Sem guião
O ante et post é um blog sem guião.
Não é um blog etiquetável.
É simultaneamente individual e colectivo. Individual, porque cada um escreveu com total liberdade. Colectivo, porque acabámos por desenvolver entre nós uma amizade que extravasou para lá dos bits e bytes que definem a virtualidade da blogosfera.
Por aqui passaram imagens, sons, falou-se coisas sérias e banais, ficções em prosa e em verso.
Por aqui passaram comentadores que enriqueceram os nossos textos, que ficam aqui para a posteridade.
Não gosto da palavra fim, até porque os textos que aqui escreveremos perdurarão na nossa memória e na dos que nos leram, e ficarão gravados neste espaço enquanto o serviço de alojamento assim o permitir.
Ao todo são 16 os autores (sendo que um é virtual).
Começo pela DK, que tive o prazer de conhecer pessoalmente, mas que devido à sua vida pessoal e profissional, não pode contribuir mais do que um parágrafo no nosso post de abertura. Desde então acabou o seu doutoramento e (penso que ainda) vive no Japão. O Leonardo, do qual já não tenho notícias há algum tempo, estava a fazer o doutoramento em Itália, e também por isso só fez alguns posts no início. A ambos quero agradecer o entusiasmo com que aderiram ao projecto, mesmo que esse empenho tenha esmorecido rapidamente.
Quando tive a ideia do projecto, a Karla foi a primeira pessoa de quem me lembrei. Ainda não tinha blog, tendo apenas colaborado de forma travestida no Chez Maria (a propósito, um beijinho para a Maria Árvore, nossa leitora fiel). É uma pessoa com quem sempre simpatizei, uma amiga na verdadeira acepção da palavra, comentadora de um meu antigo blog (para onde fez um texto muito bonito sobre a saudade) e que acreditei que tinha potencial como autora. Os resultados demonstram que não me enganei.
No projecto inicial, tinha a ideia de não limitar o blog a Portugal. Por isso, contactei pessoas que poderiam trazer para o blog o perfume e a cor de outras paragens. Já falei da DK (Japão) e do Leonardo (Itália), embora os seus contributos fossem curtos.
O Bin, um amante incondicional de África e um embaixador à altura, transportou-nos até às suas paisagens intermináveis, às suas cores fascinantes, deu voz aos povos mais esquecidos do planeta. Foi também dele o excelente design actual do blog.
A Noite, por seu lado, levou-nos até Macau, onde estuda Direito por linhas tortas, trazendo-nos também as suas cores, os seus aromas, a sua cultura. Foi também a única a ser acordada de madrugada por um bando de bloggers que festejavam em Portugal o primeiro aniversário do blog.
O Dani, sevilhano, adepto do Bétis e do Benfica, um espanhol que ama Portugal. Escreveu em português, falou-nos de Espanha e de Portugal, esteve connosco aquando do nosso primeiro aniversário, altura em que nos informou que tinha sido investido de uma nova e árdua tarefa: a de pai (as últimas notícias dizem que se tem saído bem).
Voltando a Portugal, e ao Alentejo profundo, vem a nossa aliciante Mad. Eu sempre gostei do blog da Mad, das suas fotos com muitas paisagens paradisíacas e, o mais importante, com muitos sinais. Sim, porque uma paisagem sem sinais não nos permite direccionarmo-nos para o que realmente interessa. A acompanhar as imagens, os seus belos textos, cheios de uma sensibilidade única. Além de tudo isto, ainda mostrou ser uma excelente anfitriã. Único defeito: ainda não ter convertido o lagarto do Nikonman em adepto do glorioso.
Vindo para cá do Douro, temos o nosso cartoonista de serviço: o Raim. Eu sempre fui um fã dos seus cartoons e nunca parou de me surpreender com as suas criações. O Raim demonstra aquela máxima de que uma imagem vale mais do que 1000 palavras. Além disso, todos os logótipos que encimaram o blog foram da sua autoria.
Ainda no conjunto dos nossos fundadores, passando para a outra margem, temos o Bilhas. Quem me deu a conhecer este blogger com H grande (como diria o João Pinto) foi a Karla. Apaixonado pelos museus (concluiu a sua tese de Mestrado enquanto escrevia no ante et post), e também por outras coisas com menos idade (como a Scarlett), foi um dos desafiadores de serviço, pelos caminhos de Portugal. É outro que vai conhecer a árdua (mas compensadora) tarefa de ser pai, brevemente.
Continuando agora para as aquisições posteriores, começo pela Lilly Rose. Foi a excelente anfitriã do nosso primeiro encontro. Criadora de excelentes textos, ficará para sempre conhecida como a nossa repórter do fim-de-semana, com os seus Domingos criativos e com os seus passeios de fim-de-semana. Um único senão: não sei se por causa dos “obosmóis”, esqueceu-se, até hoje, de nos enviar aquela encomenda da Jamaica.
A aNa, minha conterrânea, uma das mulheres mais genuinamente divertidas que eu já conheci, é uma força da natureza. Trouxe-nos belos textos, belas imagens, encheu este blog de cor e alegria. Tenho saudades tuas, rapariga! E da Maria (beijinhos também para ti)!
O PreDatado (a. k. a. Pré) é o nosso elemento mais jovem. Nos encontros, ninguém teve pedalada para ele, fez-nos sentir a todos tão velhos, que nunca mais fomos os mesmos. Recordo, particularmente, uma sequência de textos que obrigavam a ter sempre um dicionário à mão e os seus poemas do Livro das artes. E como ser quase perfeito que é, ainda é benfiquista.
Outro homem do norte, como o nome indicia, é o Andrade. Criou este pseudonómino exclusivamente para o ante et post, onde nos deixou excelentes sequências de imagens e de posts temáticos (como Três.x e ante et post). Ouvi por aí dizer que vai dar um grande passo (ou seria o grande passo?). Um conselho: o calçado é muito importante, para evitar escorregadelas.
A última aquisição, mas não menos importante, veio do outro lado do Atlântico, do nosso povo irmão, o Bill. O Bill é um apaixonado pela poesia (em particular, pelo Fernando Pessoa e pela Florbela Espanca), paixão que partilhou connosco. Um dia desses tens de atravessar esse Oceano e vir conhecer o mar português que Fernando Pessoa cantou.
Há ainda o nosso elemento enigmático, que ainda hoje não sei quem é (embora desconfie): o/a Jaguar. Se alguém tiver pistas, envie-me, por favor.
Ora, até agora contei 15, falta 1… De quem me esqueci? Ah! Sou eu. Esqueço-me sempre de mim… Bem, eu… sou eu.
Até sempre, leitores! Alguns de nós ainda andamos por aí, noutras paragens.
Até sempre, amigos, companheiros desta viagem! Vamo-nos vendo por aí. Até porque o próximo encontro está para breve, certo?








