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junho 06, 2008

Sem guião

O ante et post é um blog sem guião.

Não é um blog etiquetável.

É simultaneamente individual e colectivo. Individual, porque cada um escreveu com total liberdade. Colectivo, porque acabámos por desenvolver entre nós uma amizade que extravasou para lá dos bits e bytes que definem a virtualidade da blogosfera.

Por aqui passaram imagens, sons, falou-se coisas sérias e banais, ficções em prosa e em verso.

Por aqui passaram comentadores que enriqueceram os nossos textos, que ficam aqui para a posteridade.

Não gosto da palavra fim, até porque os textos que aqui escreveremos perdurarão na nossa memória e na dos que nos leram, e ficarão gravados neste espaço enquanto o serviço de alojamento assim o permitir.

Ao todo são 16 os autores (sendo que um é virtual).

Começo pela DK, que tive o prazer de conhecer pessoalmente, mas que devido à sua vida pessoal e profissional, não pode contribuir mais do que um parágrafo no nosso post de abertura. Desde então acabou o seu doutoramento e (penso que ainda) vive no Japão. O Leonardo, do qual já não tenho notícias há algum tempo, estava a fazer o doutoramento em Itália, e também por isso só fez alguns posts no início. A ambos quero agradecer o entusiasmo com que aderiram ao projecto, mesmo que esse empenho tenha esmorecido rapidamente.

Quando tive a ideia do projecto, a Karla foi a primeira pessoa de quem me lembrei. Ainda não tinha blog, tendo apenas colaborado de forma travestida no Chez Maria (a propósito, um beijinho para a Maria Árvore, nossa leitora fiel). É uma pessoa com quem sempre simpatizei, uma amiga na verdadeira acepção da palavra, comentadora de um meu antigo blog (para onde fez um texto muito bonito sobre a saudade) e que acreditei que tinha potencial como autora. Os resultados demonstram que não me enganei.

No projecto inicial, tinha a ideia de não limitar o blog a Portugal. Por isso, contactei pessoas que poderiam trazer para o blog o perfume e a cor de outras paragens. Já falei da DK (Japão) e do Leonardo (Itália), embora os seus contributos fossem curtos.

O Bin, um amante incondicional de África e um embaixador à altura, transportou-nos até às suas paisagens intermináveis, às suas cores fascinantes, deu voz aos povos mais esquecidos do planeta. Foi também dele o excelente design actual do blog.

A Noite, por seu lado, levou-nos até Macau, onde estuda Direito por linhas tortas, trazendo-nos também as suas cores, os seus aromas, a sua cultura. Foi também a única a ser acordada de madrugada por um bando de bloggers que festejavam em Portugal o primeiro aniversário do blog.

O Dani, sevilhano, adepto do Bétis e do Benfica, um espanhol que ama Portugal. Escreveu em português, falou-nos de Espanha e de Portugal, esteve connosco aquando do nosso primeiro aniversário, altura em que nos informou que tinha sido investido de uma nova e árdua tarefa: a de pai (as últimas notícias dizem que se tem saído bem).

Voltando a Portugal, e ao Alentejo profundo, vem a nossa aliciante Mad. Eu sempre gostei do blog da Mad, das suas fotos com muitas paisagens paradisíacas e, o mais importante, com muitos sinais. Sim, porque uma paisagem sem sinais não nos permite direccionarmo-nos para o que realmente interessa. A acompanhar as imagens, os seus belos textos, cheios de uma sensibilidade única. Além de tudo isto, ainda mostrou ser uma excelente anfitriã. Único defeito: ainda não ter convertido o lagarto do Nikonman em adepto do glorioso.

Vindo para cá do Douro, temos o nosso cartoonista de serviço: o Raim. Eu sempre fui um fã dos seus cartoons e nunca parou de me surpreender com as suas criações. O Raim demonstra aquela máxima de que uma imagem vale mais do que 1000 palavras. Além disso, todos os logótipos que encimaram o blog foram da sua autoria.

Ainda no conjunto dos nossos fundadores, passando para a outra margem, temos o Bilhas. Quem me deu a conhecer este blogger com H grande (como diria o João Pinto) foi a Karla. Apaixonado pelos museus (concluiu a sua tese de Mestrado enquanto escrevia no ante et post), e também por outras coisas com menos idade (como a Scarlett), foi um dos desafiadores de serviço, pelos caminhos de Portugal. É outro que vai conhecer a árdua (mas compensadora) tarefa de ser pai, brevemente.

Continuando agora para as aquisições posteriores, começo pela Lilly Rose. Foi a excelente anfitriã do nosso primeiro encontro. Criadora de excelentes textos, ficará para sempre conhecida como a nossa repórter do fim-de-semana, com os seus Domingos criativos e com os seus passeios de fim-de-semana. Um único senão: não sei se por causa dos “obosmóis”, esqueceu-se, até hoje, de nos enviar aquela encomenda da Jamaica.

A aNa, minha conterrânea, uma das mulheres mais genuinamente divertidas que eu já conheci, é uma força da natureza. Trouxe-nos belos textos, belas imagens, encheu este blog de cor e alegria. Tenho saudades tuas, rapariga! E da Maria (beijinhos também para ti)!

O PreDatado (a. k. a. Pré) é o nosso elemento mais jovem. Nos encontros, ninguém teve pedalada para ele, fez-nos sentir a todos tão velhos, que nunca mais fomos os mesmos. Recordo, particularmente, uma sequência de textos que obrigavam a ter sempre um dicionário à mão e os seus poemas do Livro das artes. E como ser quase perfeito que é, ainda é benfiquista.

Outro homem do norte, como o nome indicia, é o Andrade. Criou este pseudonómino exclusivamente para o ante et post, onde nos deixou excelentes sequências de imagens e de posts temáticos (como Três.x e ante et post). Ouvi por aí dizer que vai dar um grande passo (ou seria o grande passo?). Um conselho: o calçado é muito importante, para evitar escorregadelas.

A última aquisição, mas não menos importante, veio do outro lado do Atlântico, do nosso povo irmão, o Bill. O Bill é um apaixonado pela poesia (em particular, pelo Fernando Pessoa e pela Florbela Espanca), paixão que partilhou connosco. Um dia desses tens de atravessar esse Oceano e vir conhecer o mar português que Fernando Pessoa cantou.

Há ainda o nosso elemento enigmático, que ainda hoje não sei quem é (embora desconfie): o/a Jaguar. Se alguém tiver pistas, envie-me, por favor.

Ora, até agora contei 15, falta 1… De quem me esqueci? Ah! Sou eu. Esqueço-me sempre de mim… Bem, eu… sou eu.

Até sempre, leitores! Alguns de nós ainda andamos por aí, noutras paragens.

Até sempre, amigos, companheiros desta viagem! Vamo-nos vendo por aí. Até porque o próximo encontro está para breve, certo?

janeiro 06, 2008

Sábado musical XXII (hoje ao Domingo) - Amanhacer, Edvard Grieg

Ontem não houve Sábado musical para os leitores, mas houve para mim. Estive na Casa da Música, no Porto, a assistir ao concerto de abertura da Orquestra Nacional do Porto. Um espectáculo excelente, especialmente a segunda parte, onde se pode ouvir esta bela composição de Edvard Grieg, para a peça Peer Gynt de Henrik Ibsen. Na peça, esta música representa o nascer do sol no Saara, o que espero amenize um pouco o desalento dos que não puderam assistir ao Dakar este ano, e dos que se empenharam para a realização e acompanhamento desta prova (onde se incluem membros do ante et post).


Amanhecer
Edvard Grieg

dezembro 31, 2007

Fim de ano

Olho para o calendário: mais um ano está quase a acabar.

Bem menor que os dias é o número de plásticozinhos com o nome do Dr. Bayard que colecciono sobre esta mesa. Que bela forma de acabar o ano...

O ano termina, um novo chega. Cheio de esperança, como era este. Bendita esperança que nunca morre com os anos. Especialmente para os benfiquistas. Mais duro que ser benfiquista, só mesmo ser sportinguista. Mas enfim, há que ter tranquilidade.

Gelam-se-me os dedos, quem me mandou vir escrever? Aquece-me o peito, estes rebuçados do Dr. Bayard são do melhor que há. A cabeça também está quente, o que indicia que vou passar o ano, como esperava, a ferver.

Quando voltar, já terá o ano passado, e o ano passado já não será. Nessa altura vou olhar para este texto e concluir que só se deve escrever quando se está em condições para o fazer.

Enfim, vou desejar apenas que o próximo ano me traga juízo, neste momento estou a precisar de muito. E saúde, isso pede-se sempre, em particular neste momento. E que o Benfica seja campeão, claro. O resto, eu trato, pois já acredito pouco que as coisas me caiam nas mãos por intervenção divina, e do governo já não posso mesmo esperar nada de bom. Nem da oposição. Nem da oposição à oposição.

Uma certeza para 2008. O ante et post vai mudar. Preparem-se...

BOM ANO NOVO!

dezembro 22, 2007

Sábado Musical XXI - Lucas e o Pai Natal, Vozes da Rádio

dezembro 01, 2007

Sábado musical XX - Zeca Afonso

Miriam, já que gostaste do Zeca Afonso, descobri este video de homenagem aquando da sua morte. Espero que gostes. Karla, quanto a ti sei que vais gostar.

O que é que a Salma Hayek tem a ver com o ante et post?

SH.jpg
Foto daqui.

Saiba amanhã...

novembro 28, 2007

Luísa Mesquita... foice!

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Foto daqui.

Foi com alguma pena que fui assistindo à polémica entre Luísa Mesquita e o PCP. Com pena, porque tive a oportunidade de contactar directamente com ela, numa fase em que fazia parte da Direcção do SNESup (Sindicato Nacional do Ensino Superior). Fui uma vez, nessa qualidade, à então Comissão Parlamentar para a Educação, Ciência e Cultura, tendo constatado que foi a única deputada, de todos os presentes, que mostrou conhecer a fundo as nossas reivindicações (ainda mais, não sendo este um sindicato ligado ao PCP).
Fiquei com a ideia que se houvesse mais "Luísas Mesquitas" no parlamento, este seria melhor. O PCP não pensa assim, optou pela já gasta expulsão do partido. Enfim, nunca mais aprendem...
Só posso desejar à deputada Luísa Mesquita que continue, onde quer que seja, a trabalhar com o mesmo empenho que eu vi naquele dia, naquela Comissão.

novembro 24, 2007

Sábado musical XIX - Os vampiros originais

Aqui há dias comentei o post da Karla acerca de uma versão da canção do Zeca Afonso "Os Vampiros". É claro que gostos não se discutem, e cada versão carrega consigo uma dose de reinvenção. Por isso, Miriam, aqui vai a versão original que pediste.

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No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas pela noite calada
Vêm em bandos com pés veludo
Chupar o sangue fresco da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada (bis)

A toda a parte chegam os vampiros
Poisam nos prédios poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos
Mas nada os prende às vidas acabadas

São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei

Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

No chão do medo tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos na noite abafada
Jazem nos fossos vítimas dum credo
E não se esgota o sangue da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhe franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

Os vampiros
Zeca Afonso

novembro 21, 2007

São Lourenço, Chaves - contributo de um leitor II

Depois da história da aldeia de S. Lourenço, aqui vai mais um contributo do mesmo autor, a quem mais uma vez agradeço. As fotos abaixo foram tiradas por mim este ano, por altura da Páscoa. Clicando em cada imagem, podem vê-la em tamanho grande.

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Historial da Escola do 1ºCEB de S. Lourenço

O actual edifício daquela que foi Escola do 1ºCEB de S.Lourenço foi concluído em 1928,conforme data gravada por cima da entrada da porta principal.
O Edifício é construído em pedra coberta de argamassa no seu exterior e interior, pintada de branco na parte de fora e de bege na parte de dentro.
A cobertura é de telha tipo “Marselha” e o piso em soalho de madeira de pinho.
Possui uma sala de aulas com a área de cerca de 50 m2 e mais duas divisões (saletas) com aproximadamente 10 m2 cada uma.
Os quatro esquinais do edifício está à vista e são feitos em pedra trabalhada a cinzel. Existe em toda a sua volta uma cornija, igualmente em pedra trabalhada, e por baixo desta, pedra à vista igual à dos esquinais quer na largura, quer no trabalho.
Tem do lado Nascente 4 janelas amplas e uma entrada “Solarenga” que dá acesso a uma das saletas acima descritas. A comunicação entre as Saletas é feita através de uma porta, sendo acesso da Saleta de entrada para a Sala de aulas, igualmente feito através de uma outra porta.
Do lado Poente há um alpendre bastante amplo e coberto, que confina com um átrio para recreio, onde se situa a porta da entrada principal para a sala de aulas.
Segundo consegui apurar junto das pessoas mais idosas da localidade, o Edifício, foi mandado construir por um então habitante da aldeia, chamado Luciano Rodrigues ao tempo Escrivão de Fazenda (Funcionário da Repartição de Finanças), que adquiriu o terreno a um tal Francisco Gomes, não se sabendo ao certo qual foi o seu custo. Aí mandou construir o Edifício a um empreiteiro da aldeia, de apelido Ferraz, também não se conseguindo saber qual foi o custo da execução da obra. Apenas sabemos que o citado Luciano Rodrigues efectuou uma quotização entre os moradores, mas que foi insuficiente para o pagamento da compra do terreno e da construção do Edifício, pelo que teve que suportar a diferença do custo total da obra pelo obtido pelos quotizantes.
Há quem afirme que para tal teve que vender uma das suas propriedades agrícolas.
Até então a Escola funcionava numa casa particular, talvez alugada para o efeito.
Depois de concluído o Edifício, foi o mesmo entregue ao Governo da Nação, passando desde aí a funcionar ininterruptamente a Escola, durante quase 80 anos.
Foi ali que na longínqua década de 50 do Século passado aprendi as primeiras letras, e depois de mim tantas outras pessoas, também por ali passaram.
Já lá vão mais de 25 anos que o edifício foi objecto de uma ligeira reparação, nada mais sendo ali feito até agora.
A partir do final do Ano lectivo de 2005/2006, a Escola foi desactivada, obrigando a que as nossas crianças fossem frequentar outro estabelecimento de ensino, em piores condições daquelas que a nossa Escola então oferecia. Na altura própria, através da comunicação social local, alertei para o facto dos malefícios do seu encerramento. Em vão…
Continuo a afirmar que ainda hoje a Escola poderia estar em actividade, pois reunia e reúne condições para isso. No ano seguinte à sua desactivação a Escola iria funcionar com 12 alunos só da nossa terra, e se fosse considerada acolhedora este número aumentaria para 17.
As saletas acima mencionadas, e caso a escola continuasse activa, poderiam servir para ali instalar numa delas uma pequena biblioteca e sala de informática e a outra poderia servir para refeitório.
Pelo conhecimento que tenho, diz-se que a escola vai ser transformada em Centro de Convívio. Vamos aguardar para ver.
Por se tratar de um edifício de boa construção e de uma arquitectura excelente julgo que merece uma boa conservação e um bom aproveitamento, porque de escola só já resta a saudade.

Autor:
Amável Eduardo Pinto Rebelo

novembro 17, 2007

Sábado musical XVIII - com o patrocínio da Comercial

Desta resolvi seguir a indicação da Karla, e fui fazer um dos testes da Comercial.

E o resultado foi:

Bem, sendo assim, a música de hoje é mesmo esta.

Quando você vem com essa cara
De menina levada para a brincadeira
Dá-me um arrepio na pele
Sinto água na boca para ficar com você

Você não tem um pingo de vergonha
E todo homem sonha ter alguém assim,
Realizando minhas fantasias
Taras e manias
Você vem pra mim

Uma lady na mesa uma louca na cama
Na maior safadeza você diz que me ama
E na minha cabeça desvario e loucura,
Quando você começa ninguém mais a segura

E mexe remexe se encosta se enrosca
Se abre se mostra pra mim
Ma agarra me morde me arranha
Não mude que eu quero você sempre assim

novembro 12, 2007

A estrada da vida tem sido cheia de surpresas... umas boas outras más... mas hoje é dia de festa!!!

35.png
Imagem daqui.

Mais coisas sobre o número 35.

novembro 03, 2007

Sábado musical XVII - Dexys Midnight Runners, Come On Eileen

Poor old Johnny Ray
Sounded sad upon the radio, he moved a million hearts in mono.
Our mothers cried and sang along and who'd blame them.
Now you're grown, so grown, now I must say more than ever.
Go Toora Loora Toora Loo-Rye-Aye
and we can sing just like our fathers.

Come on Eileen,
I swear (well he means) At this moment you mean everything,
With you in that dress my thoughts I confess verge on dirty
Ah come on Eileen.

These people round here wear beaten down eyes
Sunk in smoke dried faces they're so resigned to what their fate is,
But not us, no not us we are far too young and clever.
Remember Toora Loora Toora Loo-Rye-Aye
Eileen I'll hum this tune forever.

Come on Eileen, I swear, well he means
Ah come on let's take off everything,
That pretty red dress Eileen (Tell him yes)
Ah come on let's, ah come on Eileen, please.

outubro 27, 2007

Sábado musical XVI - coração de ouro do jovem Neil

I want to live,
I want to give
Ive been a miner for a heart of gold.
Its these expressions I never give
That keep me searching for a heart of gold
And Im getting old.
Keeps me searching for a heart of gold
And Im getting old.

Ive been to hollywood
Ive been to redwood
I crossed the ocean for a heart of gold
Ive been in my mind, its such a fine line
That keeps me searching for a heart of gold
And Im getting old.
Keeps me searching for a heart of gold
And Im getting old.

Keep me searching for a heart of gold
You keep me searching for a heart of gold
And Im getting old.
Ive been a miner for a heart of gold.

Heart of gold
Neil Young

outubro 24, 2007

São Lourenço, Chaves - contributo de um leitor

Este texto foi escrito por um dos habitantes da minha aldeia, São Lourenco, do concelho de Chaves. Fiquem a conhecer um pouco mais sobre ela. E se passarem por aqueles lados, não se esqueçam de parar e comprovar com os vossos próprios olhos.

Agradeço ao autor a oferta deste excelente texto para publicação e fico a aguardar por outros mais, que serão sempre bem-vindos.

S. Lourenço.jpg

HISTORIAL SIMPLIFICADO DA ALDEIA DE S.LOURENÇO

A fundação desta aldeia terá começado bem antes da chegada dos Romanos à Península Ibérica. Está mais que provada a fixação destes nesta terra.
A testemunhá-lo, a existência de um Castro Romano situado no local da Califa, que há relativamente pouco tempo foi objecto de escavações efectuadas por Arqueólogos e Professores da Universidade do Porto. No Museu da Região Flaviense, em Chaves, encontram-se vários objectos ali encontrados.
A Aldeia dista da Sede do Concelho (Chaves) cerca de 7 Km e é atravessada pela Estrada Nacional nº213.
Os seus habitantes, dedicam-se, na sua grande maioria, aos serviços agrícolas, predominando a cultura da batata, centeio, vinho e produtos hortícolas, não sendo de excluir a existência de algumas pessoas ligadas à Construção Civil. Foi em tempos terra de Padeiras e de Lavadeiras que cozendo o pão de centeio e lavando roupa depois iam levar à Cidade. Existiram outros artífices tais como Alfaiates, Pedreiros, Tamanqueiros, Sapateiros, Carpinteiros, etc. que com o decorrer dos tempos foram desaparecendo.
Nas décadas de 60 e 70 a fixação da população foi um dos grandes problemas da Aldeia, devido à emigração para o Estrangeiro (França, Suíça, Alemanha, etc.) em busca de melhores condições de vida. Nos últimos anos a evolução demográfica tem-se mantido estável.
A sua População andará actualmente por cerca de 400 habitantes residentes, sendo maioritária a faxa etária mais elevada. Talvez 70% acima dos 50 anos e 30% com idade inferior.
Encontram-se presentemente inscritos nos cadernos eleitorais da Aldeia 362 eleitores
Quanto a Edifícios Públicos possui a Igreja cujo orago é S.Lourenço , a Escola do 1º CEB, (presentemente desactivada) o Jardim de Infância, o Salão Paroquial e a Sede da Junta de Freguesia.
Possui 1 Mini Mercado e 2 Cafés.
No Campo Desportivo existe a Associação “S.Lourenço Desporto e Cultura” que anualmente leva a efeito alguns eventos culturais e desportivos, como por exemplo o torneio de fito com malhas de pedra com cerca de 2 Kg. de peso, torneio de sueca, torneios de futebol, etc. Para o efeito a aldeia possui um Campo de Futebol e um Campo de jogos polivalente.
Todos os anos é realizada, a 10 de Agosto, a festa em honra do seu Padroeiro (S.Lourenço).
A nível turístico são de realçar o Miradouro de S.Lourenço de onde se pode deslumbrar a vista panorâmica da majestosa Veiga de Chaves e algumas localidades da vizinha Espanha, a Calçada Romana, que atravessava a Aldeia, e cujos vestígios são hoje ainda bem visíveis, bem como a Ponte Romana situada no local do ”Arco”.
É uma Aldeia rica em gastronomia. Neste caso é obrigatório referir a confecção das filhoses no Sábado Gordo, do folar por alturas da Páscoa, o famoso presunto de S.Lourenço, onde diariamente várias pessoas de outras localidades aqui o vêm saborear, ainda os enchidos produzidos por altura da matança do porco e o cabrito ou cordeiro assados em fornos de lenha.
Passa pela Aldeia o Ribeiro de Cabanas, cujas águas, felizmente, se encontram despoluídas e que em tempos, não muito distantes, fizeram mover vários moinhos artesanais. Actualmente parte das águas do Ribeiro são aproveitadas para a rega das propriedades agrícolas, no Verão.
Os Largos do Terreiro e do Cruzeiro são presentemente as salas de visita da Aldeia.
É tradição actual o acendimento das fogueiras no S. Martinho e na passagem de Ano.

Autor

Amável Eduardo Pinto Rebelo

outubro 23, 2007

2 anos

Já passaram 2 anos. Parece que foi ontem, quando colocámos o primeiro texto de apresentação. A ideia principal, e que ainda hoje impera, era a de liberdade total. Cada um poderia fazer o que quisesse. E assim se criou um blog que mais não é uma amálgama de personalidades distintas, mas que no todo fazem uma manta colorida.

Tivemos um primeiro ano de crescimento, que se prolongou até Janeiro deste ano, altura em que atingimos um milhão de visitas e que fomos votados, numa iniciativa do blog Spoiler, do Brasil, como o melhor blog estrangeiro. Infelizmente, foi nesse mesmo mês que a plataforma Weblog, onde teimosamente continuamos (não sei até quando), começou a dar inúmeros problemas (impossibilidade de acesso, falhas nos comentários, etc...). As consequências imediatas foram a diminuição do número de posts, com o pessoal a não conseguir escrever os posts e a desesperar, e, consequentemente, do número de visitantes. Só recentemente, com a mudança de servidor, parece haver condições para este blog voltar ao ritmo de outrora, assim queiram os seus intrépidos postadores.

No entanto, não são os mais de 1,7 milhões de visitas que temos até hoje, os mais de 2500 posts ou os mais de 12 mil comentários que me fazem olhar para este blog com orgulho. O que me orgulha é que foi possível com um conjunto de pessoas que eu, à partida, desconhecia, criar um excelente grupo de amigos.

Não sei o que o futuro reserva a este blog. Ou renasce, depois dos períodos conturbados deste 2.º ano, ou fecha, como tantos outros. É um pouco a lei da oferta (dos postadores) e da procura (dos leitores), tudo é possível, temos que aceitar com serenidade que nada dura para sempre. Mas a única coisa que me recuso a aceitar é que os laços criados com este blog sejam quebrados. Haverá sempre uma jantarada, um telefonema, um chat, um e-mail, uma visita, um encontro casual, e será isso que manterá este blog sempre vivo.

outubro 20, 2007

Sábado musical XV - A canção do pescador, pelos rapazes da água

I wish I was a fisherman
tumblin' on the seas
far away from dry land
and it's bitter memories
castin' out my sweet line
with abandonment and love
no ceiling bearin' down on me
save the starry sky above
with light in my head
with you in my arms...

I wish I was the brakeman
on a hurtlin fevered train
crashin head long into the heartland
like a cannon in the rain
with the feelin of the sleepers
and the burnin of the coal
countin the towns flashin by
and a night that's full of soul
with light in my head
with you in my arms...

And I know I will be loosened
from the bonds that hold me fast
and the chains all around me
will fall away at last
and on that grand and fateful day
I will take thee in my hand
I will ride on a train
I will be the fisherman
With light in my head
You in my arms...

Light in my head
You in my arms...
Light in my head
You...
With light in my head
You in my arms...

Fisherman's blues
The Waterboys

outubro 10, 2007

Fui simpsonizado

jmsimpson.jpg

E tu, também te queres simpsonizar?

outubro 07, 2007

Parabéns, Lilly Rose!

cllr.jpg
Carnation, Lily, Lily, Rose
John Singer Sargent
Retirado daqui.

outubro 06, 2007

Sábado musical XIII - Manic Street Preachers, Motorcycle Emptiness

Culture sucks down words
Itemise loathing and feed yourself smiles
Organise your safe tribal war
Hurt maim kill and enslave the ghetto

Each day living out a lie
Life sold cheaply forever, ever, ever

Under neon loneliness motorcycle emptiness
Under neon loneliness motorcycle emptiness

Life lies a slow suicide
Orthodox dreams and symbolic myths
From feudal serf to spender
This wonderful world of purchase power

Just like lungs sucking on air
Survivals natural as sorrow, sorrow, sorrow

Under neon loneliness motorcycle emptiness
Under neon loneliness motorcycle emptiness

All we want from you are the kicks you've given us
All we want from you are the kicks you've given us
All we want from you are the kicks you've given us
All we want from you are the kicks you've given us

Under neon loneliness motorcycle emptiness
Under neon loneliness motorcycle emptiness

Drive away and its the same
Everywhere death row, everyone's a victim
Your joys are counterfeit
This happiness corrupt political shit

Living life like a comatose
Ego loaded and swallow, swallow, swallow

Under neon loneliness motorcycle emptiness
Under neon loneliness motorcycle emptiness
Under neon loneliness motorcycle emptiness
Under neon loneliness everlasting nothingness

Motorcycle Emptiness
Manic Street Preachers

outubro 05, 2007

Bom fim-de-semana (post à la Mad invertido e em dose dupla)

DNante.jpg
ANTE...
DNpost.jpg
...ET POST

Fotos Dianora Niccolini

outubro 02, 2007

Depois da tempestade...

...vem mais tempestade.
Confesso que vejo com algum prazer algumas figuras de proa do PSD a engolir o sapo chamado Luís Filipe Menezes (que li numa revista que até está bastante sulista, namorando em Sintra com uma colega de ex-provavelmente futura-profissão do Marques Mendes).

A começar pelo próprio, que parece nunca ter percebido a sua falta de perfil para a liderança do partido. Sempre vi Marques Mendes como uma formiga, não pelo tamanho, mas pelo trabalho que é capaz de desenvolver numa estrutura organizada. Completamente diferente é organizar uma estrutura, e ainda pior é tentar alterar uma estrutura que já tem uma forma de funcionamento instituida. A forma como lidou com as suspeitas de favorecimento (aliás, bastante fundadas), sem manifestar a mínima indignação, só podia levar a duas interpretações: ou ele está por trás de tudo, por isso nem se mostra indignado, ou então não tem fibra para combater adversários que fazem acusações sem sentido, pelo que não serve para liderar. Já agora, até Santana Lopes mostrou mais fibra, ao recusar continuar a entrevista por causa de ter sido interrompido pela chegada do Mourinho.

Outro caso é Marcelo Rebelo de Sousa. É, quanto a mim, um comentador manipulador, que usa os seus comentários, pagos com os nossos impostos, em proveito pessoal. É claro que, para ele, era melhor Marques Mendes manter-se no poder (um lugar de ministro, um cargo de prestígio, ou até a presidência da república). Andou durante bastante tempo a fazer-nos crer que Marques Mendes era um excelente líder, quando todos viam que não. Usou os comentários para tentar que Marques Mendes ganhasse as directas. Deu-se mal. Tentou ainda atirar as culpas para Manuela Ferreira Leite. Deu-se novamente mal. Só falta agora a RTP perceber que é penoso ouvir os seus comentários enquanto se espera pelos Gato Fedorento, e dar-se mal definitivamente.

FInalmente, José Pacheco Pereira a. k. a. Abrupto. JPP tem uma concepção muito própria do PSD. Ao contrário de outros comentadores, que disfarçam o seu mau perder mantendo alguma pose de distanciamento, ele tem a frontalidade suficiente para mostrar o que sente. No entanto, a forma como o faz, é completamente desproporcionada. Não sei se o faz com objectivos definidos, isto é, para continuar a ser um comentador polémico e daí tirar dividendos, ou se é apenas mais um caso (como muitos que conheço, infelizmente) que quando vêem o mundo que sempre defenderam desabar, entram num clima de paranóia total que acaba por afastá-los da realidade. Espero, para bem dele, que seja o primeiro caso, embora os posts do abrupto quase me façam crer que o segundo também é possível.

P.S. No fundo, JPP é um blogger igual à maioria dos bloggers: acham que têm sempre razão (já eu não sou assim, eu tenho mesmo sempre razão ;-) )

setembro 26, 2007

Partido Titanic

O facto de Pedro Santana Lopes e Morais Sarmento serem, no momento, os que dizem as coisas mais sensatas, é o suficiente para perceber o caos que se vive no PSD. Neste momento, até a Odete Santos me parece melhor Presidente do PSD do que estes dois.

setembro 25, 2007

As quotas do PSD ou como um Conselho de Jurisdição tenta manipular uma votação

Não sou militante do PSD. Por isso, nem conhecia o regulamento de pagamento de quotas. Daí que, perante a decisão do Conselho de Jurisdição de não aceitar o pagamento de quotas em bloco, fui ver o regulamento:

"Artº 1º
( Formas de Pagamento)
1. O militante só pode optar por uma das seguintes formas de pagamento:
a) Cartão Multibanco;
b) Cheque ou vale postal;
c) Transferência bancária.
2. O pagamento da quota é da responsabilidade individual de cada militante, não sendo admitido o
agrupamento de militantes num mesmo pagamento, salvo no caso de pertencer ao mesmo agregado
familiar.
3. A quota anual vence-se no primeiro dia do mês correspondente àquele em que o militante foi
admitido no Partido. No mês anterior os Serviços Centrais enviarão a cada militante um aviso de
pagamento.
Até ao último dia do mês de vencimento da quota, considera-se no pleno uso de todos os seus
direitos, o militante que haja liquidado a quota do ano em curso.
4. No caso de transferência bancária, estes pagamentos serão automáticos, até o militante dar
ordem em contrário."

Aparentemente, pelo que li, a justificação para a não colocação nos cadernos eleitorais prende-se com o pagamento de várias quotas em bloco. Mas tanto quanto li, tratou-se de pagamentos individuais seguidos e não de um único pagamento. Ou seja, alguém fez por multibanco vários pagamentos individuais, pelo que estão de acordo com o n.º 2 do regulamento.

Assim, a menos que as notícias vindas a público sejam falsas, e independentemente das considerações éticas que possam existir, tenho de dar razão aos apoiantes do Luís Filipe Menezes. O Conselho de Jurisdição está a tentar manipular a votação, ao não aceitar estes pagamentos e, ao mesmo tempo, ao permitir a votação dos eleitores dos Açores que ainda não têm as quotas em dia.

Antes que pensem que sou apoiante de Luís Filipe Menezes, não sou, apesar de até considerar que pior do que tem sido Marques Mendes é impossível. Sou até levado a dar razão pela primeira vez na vida (algo que jamais pensei ser possível) a Morais Sarmento, que diz que nenhum dos dois devia ser líder do partido. E este Conselho de Jurisdição é a maior anedota que já vi à face da terra.

Quem perde com isto tudo é o PSD, em primeiro lugar, e o país, já que Sócrates sabe que, a partir de agora, tem carta branca para fazer o que quiser.

setembro 22, 2007

Sábado musical XII - Nick Cave, Nick Cave, Nick Cave... e P. J. Harvey


Henry Lee
Nick Cave & P.J.Harvey

Get down, get down, little Henry Lee
And stay all night with me
You won't find a girl in this damn world
That will compare with me
And the wind did howl and the wind did blow
La la la la la
La la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee
I can't get down and I won't get down
And stay all night with thee
For the girl I have in that merry green land
I love far better than thee
And the wind did howl and the wind did blow
La la la la la
La la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee
She leaned herself against a fence
Just for a kiss or two
And with a little pen-knife held in her hand
She plugged him through and through
And the wind did roar and the wind did moan
La la la la la
La la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee
Come take him by his lilly-white hands
Come take him by his feet
And throw him in this deep deep well
Which is more than one hundred feet
And the wind did howl and the wind did blow
La la la la la
La la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee
Lie there, lie there, little Henry Lee
Till the flesh drops from your bones
For the girl you have in that merry green land
Can wait forever for you to come home
And the wind did howl and the wind did moan
La la la la la
La la la la lee
A little bird lit down on Henry Lee


Red Right Hand
Nick Cave

Take a little walk to a country town, and go across the track
Where the fire duct looms like a bird of doom as it shifts and cracks
Where secrets lie in the board of fines and the humming wire
Hey man, you know you're never coming back
Aross the square, cross the bridge, cross the mill, past the stack

On the gathering storm comes a tall handsome man
With a dusty black coat and a red right hand

He'll wrap you in his arms, tell you that you've been a good boy
He'll rekindle all the dreams it took you a lifetime to destroy
He'll reach deep into the hole, heal your shrinking soul
But there won't be a single thing that you can do
He's a god, he's a man, he's a ghost, he's a guru

They're-a whispering his name through this dissapearing land
But hidden in his coat is a red right hand

You don't have no money, he'll get you some
You don't have no car, he'll get you one
You don't have no self-respect, you feel like an insect
Well, don't you worry buddy, 'cause here he comes
Through the ghetto and the barrio and the valley and the slum

His shadow is cast whereever he stands
Got some green paper in his red right hand

You'll see him in your nightmares, you'll see him in your dreams
He'll appear out of nowhere, but he ain't what he seems
You'll see him in your head, on the TV screen.. hey, buddy, i'm warning you to turn it off
He's a ghost, he's a god, he's a man, he's a guru
You're one microscopic cog in his catastrophic plan
Designed and directed by his red right hand


The Ship Song
Nick Cave

Come sail your ships around me
And burn your bridges down
We make a little history, baby
Every time you come around

Come loose your dogs upon me
And let your hair hang down
You are a little mystery to me
Every time you come around

We talk about it all night long
We define our moral ground
But when I crawl into your arms
Everything comes tumbling down

Come sail your ships around me
And burn your bridges down
We make a little history, baby
Every time you come around

Your face has fallen sad now
For you know the time is nigh
When I must remove your wings
And you, you must try to fly

Come sail your ships around me
And burn your bridges down
We make a little history, baby
Every time you come around

Come loose your dogs upon me
And let your hair hang down
You are a little mystery to me
Every time you come around

setembro 19, 2007

Hoje acordei assim (título descaradamente copiado da BI)

elefante.jpg
Imagem daqui.

P.S. Alguém avisa o Nuno Gomes que convém começar a marcar golos mais cedo, em vez de o fazer sempre nos últimos minutos?

setembro 15, 2007

Sábado musical XI - Sem surpresas

A heart that's full up like a landfill,
a job that slowly kills you,
bruises that won't heal.
You look so tired-unhappy,
bring down the government,
they don't, they don't speak for us.
I'll take a quiet life,
a handshake of carbon monoxide,
with no alarms and no surprises,
no alarms and no surprises,
no alarms and no surprises,
Silent silent.

This is my final fit,
my final bellyache,
with no alarms and no surprises,
no alarms and no surprises,
no alarms and no surprises please.

Such a pretty house
and such a pretty garden.
No alarms and no surprises (get me outta here),
no alarms and no surprises (get me outta here),
no alarms and no surprises, please.

Radiohead
No surprises

setembro 08, 2007

Sábado musical X - Dr. House amazing songs

Hugh Laurie, famoso pela sua personagem dramática Dr. House, é um conhecido comediante (lembram-se dele em Black Adder, com Rowan Atkinson?), e também toca e canta. Este Sábado musical é um pouco diferente, com músicas únicas e inesquecíveis de Hugh Laurie.


Mystery
All my life has been a mystery
You and I were never, ever meant to be
It's why I call my love for you a mystery

Different country
You and I have always lived in a different country
And I know that airline tickets don't grow on a tree
So what kept us apart is plain for me to see

That much, at least, is not really a mystery

Estuary
I live in a houseboat on an estuary
Which is handy for my work with the water authority
But I know you would have found it insanitary

Insanitary

Taken a violent dislike to me
I'd be foolish to ignore the possibility
But if we ever actually met, you might have hated me
Still, that's not the only problem that I can see

Dead since 1973
You been dead now... wait a minute, let me see
15 years come next January
As a human being you are history

So why do I still long for you
Why is my love so strong for you
Why did I write this song for you
Well, I guess it's just a mystery
Mistery
Hugh Laurie


"Well, the poor keep getting hungry, and the rich keep getting fat
Politicians change, but they're never gonna change that.
Girl, we got the answer, it's so easy you won't believe
All we gotta do is.. [ mumbles incoherently ]

Well, the winds of war are blowin', and the tide is comin' in
Don't you be hopin' for the good times, because the good times have already been.
But, girl, we got the answer, it's so easy you won't believe
All we gotta do is.. [ mumbles incoherently ]

It's so easy, to see
If only they'd listen, to you and me.
We got to.. [ mumbles incoherently ] as fast as we can
We got to.. [ mumbles incoherently ] every woman, every man
We got to.. [ mumbles incoherently ] time after time
We got to.. [ mumbles incoherently ] vodka and lime.

Well, the world is gettin' weary, and it wants to go to bed
Everybody's dyin', except the ones who are already dead.
Girl, we got the answer, starin' us right in the face
All we gotta do is
All we gotta do is
All we gotta do is."

[ pauses, then blows on the harmonica and finishes ]

All we gotta do
Hugh Laurie

setembro 05, 2007

Parabéns, Bilhas III

bilhashb.jpg
Foto daqui.

P.S. A Scarlett está dentro de uma das Bilhas ;-)

setembro 04, 2007

Barcelona I - Pau Casals (1876 - 1973)

Em Barcelona, e em toda a Catalunha, Pau Casals é o músico mais conhecido e respeitado. Violoncelista e maestro, opositor ao regime franquista e ao nazismo, foi ainda o criador do Festival de Prades, festival de música destinado a incentivar jovens artistas.

Das sua composições, é de realçar o Hino das Nações Unidas, que ele próprio conduziu, em 1971, nas Nações Unidas, com 94 anos. Nesse mesmo momento, fez um emocionado discurso nas Nações Unidas, onde exaltava a Catalunha, que ainda hoje é recordado pelos catalães.

Como intérprete de violoncelo, evidenciou-se na interpretação das composições de Bach e de canções tradicionais catalãs. Tive o prazer de ouvir uma dessas músicas, por ele interpretada: "Cant dels ocells", o canto dos pássaros.

setembro 01, 2007

Sábado musical X - Liberdade

Como me parece (ainda não percebi porquê) que o Nikonman não gostou da canção que lhe dediquei, resolvi ir buscar uma outra canção em alemão que descobri no início dos anos 90 e que se tinha tornado um hino à liberdade após a queda do Muro de Berlim.

Marius Müller Westernhagen
Freiheit

Die Verträge sind gemacht
Und es wurde viel gelacht
Und was Süßes zum Dessert
Freiheit Freiheit

Die Kapelle rumtata
Und der Papst war auch schon da
Und mein Nachbar vorneweg
Freiheit Freiheit
ist die einzige, die fehlt
Freiheit Freiheit
ist die einzige, die fehlt

Der Mensch ist leider nicht naiv
Der Mensch ist leider primitiv
Freiheit Freiheit
wurde wieder abbestellt

Alle die von Freiheit träumen
sollen's Feiern nicht versäumen
sollen tanzen auch auf Gräbern
Freiheit Freiheit
ist das einzige was zählt
Freiheit Freiheit
ist das einzige was zählt

P.S. Agradece-se a tradução... Já tive a tradução, em tempos, mas só me lembro que o refrão quer dizer algo como "Liberdade, é o que realmente interessa". Certo?

agosto 30, 2007

Resmas de hinos

Sempre que há competições de atletismo, lá vem uma carrada de hinos que desconhecemos, entre os quais, (muito) de vez em quando, ouvimos o hino português. A pedido da minha filha (que gostou muito do hino russo) fui procurar esses hinos e encontrei duas páginas que recomendo.

Na primeira pode encontrar-se hinos de todo o mundo (não sei se falta algum). Na segunda podemos encontrar várias versões do famoso hino "A Internacional".

Como o Nikonman e a Mad têm casas novas renovadas, resolvi dedicar-lhes dois hinos que eu sei que eles vão gostar.

Para o Nikonman, como sei que é um expert(o) em alemão, escolhi este vídeo:

Para a Mad, escolhi uma canção que lhe é muito familiar, mas em versão japonesa (infelizmente, não encontrei em vídeo):

Espero que gostem!

agosto 25, 2007

Sábado musical IX - Wim Mertens, dose dupla, "Struggle for pleasure" e "Close cover"


Struggle for pleasure (1983)
Wim Mertens


Close Cover (1983)
Wim Mertens

agosto 24, 2007

É canja, é canja, ...

Não sei se foi por causa deste post da Karla, mas as coisas não têm andado bem por aqui, e estou a canja...

Logo que melhore, venho mostrar que Barcelona não tem apenas lampiões...

 canja.jpg

Imagem daqui.

agosto 04, 2007

Sábado musical VIII - Barcelona, onde estou (se tudo correu bem) agora

Barcelona
Montserrat Caballé & Freddy Mercury

Barcelona Barcelona
Barcelona Barcelona
Viva

I had this perfect dream
-Un sueño me envolvió
This dream was me and you
-Tal vez estás aquí
I want all the world to see
-Un instinto me guiaba
A miracle sensation
My guide and inspiration
Now my dream is slowly coming true

The wind is a gentle breeze
-Él me hablo de ti
The bells are ringing out
-El canto vuela
They're calling us together
Guiding us forever
Wish my dream would never go away

Barcelona - It was the first time that we met
Barcelona - How can I forget
The moment that you stepped into the room you took my breath away
Barcelona - La música vibró
Barcelona - Y ella nos unió
And if God willing we will meet again someday

Let the songs begin
-Déjalo nacer
Let the music play
-Ahhhhhhhh...
Make the voices sing
-Nace un gran amor
Start the celebration
-Ven a mí
And cry
-Grita
Come alive
-Vive
And shake the foundations from the skies
Ah,Ah,Shaking all our lives

Barcelona - Such a beautiful horizon
Barcelona - Like a jewel in the sun
Por ti seré gaviota de tu bella mar
Barcelona - Suenan las campanas
Barcelona - Abre tus puertas al mundo
If God is willing
-If God is willing
If God is willing
Friends until the end
Viva - Barcelona

julho 28, 2007

Sábado musical VII - Mecano e "Eungenio" Salvador Dali

Mecano
"Eungenio" Salvador Dali

Dali se desdibuja
Tirita su burbuja
Al descontar latidos
Dali se decolora
Porque esta lavadora
No distingue tejidos
El se da cuenta
Y asustado se lamenta
Los genios no deben morir
Son mas de ochenta
Los que curvan tu osamenta
"Eungenio" Salvador Dali

Bigote rocococo
De donde acaba el genio
A donde empieza el loco
Mirada deslumbrada
De donde acaba el loco
A donde empieza el hada
En tu cabeza se comprime la belleza
Como si fuese una olla expres
Y es el vapor que va saliendo por la pesa
Magica luz en cadaques

Si te reencarnas en cosa
Hazlo en lapiz o en pincel
Y gala de piel sedosa
Que lo haga en lienzo o en papel
Si te reencarnas en carne
Vuelve a reencarnar en ti
Que andamos justos de genios
"Eungenio" Salvador Dali

Realista y surrealista
Con luz de impresionista
Y trazo impresionante
Delirio colorista
Colirio y oculista
De ojos delirantes
En tu paleta mezclas misticos ascetas
Con bayonetas y con tetas
Y en tu cerebro gala dios y las pesetas
Buen catalan anacoreta

Si te reencarnas en cosa
Hazlo en lapiz o en pincel
Y gala de piel sedosa
Que lo haga en lienzo o en papel
Si te reencarnas en carne
Queremos genios en vida
Queremos que estes aqui
"Eungenio" Salvador dali

julho 26, 2007

Filmes da minha vida I - Cinema Paraíso

Um filme perfeito: a história, a realização do Giuseppe Tornatore, a música de Ennio Morricone, as excelentes actuações (de destacar o recentemente falecido Philippe Noiret no papel de Alfredo), numa palavra: perfeito.

Aqui ficam os últimos momentos...

julho 25, 2007

Lilly, já que estás na Jamaica...

... preciso de um favor teu. Tenho andado com alguns problemas de fadiga e recomendaram-me um chá de umas plantas que há em abundância na Jamaica. Só que me esqueci do nome. Acho que é um nome de mulher. Maria qualquer coisa... Bem, mas não tem que enganar, aqui vai a foto.

marijuana.jpg
Foto daqui.

Se puderes, traz-me alguns quilos. Se te chatearem no aeroporto, diz que vais da minha parte, e logo tudo se resolve. Desde já, muito obrigado.

julho 21, 2007

Sábado musical VI - Don McLean canta tributo a Van Gogh

Vincent (Starry Starry Night)
Don McLean

Starry, starry night
Paint your palette blue and gray
Look out on a summer's day
With eyes that know the darkness in my soul

Shadows on the hills
Sketch the trees and the daffodils
Catch the breeze and the winter chills
In colors on the snowy linen land

{Refrain}
Now I understand
What you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
And how you tried to set them free
They would not listen, they did not know how
Perhaps they'll listen now

Starry, starry night
Flaming flowers that brightly blaze
Swirling clouds in violet haze
Reflect in Vincent's eyes of china blue

Colors changing hue
Morning fields of amber grain
Weathered faces lined in pain
Are soothed beneath the artist's loving hand

{Refrain}

For they could not love you
But still, your love was true
And when no hope was left in sight
On that starry, starry night
You took your life as lovers often do
But I could've told you, Vincent
This world was never meant
For one as beautiful as you

Starry, Starry night
Portraits hung in empty halls
Frameless heads on nameless walls
With eyes that watch the world and can't forget

Like the strangers that you've met
The ragged men in ragged clothes
The silver thorn, a bloody rose
Lie crushed and broken on the virgin snow

Now I think I know
What you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
And how you tried to set them free
They would not listen, they're not listening still
Perhaps they never will

julho 18, 2007

Isto de o pessoal estar a falar catalão, deixa-me...

...a bout de souffle.

belmondo_seberg.jog.jpg

Jean-Paul Belmondo et Jean Seberg
A bout de souffle, réalisé par Jean-Luc Godard, 1960

Photo d'ici

julho 14, 2007

Um Sábado musical V - Nina Simone, My baby just cares for me

My baby just cares for me
Nina Simone

My baby don't care for shows
My baby don't care for clothes
My baby just cares for me
My baby don't care for cars and races
My baby don't care for high-tone places

Liz Taylor is not his style
And even Lana Turner's smile
Is somethin' he can't see
My baby don't care who knows
My baby just cares for me

Baby, my baby don't care for shows
And he don't even care for clothes
He cares for me
My baby don't care
For cars and races
My baby don't care for
He don't care for high-tone places

Liz Taylor is not his style
And even Liberace's smile
Is something he can't see
Is something he can't see
I wonder what's wrong with baby
My baby just cares for
My baby just cares for
My baby just cares for me

julho 11, 2007

Para terminar com chave de ouro, Günther e (lembram-se?) Samantha Fox

Ding Ding Dong, another Günther song...

Natal é sempre que um Günther quiser...

Mais uma do Günther - para quem gosta de fruta...


julho 10, 2007

Bilhas, atão tu não conheces o Günther? Isto sim, é música!

P.S. Digam lá se este não mete o Zezé Camarinha num bolso? ;-)

julho 06, 2007

Momento infantil - porque este blog também é para os que ainda acreditam no Pai Natal

julho 05, 2007

Uma conversa de café...

...com o João Ferreira Dias. Eu preferi o café ao cappuccino, mas a conversa foi boa.

junho 30, 2007

Um Sábado musical IV - as pedras que continuam a rolar


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The Rolling Stones - (I Can't Get No) Satisfaction

I can't get no satisfaction
I can't get no satisfaction
'Cause I try and I try and I try and I try
I can't get no, I can't get no

When I'm drivin' in my car
And that man comes on the radio
He's tellin' me more and more
About some useless information
Supposed to fire my imagination
I can't get no, oh no no no
Hey hey hey, that's what I say

I can't get no satisfaction
I can't get no satisfaction
'Cause I try and I try and I try and I try
I can't get no, I can't get no

When I'm watchin' my TV
And that man comes on to tell me
How white my shirts can be
But he can't be a man 'cause he doesn't smoke
The same cigarrettes as me
I can't get no, oh no no no
Hey hey hey, that's what I say

I can't get no satisfaction
I can't get no girl reaction
'Cause I try and I try and I try and I try
I can't get no, I can't get no

When I'm ridin' round the world
And I'm doin' this and I'm signing that
And I'm tryin' to make some girl
Who tells me baby better come back later next week
'Cause you see I'm on losing streak
I can't get no, oh no no no
Hey hey hey, that's what I say

I can't get no, I can't get no
I can't get no satisfaction
No satisfaction, no satisfaction, no satisfaction

junho 28, 2007

IPPAR EPUL EPAL, Negrão à capital!!!

junho 23, 2007

Um Sábado musical III (e também um filme)

"O grande peixe" é um grande filme de um grande realizador, Tim Burton. Um filme cheio de imaginação, fantasia e de uma enorme sensibilidade. A não perder. E no fim do filme, para fechar com chave de ouro, esta excelente canção.

Tidal waves don’t beg forgiveness
Crashed and on their way
Father he enjoyed collisions
Others walked away
A snowflake falls in May
And the doors are open now
As the bells are ringing out
Cause the man of the hour is taking his final bow
Goodbye for now

Nature has its own religion
Gospel from the land
Father ruled by long division
Young men they pretend
Old men comprehend

And the sky breaks at dawn
Shedding light upon this town
They’ll all come 'round
Cause the man of the hour is taking his final bow
G’bye for now

And the road
The old man paved
The broken seams along the way
The rusted signs, left just for me
He was guiding me, love, his own way
Now the man of the hour is taking his final bow
As the curtain comes down
I feel that this is just g’bye for now.

Man of the hour
Pearl Jam

junho 16, 2007

Um Sábado musical II

Comptine d'un autre été: l'après-midi
Yann Tiersen

junho 15, 2007

Baladas TuTubo II e meio - The Blower's Daughter

Enquanto o Pré não coloca a próxima balada, na sequência do desafio da Mad, fica aqui uma balada intermédia.

Curiosidade:
"The Blower's Daughter" refere-se à filha do seu professor de clarinete, por quem ele estava obcecadamente apaixonado, segundo explicação do próprio. Se leram em algum local que se referia a haxixe, esqueçam...

And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her skies

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...

And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...

Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new

The Blower's Daughter
Damien Rice

junho 14, 2007

Post em branco (porque o tinto era bom)

junho 12, 2007

Linha ou Costa - mais alternativas à Ota

Estive a pensar (sim, de vez em quando, isso acontece-me) e penso que encontrei mais alternativas à Ota e com vantagens acrescidas. Assim, o aeroporto poderia ficar numa das praias da linha ou da costa, com a vantagem de os turistas poderem sair directamente do avião para a praia. Se pensam que é uma ideia idiota, vejam que já há quem já tenha pensado primeiro (condição necessária para que alguma ideia vingue em Portugal). Apresento-vos o famoso Aeroporto de St. Maarten:

stmaarten.jpg
Foto daqui.

E para terem uma ideia de como seria emocionante, aqui vai um vídeozinho do TuTubo:

Então, quem apoia a ideia? E qual a localização mais apropriada: Cascais, Costa da Caparica, outras???

junho 09, 2007

Um Sábado musical I

Para complementar o Domingo criativo da Lilly, decidi começar hoje com um Sábado musical, que se repetirá todas as semanas. Nestes vídeos vou tentar procurar criatividade, seja ela musical ou visual. Assim, começo com um que, a meu ver, tem as duas características em simultâneo.


(Nothing but) Flowes
Talking Heads

Here we stand like an Adam and an Eve
Waterfalls, the Garden of Eden
Two fools in love, so beautiful and strong
The birds in the trees are smiling upon them
From the age of the dinosaurs
Cars have run on gasoline
Where, where have they gone
Now, it's nothing but flowers

There was a factory
Now there are mountains and rivers
You got it, you got it
We caught a rattlesnake
Now we got something for dinner
We got it, we got it
There was a shopping mall
Now it's all covered with flowers
You've got it, you've got it
If this is paradise
I wish I had a lawnmower
You've got it, you've got it

Years ago I was an angry young man
I'd pretend that I was a billboard
Standing tall by the side of the road
I fell in love with a beautiful highway
This used to be real estate
Now it's only fields and trees
Where, where is the town
Now, it's nothing but flowers

The highways and cars
Were sacrificed for agriculture
I thought that we'd start over
But I guess I was wrong

Once there were parking lots
Now it's a peaceful oasis
You got it, you got it
This was a Pizza Hut
Now it's all covered with daisies
You got it, you got it
I miss the honky tonks
Dairy Queens, and 7-Elevens
You got it, you got it
And as things fell apart
Nobody paid much attention
You got it, you got it
I dream of cherry pies
Candy bars, and chocolate chip cookies
You got it, you got it
We used to microwave
Now we just eat nuts and berries
You got it, you got it
This was a discount store
Now it's turned into a cornfield
You got it, you got it
Don't leave me stranded here
I can't get used to this lifestyle

P.S. Também gostaria de ter colocado aqui outro vídeo dos Talking Heads, um dos melhores de sempre (especialmente se tivermos em consideração a tecnologia da época), "Road to nowhere", mas foi retirado do YouTube :-(
P.P.S. Também descobri que o vídeo que tinha colocado aqui com o Caetano Veloso e o David Byrne a cantarem este tema também foi retirado :-( :-( :-(

junho 04, 2007

No Reino da Dinamarca

Pois é, já se sabe que a Dinamarca e a Suécia são grandes rivais. Fruto disso, os jogos entre as duas equipas costumam ser muito disputados.

Neste Sábado, a contar para a qualificação para o Euro 2008, ao mesmo tempo que Portugal jogava com a Bélgica, o jogo não fugia à regra. Apesar de jogar fora, a Suécia chegou rapidamente aos 3-0. Ainda na primeira parte, a Dinamarca reduziu para 1-3, tendo conseguido chegar ao empate no segundo tempo.

Até que, ao minuto 87, há uma agressão de um jogador dinamarquês, na sua grande área. O árbitro, avisado pelo seu auxiliar, expulsou o jogador dinamarquês e marcou penalty a favor da Suécia. De imediato, um adepto dinamarquês entrou em campo, agredindo o árbitro (só não foi pior porque os jogadores dinamarqueses se interpuseram entre os dois). O árbitro deu o jogo por terminado. Passado algum tempo, apareceu nos placards o resultado alterado: 3-0 a favor da Suécia.

Esta Sexta-feira vai-se saber o que a UEFA vai decidir. Provavelmente, vai dar a vitória à Suécia e castigar a Dinamarca com jogos à porta fechada ou, ainda pior, expulsá-la da competição. Ficam aqui as imagens, com o patrocínio da TuTubo.

P.S. Está confirmado que o adepto era mesmo dinamarquês e não pertencia aos Super Dragões, Juve Leo ou No Name Boys ;-)

junho 03, 2007

web mining, data mining, etc...

Data Mining – uso de aplicações em grandes bases de dados que pesquisam, de forma automática, informação útil escondida

Web Mining – uso de técnicas de data mining em informação (documentos e serviços) existente na Web

Podemos distinguir 3 tipos:
Web Content Mining – descobrir informação útil a partir do conteúdo da Web
Web Structure Mining – descobrir informação útil a partir da estrutura de ligações
Web Usage Mining – descobrir informação útil a partir dos dados gerados pelos acessos às páginas Web

Durante 1 mês vou ter de escrever umas 40 páginas sobre estes assuntos, pelo que penso que vou pedir uma licença sabática aqui pelo ante et post. No entanto, arranjo sempre um tempinho para o próximo encontro de ante-et-postadores, onde quer que ele seja ;-)

junho 01, 2007

O realejo

7 da manhã. A mãe já saíra para apanhar o comboio para o emprego, deixando-lhe um beijo na testa enquanto ele fingia ainda dormir. O pai mira-o da fotografia da mesinha de cabeceira. Abre a gaveta de onde tira o seu presente do oitavo aniversário, o último que festejou antes de o pai morrer: um realejo.

Não é um realejo qualquer. Tinha já pertencido ao seu avô, tendo passado para o seu pai. Este, sabendo que estava perto do fim da sua vida, ofereceu-lho e ensinou-lhe a tocar as mais belas modas. Foi o que lhe ficou do pai, juntamente com as histórias de países distantes que, enquanto marinheiro, visitara.

Entretanto, passaram 3 anos. Todos os dias, a mãe sai de casa às 6 da manhã e só volta às 8 da noite. De manhã, deixa-lhe o pão e o leite na mesa, à noite comem a sopa com broa, por vezes algum petisco extra, e conversam sobre a escola. Ele mente, escondendo da mãe o facto de raramente ir lá. Já sabe ler e escrever, quer é conhecer o mundo, como o pai fizera.

Assim, depois do pequeno-almoço, pega no realejo e sai de casa. Os seus primeiros passos seguem na direcção da rua central, onde ajuda o Sr. Santos a carregar a mercadoria que chega ao armazém, a troco de dois cigarros e de uma saqueta de cromos de futebol. O resto da manhã passa-o na escadaria da estação do metro, tocando o realejo enquanto algumas moedas caem no chapéu e alguns transeuntes correspondem ao seu pedido de cigarros. De vez em quando aparecem os polícias e estragam-lhe o negócio. Mas hoje tudo correu bem, ganhou 4 euros e 3 cigarros.

O almoço é na casa da madrinha. Esta preocupa-se com ele. Quando vê que a roupa ou os sapatos estão mais gastos, aparece com um saco de roupa e calçado que pertencera ao filho. Também lhe ralha por saber que ele não vai à escola. Já tentara de tudo, chegou a levá-lo lá pelas orelhas, mas acabou por desistir, perante a persistência do afilhado. Contudo, ocultou sempre o facto da comadre, já carregada de problemas.

A tarde sempre foi variada. Quando chove, mete-se no shopping onde embacia as vitrinas com modelos de barcos. Se faz sol, compete com os frequentadores da taberna do Sr. Guilhermino, poucas vezes perdendo no bota-abaixo. Noutras ocasiões vai ganhar mais algum dinheiro, com o seu realejo.

Outras vezes, como hoje, vai para o cais, tocar as modas que o pai lhe ensinou, e ver os barcos, melancolicamente. Num deles, quando tiver o dinheiro suficiente, partirá um dia, rumo ao desconhecido.

(conto publicado há exactamente 1 ano, também porque era dia da criança)

maio 29, 2007

Pre, eu confesso, já consultei um site de sexo...

... até trouxe uma foto para comprovar.

gangbang.jpg
Foto daqui.

Haverá algo mais pornográfico do que isto? ;-)

maio 28, 2007

Baladas TuTubo I - 1959, Sisters of Mercy *

Living as an angel in the
Place that I was born
Living on air
Living in heaven
Giving the lie down, the line
To the
There's my heaven

And I know
Which way the wind blows
In nineteen fifty-nine

Which way the wind blows
In nineteen fifty-nine

And the wind blows still
And the wind blows wild again
For a little child an never kill this clean
This way
And it feels like me today
Tell me
Do you feel the same?
Isabelle?
Or do you feel like nineteen fifty-nine?
... Do you feel like nineteen fifty-nine?

And the wind blows wild again
And the wind blows wild

In nineteen fifty-nine
In fifty-nine
Isabelle
Do you, do you fell the same?

Come with me
Like a little child
Like another gun
Like homeless, restless, known to none, like
Way beyond the line
Like it never was
In nineteen fifty-nine

1959
Sisters of Mercy

Curiosidades:
1959 é a data de nascimento do vocalista Andrew Eldritch .
Isabelle é o nome de uma fã que escreveu a Andrew perguntando porque nunca tinha gravado uma canção apenas com voz e piano.
O nome do grupo, Sisters of Mercy (Irmãs de Misericórdia), é o título de uma canção de Leonard Cohen.

* Hoje pretendo, com esta música, iniciar um ciclo de baladas presentes no YouTube. Mas como não quero ter o trabalho sozinho, penso que seria de pedir a alguém para colocar a próxima e esse alguém ir passando a outro, etc... Como neste momento são os benfiquistas que estão mais em baixo, por isso mais propensos a baladas, e aproveitando o facto de o seu blog festejar o 3.º aniversário, vou passar a responsabilidade da escolha da próxima balada à Mad.

maio 24, 2007

A vida irritantemente simples de Zeca Lado (8.º mini-episódio)

Mini-episódios anteriores: 1 2 3 4 5 6 7

Zeca Lado, devido ao seu salário flamejante (assim ele lhe chamava, por arder rapidamente), não tinha ainda podido comprar um automóvel. Mas não importava, tinha a sua querida e imbatível Zundapp. Aquela mota era um espectáculo, nunca o deixava ficar mal. E mesmo quando, num assomo de rebeldia, o atirava ao chão, uma conversa amena fazia-a voltar à razão e portar-se condignamente.

Para Zeca a Zundapp era uma amiga inseparável. Quando ela ia para a revisão consolava-a durante longas horas, dizendo-lhe que tudo ia correr bem, que ia ficar como nova. Levava-a aos melhores postos de gasolina, pois preocupava-se com a sua alimentação. Chegava ao ponto de, no Inverno, para ela não se constipar, lavá-la na sua banheira.

Mas a altura em que eles se sentiam mais próximos era quando chovia. Zeca Lado sempre fora ensinado que um homem nunca chora, o que ele cumpria à risca nos momentos de alegria e de tristeza. Por isso, quando chovia, os dois partiam sem rumo, para que ele pudesse deixar fluir as suas emoções, encoberto pelas gotas de água caídas do céu. E se a chuva escondia as lágrimas, o barulho da Zundapp abafava os soluços, numa cumplicidade inigualável.

maio 23, 2007

Zé Diogo Quintela dos anos 50

Descubra as diferenças.

Uma "polémica" que anda no ar, que pode ser lida no DN.

maio 21, 2007

Dos futebóis e dos exemplos de vida

Um dia antes de se encontrar o campeão nacional de futebol, também se disputou uma renhida última jornada do torneio de futsal da escola da minha filha, onde pais, alunos e funcionários do colégio se juntam para, em (quase sempre) sã camaradagem, se entreterem durante os fins de semana. Aqui está a minha gloriosa equipa dos Ases.

ases2007.jpg

Esta é a segunda vez que jogo no torneio. Da primeira vez, dei conta neste outro post.

Ao contrário do ano passado, onde entre 12 equipas conseguimos um excelente 3.º lugar, este ano ficámos em 7.º lugar entre 9 equipas. Este ano, tal como o Chelsea, tivemos muitos jogadores lesionados ou abaixo das suas capacidades. Chegou a haver um jogo em que só jogámos com 4. Por isso, o 7.º lugar até não foi mau.

Mas, mais do que tudo, a nossa grande perda deu-se antes do torneio.

armindo.jpg

Este é o Armindo, no momento em que recebia o troféu do 3.º lugar, em Setembro do ano passado. Tinha 63 anos. Como só nos conhecíamos do futebol, só voltei a ter notícias dele em Dezembro, quando nos inscrevemos para a edição deste ano. Soube então que lhe tinha sido detectado um tumor no cérebro em Outubro e que estava bastante mal. Morreu em Janeiro.

Era o nosso jogador mais jovem em espírito. Corria como nenhum outro, aguentava o jogo todo, enquanto outros, como eu, já não podiam com as pernas. O filho, com 15 anos, era dos poucos que lhe aguentava a pedalada. Apesar de inscrito no torneio, acabou por nunca jogar, o que se percebe.

Gostávamos de ter conseguido um lugar melhor, pois o Armindo merecia que lhe dedicássemos um lugar honroso. Mas demos o melhor que pudémos. E o exemplo de vida que o Armindo nos deu, não tem preço, jamais conseguiríamos pagar na totalidade. Foi daquelas pessoas que, apesar do pouco tempo que convivemos, me marcou para sempre. Até sempre, Armindo!

maio 18, 2007

Haloscan em teste

1 2, 1 2, experiência...

maio 13, 2007

Fátima, futebol e fado - a semana portuguesa

Só agora me apercebi que tivemos uma semana tipicamente portuguesa, com os 3 éfes.

De Fátima já se sabe: peregrinos, fé, pagamento de promessas. Há quem acredite, há quem (eu incluído) não acredite.

Depois há o fado, que nesta época da queima se houve a abrir as hostilidades. Há quem não lhe chame fado, mas canção, mas eu prefiro a primeira designação.

Finalmente, o futebol. Na liga principal ainda não houve decisões: não há campeão, ninguém ainda desceu e ninguém preencheu a vaga em aberto para a Taça UEFA. Na segunda, garantiram hoje a subida o Leixões (regresso após muito tempo) e o Vitória de Guimarães.

Mas o mais agregador de todo é o futebol. É que há muitos adeptos do meu clube estarão neste momento a rezar a Nossa Senhora de Fátima para que o Benfica ainda consiga ser campeão e que, simultaneamente, o Fernando Santos oiça o Fado da Despedida. O pior é que os dois pedidos em simultâneo parecem ser impossíveis, eu diria que até é possível que nenhum dos dois seja atendido, o que faz com que a fé seja mesmo necessária.

Até eu, homem de pouca fé, já comecei a pensar se devia fazer uma promessa de ir a pé a Fátima no próximo ano caso de o Benfica ser campeão e o Fernando Santos deixar de ser treinador do Benfica. É nestas alturas que descubro o português profundo que há em mim.

maio 12, 2007

Divagação filosófica sobre a violência inesperada

Por vezes, quando menos esperamos, somos atingidos com uma violência inesperada.
E por vezes, ainda pior, somos atingidos por alguém que julgamos estar do nosso lado.
E é nesse momento que, atónitos, olhamos nos olhos de quem nos atingiu, e perguntamos:
- Porquê?

Hoje aconteceu-me isso. Olhei nos seus olhos e perguntei-lhe:
- Porquê?

P.S. Esta divagação surgiu porque o Nuno, que joga na mesma equipa que eu no torneio da escolha da minha filha, resolveu atingir-me no dedo mindinho com um dos seus remates torpedo, e tenho o dedo tão inchado que nem consigo escrever um post de jeito.
P.P.S. É claro que mais vale uma mão inchada do que uma enxada na mão.
P.P.P.S. É claro que a divagação é mais vasta do que o meu jogo de futebol, este foi apenas o mote.
P.P.P.P.S. Vou acabar com os P.S. que o dedo continua a doer.
P.P.P.P.P.S. Serei masoquista?

maio 10, 2007

A vida irritantemente simples de Zeca Lado (7.º mini-episódio)

Mini-episódios anteriores: 1 2 3 4 5 6

Zeca Lado era um homem aparentemente tímido. Mas quando a noite caía, ele caía na noite. E bastava beber uma cerveja perfeita perfeita sem álcool para um novo Zeca emergir. A timidez dava lugar a um pujante conquistador, a um arrojado galanteador, capaz de seduzir a mais inalcançável das mulheres.

No entanto, passada a noite, a timidez voltava, e com o tempo começou a duvidar que algum dia conseguisse ter um relacionamento duradouro. Até que um dia lhe apareceu uma cigana chamada Mude Aiste que, olhando para o seu copo de cerveja perfeita perfeita sem álcool, lhe disse:
- Um dia encontrarás a mulher dos teus sonhos, ela será loira e será a mulher mais desejada do mundo, mas ficará perdidamente apaixonada por ti.
- E como se chamará ela?
A cigana tinha-se esquecido dos óculos, pelo que não conseguiu ler correctamente o nome, acabando por dizer:
- Karla Vanessa.

Um dia Zeca encontrou uma mulher que lhe pareceu corresponder à descrição. Depois de uma noite em que os seus vizinhos não conseguiram pregar olho, ela disse-lhe:
- Oh, Zeca, you are the sexiest man on earth. I'm crazy in love with you!
- Uãtse iór neime? - perguntou ele no seu inglês de Universidade Independente mais perfeito possível.
- Scarlett Johansson...

Bolas, ainda não era desta. Mas Zeca iria continuar a procurar pela sua Karla Vanessa, e sabia que a encontraria um dia...

maio 06, 2007

A fuga - conto revisitado em homenagem às mães esquecidas

Dois filhos e uma filha, um marido, falecido há um ano. Tive uma vida familiar rica. Agora, conto os dias até àquele em que saberei se existe outra vida para além desta.

António, que saudades. A vida sem ti é inconcebível. Será que me olhas, meu ateu fundamentalista? Sinto saudades das tuas heresias, mais ainda da tua companhia. Lembras-te do nosso lugar secreto, que só nós dois conhecíamos? Foi lá que nos amámos. Era lá que voltávamos, sempre que o amor parecia esmorecer. Era um lugar só nosso, mágico, onde a natureza tinha pintado a sua maior obra de arte.

João, meu filho mais velho, aluno brilhante, sempre carregado de livros. Engenheiro civil, sempre de um lado para o outro, em obras. Não tem tempo para nada. Nem para os filhos, nem para a mulher, nem para mim.

Luísa, a minha filha, não pára. Tornou-se hospedeira de bordo e vejo-a de tempos a tempos. Ainda não casou. Enquanto morávamos juntos, vi vários namorados passar na sua vida, mas nenhum ficou.

Carlos, o meu mais novo. Sofri tanto com ele. Meteu-se em más companhias, começou a drogar-se. A certa altura começou a roubar a própria casa, e o António escorraçou-o. Eu encontrava-me às escondidas com ele, coração destroçado, para saber se como ele estava. Entretanto, foi preso. Saiu na semana passada.

O João e a Luísa, depois da morte do pai, devido ao pouco tempo que tinham para mim e dado o meu débil estado de saúde, resolveram colocar-me num lar, onde estou enfiada, entre quatro paredes, olhando os prédios em frente. De vez em quando, eles aparecem. A minha nora aparece mais vezes do que o meu filho, os meus netos muito raramente. Sinto saudades das brincadeiras com eles.

O Carlos, mal saiu da prisão, veio ver-me. Falou-me sobre a sua vontade em largar as drogas, estava a fazer um programa de cura. Fiquei contente. Veio-me visitar todos os dias. Falámos bastante. Até que, ontem, planeámos a minha fuga. Sim, decidi que era chegada a hora de abandonar aquele cemitério em vida.

Hoje, aproveitámos uma distracção da enfermeira para fugir. Metemo-nos os dois no carro e fugimos, estrada fora, rumo ao lugar secreto. O Carlos merecia conhecer esse lugar, onde os seus pais foram felizes.

Chegámos. O lugar está igual. As flores enchem o espaço à volta do caminho íngreme, que agora me custa a percorrer. As fragas, cheias de musgo, enormes, e o regato suave, completam o quadro.

O Carlos trouxe a minha cadeira e a minha manta. Sentei-me aqui a observar o céu azul, limpo. Que saudades! Já estava farta daquele tecto branco, com muitas rachadelas. Aposto que logo à noite se vão poder ver as estrelas todas no céu.

O Carlos está sentado a meu lado, maravilhado com este lugar secreto. Espero que o ajude a procurar a beleza na vida, que lhe tem fugido sempre. Gostava que o João e a Luísa aqui estivessem, mas eles jamais concordariam com tamanha loucura. Apesar de tudo, não me sinto zangada com eles, eu não quero ser um fardo para ninguém.

Escrevo agora as minhas últimas palavras, antes de pousar a caneta que o António um dia me ofereceu. António, espero que estejas errado e que nos possamos encontrar lá em cima. Meus filhos, espero que sejam felizes como eu fui. Agora quero ficar a olhar o céu, respirar o ar puro que me resta e, depois, fechar os olhos, calmamente.

(publicado anteriormente em 12/05/2005)

maio 04, 2007

Um presente (e não prenda, que eu sou chique) para a Mad!

Em primeiro lugar...

MUITOS PARABÉNS!

Como ouvi dizer que andavas atrás do Marques Mendes, resolvi oferecer-te um presente útil...

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Foto daqui.

maio 03, 2007

São Lourenço, Chaves, em fotos - parte V, as velhas casas em ruínas

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maio 02, 2007

Lilly, tens toda a razão...

Está muito frio para Maio!
Por isso mesmo, e com pena que tenho das meninas trabalhadoras de ontem, venho propor que vistam qualquer coisinha, para não se constiparem...

lingerie.jpg
Foto daqui.

abril 30, 2007

Ir do Porto a Nova Iorque com a ajuda do Google Maps

Instruçõs:
1. Abre um browser.
2. Escreve o URL: http://maps.google.com/.
3. Selecciona "Get Directions".
4. Na primeira entrada escreve "Porto, Portugal".
5. Na segunda entrada escreve "New York, USA".
6. Carrega no botão "Get Directions".
7. Observa no mapa que temos de ir até ao Canal da Mancha para podermos ir para Nova Iorque.
8. No lado esquerdo toma particular atenção à instrução 51.

Só me resta desejar boa viagem, mandem um postal quando chegarem...

abril 28, 2007

Precisava de alguém para uma partida de...

xadrez.jpg
Foto daqui.

abril 27, 2007

O retiro do Bilhas

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Retirado daqui.

O Bilhas é o da direita, o da esquerda é o guarda-costas (como qualquer pessoa importante, ele tem um) e no meio... não faço ideia quem seja...

abril 26, 2007

26 de Abril de 2007... o fim da revolução

Cada vez mais acredito que o 25 de Abril já passou à história, ou seja, não é mais do que uma data igual a tantas outras, como o 5 de Outubro (excepto para o nosso monárquico de serviço), o 1 de Dezembro ou o 10 de Junho. Ninguém, das gerações novas, sabe qual a diferença. E o actual estado da política está, em parte, a levar muitos a rever com saudade o período anterior.

Por muito que se discorde dos princípios, existe uma Constituição, aprovada de forma democrática. Para muitos, é um empecilho. O facto de lá se falar de "ensino tendencialmente gratuito" já há muito foi convenientemente "esquecido". As taxas moderadoras para a saúde são uma aberração, só justificável por uma política em que tudo é válido para baixar a todo o custo o défice.

Durante muito tempo, havia alternância democrática. Até 1985, havia até demasiada alternância. Com a chegada de Cavaco Silva ao poder, houve o primeiro período de alguma estabilidade. E quando o descontentamento chegou, toca a substituir a direita pela esquerda. Depois veio António Guterres, com uma política "à la Tony Blair", com uma "esquerda moderna", mas que ainda tinha, pelo menos teoricamente, um fundo de esquerda.

De então para cá, tudo acabou. Não há alternância democrática, não há verdade. Depois de Durão Barroso ter prometido baixar os impostos, e ter feito o contrário, veio José Sócrates dizer que não os subia e, espantem-se, também os subiu (esqueci propositadamente o senhor que foi Primeiro-Ministro entre estes dois, não me peçam para explicar porquê).

Neste momento, a grande diferença que temos em relação a antes do 25 de Abril de 1974 é o facto de termos liberdade para falar, embora até esta liberdade comece a querer ser posta em causa por muitos. Mas no que respeita à escolha democrática de quem nos governa, parecemos ter voltado ao antigamente - é sempre o mesmo tipo de política.

Uma política centrada nos números em vez das pessoas. Uma política centrada no marketing em vez dos ideais. Uma polítca baseada no encobrimento em vez da verdade.

Acabou-se!

A REVOLUÇÃO MORREU...

abril 24, 2007

Karla, vai de férias descansada, que já arranjei quem te fique a arrumar a casa!

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Foto daqui.

Por isso vai descansada e goza bem as tuas merecidas férias.

abril 23, 2007

Dia Mundial do Livro - em linha com a evolução

Para que servem os livros?

ebookevo.gif
Imagem daqui.

Com o choque tecnológico, os livros terão perdido o interesse ou é possível compatibilizá-los?

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Foto daqui.

Não, apesar de se falar da necessidade de ler mais, os livros vão acompanhando a evolução.

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Foto daqui.

Então, pergunto-te, caro e-leitor:
Quantos livros lês por mês?

Vou ainda mais longe:
Há quanto tempo já não lês um livro?

abril 21, 2007

Bom fim de semana - post à la Mad, mas ao contrário

...e até para agradecer os posts das semanas anteriores.

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Foto daqui.
Fabio Cannavaro
Futebolista italiano
Melhor jogador do mundo em 2006

abril 19, 2007

São Lourenço, Chaves, em fotos - parte IV, a minha primeira escola

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Não é bem esta, em 1978 estava a precisar de obras. Durante a 1.ª e a 2.ª classe foi aqui que tive aulas (contarei mais à frente, quando voltar às notas pessoais, alguns pormenores). Depois foi restaurada, tendo as obras começado na minha 3.ª classe, pelo que transitámos temporariamente para o Salão Paroquial.

Agora já não é primária, não tinha alunos suficientes, é mais uma das muitas que tem fechado. Felizmente, tem sido aproveitada para jardim de infância. Na aldeia do meu pai a escola primária também acabou, virou um café. Por todo o lado vão fechando escolas pequenas, com os alunos a rumarem às maiores, muitas vezes já demasiado cheias.

O sentido é sempre o mesmo: acabam as pequenas, alargam-se as grandes, numa política cega, sem um critério racional. Pergunto: já alguém se lembrou de descongestionar uma escola maior transferindo-os para as mais pequenas, aproveitando os recursos existentes? Claro que não, seria arriscado, os votos que efectivamente elegem concentram-se nos locais mais povoados.

E então, depois das declarações bombásticas, o governo já caiu?

...ou será preciso benzina?

Este sim, é o verdadeiro Mr. Bombastic (aliás, há algumas parecenças com o bombástico de ontem, ambos fizeram uma figura semelhante, embora este tenha mais graça).


abril 17, 2007

São Lourenço, Chaves, em fotos - parte III, e um conto revisitado

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No meio dos campos, aparecem os abrigos. Para se abrigarem das chuvas, do frio ou do calor, para guardar as ferramentas do trabalho, os abrigos em pedra vão aparecendo de longe a longe. Há tempos, inspiraram um conto meu, que aqui volto a publicar.

O abrigo

Era eu pequeno, ainda não andava na escola, vivia numa casa afastada da povoação, quando via passar a D. Emília, levando as ovelhas para o monte. Com ela ia Inês, a menina da trança, morena de olhos negros. Diziam que era filha de um cigano que passara por aquelas redondezas, mas a mãe nunca revelou quem era o pai. De vez em quando ia com elas, quando a minha mãe tinha que ir a algum lado sem mim.

Entramos no mesmo ano na escola, éramos os melhores amigos. Os outros miúdos diziam que éramos namorados. Por vezes, chamavam-lhe cigana, e eu, furioso, defendia-a. Ainda hoje guardo algumas cicatrizes desses tempos.

Acabada a instrução primária, cada um foi para a sua escola (eu para a preparatória da cidade, ela para a telescola). Mas, acabada a escola, juntávamo-nos e continuávamos os melhores amigos do mundo.

Depois, enquanto eu fui para a escola secundária, ela emigrou com a mãe para França. Perdi a minha amiga predilecta durante quase todo o ano mas, chegado o mês de Agosto, matávamos todas as saudades.

Enquanto os anos passavam, fomos crescendo e a nossa amizade também, começando a transformar-se em algo mais, se bem que continuasse a ser uma relação de amizade. O amor, esse era platónico.

Até que um dia, tínhamos ambos 18 anos, ia eu entrar na Universidade e ela ia voltar para França, fomos até ao monte onde ela guardara ovelhas. E, acreditem ou não, foi a primeira vez que os nossos lábios se juntaram num longo beijo, no abrigo onde tantas vezes nos abrigáramos da chuva e do vento.

Esta foi a última vez que nos vimos durante 15 longos anos. Escrevemo-nos durante algum tempo, mas ao fim de ano e meio as cartas pararam de circular. Já não me recordo quem escreveu a última, mas elas pararam. Ela tinha começado a trabalhar e não tinha férias em Agosto, pelo que nos deixamos de nos ver. Depois, também deixou de vir a Portugal.

Fui sabendo notícias pela minha mãe, ao mesmo tempo que as nossas vidas iam decorrendo. Ela juntou-se com um francês, e já tinha uma filha. Eu também acabei por casar e ter uma filha. Chamei-lhe Inês.

15 longos anos depois, já formado e de volta à minha terra, ela voltou, com a filha e com o seu companheiro. Evitei encontrá-la durante vários dias. Mas, no dia da festa foi impossível evitar. Os olhos fixaram-se e não mais se largaram, mesmo que disfarçassem a cumplicidade.

A minha mulher, fruto da cidade, e o seu "franciú", tipo empertigado, não eram dados a estas festanças, e acabaram por abandonar a festa mais cedo. Foi o pretexto para a convidar para dançar. E dançamos toda a noite, sem cessar. Falámos de tudo e mais alguma coisa, mas ficou tanto por dizer... Acabada a festa, cada um foi para o seu lar. Desejámos felicidades um ao outro, pensado que não nos veríamos mais nesse Verão.

No dia seguinte, fui até ao monte, impelido por uma vontade estranha. Lá estava ela, recordando outros tempos. A paixão foi mais forte, esquecemos o mundo e, naquele abrigo, entregamo-nos, mutuamente, desvairadamente, como se o mundo fosse acabar.

O resto do Verão subimos o monte sempre que pudemos. Quando um de nós ficava sozinho deixava uma marca numa fraga existente ao lado do abrigo. E sempre que nos encontrávamos, o mundo parava.

Até que veio o dia da despedida. Sabíamos que tinha sido um Verão lindo, mas as nossas vidas continuavam. Chorámos juntos, mas prometemos que guardaríamos sempre aquele Verão.

No Verão seguinte, ela voltou. Enviou-me uma mensagem, em que pedia que fosse visitá-la ao abrigo. Fui, sem saber o que me esperava. Ela disse que decidira voltar de vez. Fiquei perplexo.

Ouvi um choro lá dentro. Ela disse:
- Deve querer conhecer o pai.

O meu coração bateu acelerado, enquanto ela voltava com um bebé pequeno nos braços. Fiquei sem saber o que fazer, o tempo parou, naquele abrigo, onde o tempo sempre parara.

Este dia marcou uma reviravolta na minha vida. Ela não me exigiu nada, só queria que eu soubesse que o nosso amor tinha dado frutos. Mas eu não podia deixar que, tal como a acontecera com ela, o filho não soubesse quem era o pai. E acima de todos os problemas e inconvenientes que esta situação viria a causar, o amor teria sempre que vencer, ou não seria verdadeiro. Ali, no abrigo, não havia dúvidas...

abril 16, 2007

Por falar em licenciaturas em engenharia...

... alguém sabe onde o "engenheiro" que esteve a um passo do primeiro lugar, a um passo das meias-finais da Taça UEFA e está a um passo de ficar em terceiro lugar (porque o quarto está muito longe), acabou a licenciatura?

É que não me admirava que...

abril 14, 2007

Ouvi dizer que o mel é um afrodisíaco...

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Foto Karsten Skrabal.

No entanto, se me ajudar a cuidar desta maldita constipação já me dou por satisfeito...

P.S. A menina da fotografia de fim de semana da Mad também corre o risco de se constipar. Alguém se oferece para lhe levar um pouco de mel ;-)

abril 13, 2007

Já que estamos a falar de azar...

... aproveito para vos apresentar uma mulher extraordinária que, apesar do duplo azar de se chamar Azar e de ter apanhado com uma revolução islâmica que suprimiu os direitos das mulheres no país onde nasceu, conseguiu dar-lhe a volta e seguir em frente.

azar-nafisi.jpg
Azar Nafisi
Foto daqui.

Mais informação sobre Azar aqui.

abril 12, 2007

São Lourenço, Chaves, em fotos - parte II

No dia 2 de Maio de 2005, escrevi o texto, que abaixo reproduzo, no extinto 6 em 1 & algo +.

"Os Cinco

Os Cinco, de Enid Blyton, foram os meus livros de eleição entre os 7 e os 12 anos. Li-os todos, os 21, se não me falha a memória. Vi na televisão as suas aventuras. Até o meu cão se chamou Toddy, que era o nome real do cão que fazia de Tim na série televisiva.
Tornei-me um explorador, explorava tudo em meu redor, criava aventuras sozinho, por entre as altas fragas que circundavam o rio, perto de minha casa, onde abundavam os fetos, até aos locais recônditos, no meio das giestas, tojos e silvas, que me rasgavam a roupa e a pele.

A única diferença das minhas aventuras era que eu fazia de bom e de mau, e não tinha quatro companheiros para me ajudar. Vivia num local a que chamavam a c'roa do povo, longe do centro da aldeia, conhecido pelo fundo do povo. Mais tarde surgiu o Toddy, um cão perdido que se tornou no meu companheiro de aventuras.

Depois veio a puberdade, e acabaram-se as aventuras deste tipo, começaram outras, completamente novas, mas não menos interessantes..."

Hoje venho trazer um pouco do cenário das minhas aventuras (as primeiras, não as da puberdade...), as grandes fragas que circundavam a minha casa.

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O trono real.

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O tubarão.

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A tenda dos índios.

abril 11, 2007

Bilhas, é claro que se come que é um espanto na minha aldeia!

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Vai uma feijoada com feijão felpudo (feijoca, feijão grande) com fumeiro da casa e carnes da matança?

abril 10, 2007

São Lourenço, Chaves, em fotos - parte I

Num post anterior, apresentei uma foto da minha aldeia. Falta, no entanto, ver a toda a envolvente da aldeia, para perceber como ela é bonita. Por isso, aproveitando a Páscoa, fui a uma aldeia vizinha situada num ponto mais alto, Tresmundes, e tirei estas fotos.

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A aldeia toda, do lado esquerdo o fundo do povo, do lado direito a c'roa do povo.

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O fundo do povo.

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A c'roa do povo.

E então, a minha aldeia é ou não é bonita?

abril 06, 2007

Parabéns, Bin (outro patrocínio da TuTubo)!

Para o amigo Bin, que sempre nos encantou com as suas imagens de África

Lago Ubari, Líbia
ubari.jpg
Foto: Marchat Loia

e que trouxe ao nosso conhecimento Ali Farka Touré, quer através da sua filosofia de vida

quer da sua música

muitos parabéns, e o desejo que voltes a blogar rapidamente, o pessoal sente a tua falta.

abril 05, 2007

Notas pessoais IV - A minha aldeia

A minha aldeia, São Lourenço, perto de Chaves, a uns 3 ou 4 quilómetros a pé pela calçada romana, 7 de automóvel pela estrada de curvas e contra-curvas que contornam a encosta da Serra do Brunheiro, é um lugar privilegiado. Situado na encosta sobre a veiga de Chaves, que se pode ver em todo o esplendor a partir do seu miradouro, é um local onde raramente há nevoeiro, que prefere inundar o vale ou refugiar-se no cume da serra.

A aldeia vivia da terra e da criação de gado, sendo o presunto a sua especialidade (sim, onde se come melhor presunto de Chaves é em São Lourenço, no Zeca Moura ou no Café Tanque). Os novos, fugindo aos calos da enxada, começaram a virar-se para a cidade. O meu pai, começou a trabalhar num restaurante em Chaves, a Romana, a minha mãe a confeccionar roupa para criança, para a Casa Bebé.

A povoação dividia-se em duas partes:
- o fundo do povo, lugar onde o granito das casas, todas juntas, predominava, com a igreja em lugar de destaque, com as ruas tortas com paralelos, apenas cortada pela estrada nacional que liga Chaves a Valpaços;
- a c'roa do povo, onde as casas, na maioria mais recentes, estavam mais dispersas, ora ao longo da estrada nacional ora ao longo da estrada da floresta.

O casa do meu avô, para onde vim morar quando retornei de Angola, já era na c'roa (usando o termo que sempre ouvi para coroa ou cimo do povo), a minha nova casa, que o meu pai ajudou a construir com as próprias mãos, ficava ainda mais acima, numa zona de onde se consegue ver o fundo do povo, a cidade de Chaves e, bem lá ao fundo, a Serra do Larouco.


Foto: Jorge

Na foto pode ver-se as casas, em primeiro plano, na c'roa, mais ao longe a igreja sobre o fundo do povo, ainda mais longe, a cidade de Chaves, pelo rio Tâmega beijada, em pleno vale.

abril 04, 2007

Parabéns, Karla (com o patrocínio da TuTubo)!

Gilles Villeneuve vs Rene Arnoux Dijon-Prenois'79

Na vida, como nas corridas de automóveis, há momentos que ficam sempre na memória. Que os restantes 364 dias do ano (também) sejam assim. Muitos parabéns!

abril 02, 2007

Há posts que nos fazem recordar velhas canções

Como este da Lilly.


As baleias
Roberto Carlos

março 31, 2007

Como é possível alguém dizer tantas idiotices e elas serem notícia? Pois, eu sei, eu também estou a fazer notícia delas...

A notícia completa está aqui.

As 3 melhores idiotices estão aqui (desculpem, mas é que não há outro nome a dar, por muito respeito que eu tenha pelas convicções de cada um):

«Fomos um milhão e 500 mil portugueses que dissemos não a esta lei. Mas se a nós juntarmos mais um por nascer por cada voto nosso, teremos seguramente mais de três milhões de portugueses», afirmou Isilda Pegado, em nome dos movimentos do «não».

E se pensarem nos filhos e netos dos por nascer, haverá tantos quanto adeptos do Benfica. Eu gosto destas contas, daqui a nada nenhuma eleição vai ser válida, por causa dos por nascer, isto vai ficar lindo...

«Senhores deputados, se querem fazer uma lei sobre o aborto dentro da Assembleia da República, demitam-se e peçam novo mandato aos portugueses», declarou.

Isso disse eu quando o Sócrates aumentou os impostos quando jurou a pés juntos que não o fazia. Naquela altura ninguém fez caso de mim, mas agora penso que há hipóteses...

Para os movimentos do «não», isso não está a ser cumprido porque no referendo de 11 de Fevereiro e abstenção foi maioritária e a vitória do «sim» com cerca de 60 por cento dos votos «não tem validade perante a Constituição».

A lei aprovada pelo Parlamento não tem por isso «valor referendário», é «nula» e a sua aprovação «só tem comparação com o que se passou no tempo de Salazar com a Constituição de 1933», que serviu de corpo à ditadura, concluiu.

Fica sempre bem chamar o Salazar, especialmente agora que ele está na berra, mas a comparação é excelente, até porque no tempo do dito esta senhora não podia dizer idiotices livremente - estas eram de uso exclusivo do governo...

março 29, 2007

O rádio do meu carro é melhor que o do teu!

Não acreditas? Então vê e ouve 3 músicas que eu ouvi hoje em estações diferentes.


When we were young
The Killers


Strange kind of love
Peter Murphy


Solsbury Hill
Peter Gabriel

E agora, já acreditas?

março 24, 2007

Hipatia

Hipatia.jpg

Aproveitando o facto de esta Hipatia fazer anos hoje, em sua homenagem, aquela que é a mais desafiadora das bloggers que conheço, venho falar duma mulher ímpar na história da humanidade, senão mesmo a primeira mulher que se destacou pela sua inteligência.

Relativamente à Hipatia (leia-se Hipátia) de Alexandria, podem ler, por exemplo, aqui e aqui.

Quanto à Hipatia (leia-se como se quiser) da nossa blogosfera, está tudo aqui. Muitos parabéns!

março 21, 2007

dia mundial da poesia iii

Poema de amor tentado

Queria escrever-te um poema de amor.
Queria que ele descrevesse o que sinto,
Que tivesse o perfume de uma flor,
E a frescura do instinto.
Pensei chamar-te rainha do meu coração,
Pela nobreza do sentimento,
Mas soava-me, desoladoramente, a sucessão,
E, dessa forma dinástica, seria um amor cinzento.
Pensei em mudar para um regime presidencial,
Onde eu teria direito a te escolher,
Mas sendo o coração o eleitor principal,
Não haveria muito que eu pudesse fazer.
Decidi então que em vez de um título
Te atribuiria um adjectivo,
Que estivesse presente em cada capítulo,
Deste nosso sentimento intempestivo.
Pensei em vários, como bela e formosa,
Como terna, suave, ou até resplandecente,
Ou então que és perfumada como uma rosa
Ou que és quente como uma brasa incandescente.
Pareceu-me tudo muito banal, um pouco déjà vu,
E que não consubstanciavam toda a definição do verbo amar,
Apercebi-me, finalmente, que o poema de amor és tu,
E não um punhado de palavras num papel vulgar.

(22-08-2005)

dia mundial da poesia ii

Poeta castrado não!

Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:

Da fome já não se fala
- é tão vulgar que nos cansa -
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história
- a morte é branda e letal -
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
- Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
- Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

Ary dos Santos

(ouvido hoje, pelo próprio, na televisão, desta vez o YouTube não colaborou ;-) )

março 09, 2007

Estou muito triste!

A Floribella acaba amanhã. :-(

P. S. A minha única esperança é que a SIC consegue sempre surpreender e arranjar um programa ainda pior que os anteriores. ;-)

Estou muito triste!

A Floribella acaba amanhã. :-(

P. S. A minha única esperança é que a SIC consegue sempre surpreender e arranjar um programa ainda pior que os anteriores. ;-)

8 de Março de 2001 - 8 de Março de 2007

Ontem foi o dia da mulher.
Mas, em particular, foi o dia de uma mulherzinha que prendeu toda a minha atenção durante todo o dia (por isso não pude vir ao blog - embora, pela quantidade de textos que tenho para ler, não tenha feito falta :-) ).
Já passaram 6 anos, como o tempo voa. E ela voa nas asas da sua fértil imaginação, com uma alegria entusiasmante, qual pássaro anunciando a chegada da Primavera. E tudo em redor parece sorrir com ela, contagiado pelo seu sorriso de felicidade.
Muitos parabéns, minha querida filha!

8 de Março de 2001 - 8 de Março de 2007

Ontem foi o dia da mulher.
Mas, em particular, foi o dia de uma mulherzinha que prendeu toda a minha atenção durante todo o dia (por isso não pude vir ao blog - embora, pela quantidade de textos que tenho para ler, não tenha feito falta :-) ).
Já passaram 6 anos, como o tempo voa. E ela voa nas asas da sua fértil imaginação, com uma alegria entusiasmante, qual pássaro anunciando a chegada da Primavera. E tudo em redor parece sorrir com ela, contagiado pelo seu sorriso de felicidade.
Muitos parabéns, minha querida filha!

março 06, 2007

Notas pessoais III - O retorno

Dos tempos de Luanda não me recordo de nada. Tudo o que sei foi-me contado pelos meus pais, familiares e amigos que lá estiveram comigo, e de algumas fotografias. Sei que nasci na freguesia de S. Paulo de Luanda, que fui baptizado na Igreja do Sagrado Coração por um padre de barbas compridas, que vivi no Prédio do Livro, um prédio em forma de livro aberto (não sei se daí me veio o interesse pelas letras) e que, como muitos outros, voltei depois do 25 de Abril, tendo os meus pais deixado tudo para trás e recomeçado a vida praticamente do zero.

Não posso dizer que tenha sofrido muito com a mudança. Quando voltei, em Outubro de 1974, ainda não tinha dois anos. A minha irmã, que tinha já 7 anos, sei que sofreu. Não é fácil mudar de um local como Luanda, uma cidade grande e onde, segundo os meus pais, nada faltava, para uma aldeia transmontana em período pós-revolução. Talvez isso tenha marcado as diferenças de forma de ser de nós os dois, ela muito mais responsável, muito mais adulta desde muito cedo. Eu ainda continuo à espera de me tornar adulto.

Quando me lembro de começar a sentir o mundo à minha volta, lembro-me de vários pormenores em catadupa. Lembro-me que fui morar para uma parte da casa dos meus avós maternos, com duas divisões. Numa divisão tínhamos o quarto com 3 camas de ferro, a sala de estar e de costura da minha mãe, e um lavatório. Na outra divisão era a cozinha com uma lareira.

A casa, na sua totalidade, era grande e em pedra, tinha outras divisões separadas das duas que ocupávamos, tinha dois andares, sendo que o de baixo tinha adega e zona de arrumos. Os meus avós maternos, a minha bisavó e a minha única tia então solteira viviam ao lado. O meu avô era moleiro, a minha avó tomava conta da casa e dos animais (lembro-me de dois porcos e de um burro).

Em frente, no terreiro de poucos metros que separava a casa da estrada nacional, fazia-se a matança do porco. Um outro vizinho, também ele retornado, parava muitas vezes a sua camioneta com fruta bem por baixo da varanda. Os melões, as laranjas e as cerejas tinham um sabor que ainda hoje recordo com saudade.

Um pouco ao lado, havia o "santo", um pequeno cruzeiro em honra de Nosso Senhor dos Milagres, cuja candeia era alumiada todas as noites. Uma centena de metros à frente ficava uma das poucas casas (não sei se seria a única) que tinha televisão, e onde algumas vizinhas se juntavam para ver a novela.

março 03, 2007

Notas pessoais II - Ainda Luanda em Novembro

No seguimento do meu post anterior, recebi algumas fotos e uma música que apareceu referida nos comentários. E não podia deixar de as partilhar convosco.

Começando pelas fotos, Luanda tinha de facto umas belas acácias que floriam de garrido vermelho...

acacias.jpg
Foto daqui.

e mulembas seculares...

mulemba.jpg
Foto daqui.

e tinha uma cor muito bonita em Novembro...

luandanovembro.jpg
Foto daqui.

E, quando um dia lá voltar, como disse a aNa:
"quero voltar de madrugada
para ver o sol raiar
quero voltar de madrugada
pra ninguém ver se eu chorar"

Amanhã, vou acender uma vela da Muxima
Amanhã, levo para os meus santos flores de acácias
Amanhã, peço para toda gente que me estima
Amanhã, peço para o novo dia que virá (amanhã)

Amanhã,
Peço ao meu lema que faça com que eu volte
A morar na terra amada que me viu nascer

Quero chegar de madrugada
Para ver o sol raiar
Quero chegar de madrugada... hoo
P'ra ninguém ver se eu chorar
Quero chegar de madrugada... hoo
P'ra ninguém ver se eu chorar

Vou andar por aí com o meu violão
Vou à Mutamba, tomo um machimbombo qualquer
"Porr ma curia a naqui" Sou igual a toda a gente
Na linha da terra nova só paro lá no Mossamgui
Com a minha gente entre mufete e conversa
E de madrugada, com Catambi e com Tambuita

Zag, zag, zag, zag... Zanga-zuzi até cair... ( até cansar...)

Amanhã
Duo Ouro Negro

março 01, 2007

Notas pessoais I - Luanda em Novembro

Nasci em Luanda, em Novembro, mais precisamente no seu 12.º dia do ano de 1972. Um dos piores defeitos que a Natureza encerra é o de não nos gravar na memória a nossa primeira visão do mundo. Eu não sei como era Luanda, naquele já longínquo ano. Nem sequer sei como é Luanda em Novembro.

Do que deixei para trás, quando vim ainda antes de completar 2 anos, nada resta. Apenas os relatos dos meus pais e irmã, doutros familiares e amigos que lá estiveram comigo. Desde a minha apetência natural para dançar o merengue, até ao meu lado aventureiro, só consigo imaginar estes primeiros tempos.

De vez em quando ouvia umas palavras em Quimbundo, como gindungo, ginguba, quitári, etc... Sentia que as palavras tinham um som diferente, algo de mágico, como abracadabra. Eram palavras que fluiam como que dançando nas bocas das pessoas. Um sorriso mágico abria-se naqueles rostos desolados pela partida, quando as pronunciavam.

Até hoje não voltei a Angola. Racionalmente, nada me prende à terra que me viu nascer. Mas, no fundo, quando aponto à minha filha o local onde ela nasceu, gostava também de lhe poder mostrar onde nasci. Descrever-lhe como foi aquele dia, de que cor era o céu, que cheiro tinha a terra, qual o som do mar. Mas nem eu sei. Ainda não sei como é Luanda em Novembro.

Mas lembro-me de uma canção que descrevia Luanda em Novembro. Ouvia-a vezes sem conta, quando era pequeno, imaginando, em inocente nostalgia, que estava lá, e que tudo o que ela cantava era a realidade à minha frente.

Vestiram-se as acácias
de garrido vermelho,
como gotas de sangue
que o pôr do Sol derrama.

Desenhando ao longe
o casario velho,
mulembas seculares,
e plantações de canas.

Um pouco mais ao longe
a urbe assustadora,
que cresce às vezes torta
e no fugir do tempo.

Se levanta do chão
qual mão prometedora,
para agarrar o céu
com dedos de cimento.

Luanda em Novambro
Duo Ouro Negro

fevereiro 28, 2007

Momento pimba (???) 2...

... com um bailado que não é da Pina Bausch ;-)

fevereiro 27, 2007

I'm back!

Fica aqui o resumo dos últimos dias (ponham o som no máximo).

fevereiro 22, 2007

Pesadelo de uma tarde de Inverno

Disperso...
Cambaleando por entre valas incertas,
Resvalo para o infinito
Das feridas, que o tempo deixou abertas,
Contenho em vão o inevitável grito.

Absorto...
Não encontro a génese desta penumbra,
Onde perdi a gravidade que me amarra ao chão,
Esta tentação do abismo que me deslumbra
E que me faz ignorar quem me estende a mão.

Morto...
Por dentro sinto que não existo,
Que mais além não se esconde um caminho,
Nem túnel nem luz ao fundo avisto,
Percorro esta estrada incerta, sem destino, sozinho.

fevereiro 14, 2007

Nu-banho

Fala-me ao ouvido...

Conta-me os segredos que guardas contigo,
as palavras que ainda não me disseste,
as histórias que ainda não me contaste...

Sopra-me ao ouvido...

Deixa o teu sopro arrepiar-me a pele,
Acordar todos os meus sentidos,
Os pensamentos perversos escondidos...

Molha-me o ouvido...

Deixa a tua saliva roubar-me ao mundo,
Humedecer este desejo que me impele
A procurar as gotas de água da tua pele...

Publicado anteriormente a 20/07/2006

P.S. Uma boa alternativa é ir tomar um banho para festejar o dia ;-)

Lilly, cá para mim tu estás é a pedir música! ;-)

TheLovers.jpg
Samuel Gana
“The Lovers”
Mixed Media - 2003

Retirado daqui.

Lilly, para todos os antídotos há contra-antídotos ;-)

LoversInBlue.jpg
Marc Chagall
Lovers in Blue. 1914.
Oil on cardboard. 48.5x44.5 cm

Retirado daqui.

Para ti, meu amor...

THE POWER OF LOVE...

The Power of Love
Frankie Goest to Hollywood

...brings COMFORTING SOUNDS to our lives...

Comforting Sounds
Mew

...and makes two souls into ONE!

One
U2

fevereiro 12, 2007

Oh, meus amigos do JN! Não havia necessidade...

jn12fev2007.jpg

Primeira página do Jornal de Notícias de hoje (aquelas linhas e setas a vermelho foram colocadas por mim).

fevereiro 09, 2007

REFERENDO? MAS CERTAMENTE QUE SIM!

Já estou farto desta campanha de desinformação que os apoiantes do não estão a levar a cabo. Por isso, é com uma sensação de alívio que vejo a campanha chegar ao fim.
Não posso deixar de, neste último dia, dizer algumas verdades aos apoiantes do "não".
1. Não tenho qualquer problema em dizer "aborto" em vez de "interrupção da gravidez". Tal como não tenho problemas em chamar "hipócritas" em vez de "manipuladores da verdade", àqueles que usam métodos de desinformação para tentar levar avante os seus intentos. É uma questão de linguagem, apenas.
2. Responder "não" no referendo é responder "não" à despenalização. Vir dizer que depois apoiam uma lei que despenaliza a mulher, desde que continue a ser clandestinamente, é uma forma de moralismo tacanho que já há muito devia ter desaparecido de Portugal. Para além de, depois de uma resposta negativa no referendo, não ser correcto fazer uma lei que vá contra o próprio referendo.
3. O voto "sim" não é um voto contra a vida, é um voto pela dignidade do ser humano. Quem pensa que uma mulher aborta apenas porque sim, não sabe nem quer saber os motivos que levam uma mulher, ou mesmo um casal, a tomar essa opção dramática.

Por isso, e apesar de ser contra o aborto voluntário, por princípio, vou votar sim. Porque não sou dos que fingem que os problemas não existem e porque acredito que é uma medida que vai, ao invés do que muitos pensam, reduzir o número de abortos. Se os apoiantes do "não" se preocupam realmente com as mulheres, então que actuem para que a futura lei preveja o aconselhamento das mulheres antes de abortarem. Que lutem por aquilo que não lutaram desde o último referendo: pela prevenção. Assim, sim, estarão a ser coerentes com o discurso que mantiveram nesta campanha.

fevereiro 06, 2007

Mourinho rules!

José Mourinho continua a dar que falar. Depois de ser apelidado de "The Special One", comenta-se agora a possível saída do Chelsea por mau relacionamento com o patrão do Chelsea, Abramovich.

No reino de Sua Majestade, um tal de Mario Rosentock já tinha feito uma excelente paródia ao musical do Andrew Lloyd Webber, Joseph and the Amazing Technicolor Dreamcoat, com o seu José and his Amazing Technicolor Overcoat:

Agora, foi a vez de parodiar o alegado mau relacionamento entre o treinador e o dono do Chelsea. É de morrer a rir, pelo que a gerência do ante et post rejeita qualquer responsabilidade pelo visionamento do respectivo vídeo.

fevereiro 01, 2007

Poderei ser preso por isto?

macro_abort.jpg

janeiro 29, 2007

Assim não, Prof. Marcelo!

Andava há muito tempo para falar sobre este vídeo do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, a propósito do seu movimento "Assim não":

Já me irrita a forma de o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa fugir a assumir as suas posições. Lembro-me de quando foi feito o referendo a propósito da regionalização, e em que o mesmo, de forma dissimulada, dizia que era a favor da regionalização, mas não daquela, que era uma "negociata". Esta é uma forma de agir simultaneamente inteligente e hipócrita.

Inteligente, porque conseguiu ir buscar dois grupos distintos: os que eram contra a regionalização e os que eram contra a divisão que tinha sido feita. Hipócrita, porque não assume o essencial, que era o facto de, na verdade, ele ser contra qualquer tipo de regionalização.

Agora, relativamente ao aborto, a mesma táctica. Diz que é a favor da despenalização, mas que é contra a liberalização. O mesmo princípio: vai buscar os que são contra a despenalização e ao mesmo tempo os que, não sendo contra, não gostariam de ver o aborto banalizar-se. E não assume aquilo que assumiu no último referendo: ser contra qualquer despenalização.

Na minha opinião, ao contrário do que advogam os defensores do não, a despenalização (e mesmo a liberalização) da interrupção voluntária da gravidez vai fazer diminuir o número de abortos. Nenhuma mulher aborta porque lhe apetece, mas sim, na maior parte dos casos, por desespero. E quando recorre ao aborto clandestino, ninguém a vai tentar dissuadir de realizar o aborto. Ao ser feito num local com condições, depois de ter sido aconselhada devidamente, pode, por um lado, evitar-se o aborto (caso a mulher decida, depois de acompanhada, em sentido contrário), e por outro fazê-lo com mais segurança.

O que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, de forma dissimulada, que dizer é que, por uma questão da forma como se coloca a pergunta, se deve continuar a enfiar a cabeça na areia. Espero que o povo português, por muito respeito que tenha pelas opiniões do Prof. Marcelo, não caia nesta esparrela e seja capaz de decidir em consciência.

Pensei fazer um vídeo para colocar na Internet em resposta, mas penso que a melhor resposta já foi dada pelos Gato Fedorento:

janeiro 27, 2007

Canções (?) para recordar (?) - III

Para terminar...
Deixei tudo por ela
Zé Cabra

Canções (?) para recordar (?) - I

Tarzan Boy
Baltimora

janeiro 25, 2007

Fumilhão!

Já descobri o que o Bin andou a fumar...

fumilhão.jpg

janeiro 24, 2007

Bill, já conhecias esta?

Ainda não tinha dado as boas-vindas no blog, quando me deparei com esta canção. Como sei que gostas da Florbela Espanca, aproveitei. Bem-vindo!

Ser Poeta (Perdidamente)

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!

Interpretado por: Trovante
Música: João Gil
Letra: Florbela Espanca

janeiro 19, 2007

Última Canção

Se puderes ainda
ouve-me, rio de cristal, ave
matutina. ouve-me,
luminoso fio tecido pela neve,
esquivo e sempre adiado
aceno do paraíso.
Ouve-me, se puderes ainda,
Devastador desejo,
fulvo animal de alegria.
Se não és alucinação
ou miragem ou quimera, ouve-me
ainda: vem agora
e não na hora da nossa morte
- dá-me a beber a própria sede.

Eugénio de Andrade

dezembro 28, 2006

O Roberto - patrocinado pela TuTubo

VERSÃO ORIGINAL

VERSÃO DE NATAL

dezembro 23, 2006

Canções para ouvir no Natal com o patrocínio da TuTubo - III

Canções para ouvir no Natal com o patrocínio da TuTubo - II

Canções para ouvir no Natal com o patrocínio da TuTubo - I

dezembro 21, 2006

A vida irritantemente simples de Zeca Lado (5.º mini-episódio)

Zeca Lado não é homem de se meter em confusões. Tudo o que possa alterar o seu batimento cardíaco é automaticamente apagado da sua memória. Um dia, porém, o chefe decidiu que ia promover a implementação de um sistema de qualidade na empresa, e que os funcionários deveriam eleger, entre si, um representante para participar no processo. Referiu ainda que a pessoa escolhida iria passar a trabalhar, durante um ano, apenas com o chefe.

Imediatamente, todos olharam para o Zeca. Ele, contente com a súbita atenção que despertara, sentiu que aquela vaga de fundo não lhe deixava outra alternativa que não fosse aceitar essa nobre incumbência. Até verificava que era o candidato ideal: frases curtas, ideias geniais, presença firme, etc...

O que ele não esperava era ter concorrência. Na verdade, Lola Mechas, telefonista, conhecida por estar sempre a queixar-se da sua sorte, resolveu ir a um daqueles programas em que alteram o aspecto, e de uma miúda tímida de óculos e vestidos compridos floridos dos anos 60, passou a uma mulher sofisticada, loira, vestido vermelho com uma racha até ao umbigo.

Quando o chefe viu os dois candidatos ao lugar, anulou o concurso, justificando que o trabalho de Zeca era muito importante para ser abandonado, e por isso, sobrando apenas Lola, não havia necessidade de votação. Zeca ficou contente, não apenas porque deixaria de ouvir as queixas de Lola, mas também porque o chefe tinha mostrado que gostava mesmo do trabalho dele.

dezembro 17, 2006

Eu gostei, e vós?

encontro1.JPG

As tripas e as tipas...

encontro2.JPG

... e outros tipos ...

encontro3.JPG

Parabéns a nós (finalmente, conseguimos apagar a vela do 1.º aniversário)

dezembro 16, 2006

Aviso ao pessoal atrasado - ACTUALIZAÇÃO

PC160003.JPG

Aviso ao pessoal atrasado

Ainda bem que vocês vêm pelo convívio...

PC160002.JPG

P.S. O croquete deve aguentar ainda uns 10 minutos...

dezembro 13, 2006

A melhor canção gastronómica portuguesa de sempre...

dezembro 10, 2006

A vida irritantemente simples de Zeca Lado (4.º mini-episódio)

Zeca Lado é um trabalhador empenhado. Os 30 minutos em que não está a tomar café, a fumar um cigarro, a conversar com o colega do lado, a jogar no computador, ou a navegar na Internet, são de uma produtividade acima da média, e ele sabe que um dia isso será reconhecido pelo seu chefe.

A melhor parte do dia é a corrida de cadeiras, com o Tóli Chado. O Tóli tem por hábito vencer todas as corridas. Mas houve um dia em que, devido a um agrafador que se atravessou no caminho do Tóli, o Zeca ganhou a corrida. Foi uma surpresa. Maior surpresa foi que o chefe descobriu o que se passou e chamou-o ao gabinete. Pensou que estava despedido, mas o chefe só lhe quis dar um aviso: ele tinha apostado dinheiro na vitória do Tóli, por isso tinha de trabalhar mais uma hora para o ajudar a recuperar o investimento perdido.

Zeca fazia o que podia para agradar ao chefe, normalmente exigente. Habitualmente, no meio de todos os habituais pleonasmos, ele passava o tempo a criticar os seus relatórios. Mas hoje, algo diferente aconteceu. O chefe disse-lhe que ele devia voltar para a primária, porque filho dele, com apenas 6 anos, era capaz de fazer relatórios melhores. Zeca ficou contente, tinha sido comparado com o filho do chefe. Afinal, o chefe nutria por ele um carinho especial.

dezembro 06, 2006

A vida irritantemente simples de Zeca Lado (3.º mini-episódio)

Zeca Lado tem um chefe que se pode designar por sarcástico-pleonástico, e que tem por hobby descarregar as suas frustrações pessoais sobre o nosso homem com uma vida irritantemente simples. As suas frases mais conhecidas são:
- Você até podia ser um pássaro, bater as asas e subir para cima, que logo a seguir, alguém lhe dava um tiro e você descia para baixo.
- Avance para a frente e deixe-se ficar aí até eu o mandar recuar para trás.
- Esteja calado e não fale.

Normalmente podia fazer-se uma previsão de quando ele ia para fora apenas pelo número de pleonasmos que proferia no dia anterior. Quando dizia muitos pleonasmos era sinal que sairia no dia seguinte (estava a dizer todos os que não poderia dizer durante a sua ausência), e o pessoal, umas 2 horas depois do horário de saída, ausentava-se finalmente do emprego para ir comprar champanhe e salgadinhos para a festa do dia seguinte.

Zeca Lado, com o desejo de um dia vir a ser chefe, ia anotando todas as frases, repetindo-as à noite perante o espelho. Por vezes conseguia ser tão convincente que até ele próprio se assustava e obedecia ao seu próprio comando, ficando algum tempo à espera de ouvir a sua própria voz a dar-lhe autorização para falar.

dezembro 05, 2006

A vida irritantemente simples de Zeca Lado (2.º mini-episódio)

Uma noite de copos é normalmente acompanhada por umas bifanas e moelas. O que quer dizer que, no dia seguinte, as cólicas são inevitáveis. E nestas alturas há decisões importantes a tomar: o que ler na casa de banho?
Se fosse Sábado ou Domingo, não haveria problema: o Expresso ou o Público de Domingo conseguiriam preencher o tempo de reclusão. Nos outros dias, o jornal não chega, é preciso um livro ou uma revista.

Se for no início do mês, tem a revista das Selecções do Reader's Digest. Mas só dá para um dia. Se tiver um dos livros condensados da mesma editora, ainda dá para dois dias. Por isso, é preciso ter sempre à mão uma alternativa.

Não pode levar um livro de humor, pois correria o risco de morrer a rir, e seriam um fim pouco digno. Livros ou revistas eróticas seriam ergonomicamente inviáveis. A colecção de história de Portugal, coordenada por José Mattoso, também não era boa ideia pois, sendo um patriota, estaria a conspurcar a história do nosso nobre povo. E jamais levaria os discursos de Jorge Sampaio, pois correria o risco de adormecer.

Assim, a solução a que mais vezes recorria acabava por ser ler um livro em inglês. Como não sabia ler inglês, levava um dicionário para traduzir todas as palavras do livro, o que dava para se entreter durante vários dias.

novembro 18, 2006

Misplaced Childhood

Misplaced Childhood é o disco dos Marillion. Foi o auge do grupo. E como foi lançado há 20 anos, o então vocalista Fish resolveu festejar, interpretando integralmente este álbum na segunda parte do seu concerto. Foi no dia 11 de Novembro passado, e prolongou-se até aos primeiros minutos do dia seguinte, o meu dia de aniversário, perante uma multidão que não se cansou de aplaudir, eu e a mulher que amo incluídos. Foi a prenda de aniversário perfeita.

Este concerto também foi transmitido no site Lisboa Jovem. Pormenores sobre a transmissão podem ser encontrados aqui e aqui.

Pesquisando por aí, encontrei no YouTube (onde mais poderia ser) uma pequena parte do espectáculo que pude assistir ao vivo e a cores.

Mas o momento da noite foi mesmo quando Fish saltou para o meio do público enquanto cantava o tema Lavender. Infelizmente, esta parte não encontrei. Podem ver apenas algumas fotos do concerto onde essa parte está documentada, aqui e aqui.

Mas, para não ficarmos sem um cheirinho, aqui fica o clip original desta música.

novembro 16, 2006

Pedro Santana Lopes, o regressado!

Acabou de dar uma entrevista na RTP. Que carisma, que grandiosidade, que charme...
Ai, ai! Estou tão contente!
Já estava com saudades desta canção...

novembro 14, 2006

Ao amigo Bilhas

AMIGO

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo!

"Amigo" é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

"Amigo" (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
"Amigo" é o contrário de inimigo!
"Amigo" é o erro corrigido
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada!

"Amigo" é a solidão derrotada!
"Amigo" é uma grande tarefa,
É um trabalho sem fim,
Um espaço sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
"Amigo" vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O'Neill

novembro 10, 2006

1, 2, 1, 2, experiência...

Eu teria colocado aqui uma foto espectacular para vos desejar um bom fim-de-semana, mas não consegui apeloudá-la.

Assim, fica em texto, a imagem é só para mim.

BOM FIM-DE-SEMANA!!!

P.S. Que pena, era uma excelente foto da Scarl... Madre Teresa de Calcutá.

novembro 04, 2006

Caetano Veloso e David Byrne

Caetano Veloso e David Byrne são dois dos meus cantores preferidos. Ao primeiro apenas não lhe perdoo ter feito uma canção sobre um leãozinho e ter esquecido de fazer o mesmo relativamente a uma aguiazinha. O segundo, uma das "cabeças falantes", tem canções excelentes, tanto a solo como com os Talking Heads, entre as quais se encontra este "Nothing but flowers". E foi numa pesquisa por canções dos Talking Heads que encontrei este dueto, este momento único (que só seria melhor caso a pronúncia inglesa do Caetano fosse um pouco melhor).

NOTHING BUT FLOWERS
Talking Heads
(Caetano Veloso e David Byrne, ao vivo)

Here we stand
Like an Adam and an Eve
Waterfalls
The Garden of Eden
Two fools in love
So beautiful and strong
The birds in the trees
Are smiling upon them
From the age of the dinosaurs
Cars have run on gasoline
Where, where have they gone?
Now, it's nothing but flowers

There was a factory
Now there are mountains and rivers
you got it, you got it

We caught a rattlesnake
Now we got something for dinner
we got it, we got it

There was a shopping mall
Now it's all covered with flowers
you've got it, you've got it

If this is paradise
I wish I had a lawnmower
you've got it, you've got it

Years ago
I was an angry young man
I'd pretend
That I was a billboard
Standing tall
By the side of the road
I fell in love
With a beautiful highway
This used to be real estate
Now it's only fields and trees
Where, where is the town
Now, it's nothing but flowers
The highways and cars
Were sacrificed for agriculture
I thought that we'd start over
But I guess I was wrong

Once there were parking lots
Now it's a peaceful oasis
you got it, you got it

This was a Pizza Hut
Now it's all covered with daisies
you got it, you got it

I miss the honky tonks,
Dairy Queens, and 7-Elevens
you got it, you got it

And as things fell apart
Nobody paid much attention
you got it, you got it

I dream of cherry pies,
Candy bars, and chocolate chip cookies
you got it, you got it

We used to microwave
Now we just eat nuts and berries
you got it, you got it

This was a discount store,
Now it's turned into a cornfield
you got it, you got it

Don't leave me stranded here
I can't get used to this lifestyle

outubro 26, 2006

O misterioso desaparecimento do líder carismático - episódio 8

Hard começou a pensar então que talvez fosse o lobby dos blogs o responsável pelo desaparecimento do líder carismático. Talvez a mulher da sua vida estivesse em perigo e ele, qual cavaleiro andante, tinha por missão protegê-la.

De repente, viram um metro mesmo à sua frente. Apanharam o metro. Depois, apanharam o metro. Dentro do metro, observaram atentamente o metro nas suas mãos. Há muito tempo que não via um, talvez desde o tempo em que a sua mãe comprava tecidos no Sr. Manel dos tecidos. Talvez por isso, Hard tinha-se tornado metrossexual.

Ao sairem do metro, com o metro na mão, Hard perguntou à mulher da sua vida:
- Sabes a origem do metro?
- Sim, Inglaterra, século XIX.
- E do metro.
- Provalmente pertence ao meu carismático marido. Ele tinha por princípio medir tudo e mais alguma coisa, dado que estava fixado na ideia de poupança a todo o custo. Quando ia a um restaurante, mesmo que a refeição fosse paga por fundos públicos, pegava no metro e verificava se o tamanho do bife se coadunava com o preço pago.
- E era assim tão grave?
- Muito grave, começou a ficar paranóico. Começou a exigir que tudo fosse mais pequeno. Apesar de usar tamanho L, comprava sempre o XS. Em vez de couve normal, começou a preferir couve de Bruxelas. Deixou até de olhar para mim, com medo de ultrapassar as medidas que considerava normais.

O semblante de Hard iluminou-se. Descobrira duas coisas de uma assentada:
- já sabia qual a razão das couves de Bruxelas no Cozido à Portuguesa;
- já sabia que o líder podia ser carismático, mas para deixar de olhar para a voluptuosa mulher da sua vida só podia ser um grande totó, pelo que não votaria nele nas próximas eleições.

Entretanto, Joaquina Karanova, farta de ser tratada por "mulher da vida do Hard" e por "digníssima esposa do líder carismático", raptou o autor/narrador desta história - lembrem-se que ela também é autora do ante et post - e só o - me - libertará se passar a ser referenciada como Quiqui. E eu não posso deixar de aceder, até porque foi um "pedido" de uma senhora, ainda por cima com uma voz inusitadamente grave.

outubro 24, 2006

O misterioso desaparecimento do líder carismático - episódio 7

Hard ficou ainda mais encantado com a mulher da sua vida, pois "O meu pipi" era um dos seus blogs preferidos, e chegara a ponderar pendurar as botas de detective quando soube do seu fim. Por isso quis saber mais:
- E por que razão acabaste com o blog?
- Contra-espionagem, descobriram a minha identidade e tive de procurar outras paragens. Fui andando de blog em blog, até que me infiltrei num colectivo, onde ninguém me descobriria: o ante et post.
- O ante et post? Mas, qual deles?
- Não te posso dizer, a tua vida começaria a correr risco.

Hard ficou curioso, a falta de resposta aguçara ainda mais a sua curiosidade de detective. Começou a pensar nas várias hipóteses. Qual das mulheres ela seria? Não conseguia associar nenhum dos nomes à mulher da sua vida.

De repente, franziu o sobrolho. E se fosse um homem? Olhou para ela de alto abaixo. Começou a pensar que a voz dela tinha uma gravidade inusitada. Seria possível que esta peculariedade tivesse escapado ao seu faro de detective?

Depois pensou melhor. Claro, podia ser novamente uma mulher a escrever como homem, como ela já fizera anteriormente.

Ficou mais descansado. Não porque considerasse que seria o fim do mundo descobrir nesta fase uma nova faceta da sua natureza, mas porque sempre quisera casar em Portugal. Assim poderia convidar o pessoal todo e fazer uma festa de arromba.

Mas que a voz dela tinha uma gravidade inusitada, isso tinha.

outubro 23, 2006

Há um ano...

Há um ano, os dez primeiros elementos do ante et post publicaram este post. Foi o primeiro de muitos posts. Durante um ano foram escritos mais de 1500 posts, quase 10.000 comentários e mais de 500.000 visitas, em números redondos (é que deixei de confiar plenamente nos dados da Weblog).

Inicialmente, éramos 10:
- o Bilhas, do blog homónimo, um incorrgível benfiquista, com uma "fixação patológica" por uma menina "escarlate", e um promotor de desafios com prémios espectaculares (sim, a Foz do Douro é um espectáculo!);
- o Bin, o apaixonado por África, da qual nos traz as cores, os sabores, os cheiros, um sonhador que nos faz sonhar;
- o Dani, nuestro hermano, o benfiquista do outro lado da fronteira, que nos conta as histórias da sua paixão por Portugal e pelos portugueses;
- a DK, outrora autora do melhor blog de poesia anglófona que conheci e que, para minha grande pena apenas participou no post inicial, e que, por motivos da sua vida pessoal, nunca mais pôde fazer qualquer post;
- o Jorge, que sou eu;
- a Karla, mais conhecida como comentadora de blogs, mas que participava no Chez Maria como Dr. Freudulento, de quem eu nunca duvidei que daria uma excelente blogger e que o tem provado em toda a linha, com uma diversidade invejável e sempre surpreendente;
- o Leonardo, nosso correspondente em Itália, mas que, devido ao seu imenso trabalho (uma tese de doutoramento) acabou por ter de suspender a sua participação ao fim de poucas semanas;
- a Mad, a mulher que mostra que uma foto vale mais que mil palavras e cujas palavras valem mais que mil imagens, enfim, uma companhia "aliciante";
- a Noite, a primeira a ler o ante et post todos os dias, a nossa correspondente em Macau, que nos traz as cores quentes do Oriente e nos conta as diferenças culturais existentes;
- o Raim, o menos falador, o artista de lápis e papel, o que de todos tem a profissão de mais alto risco (cartoonista) e que, para além dos seus posts sempre surpreendentes, tem sido o criador dos diferentes logótipos que este blog foi apresentando.

Depois, no dia 10 de Fevereiro deste ano, contratámos "cinco" (já explico as aspas) novos reforços, que se integraram de forma espectacular:
- a aNa, uma miúda espectacular de uma alegria contagiante, uma mulher que transparece em cada post que faz, cujo único defeito é ser lagarta;
- o Andrade, autor minimalista, daqueles que prova que a qualidade não depende da quantidade, e que consegue sempre surpreender-nos em cada post;
- a Lilly Rose, uma autora irreverente, surpreendente, e outras coisas terminadas em ente, e que nos ensina sempre muitas coisas (como, por exemplo, o que é raclette);
- o PreDatado (a.k.a. Pre para os amigos), com as suas fabulosas séries e textos formidáveis, capaz dos posts mais impensáveis;
- finalmente, o "quinto" um(a) tal de Jaguar, que eu não sei quem é, penso que apenas o(a) próprio(a) saberá, mas que faz uns posts espectaculares.

Posto isto, pouco mais há a dizer, a não ser que foi um ano espectacular.

Obrigado a todos os que por aqui têm passado e obrigado pelos vossos parabéns (incluindo aqueles que não têm sido capazes de comentar por problemas da plataforma).

Obrigado a todos os meus colegas de blog, obrigado por terem acreditado nesta aventura, neste caminho sem mapa, onde a liberdade de criação de cada um foi determinante para o seu sucesso. Somos todos tão diferentes, mas tão semelhantes em vários aspectos. A diversidade é isso mesmo. E, tal como dizia a citação do nosso primeiro post, só se cria na diversidade.

outubro 21, 2006

O misterioso desaparecimento do líder carismático - episódio 6

Quando acordou, Hard viu-se numa situação deveras desconcertante. Estava amarrado, deitado numa cama, ladeado pela mulher da sua vida (ex-digníssima esposa do líder carismático) e pela cozinheira, ambas amarradas. Pensou que nas vezes que sonhara estar naquela situação nunca tinha sido amarrado. Algemado, talvez, mas não amarrado.

Então a mulher da sua vida, virando-se para Hard disse:
- Consegue desapertar-me a blusa?

Hard nem queria acreditar que, numa situação daquelas, a mulher da sua vida lhe fizesse tal proposta. Apesar da situação não se fez rogado. Foi então que, no seu sutiã encontrou um pequeno canivete. Hard estava cada vez mais maravilhado. Aquela mulher era mesmo a da sua vida. Cortou as cordas e deparou-se com um pequeno bilhete na mesa de cabeceira:
"LEVÁMOS O BEBÉ
SE FICAREM QUIETOS
NÃO ACONTECE NADA
AO BEBÉ NEM AO PAI."

- Meu Deus, também raptaram o pai? - perguntou, surpreendida, a mulher da vida de Hard. - Mas você não me tinha dito que ele tinha morrido?
- Senhora, tenho de lhe confessar uma coisa. O bebé é...

Nesse momento, um tiro certeiro atingiu mortalmente a cozinheira. Hard e a mulher da sua vida puseram-se imediatamente em fuga. Foi então que ela lhe disse:
- Como já deve ter percebido, sou uma agente secreta ao serviço do Luxemburgo. O meu nome é Joaquina Karanova, filha de pai russo e de mãe portuguesa. Mas podes chamar-me Quiqui. Estou em missão secreta, pois o nosso país desconfia das verdadeiras intenções do Pipi.
- Pipi?
- Sim, é a alcunha familiar do líder carismático.
- Queres dizer que...
- Sim, eu sou a verdadeira autora do blog "O meu pipi".

outubro 19, 2006

O misterioso desaparecimento do líder carismático - episódio 5

Hard ficou sem palavras. Nem sabia o que dizer, perante a imagem da digníssima esposa do líder carismático. Várias perguntas assolaram a sua mente hábil de detective:
- Por que razão a digníssima esposa do líder carismático queria ver-se livre das couves de Bruxelas?
- Por que motivo teria o líder carismático passado por casa antes de desaparecer?
- Como era possível o local para onde as pegadas se dirigiram ser o mesmo com maior média de mulheres voluptuosas por metro quadrado?
- Porque é que as cozinhas das mansões nunca têm microondas?

Antes que continuasse a pensar em coisas mais esquisitas, a digníssima esposa do líder carismático deu meia-volta, dizendo para Hard:
- Acompanhe-me, por obséquio.

Hard consultou rapidamente o seu dicionário de bolso e, verficando que "obséquio" não era uma palavra imprópria para uma digníssima esposa do líder carismático, seguiu-a. Dirigiram-se até à sala, onde se sentaram num sofá, com uns convenientes 50 cm a separá-los, reduzidos para apenas 20 quando Hard deparou com a visão extraordinária do decote da digníssima esposa do líder carismático após esta se ter debruçado. É que em ocasiões destas, ele não conseguia disfarçar o seu nervosismo, e colocava logo entre os lábios um cigarro king size.

Foi então que a digníssima esposa do líder carismático lhe tirou o cigarro dos lábios, e levando-o aos seus, sorveu-o de uma forma que deixou Hard sem saber o que fazer. Depois, virando-se para ele, disse numa voz melosa:
- Hum, malandreco, a beber em serviço... Pelo menos tem bom gosto, um Jameson é sinal de requinte para um detective. Pensei que todos os detectives bebiam Jack Daniel's.

Hard ficou extasiado. De repente, à sua frente, já não estava a digníssima esposa do líder carismático, mas sim uma mulher deveras interessante e que tinha uma perspicácia digna dos melhores detectives que já conhecera. Lembrou-se então das palavras sábias que uma mulher lhe disse no meio da rua:
- Quando estiveres perante uma mulher interessante, se olhares para o céu e vires muitas estrelas, então ela é a mulher da tua vida.

Hard tinha de confirmar se aquela era a mulher da sua vida. Levantou-se e dirigiu-se até à janela mais próxima. Olhou para o céu, levou uma pancada forte e viu estrelas.

outubro 18, 2006

O misterioso desaparecimento do líder carismático - episódio 4

As couves de Bruxelas são como o Noddy: ninguém percebe porque há tanta gente a consumir. Têm apenas duas vantagens: não têm uma música irritante e desaparecem depois de consumidas. Por isso mesmo, Hard perguntava-se do porquê de tão inusitado ingrediente no prato preferido do líder carismático.

Seguindo o cheiro, este levou-o à porta da cozinha de uma enorme mansão. Perto da entrada detectou pegadas de um sapato número 34, que correspondia ao número do líder carismático. Do lado de lá da porta, estava uma cozinheira voluptuosa, e a seu lado um berço com um pequeno bebé que era a cara do líder carismático. Matou imediatamente a charada: a cozinheira era familiar do líder carismático. Só não percebia por que razão ela não se parecia nada com ele. Mistérios da genética.

Foi então que, perante o seu espanto, vê irromper pela cozinha uma mulher tão ou mais voluptuosa que a cozinheira, mas trajando vestes mais haute couture. Não notando a sua presença, virou-se para a cozinheira, dizendo:
- Deolinda, fez como lhe disse, livrou-se de todas as couves de Bruxelas?
- Minha senhora, está aqui o senhor...
- Hard. Hard Tektiv para si - interrompeu Hard. Foi então que reparou que a mulher tão ou mais voluptuosa que a cozinheira que estava à sua frente era nem mais nem menos do que a digníssima esposa do líder carismático.

outubro 14, 2006

O misterioso desaparecimento do líder carismático - episódio 3

Mas voltemos ao ponto em que o nosso líder carismático desapareceu. Imediatamente o caos instalou-se por todo o país, várias teorias de conspiração começaram a surgir (terroristas, máfia, maçonaria, marroquinaria, etc...), inúmeros telefonemas anónimos a pedir resgates, outros a dizer que tinham visto OVNIs de onde sairam homenzinhos verdes que o levaram para longe.

O país estava em estado de choque. A notícia espalhou-se pelos quatro cantos do mundo e, por pouco, de um dos cantos não resultou um golo. No entanto, uma pessoa, sim, apenas uma pessoa, tinha a calma suficiente para investigar de forma aprofundada o misterioso desaparecimento do líder carismático. Era ele, o grande detective, o destemido, o insuperável, o insuflável, Hard Tektiv. Na realidade, tal como a maioria dos portugueses, chamava-se António Silva, mas tinha ganho aquela alcunha quando jogou futebol no Arreitais de Baixo Futebol Clube.

E foi assim que, enquanto todo o resto do país (polícia não estranhamente incluída) mergulhava numa perigosa histeria colectiva, Hard (Hard Tektiv é só para os amigos) conseguiu detectar o cheiro ao Cozido à Portuguesa com morcela. O olfacto é sempre uma característica necessária para quem, de forma continuada, mete o nariz em todos os assuntos. O seu apurado olfacto permitiu-lhe ir descobrindo, um a um, os diferentes ingredientes usados na confecção do prato.

Assim, as carnes incluiam frango do campo, frango sem ser do campo, porco, vitela, cordeiro, morcela, chouriço, linguiça, batatas, cenouras, couve galega e, o mais estranho de tudo, couve de Bruxelas. O mistério adensava-se: como é que um líder carismático se tinha deixado levar por um Cozido á Portuguesa vilmente adulterado com couves importadas?

outubro 13, 2006

O misterioso desaparecimento do líder carismático - episódio 2

Um líder carismático constrói-se em vários passos, subindo os vários degraus necessários. A nossa presumível vítima foi um exemplo acabado de como é possível um homem comum chegar aos mais altos postos de uma nação.

Assim, começou por construir uma rede de amigos influentes. Quando conhecia alguém, investigava para saber se poderia ser uma pessoa influente. Não precisava ser rico, estes destinavam-se a outros fins. O que interessava era ser capaz de abrir portas cada em patamares cada vez mais elevados.

No meio das influências, havia os ricos. Esses serviam para três fins:


  • comida nos melhores restaurantes;

  • viagens nos locais mais longínquos;

  • filhas casadoiras.


Foi assim que, ao fim de algum tempo, casou com uma bela herdeira. Sim, tinha de ser bela, pois as fotografias em família são sempre necessárias. Solteiro jamais conseguiria ser carismático, pois haveria sempre dúvidas e boatos.

Por fim, o mais importante de todos, era preciso ter amigos opinion makers, de preferência comentadores políticos televisivos. Bastava um deles dizer que aquela pessoa era um líder carismático e ficava-se logo com o epíteto. Só não podia ser, simultaneamente, comentador de futebol, pois perderia toda a credibilidade.

Mas o grande problema é que, fosse qual fosse o patamar a que se chegasse, havia sempre reminiscências dos tempos de infância que não se perdiam, como a perdição pelo Cozido á Portuguesa, de preferência com morcela.

outubro 12, 2006

O misterioso desaparecimento do líder carismático - episódio 1

Era uma vez um líder carismático. Por onde passava, todas as pessoas olhavam. Alguns chegavam mesmo a aplaudir. Ninguém o apupava. Tinha em si algo de sedutor, de inabalável, inquebrantável nos seus ideais, intransponível nas suas batalhas, parecia não ter pontos fracos. Mas tinha...

Quando via um Cozido à Portuguesa não conseguia resistir, especialmente se tivesse morcela. Durante longos anos, o seu staff conseguiu encobrir esta informação ultra-secreta. Um dia houve em que quase se descaiu, em pleno debate parlamentar, quando salivou perante a acusação de estar a fazer uma proposta que mais parecia um Cozido à Portuguesa. No entanto, o segredo parece ter sido descoberto.

Hoje, sentindo um cheiro irresistível a Cozido à Portuguesa, trocou as voltas aos seus guarda-costas, e seguiu o irresistível aroma. Os guarda-costas, mais virados para os bifes com batata frita, não conseguiram descobrir o caminho seguido pelo seu protegido. E assim, vítima do mais elementar pecado da gula, o líder carismático desapareceu e nunca mais foi visto. Registe-se que, segundo fontes locais, o cozido em questão cheirava a morcela.

outubro 10, 2006

Hoje acordei assim - Post "à la bomba inteligente"

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Foto daqui.

Este post é só para lembrar que ainda existo ;-)

setembro 23, 2006

Post sobre futebol para quem não gosta de futebol

Resolvi fazer um pequeno texto sobre futebol. Não sobre aquele que arrasta multidões aos estádios e onde o dinheiro fala muitas vezes mais alto que qualquer outra coisa. Vou falar daquele futebol que se joga sem contrapartidas, mas onde o são convívio entre as pessoas é o que mais interessa. Se se conseguir ganhar, tanto melhor, porque mesmo a feijões todos querem ganhar.

A escola onde a minha filha estuda realizou este ano o seu terceiro torneio de futebol de salão, destinada a alunos (14 ou mais anos), pais e funcionários. Poderia haver inscrições colectivas ou individuais, sendo que estes últimos seriam agrupados. E eu, apesar de os jogos serem aos Sábados de manhã, lá me inscrevi.

Fui parar a uma equipa onde não conhecia ninguém, aliás, poucos se conheciam entre si. Isso notou-se nos primeiros jogos, com resultados menos bons (1 vitória tangencial e 2 derrotas). Mas, com o tempo, fomo-nos conhecendo, e os resultados começaram a surgir. De tal forma que, contra todas as expectativas, alcançámos o 4.º lugar na classificação geral da 1.ª fase, com 7 vitórias, 1 empate e 3 derrotas, o que nos permitiu disputar o 3.º lugar.

Hoje realizou-se o jogo, tendo a nossa equipa vencido o jogo por 8-5, garantindo assim um lugar no pódio. É claro que estamos muito contentes pelo lugar conquistado, mas isso não foi o mais importante. O mais importante disto é o convívio entre os jogadores da equipa, que abdicam de mais umas horitas na cama ao Sábado (pelo menos eu) para praticar desporto. E é essa a mensagem deste post. O mais importante no desporto é o convívio entre as pessoas, não devemos jamais esquecê-lo.

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Esta é a equipa. O mais velho, com 63 anos, é pai do mais novo, com 15 anos. Eu estou ali (adivinhem onde...). Digam lá a verdade, este amarelo não é mais bonito que o do Sporting?

setembro 16, 2006

Post para lagartos

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Foto daqui.

Como diria o Chico Buarque: "A coisa aqui tá preta..." ;-)

setembro 09, 2006

sonhos

Um dia entrei num sonho teu. Era um daqueles pesadelos, onde tudo era horrível: sombras do passado, medo do futuro, angústia do presente.

Não sabia o que fazer.

Pensei em pintar o teu sonho de cores vivas. Mas faltavam-me as tintas e o pincel.

Pensei em lutar contra a sombra, o medo e a angústia. Mas não tinha armas.

Pensei em acordar-te, para que os pesadelos parassem. Mas sabia que seria uma questão de tempo até que voltasses a adormecer e a sonhar.

Desesperado, sentei-me a engendrar um plano infalível que devolvesse a cor aos teus sonhos. Faltava-me uma varinha de condão, pelo que a tarefa me pareceu impossível.

Até que, de repente, uma ideia surgiu. Era um tanto ou quanto estranha, até um pouco arriscada, e com probabilidades de sucesso duvidosas, mas não custava tentar.

Assim, passei a sonhar com coisas que sempre te fizeram feliz. Tenho a secreta esperança que um dia retribuas a minha visita e que o meu sonho contamine os teus. Corro o risco de o efeito ser o contrário. Mas há riscos que valem a pena…

setembro 05, 2006

Então, Bilhas, estou à tua espera...

bilhas.jpg
Foto daqui.

Vesti-me de vermelho só para ti e tu ainda não chegaste? Que mau... Já não te dou o teu presente de aniversário!

setembro 02, 2006

Já que estamos em Setembro

espadinha.gif
Foto daqui.

Recordar é viver
Vítor Espadinha

Foi em Setembro que te conheci
Trazias nos olhos a luz de Maio
Nas mãos o calor de Agosto
E um sorriso
Um sorriso tão grande que não cabia no tempo
Ouve, vamos ver o mar
Foste a trinta de Fevereiro de um ano por inventar
Falámos, falámos coisas tão loucas que acabámos em silêncio
Por unir as nossas bocas
E eu aprendi a amar

REFRÃO:
Sim eu sei que tudo são recordações
Sim eu sei é triste viver de ilusões
Mas tu foste a mais linda história de amor
Que um dia me aconteceu
E recordar é viver, só tu e eu

Foi em Novembro que partiste
Levavas nos olhos as chuvas de Março
E nas mãos o mês frio de Janeiro
Lembro-me que me disseste que o meu corpo tremia
E eu, eu queria ser forte, respondi que tinha frio
Falei-te do vento norte
Não, não me digas adeus
Quem sabe, talvez um dia... como eu tremia, meu Deus
Amei como nunca amei
Fui louco, não sei, talvez
Mas por pouco, por muito pouco eu voltaria a ser louco
Amar-te-ia outra vez

agosto 31, 2006

Correio "sentimental" n.º 3 (ou AEIOU-caos)

Pergunta:
Caro ante et post,
eu e o meu marido lemos o ante et post antes de nos deitarmos e fazemos amor tantas vezes quantos os posts que vocês colocam. Gostamos, em particular, quando vocês perdem a cabeça e fazem posts à fartazana. Houve dias em que o meu Zé teve dificuldades em cumprir este nosso hábito. É claro que, nos últimos dias, as coisas correram mal. Por isso pergunto, será que posso processar a AEIOU pelo decréscimo quantitativo da minha vida sexual?
Olga Ratacova, Raispartinegrado

Resposta:
Cara Olga Ratacova,
não sabemos responder, nós é mais posts... Mas é curioso, porque enquanto a sua vida sexual estava em baixo, aqui o pessoal estava todo f*****.

agosto 29, 2006

Correio "sentimental" n.º 2

Pergunta:
Caro ante et post,
a minha prima é, segundo dizem, bondosa como aquela coisa com que se faz pipocas (já não me lembro). A questão é que, na semana passada, ela debruçou-se para apanhar a roupa que caíra ao chão e eu pequei, dado que transgredi o 9.º mandamento. Assim, durante a noite, tive um sonho húmido com ela, e agora estou num grande dilema. Será que continuo a poder seguir a minha vocação: ser padre? É que tenho medo de, com o meu sonho, ela poder estar grávida.
Prudêncio Inocêncio, S. Jerónimo dos Quatro Caminhos

Resposta:
Caro Prudêncio Inocêncio,
posso garantir-lhe que as probabilidades de a sua prima ter engravidado são muito remotas. O último caso registado com contornos semelhantes ocorreu há mais de 2000 anos. Assim, a menos que veja um anjo a pairar sobre a casa da sua prima, penso que pode estar tranquilo. Mas, não vá o Diabo tecê-las, envie-me o contacto da sua prima, para eu poder verificar a fidedignidade de uma das suas afirmações.

agosto 28, 2006

Correio "sentimental"

Pergunta:
Caro ante et post,
estou com um grande problema. Eu queria contratar uma empregada doméstica e a minha mulher também disse que precisava de um jardineiro. No entanto, eu não sei falar ucraniano. O que devo fazer?
João Pestana, Carroçais de Baixo

Resposta:
Caro João Pestana,
não se preocupe, se os objectivos são limpar a casa e cuidar do jardim, a língua não é o mais importante.

agosto 26, 2006

Hoje é dia do pai... do meu!

Parabéns!


Foto daqui.

Desde miúdo que me emociono com esta música. Naquele tempo e ainda hoje serás sempre o meu herói. Obrigado por tudo!

Pai
Fábio Jr.

Pai, pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo pra gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos, pai e filho talvez
Pai, pode ser que daí você sinta, qualquer coisa entre esses vinte ou trinta Longos anos em busca de paz....
Pai, pode crer, eu tô bem eu vou indo, tô tentando vivendo e pedindo
Com loucura pra você renascer...
Pai, eu não faço questão de ser tudo, só não quero e não vou ficar mudo
Pra falar de amor pra você
Pai, senta aqui que o jantar tá na mesa, fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida, onde a vida só paga pra ver
Pai, me perdoa essa insegurança, é que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo, nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu
Pai, eu cresci e não houve outro jeito, quero só recostar no teu peito
Pra pedir pra você ir lá em casa e brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Pai, você foi meu herói meu bandido, hoje é mais muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho, você faz parte desse caminho , que hoje eu sigo em paz !!!!!

agosto 24, 2006

Tudo Sobre Eva

aae.jpg
Retirado daqui.

Keepsakes: A Collection é uma colectânea a não perder. A voz de Julianne Regan é do melhor que há, como se pode comprovar neste registo ao vivo do seu grande êxito Wild Hearted Woman.

Letra
Baby sings the blues... for you
She may get happy later
Baby cries for comfort
For something to surround her
And when she sings it
You believe her
How everyone she ever knew
Would leave her spinning 'round
All on fire
Another wild hearted woman
Another child with the stars in her eyes
A wild hearted woman
And she's falling... falling
Baby's lost her soul... to you
Call her a fallen angel
Stormy weather forever
With every friend a stranger
Lost little girl
In hurricanes of love and pain
Locked in her world
Of daisy chains and love and pain
Trying to find peace of mind
Another wild hearted woman...

agosto 22, 2006

Só para homens! - parte II

newton_naked-dressed.jpg
Fotos Helmut Newton
Retirado daqui

Só para homens!

Ela: Gostas mais de me ver nua ou vestida com uma roupa bonita?

Hipótese 1: Gosto mais de te ver nua!

ERRADO!

Contra-resposta possível: Então quando me ofereceste aquela roupa e me disseste que era para ficar mais bonita estavas a mentir?

Hipótese 2: Gosto mais de te ver vestida com uma roupa bonita!

ERRADO!

Contra-resposta possível: Quer dizer que o meu corpo já não te atrai como antigamente?

Hipótese 3: Gosto de te ver com uma roupa bonita, que realce a tua beleza e me faça despir-te com os olhos e ver o teu corpo esbelto.

CORRECTO!

Contra-resposta possível: Não há, nem sequer dores de cabeça à noite...

agosto 19, 2006

Alguém me traduz isto?

translate.jpg
Retirado daqui.

é que de alemão eu não pesco mesmo nada...

Tradução gentilmente cedida pelo nikonman, em comentário a este post:

PROVA = As mulheres são más

É reconhecido e não há dúvidas que as mulheres exigem Dinheiro e Tempo.
Daí que:
Mulheres = Tempo x Dinheiro

E todos nós sabemos que Tempo é Dinheiro.
Tempo = Dinheiro

Pelo que
Mulheres = Dinheiro x Dinheiro = (Dinheiro)2

Também se sabe que o Dinheiro é a raiz do Mal

Dinheiro = √Mal

Por isso
Mulheres = (√Mal)²

Pelo que se conclui que
Mulheres = Mal


(para mais traduções de alemão, contactar o autor deste comentário. Preços acessíveis com atendimento personalizado. Não vai a casa mas recebe grupos ou individuais. Descontos para Empresas mencionadas nas Listas Caloteiras. Campanha de Outono, a partir de 15 de Setembro: paga uma, leva duas*)

* folhas A4 a 25 linhas

agosto 17, 2006

Tão só um poema

Este é tão só um poema
que gostaria de ter escrito,
e por isso hesito...
A hesitação é pois o tema,
a falta de inspiração o cenário,
e os actores...
Os actores faltaram à chamada,
Apesar de a hora estar marcada...
Na acta ficou apenas o horário
e as faltas,
pois não é a horas altas
que se abafam as dores.
Dá-se o assunto por encerrado,
o poema fica assim, inacabado!

(publicado anteriormente no ...)

agosto 15, 2006

Já cheguei

malas.jpg
Foto daqui.

É só desfazer as malas e já venho...

julho 27, 2006

O post do dia da Karla

Começou por uma pequena notícia na página da weblog...

aeiou.jpg

segui um link e, qual não é o meu espanto...

aeiou_postdodia.jpg

e claro, não posso deixar de concordar, este post da Karla é mesmo espectacular!

Sinceramente, não sei se já tínhamos sido distinguidos alguma vez pela AEIOU (pelo que percebo, este espaço existe há uma semana) mas uma distinção é sempre uma distinção, e a Karla merece este destaque. Muitos parabéns!

julho 25, 2006

Contos da minha janela VIII - o louco

Ele passa todos os dias, clamando contra as injustiças, lutando contra dragões imaginários, perseguindo as moças novas que o desafiam, coleccionando os objectos que encontra e observa, de olhos e sorriso brilhantes. O seu olhar parece sempre alheado da realidade, buscando outros mundos mais maravilhosos do que este.

Só o Sr. Mário, do talho ao fim da rua, consegue mantê-lo calmo. Passa lá o dia, ajudando-o. Umas vezes sai sozinho para fazer recados, outras ajuda a transportar as carnes. A meio da manhã e a meio da tarde, vão os dois até ao café em frente comer qualquer coisa. Quando está ao serviço do Sr. Mário, parece diferente, parece assentar os pés na terra.

Quando o dia de trabalho acaba, volta ao seu mundo particular. Sempre temi a loucura. Mas o Sr. Mário ensinou-me que existe um lugar onde mesmo os loucos conseguem ser pessoas normais. Lá está ele a passar, mais uma vez, desafiando a lógica das pessoas com que se cruza. Eu observo, atentamente, nem me apercebendo que, na minha aparelhagem, Syd Barrett canta Arnold Layne.

julho 24, 2006

Grande esepctáculo na Casa da Música

casadamusica.jpg
Foto daqui.

Um pouco fora do contexto, não podia deixar de partilhar convosco que ontem assisti a um grande espectáculo na sala 2 da Casa da Música, no Porto. Foi mesmo algo inesquecível. É claro que o facto de uma das intérpretes, tocando piano a duas mãos, ter cinco anos e ter apelido Morais, não interfere minimamente na minha apreciação do espectáculo.

julho 22, 2006

Contos da minha janela VII - a outra janela

Da minha janela vêem-se outras janelas. Têm várias formas e cores. Mas há uma que sobressai. Uma janela banal, que dificilmente chamaria a minha atenção. Mas, nessa outra janela, havia uma mulher que, como eu, via o mundo através dela.

Sempre imaginei o que a levava a fazer o mesmo que eu. Que lhe teria acontecido para agir daquela forma? De que teria medo? Como pintaria ela o mundo? Seria com cores claras de esperança ou imitar-me-ia no meu recorrente pessimismo? De certa forma, aquela janela era como um espelho, onde me revia todos os dias.

Um dia, de repente, ela abriu a janela. Respirou o ar puro da manhã. Pouco tempo depois vagueava alegremente pela rua, com um vestido sensual que atraía os olhares dos transeuntes. Por instantes, fantasiei que ela pudesse vir tocar à minha porta. Mas ela seguiu, deixando-me simultaneamente desolado e esperançado que um dia seja capaz de seguir os seus passos.

julho 20, 2006

Contos da minha janela VI - a gaiola

Está calor, muito calor. Apetece-me abrir a janela, mas tenho receio que o mundo lá fora me sugue e não me deixe regressar. Tenho sempre aquele misto de vontade de sair e medo de não conseguir sobreviver, tal passarinho fora da gaiola.

A minha janela é uma linha de fronteira entre o mundo exterior e o meu próprio mundo interior. Quando olho lá para fora esqueço-me de quem sou, saio de mim e vagueio pelo infinito. Quando me viro para o lado de dentro, vejo-te a ti, a nós, por todos os cantos da casa.

Reparo numa mancha na parede, e vejo-nos a fazer amor contra essa parede, num daqueles dias tão quentes em que parecíamos derreter e fundir-nos nela. Vejo a cama desfeita e imagino-nos deitados nela, suados e pegajosos, após uma noite de amor. Umas vezes eu acordava e ficava a ver-te, até abrires os olhos. Outras vezes, acordava nos teus olhos brilhantes, servidos com um sorriso refrescante.

No quarto, na sala, na cozinha, na banheira, em todos os sítios onde nos amámos, eu vejo-te, desejo-te, sinto a tua falta, mas também a tua presença. Sim, está calor, mas a janela permanece fechada. Não quero atravessar a linha da fronteira. Ainda não.

A poesia nos blogs

poesianosblogs.jpg

Não sei se vos lembrais, mas em Março fiz um post a propósito do encontro "A posia nos blogs". Ora bem, desse encontro, e muito graças ao empenhamento do Jorge Castro, nasceu um livro, de co-autoria dos excelentes poetas (e deste aprendiz de poeta que escreve neste blog) presentes no encontro. De realçar também a excelente capa, da autoria do Alexandre Castro, e o excelente trabalho da editora Apenas Livros.

A partir do dia 29 de Julho, o livro estará disponível. Quem quiser adquiri-lo, pode-o faze-lo enviando-me uma mensagem, através da editora Apenas Livros ou através de qualquer um dos autores, cuja lista se encontra no blog Sete Mares, do Jorge Castro, grande impulsionador do evento e do livro dele nascido.

Como aperitivo, aqui fica um dos 3 poemas da minha autoria presentes no livro.

Nu-banho

Fala-me ao ouvido...

Conta-me os segredos que guardas contigo,
as palavras que ainda não me disseste,
as histórias que ainda não me contaste...

Sopra-me ao ouvido...

Deixa o teu sopro arrepiar-me a pele,
Acordar todos os meus sentidos,
Os pensamentos perversos escondidos...

Molha-me o ouvido...

Deixa a tua saliva roubar-me ao mundo,
Humedecer este desejo que me impele
A procurar as gotas de água da tua pele...

julho 19, 2006

Holy Shit! (traduzindo: Belas Fotos!)

RowanAtkinson.jpg
Rowan Atkinson em "Quatro casamentos e um funeral"
Foto daqui.

julho 18, 2006

Contos da minha janela V - a paragem

Aquela paragem é deles. Apenas deles. Outros podem usá-la, momentaneamente, mas a posse, mesmo que não escriturada, é deles.

Foi lá que tudo começou. Primeiro alguns olhares entre a multidão. Um dia, ficaram os dois sozinhos, uns cinco minutos. Foi o suficiente para começarem a conversar. Entraram juntos no autocarro e sentaram-se nos assentos de trás.

Desde esse dia, a paragem passou a ser não apenas o local de espera do autocarro mas também o ponto de encontro para a paixão avassaladora que tomou conta dos seus corpos e almas. Ali se beijavam, sofregamente, ignorando a presença alheia. Um dia, às quatro da madrugada, vi-os a amarem-se, distantes do mundo à sua volta.

Um dia, discutiram, naquela mesma paragem. Cada um seguiu o seu caminho. A um nunca mais o vi. O outro continuou a passar todos os dias por lá, lançando um olhar furtivo para a paragem, antes de andar mais 500 metros, até à paragem seguinte.

julho 15, 2006

Imperdível - ainda o Mundial de Futebol, com Scolari e Zidane

No site www.charges.com.br costumam aparecer verdadeiras pérolas de humor. Hoje, encontrei duas imperdíveis, a propósito do Mundial de Futebol 2006.

Scolari a cantar o "Bate o pé"

Zidane a mostrar que sabe usar a cabeça.

julho 13, 2006

Líbano

libano.jpg
Foto daqui.

julho 12, 2006

Arnold Layne - o primeiro single

Arnold Layne
Pink Floyd, 1967

Arnold Layne had a strange hobby
Collecting clothes
Moonshine washing line
They suit him fine

On the wall hung a tall mirror
Distorted view, see through baby blue
He dug it
Oh, Arnold Layne
It's not the same, takes two to know
Two to know, two to know, two to know
Why can't you see?

Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne

Now he's caught - a nasty sort of person.
They gave him time
Doors bang - chain gang - he hates it

Oh, Arnold Layne
It's not the same, takes two to know
Two to know, two to know, two to know
Why can't you see?

Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne, Arnold Layne
Don't do it again.

julho 11, 2006

Syd Barrett (6 de Janeiro de 1946 – 7 de Julho de 2006)

sydbarrett.jpg
Foto daqui.

Syd Barrett, fundador dos Pink Floyd, morreu na passada sexta-feira. Hoje foi divulgada a notícia.


Shine on you crazy diamond
Pink Floyd

Tema do álbum Wish You Were Here dedicado a Syd Barrett.

Ainda faltam 4 anos para o próximo mundial...

- Zé, que fazes?
- Penso.
- Em quê?
- Em nada.
- Nada o peixe.
- Filho de peixe sabe nadar.
- Há mar e mar, há ir e voltar.
- E enquanto o pau vai e vem, folgam-se as costas.
...
...
- Zé, que fazes?

julho 10, 2006

Ora bem, o Cristiano não foi porque e o Zidane foi apesar de... ou como o Fair-Play é diferente dependendo dos casos

Notícia 1:

Mundial: Cristiano Ronaldo perdeu prémio devido aos «mergulhos e simulações»

Cristiano Ronaldo perdeu o prémio de melhor jogador jovem do Mundial devido a «mergulhos e simulações». Quem o diz é o mesmo responsável que explicou porque Lukas Podolski foi eleito o melhor do Campeonato do Mundo.

«O «fair-play» é um factor a tomar em conta [na eleição]. Os jogadores devem ser modelos e é verdade que fomos um pouco críticos [em relação a Ronaldo] neste aspecto», explicou Holger Osieck, director do Grupo de Estudos Técnicos [GTE] da FIFA, afirmando, no entanto, que Ronaldo não é um «batoteiro» devido aos «mergulhos e simulações», mas sim «um jovem jogador que pode cometer erros».

O alemão Lukas Podolski foi o escolhido para melhor jovem jogador do Mundial numa conferência de imprensa que ficou marcada pelas insistentes perguntas dos jornalistas ingleses. O facto de Ronaldo ter ficado em segundo lugar na votação, mesmo apesar das questões de falta de «fair-play», foi o tema central da discussão.

Notícia 2:

Zidane foi eleito melhor jogador do Mundial 2006

O médio francês, que terminou a sua carreira em Berlim com uma expulsão depois de uma cabeçada a Materazzi na final do Mundial-2006, foi o mais votado entre os 10 jogadores candidatos ao prémio.

Zidane teve 2012 votos e ficou à frente de Cannavaro, o segundo classificado com 1977 pontos, bem como de Pirlo, terceiro com 715 pontos. Maniche era o único português nesta lista.

A selecção dos candidatos foi feita pelo Grupo de Estudos Técnicos da FIFA e a decisão final foi votada pelos jornalistas acreditados para o Mundial, que votaram ao longo do dia de domingo: a eleição encerrava precisamente à meia-noite, mas a maior parte dos jornalistas terão votado antes da final.

Ambas as notícias do site www.maismundial2006.iol.pt.

Está tudo dito. No primeiro caso, foi o Grupo de Estudos Técnicos [GTE] da FIFA que escolheu, no segundo, os jornalistas. Pelos vistos, há diferentes interpretações do que é o Fair-Play. A única justificação será o facto de muitos terem votado antes da expulsão.

Ou será apenas porque o Zidane provou que tem mais "cabeça" que o Cristiano Ronaldo?

zidanemat.jpg
Foto: AFP