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setembro 17, 2006

Eu tenho dois amores...

"Eu tenho dois amores, que em nada são iguais". Não sei se continue com a letra, porque eu acho que sei de qual gosto mais, mas mas como não quero ser ingrata, não o digo. Eu tenho duas cidades, duas casas, dois lugares que eu posso chamar de "meus": "cá" e "lá".
Nunca é fácil o regresso ao Oriente, depois de umas férias em casa, na casa de lá. O pão aqui não tem o mesmo sabor e não cheira a pão, a fruta não tem sabor, aquele sabor apurado a fruta de verão, o peixe não presta, nem dele há grande variedade, a carne de vaca é congelada e o bacalhau é caro e não presta. Depois de 2 meses fora, nunca sei o que fazer para comer: nada tem sabor!
Ando pelas ruas e apercebo-me de que esta cidade está a rebentar pelas costuras. Há imensa gente, imenso trânsito, imensas obras. A hora de ponta é agora a qualquer hora e em qualquer lugar. Constroem-se casinos e destroem-se jardins, chama-se mais gente à cidade e corta-se o estacionamento, faz-se crescer uma cidade e não se alargam as infraestruturas. Resumindo: instala-se o caos e lava-se daí as mãos.
É claro que esta terra também tem virtudes; tem, caso contrário, não viveria aqui... a vida é fácil, é tudo perto, andar na rua continua a ser seguro a qualquer hora... por agora.

setembro 10, 2006

Portugal

A viagem é cansativa, mas todos os anos é feita com grande entusiasmo. São quase 24 horas, de casa a casa. À medida em que me vou apercebendo da maior proximidade, a expectativa vai sendo cada vez maior e não consigo evitar sorrir. E é a sorrir que me recebes, debaixo do teu sol reluzente e do teu céu azul, o mais azul que já vi. Saboreio as comidas, as pessoas, os lugares. De tudo um pouco e com pressa, porque o amanhã é já a seguir e posso não ter tempo de saciar esta minha sede. E tu correspondes-me com a comida saborosa com que me delicio, os meus muitos amores, família, amigos que é tão bom sentir por perto, poder falar, poder ouvir, a paisagem que me encanta, os lugares bonitos, as cores, os cheiros, o calor. Enches-me as medidas, Portugal.
Eu sei que também tens defeitos, mas aqui para nós que ninguém nos ouve, faço de conta que não os vejo. Assim nunca me zango contigo! E para o ano voltarei...

julho 12, 2006

Olhem que eu mordo!

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Foto: Noite

julho 09, 2006

O Mundial à distância

Com o regresso a casa da selecção portuguesa de futebol, os portugueses de Macau podem por fim pôr o sono em dia e ir trabalhar sem olheiras. É que, aqui para nós e durante este mês, os jogos começaram ora à meia-noite, ora à três da manhã, o que resultou em noites longas, especialmente quando o desfecho levou a prolongamento e penalties.
Eu não vi nenhum dos jogos, porque não aprecio futebol e porque a mais dura fase dos meus compromissos académicos não se coaduna com noitadas à conta da bola, mas como sabem (ou se não sabiam, passam a saber) tenho um jornalista em casa e por isso o relato é fiel. ;)
Durante as noites quentes deste mundial em que a nossa selecção jogou, os portugas cá do burgo reuniram-se um pouco por toda a cidade, ora em bares, ora no parque temático da Doca dos Pescadores, ora na Casa de Portugal. No último jogo da nossa selecção, o cônsul de Portugal em Macau teve a simpatia de abrir as portas dos jardins de sua casa a todos os que quisessem assistir ao desafio nos ecrãns aí instalados para o efeito. Envergando t-shirts e cachecóis da nossa selecção, antes do início de cada jogo e com toda a alma cantou-se o hino e fizeram-se figas. Como bons portugueses amantes do futebol, tivémos bons treinadores de bancada, críticos dos árbitros e das escolhas dos técnicos. Acreditaram e torceram, vibraram e sofreram a cada golo, a cada tentativa, a cada vitória, a cada derrota. Nos mesmos recintos juntaram-se adeptos de selecções adversárias, que souberam em todos os momentos manter o fair play. É assim Macau: uma misogenia, até na bola!

junho 11, 2006

Eu vou ver o Mundial de Futebol...

de olhos fechados! É isso mesmo!
Enquanto algumas (serão dezenas, centenas?) de tugas vibram com o Portugal-Angola na casa de Portugal, na Torre de Macau, no Clube Militar ou nas próprias casas, a minha única vibração será mesmo a do embalo do meu próprio sono. E depressa, que se faz tarde!
Amanhã pela manhã saberei tanto quanto eles... e sem olheiras! :) (há muito o que me tire o sono, mas a bola não é).

Então até amanhã!

P.S. - voltei! notou-se? ;)
P.S.2 - tenho a sensação de que exagerei nos pontos de exclamação neste post, o que detesto!!!

abril 23, 2006

As minhas famosas férias...

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Há exactamente uma semana aterrei em Macau, regressada de umas curtíssimas, mas agradáveis férias, na praia de Jomtien, Pattaya, na Tailândia. Foram quatro diazitos em grande, aproveitados ao máximo entre praia e piscinas.
A praia não ficou entre as minhas preferências. O areal é curto, as águas não são tão límpidas, o cenário não é tão paradisíaco como as praias que continuo a preferir: as do Sul (Phuket), mas ainda não me sinto preparada para me banhar onde tanta gente perdeu a vida. Mas sempre era uma praia com Sol e águas quentes, o que veio mesmo a calhar por esta altura. A temperatura da água é optima: entra-se nela sem hesitações, sem necessidade de o fazer aos poucos e fica-se de molho até fartar. As águas são calmas e temos pé até perder de vista. A temperatura é quente, sabe bem o solinho a bater nas costas. A praia é pequena e semi-privada, já que só tem acesso pelo hotel. É frequentada por pouca gente e está bem apetrechada, com espreguiçadeiras e guarda-sóis, chuveiros e serviço de mesa! Numa zona da praia, mulheres fazem optimas e baratas massagens (uma hora, 4 euros), tratam das mãos e dos pés e fazem trancinhas no cabelo (é um must). O hotel era muito bom, muito bem organizado, muito bem apetrechado, muito seguro. Os funcionários muito simpáticos, prestáveis e atenciosos, como aliás é característico do povo tailandês, bom serviço, bom buffet de pequeno almoço, bons restaurantes, belas piscinas, muitas facilidades.
No dia 13 foi a grande festa do Songkram, a passagem de ano tailandesa. Tivémos um jantar de gala no Hotel, um jantar-buffet, em que comemos de tudo um pouco, em que houve música ao vivo e várias demonstrações da arte tailandesa, nos arranjos de frutas e flores.

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Grande tradição desta festa é atirar água e farinha a quem quer que passa, o que não nos aconteceu no nosso reputado hotel, mas que experimentámos bastante no nosso passeio a Pattaya, à "Walking Street", grande centro de bares, compras e restaurantes da cidade, para os turistas. Há pessoal que anda três e mais dias em grupo, em carrinhas de caixa aberta com bidões de água, a dar banhos a quem está na rua, ora com tijelas de plástico, ora com pistolas de água (há inúmeras no mercado, umas com depósitos enormes). É uma tradição divertida, que devemos acolher com um sorriso, ainda que fiquemos molhados dos pés à cabeça. Afinal está calor, até sabe bem! :) Não tenho imagens da "guerra de água", porque não arrisquei a testar a resistência à água da minha máquina fotográfica.

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Esta é uma imagem da Walking Street durante o dia, que é totalmente diferente à noite. Durante o dia a rua é quase toda de quem nela caminha, as lojas estão abertas, mas há poucas tendinhas na rua, há pouca música, metade dos restaurantes estão fechados e os bares estão às moscas. À noite, parece outro local. Na rua não se rompe, pela quantidade de gente que nela se passeia, para além das lojas abertas, há várias tendinhas, vendendo pulseiras, colares, manufacturas tailandesas, CD's, DVD's e outros, todos os restaurantes estão abertos, os bares apinhados de gente são abertos para a rua e a sua música ecoa e entrelaça-se com a música do bar do lado e ainda com a da tendinha do homem que vende CD's piratas. É uma rua cheia de animação, onde toda a gente procura diversão e alguns, algo mais. Uma das indústrias relevantes da Tailândia como se sabe é a prostituição e isso nota-se bem nos ambientes nocturnos.

Há coisas muito giras para comprar: artigos em madeira (jogos, bibelots - sobretudo elefantes, mas há outras variantes) artigos em seda, vestuário de marca, artigos em pele de elefante, velas lindíssimas, almofadas giríssimas, quadros e muitas, muitas outras coisas. Discutir o preço é um ritual muito forte. O preço inicial nunca é o final; desce sempre muito, por vezes para metade, entre ameaças da nossa parte de que nos vamos embora sem a compra e da parte deles, de que o patrão lhes corta o pescoço (acompanhadas do gesto). Continuo a não ter jeitinho nenhum para regatear, mas o que é facto é que os preços estão inflaccionados a contar com isso e que eles nunca ficam a perder.

Foi o resumo dos meus quatro diazitos de férias: bons, intensos, com muita diversão e em boa companhia! :)

Fotos: Noite

abril 19, 2006

monge budista

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Foto: Noite

(Post de Noite, que nao podia ligar ao internet e eu fiz o favor)

abril 05, 2006

Amena cavaqueira

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Foto: Noite

abril 02, 2006

O post possível

Se hoje fosse ontem eu poderia usar a minha criatividade a arranjar uma desculpa esfarrapada para justificar a ausência deste post, em vez de a usar a escrevê-lo. Vocês acreditavam e eu ficava bem comigo mesma, porque estava legitimada a fazê-lo. E se calhar nem faria mal que o fizesse hoje, porque ontem que foi dia, não enganei ninguém. O meu filho já me perguntou hoje umas 10 vezes porque não menti ontem! "Porque a Mãe não mente", respondo-lhe eu, ao que ele me atira com um "mas ontem podias". Pois podia, filho, mas olha, não me apeteceu! Cada vez gosto menos de mentiras, nem a brincar! (é pena que eles mais tarde aprendam que mentir dá imenso jeito)
E então como hoje é hoje e para vossa informação por aqui até já nem é hoje, mas sim amanhã, não me apetece escrever nada de interessante, tenho sono e me doem as costas, vou mas é para vale de lençóis, que hoje até tenho a cama só para mim! :)
Até para a semana, pessoal!

O post possível

Se hoje fosse ontem eu poderia usar a minha criatividade a arranjar uma desculpa esfarrapada para justificar a ausência deste post, em vez de a usar a escrevê-lo. Vocês acreditavam e eu ficava bem comigo mesma, porque estava legitimada a fazê-lo. E se calhar nem faria mal que o fizesse hoje, porque ontem que foi dia, não enganei ninguém. O meu filho já me perguntou hoje umas 10 vezes porque não menti ontem! "Porque a Mãe não mente", respondo-lhe eu, ao que ele me atira com um "mas ontem podias". Pois podia, filho, mas olha, não me apeteceu! Cada vez gosto menos de mentiras, nem a brincar! (é pena que eles mais tarde aprendam que mentir dá imenso jeito)
E então como hoje é hoje e para vossa informação por aqui até já nem é hoje, mas sim amanhã, não me apetece escrever nada de interessante, tenho sono e me doem as costas, vou mas é para vale de lençóis, que hoje até tenho a cama só para mim! :)
Até para a semana, pessoal!

março 26, 2006

A lingú maquista

Utilizado durante cerca de trezentos anos como linguagem familiar entre os macaenses, mesmo entre as famílias mais distintas, o patuá era bandeira dos macaenses, que se orgulhavam de ter o que os naturais de Hong Kong não tinham: uma língua própria.

Crê-se que a sua origem esteve na passagem dos portugueses por Malaca (cerca de 1511), onde fruto da união de alguns portugueses com mulheres malaias, nasceu o dialecto português-malaio, conhecido por papia kristang (dialecto cristão), que usa a gramática malaia e na sua maioria vocabulário da língua portuguesa. O mesmo terá sido trazido para Macau, quando os portugueses se fixaram na península em 1557, tendo tomado características próprias.

Ficou conhecido sob várias denominações, como macaista chapado (macaense puro), creolo de Macau, papia cristam di Macau (língua cristã de Macau", dóci língu di Macau (doce língua de Macau), e doci papiaçam (falar doce).

Com o desenvolvimento do ensino em língua portuguesa, o desaparecimento das gerações mais antigas e o êxodo dos macaenses devido aos ataques dos japoneses durante a segunda guerra mundial, o dialecto foi desaparecendo, estando hoje praticamente extinto.

Natural de Macau, José Inocêncio dos Santos Ferreira (Adé) foi sem dúvida o grande responsável pelo relançamento deste dialecto, dedicando grande parte da sua vida à divulgação do dialecto macaense em cada poema, em cada livro, em cada peça de teatro, levando as gerações mais novas a recuperá-lo, demonstrado um interesse muito grande pela preservação deste pedaço da história e do património cultural de Macau e dos macaenses. Adé deixou-nos a 24 de Março de 1993, mas graças a si podemos hoje encontrar o patuá em muitas das suas obras e ouvir o doce linguajar nas peças de teatro que o grupo Doce papiacám de Macau leva à cena.

Aqui vos deixo um poema de José dos Santos Ferreira, um olhar sobre Macau, que fará sorrir quem por aqui passou.


Macau, beléza di passado*

Tera di fé, qui Dios j` abençoá,
Casa qui Têm sosségo, têm pâm;
Fogo sandino pa` vêm lumiá
Alma fichado n` iscuridám.

Tera di chiste co formosura,
Retrato di Sol na Primavera;
Riva, Ceu azul; basso verdura;
Fora, mar chám; dentro sánto tera.

Sã Macau! Nôsso bérço cristám,
Jardim na pê di Mundo semeado ...
Sã Macau, qui têm su coraçam
N` unga dilúvio di amor banhado.

Macau n` unca-sã hoze sômente:
Sã tudo di bom qui na passado
Capacidade di nôsso gente
Criá co trabalo ismerado.

Aqui têm pagode antiquado,
Ali, gréza arto co su sino,
Rua co travessa consertado,
Ornado co casa piquinino.

Prai-Grándi damostrá formosura!
Arto Guia, co farol empido,
Têm Nos` Siora, méga, co doçura,
Ta protezê Su gente quirido.

Subí Pénha contemplá Capela,
Vêm basso buscá Bica Lilau.
Sám Tiago, na Bara, sentinela,
Co espadarám viziá Macau.

Sám Lorénço sã qui vêlo bairo,
Co su antigo Quatel di Môro.
Na Chunambéro nôs panhá nairo,
Na San-Ma-Lou pôde comprá ôro.

Ma-Kok-Mio sai na embocadura,
Lembrá Macau na bérço mulado:
N` unga lado, sã mar di bravura,
N` otrunga, lágri sacrificado.

Arto, basso, grándi, piquinino,
Um-cento bote na mar bojá.
Curto, comprido, tufado, fino,
Sã pêsse qui ilôtro pescá.

Na meo de cidade sai Senado,
Co botica de catá-cutí.
Unga Siminário respetado,
Têm na traz, pa Dios ficá sirvido.

Misericórdia de Dom Melchior
Têm ali co suave humildade.
Tong-Sin-Tóng, co su grándi fervor
Nom-têm fim di fazê caridade.

Más pa diánte, olá Taraféro,
Co botica di catá-cutí.
Vai riva sã ta olá bombéro,
Hospital Kiang-Vu qui china erguí.

Di Basso-Mónte vai La-Chap-Mio,
Lónge di bairo di S-Li-T`au.
Na unga vánda, sã têm san Kio,
Na otrunga, olá Matapau.

Fortaléza Mónte co su peça,
Lembrá nôsso Macau di otrora;
Andá vai diánte, decê travessa,
Gréza Sant` António sai vêm fora.

Decê Sé, sã ta vai Sám Domingo
Rezá pa Mai di Dios co fervôr.
Vai Sant` Agostinho na domingo,
Adorá Siôr Passo na andôr.

Traz di Sám Laz` ro têm Sám Miguel,
Pa alma di justo discansá.
Virá Flora, passa na quatel,
Sã ta intrá na bairo Mong-há.

Têm unga vánda chomá Tap-Siac,
Co unga porçám di casarám.
Vai más pa riva sã Macau-Siac,
Co Ilha Vérde na bocarám.

Na Sám Januário têm Hospital,
Co Sám Francisco na pê di Guia;
Cavá olá Môro-as Ramal,
Virá, sã têm na Dóna Maria.

Di Sám Paulo, dêce vai Jardim
Co nómi di Camões esquivido.
Porta-Cérco sã têm na fim-fim,
Co su portám di fero erguido.

Lugar janota, desdi qui ora,
Aqui China, ali Portugal,
Macau champorado já vêm fora
Unga jardim qui nom-têm igual.

Tera di fé qui têm coraçám,
Têm alma, inchido de beléza,
Sã Macau! Nôsso bérço cristám,
Di Portugal chistosa princésa.

Adé dos Santos Ferreira, em “Macau di tempo antigo”
Dezembro de 1984

março 22, 2006

Monumento à amizade luso-chinesa

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Foto: Noite

Ao fundo da escadaria das Ruínas de S. Paulo. Inaugurado ainda durante a administração portuguesa.

março 15, 2006

Porta

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Foto: Noite

março 08, 2006

Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de Março de todos os anos. É um dia comemorativo para a celebração dos feitos económicos, políticos e sociais alcançados pela mulher. De entre outros eventos históricos relevantes, comemora-se o incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist (Nova Iorque, 1911) em que 140 mulheres perderam a vida.

A ideia da existência de um dia internacional da mulher foi inicialmente proposta na viragem do século XX, durante o rápido processo de industrialização e expansão económica que levou aos protestos sobre as condições de trabalho. As mulheres empregadas em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos em 8 de Março de 1857 em Nova Iorque, em que protestavam sobre as más condições de trabalho e reduzidos salários. As protestantes seriam atacadas pela polícia. As mulheres envolvidas nestes movimentos foram as mesmas que fundaram, dois anos depois, os sindicatos.

Muitos outros protestos se seguiram nos anos seguintes ao episódio de 8 de Março, destacando-se um outro em 1908, onde 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque exigindo a redução de horário, melhores salários, e o direito ao voto. Assim, o primeiro Dia Internacional da Mulher observou-se a 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América após uma declaração do Partido Socialista da América. Em 1910, a primeira conferência internacional sobre a mulher ocorreu em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, e o Dia Internacional da Mulher foi estabelecido. No ano seguinte, esse dia foi celebrado por mais de um milhão de pessoas na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça. No entanto, logo depois, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 140 costureiras; o número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Além disto, ocorreram também manifestações pela Paz em toda a Europa nas vésperas da Primeira Guerra Mundial.

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher provaram ser a primeira etapa para a revolução russa de 1917. A seguir à revolução Vermelha, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo num dia oficial que, durante o período soviético permaneceu numa celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a sua vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a sua simpatia ou amor pela mulheres da sua vida — um tanto semelhante a uma mistura dos feriados ocidentais Dia da Mãe e Dia dos Namorados. O dia permanece como feriado oficial na Rússia (bem como na Bielorrússia, Macedónia, Moldova e Ucrânia), e verifica-se pelas ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres (quaisquer mulheres). Quando a Checoslováquia integrou o Bloco Soviético, esta celebração foi apoiada oficialmente e gradualmente transformada em paródia — ver MDŽ.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, mas esmoreceu. Foi revitalizado pelo feminismo na década de 1960. Em 1975, designado como o Ano Internacional da Mulher, as Nações Unidas começou a patrocinar o Dia Internacional da Mulher.

Fonte: Wikipédia

Para Ti, Mulher!

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Foto: Noite

E que o dia Te sorria... Sempre! :)

março 05, 2006

O português em terras do Oriente

Vim pela primeira vez para Macau há vinte anos. Cedo percebi que o português não era língua corrente nesta terra. Durante muitos anos nunca teve grandes aspirações: contentou-se com o facto de ser língua oficial e de ser utilizada na administração pública, o que por si só não foi suficiente para que fosse acolhido pela população. Nunca foi língua corrente, nunca foi ensinado nas escolas chinesas, nunca foi amado.
Ao contrário do inglês na vizinha ex-colónia britânica, que quase toda a gente conhece, são raros os chineses de Macau que sabem o português. E tanto assim é, que automaticamente partimos do princípio de que as pessoas seguramente não falam. Mas por vezes temos surpresas.
Num destes dias cinzentos e chuvosos, numa das muitas procuras do chapéu para o meu cowboy, procurei uma loja que conhecia, que vendia artigos em verga e palhinha. Sem grandes esperanças, mas não querendo pôr à partida de lado uma - ainda que remota - possibilidade de encontrar um chapéu, pus-me a caminho por entre o trânsito infernal já habitual nos últimos tempos, agravado pela chuva intensa que se fazia sentir. Encontrado um lugar próximo para o carro, lá fomos calcorreando aquela rua conhecida, à procura da dita loja. Fizémos apenas aquela parte da rua, já que eu sabia que a loja ficava por ali. "Não, não me digas que fechou..." - penso, embora não seja de espantar nos dias de hoje, em que todos os dias assistimos ao fecho de lojas do comércio tradicional, para serem substituidas por todo o tipo de franshisings pouco interessantes. Andámos mais uma vez para cá e para lá e nada. Entrei numa loja que me parecia estar no exacto local da outra. Podia ser que tivessem apenas feito algumas alterações (embora me custasse a crêr...). Entrámos, olhámos em volta e percebi que era um local onde se faziam massagens. Nada de vergas ou palhinhas. Olhei para uma senhora, sorri com ar comprometido, passei a mão na cabeça que pedia um chapéu e disse "anda filho, já não é aqui", sem nada perguntar a ninguém, claro, para quê? Primeiro que me conseguisse fazer entender... Foi então que a senhora me surpreendeu:
- Não vai fazer massagem?
- Fala português...
- Sim...
- Não, massagem não vou fazer, mas... procuro a loja que estava aqui antigamente... uma de mobílias... sabe alguma coisa...?
- Sim, tenho aqui um cartão. Mudou para a Rua de S. Paulo"

Na Rua de S. Paulo havia loja e não havia chapéu, mas eu tinha ganho uma história para contar. Apesar de muito pouco, ainda há quem fale a minha língua!

fevereiro 26, 2006

Carnaval!?

Sexta-feira é o dia da tolerância em relação aos trabalhos de casa: estes são normalmente feitos ao fim-de-semana e sem os grandes dramas e pressas que por vezes os dias de semana impõem. Assim, à sexta-feira é também o dia de dar descanso à mochila e muitas vezes aos papéis que lá vêm dentro. Sábado de manhã trata-se do assunto: mochila do mais novo, num papel verde, anunciava um palhaço: "Informamos que no dia 28 de Fevereiro, das 14:30 às 16:00 se irá realizar um desfile de máscaras no âmbito da celebração do "Carnaval". Os alunos que o pretendam deverão vir mascarados neste período" Carnaval!? Pois é, Carnaval! Costuma ser por esta altura, sim. "É Carnaval, ninguém leva a mal", não é? Pois eu levo a mal ser lembrada de que o Carnaval existe, 3 dias antes, numa terra em que este não se assinala e em que não há onde comprar um disfarce e em que as lojas de brinquedos estão em vias de extinção!
- "Ó filho, podias ir de pirata, é simples, já tens aquele chapéu, ias com aqueles calções de ganga compridos e uma camisa, um lenço na cintura, outro na cabeça e podíamos arranjar uma pistola!"
- "OK!"

Lá fomos até ao centro comercial cá do burgo, rezando para que houvesse uma pistola, o que é sempre um tiro de sorte (aqui o melhor é mesmo não ter ideias e escolher depois de ver e não ao contrário...)
Encontrámos uma pistola. Uma pistola que dispara quando faz barulho, que vinha com um coldre e um distintivo de xerife. Naquele centro comercial, entrou um pirata e saiu um cowboy! (Jeans, camisa branca e blusão de ganga - sim, que a criança não tem um colete e dificilmente arranjaria um! - difícil vai ser encontrar um chapéu, mas não há-de ser nada!)

fevereiro 22, 2006

Olha o peixe fresco!

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Foto: Noite

Lá que é fresco, ninguém tem dúvidas... por vezes or órgãos ainda mexem!

fevereiro 19, 2006

Lá vem pássaro!!!

Centenas de nadadores em pânico foram evacuados sábado de uma piscina coberta de Wan Chai, em Hong Kong, quando um pássaro voou para dentro de água, noticia hoje o diário de Hong Kong, South China Morning Post. A piscina esteve encerrada por duas horas, para limpeza intensiva, e o pássaro foi entregue, vivo, às autoridades, para ser sujeito a análises do vírus H5N1, da gripe das aves.
O incidente é indicador do nível de receio da população sobre a gripe das aves, numa cidade de cerca de 6,9 milhões de habitantes.

A histeria não terá aparentemente razão de ser, mas recordo que Hong Kong tem sido altamente fustigada por fenómenos como a H5N1 e a SARS, nestes últimos anos. Em 1997 morreram 6 pessoas com a gripe das aves (naqueles que foram os primeiros casos conhecidos de infecção em humanos) e em 2003 padeceram cerca de 300 pessoas com a pneumonia atípica. Só neste ano contam-se já uma série de casos confirmados pelas autoridades da presença do virus em aves detectadas mortas na cidade.
Todo o cuidado é pouco. As regras são rígidas, a vigilância é apertada, o medo é grande. Neste momento em Hong Kong, é pedida aos criadores de pombos uma licença de 10000 Hong Kong dólares (cerca de 1000 euros) para que possam manter os seus bichos, não sem a exigência de determinadas condições.
Nós por cá, continuamos com saldo zero no que toca a estes assuntos. Talvez por isso as nossas galinhas continuem expostas nos mercados...
E que A-Ma nos proteja!

fevereiro 15, 2006

Altar

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Foto: Noite

fevereiro 14, 2006

Amor é...

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Kim Casali

fevereiro 12, 2006

Desapparição de hum marido

"Mrs. Laura Hunt, de Braadalbani, no Estado de Nova Yorck, notifica ao público, por meio deste periódico - "Amsterdam intelligencer" que seu marido Josias Hunt abandonou a casa e leito conjugal, e partiu para paízes que ella ignora - a interessada prohibe a todas as donzelas, solteiras de maior idade, e viuvas de qualquer classe e condição, que se liguem com elle por contracto matrimonial ou de outro modo, debaixo das penas impostas pela lei, e supplica encarecidamente aos editores de papéis públicos que insirão nelles esta notícia para conhecimento de seus leitores."

O Macaista Imparcial, Janeiro de 1838

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Perante o apelo aflito desta senhora, os editores do Macaísta Imparcial viram-se na obrigação de publicar o anúncio, não sem porém manifestarem publicamente o seu desejo de que a moda não pegasse. E não pegou, felizmente...

(in A Publicidade em Macau (1822-1965), Luís Cunha)

fevereiro 08, 2006

O calor quando nasce é para todos!

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Foto: Noite

fevereiro 05, 2006

Previsões para o Ano Lunar do Cão

Quando se inicia um ano lunar surgem naturalmente as previsões sobre a sorte de cada um dos signos, para o ano que se inicia. Para as previsões do ano, é importante ter em conta a compatibilidade entre os elementos do próprio ano e os de cada signo. Esta tradição é muito utilizada tanto pela medicina chinesa, como pelo livro I Ching (célebre livro de adivinhação) e também pela geomância chinesa (Feng Shui).

A tradição chinesa considera que há vários factores que determinam o que de facto se vem a verificar nas pessoas, sendo o seu horóscopo apenas um dos factores influentes, entre outros. Estas previsões são gerais; há que ter em conta que as particularidades e actuações de cada um poderão vir a alterar as preposições do horóscopo para melhor ou pior. Por isso mesmo, leiam com atenção o vosso horóscopo mas não se deixem ficar por ele: façam vocês mesmos por ter um excelente ano!

Cabra
(2003 1991 1979 1967 1955 1943 1931 1919 1907 1895)
A Cabra gosta de coisas finas e extravagantes. Socialmente, não é um ano para isso. No meio de muitas festas, reuniões barulhentas e eventos cheios de gente, tudo será “comum”, sem excessos ou loucuras, e a Cabra vai sentir-se deslocada. Mas esse desconforto social será compensado nos negócios, área na qual a Cabra terá uma boa safra de oportunidades e sucessos.

Dragão
(2000 1988 1976 1964 1952 1940 1928 1916 1904 1892)
Este será um óptimo ano para o Dragão, desde que ninguém lhe peça para fazer nada. No ano passado, o conselho ao Dragão foi ficar parado fingindo que sabia o que estava a fazer (embora, de fato, não estivesse a fazer nada). O Dragão é um signo de aparências por excelência. É tão magnífico que não precisa fazer muito para ter sucesso. No caso do Ano do Cão, o Dragão terá que contar com a influência de um animal que não o compreende bem e ainda por cima se irrita com seu exibicionismo. Por isso, o Dragão deve tentar chamar menos a atenção para si e tentar ser discreto.

Galo
(2005 1993 1981 1969 1957 1945 1933 1921 1909 1897)
Para o Galo, será uma ano complicado. A pobre ave vai estar às voltas com problemas emocionais e financeiros, tudo resultado de suas acções em 2005. O Galo não gosta de confusão e adora mandar. O caos e o barulho deste ano vão incomodá-lo e quase enlouquecê-lo. Também será muito solicitado (como todos os signos), mas a diferença é que o Galo cumpre o que promete. Se ele diz que estará presente, pode contar-se que estará. Assim, vai correr de um lado para outro tentando prestar atenção a todos – e todos vão pedir – e vai acabar estafado e sem energia para fazer outras coisas.

Macaco
(2004 1992 1980 1968 1956 1944 1932 1920 1908 1896)
Se o Macaco, com a sua esperteza e jogo de cintura, não tiver um bom ano financeiro, todos os outros signos podem perder as esperanças e juntar latas de sardinha para sobreviver a uma crise mundial. O Macaco vai ter sucesso, não só nos negócios, mas também no amor. Para ele, será um bom ano, pois o regente é um grande amigo. O Macaco estará à vontade neste ano, o que acarretará brincadeiras de gosto duvidoso em festas e reuniões sociais.

Porco
(2007 1995 1983 1971 1959 1947 1935 1923 1911 1899)
O porco terá um bom ano financeiro, embora meio setressante, mas a área sentimental vai depender da paciência com o clima ansioso que se instalará. Os amigos do Porco estarão felizes na sua companhia. Felizes até demais. O Porco gosta de gente, mas nem tanto. A sua natureza prática fá-lo dividir os amigos por actividades e isso vai deixar muita gente aborrecida este ano. O Porco não tem intenção de excluir ninguém. Apenas acredita que sabe o que é melhor para os outros. O conselho deste ano é não excluir. A energia do ano vai colocar as pessoas certas no lugar certo e todos vão divertir-se sem culpa.

Rato
(2008 1996 1984 1972 1960 1948 1936 1924 1912 1900)
O Rato passou 2005 inteiro a tentar juntar algum dinheiro. Provavelmente vai fazer o mesmo em 2006! O Ano do Cão será um bom ano para todos, mas alguns signos precisam de se adaptar a algumas coisinhas antes de meterem a cabeça aos planos! O Rato, por exemplo, tem por hábito dar um jeitinho em tudo. No ano do Cão, essa esperteza do Rato vai ganhar também o entusiasmo que às vezes lhe falta. É que o Rato adora dinheiro, mas não gosta tanto assim de trabalhar. Como vai haver muita festa e muitos encontros entre amigos este ano, o Rato vai sentir uma energia enorme para trabalhar.

Cavalo
(2002 1990 1978 1966 1954 1942 1930 1918 1906 1894)
Bom ano para o Cavalo, especialmente o que trabalhou e investiu bem em 2005. O Ano do Cão não será um ano para começos e sim para continuidade. É hora de gozar os frutos do seu trabalho! Nos negócios, o Cavalo atrairá a simpatia de todos pelo seu modo falante. Será o mais simpático do escritório e todos vão querer fazer parte da sua equipa. Para tirar o melhor proveito deste ano, o Cavalo deve estar atento às suas deficiências. Não tem grande manancial de ideias, nem é alguém que resolve problemas. Portanto fique longe dessas duas tarefas, por mais que seja contra sua a natureza dizer “eu não sei”.

Cão
(2006 1994 1982 1970 1958 1946 1934 1922 1910 1898)
Um ano afectuoso e cheio de amor e amizade para o Cão. Será convidado para festas, reuniões, viagens! Todos vão querer compartilhar de seu humor e estar na sua presença. Infelizmente, o Cão ficará tão feliz com isso que não dará muita atenção aos negócios, que poderão não ser tão promissores quanto poderiam. Em família e entre amigos, será um ano maravilhoso para o Cão. Correrá e brincará como se não houvesse nenhum tipo de problema no mundo. O melhor é que a sua vontade de ser amado será o que todos procuram neste ano e o Cão não se vai sentir carente. Será a grande estrela das festas, aquele que todos esperam ver chegar e lamentam quando se vai. É o ano do Cão brilhar em sociedade, pois estará patente o seu coração enorme e sua alma nobre.

Búfalo
(2009 1997 1985 1973 1961 1949 1937 1925 1913 1901)
O Búfalo vai demorar a animar-se com o ano novo, pois será atingido pelo movimento e correria típicos do Cão. Para a sua natureza calma, o ano será realmente agitado demais. O importante é não se entregar aos queixumes do “antigamente é que era bom” e encarar as coisas boas que este ano lhe traz! No trabalho, a falta de criatividade do Búfalo vai atrapalhá-lo um pouco, mas sua eficiência vai compensar isso. A persistência no trabalho é admirável, mas poderá deixá-lo doente (e não é força de expressão) se alguém não o arrastar para um descanso.

Serpente
(2001 1989 1977 1965 1953 1941 1929 1917 1905 1893)
Um óptimo ano para a Serpente nos negócios, mas, no amor, alguns tropeços. A Serpente tem um temperamento frio e distante e, para um ano tão afectuoso como o Ano do Cão, vai deixar a desejar em todos os relacionamentos. Só será bem vista no trabalho porque será uma boa solucionadora de problemas e, num mundo Cão, onde todos estarão mais preocupados em agradar aos outros, a presença de alguém com uma certa frieza pode vir a ser bastante útil. Em família, a Serpente estará meio setressada. Não é para menos. Habituada à privacidade e tranquilidade, terá que se adaptar ao barulho de crianças e coisas fora do lugar que acompanharão os lares durante o Ano do Cão.

Coelho
(1999 1987 1975 1963 1951 1939 1927 1915 1903 1891)
Este ano bem que poderia ser melhor para o Coelho, mas já que não é, é melhor conformar-se. O problema é que o Coelho é independente demais para um ano em que serão muitas as exigências. No trabalho, o Coelho será óptimo a arranjar soluções óbvias. O maior problema será as outras pessoas. É um ano para trabalhar em equipa, ir a festinhas de escritório e ser social. O Coelho até gosta de festas, mas é extravagante demais para ambientes comuns (como uma festinha de escritório). Também trabalha melhor sozinho e não vai ficar muito feliz por exercer o seu parco e quase inexistente espírito de equipa. Como se não bastasse, o Coelho é honesto. A sua honestidade pode valer-lhe olhares magoados ou um soco na cara, dependendo dos signos que a rodeiam...

Tigre
(2010 1998 1986 1974 1962 1950 1938 1926 1914 1902)
Ano estranho para o Tigre, que não teve o seu melhor momento em 2005. O novo ano vai prestigiar o Tigre porque o Cão simplesmente o adora. Assim, o Tigre nem vai acreditar quando vir as coisas a melhorar tão rapidamente. Desconfiado, vai sair de mansinho e observar o que realmente se passa. Nos negócios, o Tigre terá óptimas oportunidades de mostrar ao que veio. A sua criatividade estará em alta e como a tendência do ano é inovar e colorir, suas ideias e esquemas serão bem aceites. A falta de persistência do Tigre é que pode comprometer o sucesso, já que ele é óptimo para ter ideias, mas péssimo para executá-las.

fevereiro 01, 2006

Contrastes

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Foto: Noite

Um antigo canhão de defesa da cidade, lado a lado com as manifestações tradicionais chinesas do ano novo lunar.

janeiro 29, 2006

Ano Novo Lunar em Macau - as imagens

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As iluminações de rua, em que o cão é o principal visado. Por todo o lado há flores e tangerineiras.

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Os edifícios públicos e quase todo o comércio aderem em dar mais cor à cidade.

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A panóplia de artigos de pirotectia é de uma diversidade que só visto!

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A queima de panchões.

Fotos: Noite

KUNG HEI FAT CHOI*

A cidade vestiu-se de vermelho e dourado para receber o Ano Lunar do Cão. Esta é a mais importante festividade do calendário lunar e as suas festas prolongam-se por três dias.

Na que é chamada a "semana dourada", a grande maioria dos estabelecimentos comerciais e industriais mantém as suas portas encerradas, gozando assim a maioria dos trabalhadores as suas férias anuais. As compras, essas foram feitas dias antes, com a colaboração dos comerciantes, que cumpriram uma época de grandes saldos. Nos dias que antecederam as festas, a cidade encheu-se de gente e dificilmente se conseguia romper, principalmente nos locais de grande concentração do comércio. Também nos dias que antecedem, as casas são limpas a fundo e enfeitadas com diversos artigos alusivos (sempre em tons de vermelho e dourado) e flores. As mobílias velhas, se possível, são substituídas por novas.

Um pouco por toda a cidade existem iluminações (sobretudo bonecos, consoante o ano lunar que se inicia; este ano há cães por todo o lado), flores, tangerineiras, nas ruas e nos estabelecimentos comerciais, que têm nas montras enfeites, ora a habitual mensagem de "Kung Hei Fat Choi" ou outras inscrições, ora tangerineiras, flores amarelas e vermelhas, ramos de pessegueiro, envelopes de lai-si.

Durante estes dias, as pessoas vestem bem, fazem visitas aos templos, onde rezam, acendem pivetes e queimam papéis, visitam familiares e trocam pequenas oferendas, como chocolates. Os casados oferecem lai-sis aos solteiros (o lai-si é um envelope vermelho onde se coloca uma nota de um qualquer valor, geralmente dobrada em três, com o intuito de dar sorte, a quem dá e a quem recebe).

À mesa do jantar da véspera de ano novo há geralmente “Nin Kou” (bolo do ano novo chinês), “Chim Tui” (bolo de farinha frito coberto de sésamo), “Kwa Chi” (pevides), “Tong Kam Kat” (tangerina cristalizada) e o “Iao Kok” (fritura em forma triangular). A cada iguaria corresponde um desejo para o ano novo: “Nin Kou”, a promoção gradual (devido à semelhança na pronúncia), “Chim Tui”, a acumulação de ouro e prata e “Kwa Chi”, o desejo de ter um filho varão e de se ganhar mais dinheiro. “Tong Kam Kat” simboliza o ouro (Kam Chi) e “Ião Kok”, à riqueza (devido à semelhança com um lingote de prata).

Nos locais próprios (à beira-rio, numa estrutura montada propositadamente, debaixo de apertada vigilância e presença constante dos Bombeiros) queimam-se foguetes de todas as formas e feitios e panchões (cartuchos de pólvora revestidos a papel de cor vermelha), que tanto podem ser curtos como ter vários metros, o que se traduz numa queima de vários minutos, com a barulheira infernal que a acompanha. O barulho é mesmo o intuito desde ritual, que segundo a tradição, cumpre-se para afugentar um animal sobrenatural denominado “Shan Xiao”, que tinha por vício matar pessoas ou gado nos fins de ano mas que tinha medo da luz e do ruído. Crê-se que queimar afasta os males e traz sorte. Nós pelo sim pelo não já fomos queimar os nossos! ;)

Nos casinos (que nunca fecham) faz-se a cerimónia da "abertura do jogo". A afluência é enorme e os funcionários públicos, proibidos de ali se deslocarem durante o resto do ano, estão durante estes três dias autorizados a tentar a sua sorte.

O cão é um dos 12 animais do zodíaco chinês, que se completa a cada 12 anos.

(seguem as fotos)

* (Feliz Ano Novo Lunar)

janeiro 25, 2006

Macau está em festa!

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Foto: Noite

A cidade está em festa para dar as boas-vindas ao ano do Cão. É tempo de espantar os maus espíritos e fomentar a boa sorte para o ano que se avizinha. No Domingo falarei mais sobre esta festa.

janeiro 01, 2006

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 UM BOM ANO DE 2006

dezembro 16, 2005

Era uma vez uma casa onde nasceram duas árvores...

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Foto: Noite

Que vos suscita esta foto?

dezembro 11, 2005

Pequenas grandes coisas

Como não poderia deixar de ser, a Escola Portuguesa de Macau organizou na passada sexta-feira a festa de Natal dos alunos do 1º ciclo do ensino básico. Como era de esperar, esta mãe baldou-se às aulas para poder estar presente. Eram três aulas práticas, o que em cima do fim do semestre é um quase-suicídio, mas nem sequer pus a hipótese de não ir à festa. Que felicidade maior poderá ter uma mãe, senão assistir a uma grande actuação do seu filho num dia tão especial como este? Assim foi.

A festa foi emocionante, como quase todas elas (não me lembro de nenhuma, de Natal ou fim do ano, em que não me tenham vindo as lágrimas aos olhos). Teve coisas que correram menos bem, mas foi gira. É claro que a apresentação da turma do meu filho foi a mais bela de todas e para quem não o conhece, basta dizer que era o miúdo mais giraço do grupo. O poema era conjunto, declamado por toda a turma, sobre o velhinho das barbas brancas. Entre a atenção a cada palavra dita, a tentativa de tirar algumas fotos e os olhos fixos naquele menino lindo, lá o ouvi declamar a sua parte: "é uma festa sem igual!"

E pronto, estava ganha a justificação para balda às três aulas práticas! (há coisas que não têm preço!) :)

Boas Festas!

dezembro 07, 2005

Incenso

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Foto: Noite

dezembro 04, 2005

Natal à porta em terras budistas

A pouco e pouco, o Natal vai dando um ar da sua graça. Não nos anúncios da TV, nem tão pouco em hipermercados ou em folhetos na caixa do correio. Estamos felizmente livres disso. As papelarias começam a encher-se de outras cores e brilhos: árvores e fitas, bolas e enfeites, luzes e centros de mesa. Em casa, a árvore guardada durante todo o ano ocupa o seu lugar no canto da sala. Troca-se-lhe a lâmpada, que havia fundido, zangada por ter estado tanto tempo guardada. Coloca-se uma fita e outra, as bolas, os sinos, as renas, as pinhas douradas, tudo se conjuga harmoniosamente. Por fim, umas bengalas doces que não devem durar até ao Natal dão-lhe uma certa piada. Começam as habituais festas de Natal: da Casa de Portugal (de onde cheguei há pouco) e da Escola Portuguesa, por ora.

Esta quadra para mim é mais tempo de reflexão que de festa, o que não é totalmente mau. Impressiona-me o consumismo desenfreado a que se assiste por esta altura (por exemplo em Portugal) e desse estou livre. Ainda não comprei prenda alguma, nem sequer estou preocupada com isso. Nem me apetece. Confesso que fico sempre um bocado deprimida por esta altura. É difícil pensar que não irei passá-la com o resto da família, que à mesa seremos 4 e não... 10, 15? (quantos seríamos agora, se nos juntássemos à mesa?), que vou fazer tudo sozinha, em vez de repartir a confecção das iguarias com a minha Mãe, ou fazê-las com ela, que não terei aquele gosto em escolher esta e aquela prenda, para esta e aquela pessoas especiais, que vai ser enfim, mais simples, menos festivo, mais triste. O espírito natalício temos que ser nós a fazê-lo, mas por vezes torna-se difícil. Porque somos poucos, porque estamos longe, porque não se sente lá fora, porque por vezes não é respeitado (no ano passado a consoada foi passada ao som ambiente dos meus vizinhos de cima a arrastarem móveis...)

Lembro-me que há muitos que não têm Natal, mas fome e frio. Lembro-me também que faz este Natal um ano que a natureza revolta ceifou pelo menos três centenas de milhar de vidas. É impossível esquecer.

Seja então tempo de reflexão, de introspecção, de calma e paz interior!

novembro 30, 2005

Miradouro

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Foto: Noite

novembro 27, 2005

Regatear é o que está a dar!

Uma tarde na China, do lado de lá da fronteira, em Zhuhai, uma porta aberta para a pirataria e os artigos baratos. Objectivo: compras.
As cenas das compras são quase teatrais, com muita expressão facial (principalmente para se mostrar descontentamento quanto ao preço), num misto de um inglês muito macarrónico, com o cantonense e uns pózinhos de mandarim, a fundamental linguagem gestual e a ajuda preciosa da máquina calculadora (onde eles escrevem o preço deles, eu apago e escrevo o meu preço, eles tornam a apagar e a dar novo preço).
Regatear é um ritual; nada se compra ao preço inicialmente pedido. Não é que eu tenha muita lata para discutir, mas mesmo com a minha falta de jeito consigo baixar em muito os preços originais.

Na compra de uma carteira:
- Quanto custa esta?
- 160
- Muito caro
(com ar de quem acha o preço escandaloso)
- Não, 160 é barato
- Não, não, faz mais barato.
- Sra. quanto dá?
- 80!
- Não pode.
- Ok, bye
(afasto-me alguns metros, com o ar mais desinteressado deste mundo e sem intenção de olhar para trás. Afinal, há ali tanta loja por onde escolher...)
- OK, Sra., 80! (chama-me a vendedora)

Ou na compra de gravatas:
- Quanto custa esta?
- 80.
- Uáá, tão caro?! Ali é 35!
- 35? Sra. quantas compra?
- Duas.
- OK, 35.

Ou na compra de dois cobertores de seda, que sairam pouco mais caros que o preço que me tinha sido inicialmente dado só para um.

Eu própria me espanto com o que consigo e não, eu não me esforço muito nem tenho jeitinho nenhum para regatear, acreditem... imaginem se o tivesse!

novembro 23, 2005

No templo

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Foto: Noite

novembro 20, 2005

Vrrruuummmmmmmmmmmm

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Rodolfo Ávila
Foto: JCS

Este fim-de-semana todos os caminhos vão dar ao circuito da Guia: Macau está dominada pela 52ª edição do Grande Prémio, que se encontra a decorrer desde ontem.

Desde a sua primeira edição em 1954, em que saiu vencedor Eddie Carvalho, já aqui passaram nomes como Ayrton Senna, Michael e Ralph Schumacher, Mika Hakkinen, Juan Pablo Montoya, David Coulthard, Jacques Villeneuve, Jarno Trulli, Ralph Firman e muitos outros; quase todos os grandes da F1.

Macau é considerado pelos pilotos como um circuito difícil, por ter bastantes zonas sinuosas e curvas apertadas a seguir a grandes rectas. A zona de mais curvas é curiosamente apelidada de "ss da solidão", uma vez que durante um percurso considerável os automobilistas não alcançam visualmente os seus parceiros.

Não se pense que o fim-de-semana e os dois dias de treinos que lhe precedem são só festa! Há que ter em conta que o circuito de Macau é citadino, o que causa grande transtorno aos seus habitantes nestes dias. Há ruas fechadas, outras com acesso limitado, há zonas em que os habitantes têm que sair das suas casas antes das 6 da manhã e regressar depois das 6:30 da tarde, ou nelas permanecer durante todo esse tempo. Mas apesar de tudo, em relação há alguns anos, melhoraram consideravelmente os acessos a determinadas zonas da cidade, tendo-se criado vias alternativas, um túnel e viadutos, sendo agora possível passar para zonas onde antigamente não era possível (ou que não existiam de todo).

Durante a maioria dos meus anos de residencia em Macau, vivi muito próximo do circuito. O barulho e o cheiro a borracha queimada que entravam pela casa a dentro não eram compensados com o que conseguiamos vislumbrar da janela. Na rua, quando pretendiamos espreitar os bólides a curvarem do Ramal dos Moutros para a Estrada D. Maria II, eramos rapidamente afastados pela intolerância dos polícias de serviço. Muito protestávamos nós... caramba, tanto aborrecimento devia dar direito a uma espreitadela!

Estando já no segundo dia de competições e não obstante a morte do piloto francês Bruno Bonhuil no warm up de ontem, que lamento, não quero deixar de desejar boa sorte aos pilotos em competição, sobretudo a Rodolfo Ávila, André Couto (pilotos portugueses que representam a RAEM) e Bruno Senna (sobrinho do grande Ayrton).

Para quem me leu até aqui, deixo uma curiosidade: tal como acontece todos os anos, com o Grande Prémio chegou o frio, que terá o seu pico máximo durante o Ano Novo Chinês, lá para os fins de Janeiro. É matemático!

novembro 16, 2005

Vidas

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Foto: Noite

novembro 13, 2005

Sossego, por favor!

9 da manhã. A custo abro os olhos, com a sensação de que fiquei em falta para com o sono. Os alicerces do meu prédio tremem a cada 5 minutos, devido às obras da construção no terreno ao lado. Na minha cabeça lateja a voz da vizinha de cima, a cantar ópera chinesa. "Tanto hás-de cantar que aprendes", penso. Não, aturar isto todo o dia, não. Quando começa, é para todo o dia.
Saio para a rua, para ver se me livro da barulheira. Imagino-me a andar pela cidade tranquilamente, sem barulho, sem muita confusão. Sou brutalmente acordada dos meus pensamentos por um palhaço que vem em contramão. "piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, é assim, ó animal?". Chego ao centro da cidade e páro no semáforo. Conto 9 motas à minha frente, 3 à esquerda e 2 à direita. Às de trás, perco-lhes a conta. O sinal abre e deixo passar toda aquela procissão. À minha frente, o bailarico do costume: cruzam-se e entrecruzam-se como se não houvesse regras. Por momentos esboço um sorriso maléfico enquanto me imagino a arrancar e a levar uns quantos à frente (às vezes apetece), mas controlo os meus instintos mais primários e espero até que se diluam. Entretanto, uma série de peões com problemas de daltonismo aproveitam para atravessar.
Dou-me conta da quantidade de gente que anda na rua e penso que se calhar o bate-estacas como música de fundo e a desafinação da vizinha de cima não seriam piores que aquele caos que se instalou na baixa da cidade. Há uns anos podia andar-se ali calmamente. Há uns anos. Arranco. Mais à frente, uns quantos autocarros de turismo parados na faixa de rodagem dificultam a passagem a quem tem bem mais que fazer. A polícia? Essa deve estar muito entretida a multar quem excedeu o tempo do parquímetro. Páro noutro semáforo. Ao meu lado esquerdo, numa acelera, um casal aproveita a brecha do sinal vermelho: ela segura no telemóvel enquanto ele fala. Ambos levam capacetes de bicicleta. Ao meu lado direito, noutra motoreta, uma senhora leva atrás uma criança que não tem mais de 3 anos, atrelada a si por uma cinta das que costumo usar nas malas de viagem.
Ligo o rádo. O Jorge Palma canta "na terra dos sonhos podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal..."
Estou no paraíso!

novembro 12, 2005

Parabéns Jorge!

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Desta vez, não vieram as beldades do hula hula, nem a gostosa da dança do ventre.
Entre o ante et post, o 6 em 1 e as transformações no PC, achamos que já tinhas com que te entreter.
Será que te sobra tempo para apagar as velas?

MUITOS PARABÉNS!!

novembro 10, 2005

Gravatares em fase de teste...

Vá lá, digam a vossa opinião:
a caixa de comentários ficou mais bonita?

novembro 09, 2005

Porta antiga

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Foto: Noite

novembro 06, 2005

Por onde anda a gripe?

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Foto: Noite

Numa altura em que toda a Europa teme a pandemia anunciada, por cá continua a mal ouvir-se falar no assunto. E se há dois anos, quando se verificou em solo asiático o surto de H5N1 se tomaram algumas medidas drásticas como a proibição da venda de aves nos mercados, este ano assiste-se a alguma passividade das autoridades, não tomando qualquer tipo de medida quanto à exposição das mesmas nos locas de venda, que há muito devia ser proibida, julgo eu, por questões de salubridade e higiene alimentar (não obstante algumas medidas que estão a ser tomadas quanto às aves bravas e migratórias).
Como podem ver pela foto acima e é prática nos mercados da região, as galinhas estão vivas nos postos de venda (os vendedores têm já algumas mortas, prontas a serem adquiridas, mas esta é a excepção). Em regra o comprador dirige-se à banca respectiva, observa as aves que se passeiam como podem nas gaiolas e escolhe a que mais lhe agrada, que é morta na altura e segue para casa ainda quente.
A venda de aves decaiu naturalmente, como sempre acontece nestas ocasiões e compreendo que não seja totalmente proibida, sob pena de causar graves problemas de sustento aos vendedores, mas será que a exposição naqueles locais não deveria já ter sido proibida?

novembro 02, 2005

Tons do Oriente


Foto: Noite

outubro 31, 2005

Farmácia chinesa - uma experiência


Farmácia chinesa: o outro lado
Foto por: Noite

Na 4ª feira publiquei uma imagem de uma farmácia chinesa. Bem sei que uma imagem vale mais que 1000 palavras, mas por vezes há que contar as estórias que se escondem por detrás da objectiva.
Não é vasta a experiência que tenho da medicina chinesa, creio que se resume ao recurso ao médico das “quedas e pancadas” para tratamento de dores musculares, através de massagens com bálsamos, que vos garanto serem eficazes, senão melhor remédio do que nos hospitais convencionais em que ninguém resolve senão escondendo a dor. Quanto às farmácias chinesas em particular, excepciono um intragável mas funcional xarope para a tosse que fiz toda a família tomar no Inverno que passou e de um chá de barbas de milho que tomei há uns anos para a bexiga (mas este também em Portugal se toma). Mas há um episódio de um familiar muito próximo, que faz sentido recuperar.
A minha Mãe sofreu, desde os seus 18 anos, de colibacilo, uma infecção urinária provocada por bactérias que resolvem instalar-se onde não devem. Foram anos e anos de dores fortes, de idas à cama, de utilização de medicamentos que se limitavam a aliviar um pouco, mas que nada resolviam. Após uns anos em Macau e por conselho de colegas macaenses, decidiu tratar-se com a medicina chinesa. Consultou um médico chinês com a ajuda de um intérprete e iniciou o seu tratamento de algumas semanas com uma tomada diária de um chá específico. A minha Mãe, que é de experimentar tudo (só para terem uma pequena ideia, em Pequim experimentou comer escorpiões e sim, ainda é minha Mãe, não a deserdei! ;) ), dia-sim, dia-não deslocava-se à farmácia e bebia o horrível, escuro, espesso e estranho chá que lhe punham à frente, levando para casa num termo a toma para o dia seguinte. Nunca soube de que era feito. Nunca mais ouviu falar de colibacilo.
… que as há, há!

outubro 26, 2005

Farmácia chinesa


Foto por: Noite

outubro 23, 2005

Ante et post

Só se Cria na Diversidade.
Albert Camus

Um novo blog nasceu! Da vontade indómita de dez pessoas em se associarem para fazer um blog (ou blogue) colectivo, que fosse capaz de albergar diversas formas de estar, nasceu o ante et post. E, para começar, nada como apresentar-nos, e desejar que este espaço vos agrade.

O Bilhas é um incorrigível trabalhador. É uma canseira vê-lo de manhã à noite a carregar bilhas de um lado para o outro sempre na companhia do seu bólide de estimação, o Bilhasmóbil! Tem uma estranha forma de vida online, mas prima sempre por andar com a tacha arreganhada... é o verdadeiro e quase último dos optimistas. Não é à toa que é adepto do Glorioso, afinal trata-se do mais-que-fabulástico-e-melhor-de-todos clube do Mundo... e arredores!"

O Bin gosta da Liberdade e do Amor principalmente.

O Dani é essa "rara avis" que quando cruza a raia gosta de falar e ouvir português. A história dum coração andaluz mais perto de Lisboa que de Madrid, mas também a história duma pessoa cheia de matizes e diferentes lados. Desde um deles, o lado trás-o-Guadiana, é que vai escrever.

DK in a nutshell? Tem uma natureza volátil e contraditória - tal como os blogues, aliás. A um tempo 'light' e densa, apaixonada e distante, cínica e sincera, vive a blogoesfera ao sabor das emoções. Daí ter com os blogues uma relação de amor-ódio. Ela bem tenta libertar-se, mas acaba sempre por regressar ao local do crime... É na troca de ideias e no debate aceso que se sente verdadeiramente no seu elemento. Por (de)formação profissional, tem uma tendência incontrolável para a citação erudito-charlatã. Alguns leitores, ingénuos, deixam-se enganar; a maioria, porém, não vai na conversa e ignora-a ostensivamente. Esperem, por isso, muita citação e exibicionismo gratuito sobre livros e poemas de que nunca ninguém ouviu falar nem quererá decerto ler. "Ó leitor, meu semelhante e meu irmão!"

O Jorge é um caso grave de múltipla personalidade. Dependendo de que lado sopra o vento, da fase actual da lua, do lado da cama em que acordou ou ainda do que tomou ao pequeno almoço, assim será a sua escrita. E nos dias em que o seu clube de futebol perde, é melhor nem pensar no que ele é capaz de escrever.

A Karla nasceu para os blogs, dentro de uma caixa de comentários. Mas só saiu da caixinha, quando a puxaram para fora. Desta experiência espera tudo, sem saber exactamente o quê. Espera sobretudo, divertir-se. E para que conste, a Karla não gosta de futebol.

A avó do Leonardo já dizia que quem quer aprender tem de passear ou ler. Por isso decidiu seguir os seus conselhos e partiu, sem deixar de continuar a ler e escrever. Todos os dias, do alto de um monte, olha para a catedral que se destaca entre o casario da cidade, e surpreende-se. Aqui, Leonardo vai falar do que vê, do que sente, do que vive, do que aprende. Ou simplesmente calar-se atrás de uma imagem...

A Mad é uma pessoa desinibida e de bem com a vida que conquistou a pulso. É uma mulher de batalhas com ideiais e objectivos muito próprios. Os textos que aqui poderão ler irão demonstrar uma série de personalidades que revelarão, com tempo a mulher que ela é. Da Mad não se esperem surpresas mas é certo que a qualquer momento pode surpreender com a sua escrita e as suas fotografias.

A Noite está do outro lado do mundo, em Macau. A Noite é como a noite: tanto pode ser tranquila como agitada, muito dependendo do que a rodeia colaborar ou não. Iniciou-se na blogoesfera para se aproximar do Portugal distante e do Macau mais pitoresco e começou a contar ao mundo esta cidade em que vive. Gosta de escrever, mas ultimamente não lhe tem dado muito para aí. Desde que tem máquina fotográfica que acha que faz uns bonecos giros e propôs-se mostrar também em imagens o que a envolve, mas o segredo está na máquina e no cenário, que tem muito que mostrar.

O Raim tinha como clientes os amigos e enchia as gavetas de desenhos até que descobriu a blogosfera... a partir daí nunca mais foi o mesmo. Aos papeis já ele estava habituado, mas depois de domesticados o lápis e a borracha comprou uma coleira para o scanner.

Agora que já nos conhecem, vão aparecendo. A porta estará sempre aberta, à vossa espera.


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