spramo - Publicidade e Imagem, S.A.
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Tel.: + 351 22 786 09 17 | Fax: + 351 22 786 09 19 |
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Photo © David Fonseca
Este post andava para sair há uns dias. Mas, tudo tem um momento para acontecer. Este é o momento : )
Leiria é uma cidade simpática, muito dinâmica. A prova dessa dinâmica está nos inúmeros projectos de sucesso em várias áreas que se produzem em Leiria. Este é um facto inegável, quer se goste ou não.
Porque existem amigos meus envolvidos directa ou indirectamente em alguns deles, achei que devia fazer este post.
Dedico-o, portanto, aos meus amigos e amigas de Leiria.
Beijos e Abraços e : ) : )
Bin
Who Are You
Música © David Fonseca

The Sahel - Africa
Photo © Steve McCurry
Post Duzentos - Dois zero zero (200) do Ante et Post
Reunimo-nos
ao fogo
rimos
brincámos
falámos
sonhámos
e tornámos
a sonhar
seguimos
caminho adentro
com o mesmo espírito
o do fogo
rindo
brincando
falando
sonhando
e tornando a sonhar.
Este Post é dedicado ao Ante et Post e ainda aos meus companheiros de blog:
* Bilhas
* DK
* Dani
* Jorge
* Karla
* Leonardo
* Mad
* Noite
* Raim
Um forte e sentido abraço a todos eles.
Bin
Nota 1:
Acho que este é o meu post 1700 na blogosfera, senão me falham os números.
Nota 2:
Um abraço especial e um beijinho à minha boa amiga Maria do Divas & Contrabaixos por esta prenda bonita que me trouxe de Cabo Verde. A música da Lura.
Tabanka Assigo
Música © Lura

Photo © Helge Fahrnberger
"Mãe-Terra"
Terra vermelha do Lépi és minha mãe
Mãe-Terra que aos filhos dá
mais do que a vida uma razão
Razão de águia
águia transformada
no soba dos espaços
e das espinheiras cruas.
Terra vermelha do Lépi
calma sombra das mangueiras
sobre o chão vermelho
rocha negra do saber de ferro
a água sabe à voz materna
Águia de pedra
embala onde sentaram
régios Mussindas de vento
em gerações de luar
gritando ao vale profundo
aos muxitos
e ás mulembas velhas
a superfície larga do barro
do corpo negro dos filhos
A terra é sempre a mesma
o resto dirão os homens!
Costa Andrade - Escritor Angolano

Photo © Helge Fahrnberger
Manian
Música © Rokia Traoré

Photo © Steve McCurry

Photo © Steve McCurry

Photo © Steve McCurry
Wanita
Música © Rokia Traoré

Photo © Steve McCurry
Children of Rwanda

Photo © Henk Braam
HILLY YORO
Life is a combination
Of tears and smiles
Everyone should follow
Their own route
If a man has no eyes
Another can see
If a man has no feet
Another can walk
Pequena Nota:
Existem coisas que têm um momento próprio para acontecer, uma hora um minuto um segundo. Esta tinha de ser neste momento.
Uma fotografia cheia de luz, mesmo, no meio da escuridão.
Um poema pleno de esperança, força e vida.
Uma música absolutamente fora do mundo, mas, dentro da nossa alma.
Bin

Photo © Imagens de Marrocos
بالحبّ الكبير إلى صديقي و الأخٍ أحمد
Música © Hamid Inerzaf - Amdakklinou

Photo © Henk Braam
Existem também outras com as quais nos identificados, com as quais temos algo em comum, algo que nos liga. Neste caso, posso dizer-vos que foi África. O Amor por África.
Falo do Henk Braam, um dos melhores fotógrafos do mundo.

Photo © Henk Braam
Esta é uma realidade no Niger, a fome e a consequente morte.
A organização Medecins San Frontieres, com a qual o Henk Braam colabora, está a desempenhar um papel muito importante de apoio e ajuda nesta e noutras crises humanitárias no mundo, sobretudo em África.
Deixo-vos aqui o LINK onde poderão ver mais fotos da realidade e da dureza da vida no Niger.
Sugiro também que leiam e percebam a dimensão real da fome no mundo, Aqui
Bin

Photo © Henk Braam

Photo © Helge Fahrnberger
Siza
"Truth, tell me the truth
Since our children, our old, our wise and
nature itself
Don´t know evil
Truth, free your innocence."
Música © Gabin Dabiré - Siza

Photo © J.R.Duran
Música © José Afonso - Canção de Embalar (Clica aqui para ouvires)

Photo © Henk Braam
"Nunca se esquecem as lições aprendidas na dor."
Provérbio africano

Photo © Henk Braam
"Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores que o silêncio."
Provérbio indiano

Photo © Oren Obstblum

Photo © Oren Obstblum

Photo © Oren Obstblum

Photo © Oren Obstblum

Photo © Oren Obstblum

Photo © Oren Obstblum

Photo © Carol Beckwith & Angela Fisher

Photo © Toni Frissell
Toni Frissell was born in 1907 and died in 1988. In the beginning of her career, she was an apprentice to Cecil Beaton and was advised by Edward Steichen. Conde Nast himself was instrumental in her start at Vogue. As her career evolved, Frissell was commissioned by several corporations, such as Gulf Oil and Life.
Frissell stretched the boundaries of the privileged world into which she was born and became one of the most innovative photographers of her time. She conceived the fashion photograph as a snapshot, in the manner of Munkacsi, and brought a freshness and particularly American style to the genre. Her battle front photojournalism captured some of the most unforgettably compelling images of World War II.

Photo © Kurt Markus
Born in Roundup, Montana in 1947, Markus began his career photographing the west: the landscape and cowboy life. Work in fashion and travel photography followed. His work has been exhibited and published nationally and internationally. his books include After Barbed Wire, Buckaroo, Boxers and the new Cowpuncher.

Desta vez, não vieram as beldades do hula hula, nem a gostosa da dança do ventre.
Entre o ante et post, o 6 em 1 e as transformações no PC, achamos que já tinhas com que te entreter.
Será que te sobra tempo para apagar as velas?
MUITOS PARABÉNS!!

Photo © Radu Bargaoan

Photo © Andrew Booth
Vá lá, digam a vossa opinião:
a caixa de comentários ficou mais bonita?

Photo © André van Huizen

Photo © André van Huizen

Photo © André van Huizen

Photo © André van Huizen
Meus amigos bloggers, como sei que não tenho deixado comentários aos vossos posts, apesar de vê-los todos os dias, quero deixar-vos esta foto no lugar dos comentários.
* Uma boa quinta-feira para vocês, quer chova ou não, mantenham-se alegres e bem-dispostos, não custa nada um sorriso :)
Nota: isto aplica-se a todos os que leiam este post!
abraços e beijos
Bin

Photo © Imaginature

Photo © Bertrand Devimeux
"Le soir, la mer se transforme en un océan d'or.
Les reflets métalliques s'effeuillent sur la plage.
Les vagues naissent et meurent au rythme d'une respiration.
Les couleurs changent, le ciel s'embrase, les nuages se forment.
Une voile glisse vers l'horizon, c'est l'homme qui s'invite dans le décors.
La mer, le soleil et le bateau.
Spectacle grandiose."
Bertrand Devimeux

Photo © Sophie Launey
OUTRA BELEZA
Uns exibem insólitos perfis
de outra beleza
maquilhada
no mato.
ou
do viés
ou de frente
perfeitos modelos de caveira
desfilam sem nariz.
JOSÉ CRAVEIRINHA
(Babalaze das Hienas, 1997)

Photo © Steve McCurry
Um abraço a todos os meus companheiros deste novo blog, e para todos os que por aqui passam.
Bin
Só se Cria na Diversidade.
Albert Camus
Um novo blog nasceu! Da vontade indómita de dez pessoas em se associarem para fazer um blog (ou blogue) colectivo, que fosse capaz de albergar diversas formas de estar, nasceu o ante et post. E, para começar, nada como apresentar-nos, e desejar que este espaço vos agrade.
O Bilhas é um incorrigível trabalhador. É uma canseira vê-lo de manhã à noite a carregar bilhas de um lado para o outro sempre na companhia do seu bólide de estimação, o Bilhasmóbil! Tem uma estranha forma de vida online, mas prima sempre por andar com a tacha arreganhada... é o verdadeiro e quase último dos optimistas. Não é à toa que é adepto do Glorioso, afinal trata-se do mais-que-fabulástico-e-melhor-de-todos clube do Mundo... e arredores!"
O Bin gosta da Liberdade e do Amor principalmente.
O Dani é essa "rara avis" que quando cruza a raia gosta de falar e ouvir português. A história dum coração andaluz mais perto de Lisboa que de Madrid, mas também a história duma pessoa cheia de matizes e diferentes lados. Desde um deles, o lado trás-o-Guadiana, é que vai escrever.
DK in a nutshell? Tem uma natureza volátil e contraditória - tal como os blogues, aliás. A um tempo 'light' e densa, apaixonada e distante, cínica e sincera, vive a blogoesfera ao sabor das emoções. Daí ter com os blogues uma relação de amor-ódio. Ela bem tenta libertar-se, mas acaba sempre por regressar ao local do crime... É na troca de ideias e no debate aceso que se sente verdadeiramente no seu elemento. Por (de)formação profissional, tem uma tendência incontrolável para a citação erudito-charlatã. Alguns leitores, ingénuos, deixam-se enganar; a maioria, porém, não vai na conversa e ignora-a ostensivamente. Esperem, por isso, muita citação e exibicionismo gratuito sobre livros e poemas de que nunca ninguém ouviu falar nem quererá decerto ler. "Ó leitor, meu semelhante e meu irmão!"
O Jorge é um caso grave de múltipla personalidade. Dependendo de que lado sopra o vento, da fase actual da lua, do lado da cama em que acordou ou ainda do que tomou ao pequeno almoço, assim será a sua escrita. E nos dias em que o seu clube de futebol perde, é melhor nem pensar no que ele é capaz de escrever.
A Karla nasceu para os blogs, dentro de uma caixa de comentários. Mas só saiu da caixinha, quando a puxaram para fora. Desta experiência espera tudo, sem saber exactamente o quê. Espera sobretudo, divertir-se. E para que conste, a Karla não gosta de futebol.
A avó do Leonardo já dizia que quem quer aprender tem de passear ou ler. Por isso decidiu seguir os seus conselhos e partiu, sem deixar de continuar a ler e escrever. Todos os dias, do alto de um monte, olha para a catedral que se destaca entre o casario da cidade, e surpreende-se. Aqui, Leonardo vai falar do que vê, do que sente, do que vive, do que aprende. Ou simplesmente calar-se atrás de uma imagem...
A Mad é uma pessoa desinibida e de bem com a vida que conquistou a pulso. É uma mulher de batalhas com ideiais e objectivos muito próprios. Os textos que aqui poderão ler irão demonstrar uma série de personalidades que revelarão, com tempo a mulher que ela é. Da Mad não se esperem surpresas mas é certo que a qualquer momento pode surpreender com a sua escrita e as suas fotografias.
A Noite está do outro lado do mundo, em Macau. A Noite é como a noite: tanto pode ser tranquila como agitada, muito dependendo do que a rodeia colaborar ou não. Iniciou-se na blogoesfera para se aproximar do Portugal distante e do Macau mais pitoresco e começou a contar ao mundo esta cidade em que vive. Gosta de escrever, mas ultimamente não lhe tem dado muito para aí. Desde que tem máquina fotográfica que acha que faz uns bonecos giros e propôs-se mostrar também em imagens o que a envolve, mas o segredo está na máquina e no cenário, que tem muito que mostrar.
O Raim tinha como clientes os amigos e enchia as gavetas de desenhos até que descobriu a blogosfera... a partir daí nunca mais foi o mesmo. Aos papeis já ele estava habituado, mas depois de domesticados o lápis e a borracha comprou uma coleira para o scanner.
Agora que já nos conhecem, vão aparecendo. A porta estará sempre aberta, à vossa espera.