Bom fim de semana

Foto: Marcio Murilo Pilot

Foto: Marcio Murilo Pilot

Foto: Wim Ipenburg


Foto: João Espinho

Foto: Mad
...conseguir captar sentimentos quando tiro fotografias.
Não só o sentimento das pessoas como aquilo que eu própria sinto quando capto uma imagem.

Foto: Karsten Skrabal

Foto: Fatih Conqueror
Não gosto dos lugares comuns.
Não gosto dos mesmos rostos nos mesmo locais.
Gosto do Sol mas gosto também da noite e da humidade do ar.
Gosto do escuro e do desconhecido.
Do som dos galhos das árvores.
Do vento nas janelas.
Os sapatos no chão molhado.
De caminhar na rua com destino marcado mas sem caminho delineado.
A luz da lua longe.

Foto: Sascha
A noite ilumina os sonhos.
Viagens num mundo que desejo real.
Uma floresta verde, fresca, onde habita o amor, a paixão e o desejo.
Onde não é preciso soltar palavras.
Onde os olhos tudo dizem.
Onde a fruta é vermelha, suculenta e apetitosa.
Onde os corpos não se cansam e em que cada célula é um sorriso e luzidio.
Rios e cascatas de água transparente.
Onde só nós existimos.

Foto: Mad

A dormir ou acordado é com esta mulher que sonha todos os dias.
Desde que viu, pela primeira vez, aquele olhar felino pedir-lhe lume para o cigarro os seus pensamentos nunca mais foram os mesmos.
Os sonhos eróticos que vivia com ela alimentavam-lhe o ego.
Naqueles momentos ela fazia dele objecto sexual.
Na realidade viam-se diariamente, sempre no mesmo local e à mesma hora. Aquela felina que destilava sensualidade a cada passo que dava dirigia-se para o parque de estacionamento enquanto ele aguardava o autocarro.
Ela fazia-o tremer e sabia disso. Gostava de o provocar pedindo-lhe lume todos os dias.
Ele queria realizar todos os seus sonhos mas as más experiências que sempre teve com as mulheres faziam-no temer que ela fosse mais um mau exemplo.
Aquela adrenalina excitava-o mas ao mesmo tempo preferia continuar a imaginar como seria, na realidade, o cheiro da sua pele.
Naquele dia, ali parado, à mesma hora e no lugar de sempre, olhou para o relógio mais uma vez. Tinha acabado de acender um cigarro e mantinha ainda o isqueiro na mão. Sentia o frio no estômago da ansiedade e nervosismo.
Fixou os olhos na ponta incandescente do cigarro.
Sentiu a presença de alguém e levantou a cabeça.
Ali estava à sua frente com um sorriso e olhar provocadores a felina que o tem feito sonhar nestes últimos dias.
"Dá-me lume, por favor?"
Ele deixou cair o cigarro que tinha entre os dedos, guardou subtilmente o isqueiro no bolso, olhou-a de frente e disse:
"Desculpe mas não tenho. Deixei de fumar."
Virou as costas e decidiu que a partir daquele dia iria a pé para casa.

Foto: Carsten Schillmann
Amar é saborear, nos braços de um ser querido, a quantidade de céu que Deus pôs na carne.

Desta vez, não vieram as beldades do hula hula, nem a gostosa da dança do ventre.
Entre o ante et post, o 6 em 1 e as transformações no PC, achamos que já tinhas com que te entreter.
Será que te sobra tempo para apagar as velas?
MUITOS PARABÉNS!!
.alraK a omoc uotsE
elav siam oãçaripsni ed e opmet ed atlaf a moC
.golb etsed serodatsop e serodatnemoc sodaigitserp so lam a oãt mevel oãn euq res edop oirártnoc oa revercse
euqrop otof mes iav tsop o ejoH
.sacifárgonrop sotof racoloc ós ed marasuca em áj ejoh e seronem sejart me memoh omissileb mu odihlocse ahnit
ahnisioc reuqlauq meplucseD
.sêcov ed otium otsog euq mebas sêcoV
Vá lá, digam a vossa opinião:
a caixa de comentários ficou mais bonita?

Foto: Lucija
Sou completamente viciada em letras.
Seduz-me dar corpo e alma a páginas brancas.
Fazer da escrita um ritual:
segurar nas mãos os cadernos, sentir-lhe a dureza da capa, abri-los e cheirar as folhas, sentir que elas me pedem que lhes toque, que as escreva, que as acaricie.
Às vezes basta-me escrever apenas uma palavra ou uma curta frase mas o que me dá realmente prazer é escrever sem parar.
Fazer escorrer a caneta e dar corpo aos meus sonhos, desejos, aspirações, pensamentos.
É um prazer e um vício que me preenche de prazer.

Foto: Günter Hagedorn

Foto: Christian Cogny
...que é também um bocadinho meu, para dizer que me sinto feliz.
Pronto, era só isto.

Foto: Michal-Machu
Como podemos nós reagir à injustiça?
Como é possível seguir o caminho quando nos acusam injustamente e nos colocam obstáculos?
Como é possível fazer ver a verdade quando as provas prejudicam tanto quem nos acusa injustamente?
Porque se paga um valor tão alto por uma vida de sucesso?
Pelo menos uma resposta eu sei:
São as acções que fazem as pessoas e não as pessoas que fazem as acções.

Foto: Christian Coigny
Fotógrafo generalista de origem suiça é um fabuloso adepto do preto e branco.
Tenho dois filhos pequenos. São dois rapazes. Um tem 7 anos e o outro tem 5.
Ontem à noite, depois do banho tomado estavamos os 3 sentados a ver televisão quando o meu filho mais novo me pediu para que ouvissemos música.
Apesar de eu dizer que já era tarde e que tinham que ir para a cama facilmente me convenceram com a ternura dos seus olhares.
Desliguei a televisão e coloquei a rodar na aparelhagem o album de James Blunt. Música calma para relaxar.
Pedi ao mais novo para se deitar no sofá enquanto o mais velho, sentado no chão, jogava gameboy abanando a cabeça ao som da música.
Ao André, deitado de barriga para baixo, comecei a fazer uma massagem por todo o corpo.
A suavidade da sua pele e o relaxamento dos músculos fez-me perceber que ele estava a gostar e a sentir-se bem.
Durante 10 minutos, mantendo sempre o ritmo das mãos e da música fi-lo sentir-se realmente calmo e tranquilo.
Quando termintei ele levantou-se, deu-me um beijo e um abraço e foi para a cama.
Veio o Henrique para que eu lhe fizesse o mesmo. Pediu-me para lhe contar uma história enquanto lhe massajava as costas. 5 minutos depois dormia profundamente.
Levei-o ao colo para o seu quarto onde o irmão também já dormia.
Depois de lhes aconchegar os lençóis sentei-me numa das duas camas, olhei-os e respirei fundo.
Enche-me o coração de alegria saber a importância que tenho nas suas vidas e saber que lhes transmito segurança e tranquilidade.
Sinto-me orgulhosa e feliz no meu papel de mãe.

Foto: Christian Coigny
Sombras...
na pele
marcas escuras
vazios de cor
ausências de calor
Sombras...
na pele
são presença
dois corpos
um cenário
um amor
(Encontrei esta foto e como a adorei optei por colocá-la aqui. O texto foi fruto da inspiração do momento)
Só se Cria na Diversidade.
Albert Camus
Um novo blog nasceu! Da vontade indómita de dez pessoas em se associarem para fazer um blog (ou blogue) colectivo, que fosse capaz de albergar diversas formas de estar, nasceu o ante et post. E, para começar, nada como apresentar-nos, e desejar que este espaço vos agrade.
O Bilhas é um incorrigível trabalhador. É uma canseira vê-lo de manhã à noite a carregar bilhas de um lado para o outro sempre na companhia do seu bólide de estimação, o Bilhasmóbil! Tem uma estranha forma de vida online, mas prima sempre por andar com a tacha arreganhada... é o verdadeiro e quase último dos optimistas. Não é à toa que é adepto do Glorioso, afinal trata-se do mais-que-fabulástico-e-melhor-de-todos clube do Mundo... e arredores!"
O Bin gosta da Liberdade e do Amor principalmente.
O Dani é essa "rara avis" que quando cruza a raia gosta de falar e ouvir português. A história dum coração andaluz mais perto de Lisboa que de Madrid, mas também a história duma pessoa cheia de matizes e diferentes lados. Desde um deles, o lado trás-o-Guadiana, é que vai escrever.
DK in a nutshell? Tem uma natureza volátil e contraditória - tal como os blogues, aliás. A um tempo 'light' e densa, apaixonada e distante, cínica e sincera, vive a blogoesfera ao sabor das emoções. Daí ter com os blogues uma relação de amor-ódio. Ela bem tenta libertar-se, mas acaba sempre por regressar ao local do crime... É na troca de ideias e no debate aceso que se sente verdadeiramente no seu elemento. Por (de)formação profissional, tem uma tendência incontrolável para a citação erudito-charlatã. Alguns leitores, ingénuos, deixam-se enganar; a maioria, porém, não vai na conversa e ignora-a ostensivamente. Esperem, por isso, muita citação e exibicionismo gratuito sobre livros e poemas de que nunca ninguém ouviu falar nem quererá decerto ler. "Ó leitor, meu semelhante e meu irmão!"
O Jorge é um caso grave de múltipla personalidade. Dependendo de que lado sopra o vento, da fase actual da lua, do lado da cama em que acordou ou ainda do que tomou ao pequeno almoço, assim será a sua escrita. E nos dias em que o seu clube de futebol perde, é melhor nem pensar no que ele é capaz de escrever.
A Karla nasceu para os blogs, dentro de uma caixa de comentários. Mas só saiu da caixinha, quando a puxaram para fora. Desta experiência espera tudo, sem saber exactamente o quê. Espera sobretudo, divertir-se. E para que conste, a Karla não gosta de futebol.
A avó do Leonardo já dizia que quem quer aprender tem de passear ou ler. Por isso decidiu seguir os seus conselhos e partiu, sem deixar de continuar a ler e escrever. Todos os dias, do alto de um monte, olha para a catedral que se destaca entre o casario da cidade, e surpreende-se. Aqui, Leonardo vai falar do que vê, do que sente, do que vive, do que aprende. Ou simplesmente calar-se atrás de uma imagem...
A Mad é uma pessoa desinibida e de bem com a vida que conquistou a pulso. É uma mulher de batalhas com ideiais e objectivos muito próprios. Os textos que aqui poderão ler irão demonstrar uma série de personalidades que revelarão, com tempo a mulher que ela é. Da Mad não se esperem surpresas mas é certo que a qualquer momento pode surpreender com a sua escrita e as suas fotografias.
A Noite está do outro lado do mundo, em Macau. A Noite é como a noite: tanto pode ser tranquila como agitada, muito dependendo do que a rodeia colaborar ou não. Iniciou-se na blogoesfera para se aproximar do Portugal distante e do Macau mais pitoresco e começou a contar ao mundo esta cidade em que vive. Gosta de escrever, mas ultimamente não lhe tem dado muito para aí. Desde que tem máquina fotográfica que acha que faz uns bonecos giros e propôs-se mostrar também em imagens o que a envolve, mas o segredo está na máquina e no cenário, que tem muito que mostrar.
O Raim tinha como clientes os amigos e enchia as gavetas de desenhos até que descobriu a blogosfera... a partir daí nunca mais foi o mesmo. Aos papeis já ele estava habituado, mas depois de domesticados o lápis e a borracha comprou uma coleira para o scanner.
Agora que já nos conhecem, vão aparecendo. A porta estará sempre aberta, à vossa espera.