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junho 03, 2008

Até já

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Foi bonito o blog, pá
Fiquei contente
De conhecer tanta gente
Tão importante p’ra mim.

Já é tempo de acabar
Mas certamente
Haverá uma semente
Para criar novo jardim.

Há um tempo a esperar
Reflectir e pensar,
Sei também quanto é preciso, pá
Nunca, nunca desarmar.

Canto um requiem, pá
Mas estou carente
De estar novamente
A cheirar vosso alecrim.

maio 23, 2008

À atenção de Rui Costa

O Nuno Gomes que se cuide!

maio 19, 2008

Conduzir à maneira

Deixo aqui á consideração da tutela para que incentive as escolas de consução portuguesas a ensinar efectivamente a conduzir. E também a alguns presidentes de Câmaras a pensarem 2 vezes antes de gastarem o nosso dinheirinho em rotundas.

abril 18, 2008

Tempestade

E queria que fosses uma flor.
E que te abrisses em pétalas douradas,
E que o vento te beijasse ao bater-te
E que no beijo te derramasse polén.

E do polén flor fecunda, florisses.

Não, não és. És mulher.
És mulher feita amor
E de pétalas feitas abertas de amar.

E no amor
E no amar
E no amar de amor
Unimo-nos num sopro,
Em um só corpo, o nosso sopro de prazer
E de amor.

E em ti derramo o polén
Num cálice
Num copo
Num vaso
De embriaguez luxuriante.

Alves Fernandes aka PreDatado

março 03, 2008

Falta justificada?

Apesar de já ter andado por aqui:

esta não é a razão porque desde há algum tempo andar meio fugitivo. Não, não ando em viagem, com grande pena minha. É que sou um grandessíssimo mandrião!

fevereiro 13, 2008

Yo no creo en brujas, pero que las hay… las hay

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Estava eu muito quietinho a conduzir, como quase estou sempre quando conduzo e, a ouvir rádio, como quase sempre faço no carro em alternância com o CD, quando o António Cartaxo da Antena 1 dedicou a sua rubrica de música clássica de hoje ao número 13. E porquê? Porque Richard Wagner morreu no dia 13 de Fevereiro de 1883. E não só. António Cartaxo fez outras referências à relação de Wagner com o número 13 e eu aprofundei na net, a coisa. Estão a ver? Na verdade a 13 de Fevereiro de 1883 ou de outro qualquer ano devem ter morrido muitas pessoas e talvez até pessoas que tenham nascido em 1813, tal como Wagner. Mas vistas bem as coisas, contando as letras de Richard Wagner dá exactamente 13, ou seja 7 de Richard e mais 6 de Wagner. Pois é, e se acrescentarmos a isso que as suas maiores óperas

• Die Hochzeit (O Casamento) (1832), abandonada antes de ser completada
• Die Feen (As Fadas) (1833-34)
• Das Liebesverbot (Amor Proibido) (1835-36)
• Rienzi (ou também: Rienzi, o Último dos Tribunos) (1838-40)
• Der fliegende Holländer (O Holandês Voador; ou "Le Vaisseau Fantôme", O Navio Fantasma) (1840-41)
• Tannhäuser (1843-45)
• Lohengrin (1846-8)
• Tristan und Isolde (Tristão e Isolda) (1857-59)
• Die Meistersinger von Nürnberg (Os Mestres Cantores de Nurembergue) (1862-67)
• Der Ring des Nibelungen (O Anel do Nibelungo) (1853-54), uma tetralogia composta pelas seguintes óperas:
o Das Rheingold (O Ouro do Reno)
o Die Walküre (A Valquíria) (1854-56)
o Siegfried (1856-57 e 1864-71)
o Götterdämmerung (Crepúsculo dos Deuses) (1869-74)
• Parsifal (1877-82) ,

são exactamente 13 começa a dar que pensar. Claro que para mim isto são só coincidências, mas olhando de novo para Wagner reparamos também que foi a 13 de Agosto de 1876 que se deu o 1º festival de Bayreuth, o número 13 é, portanto um ícone de Wagner. E Parsifal, uma das suas mais emblemáticas obras ficou acabada a 13 de Janeiro de 1882 (podia também ter referido que as últimas notas de Tannhäuser foram escritas em 13 de Abril de 1845). Sem saber que seria a última visita que Liszt faria a Wagner, Franz Liszt toca-lhe uma peça improvisada chamada La Gondole Lugubre. A peça figura a procissão de uma gôndola fúnebre pelos canais de Veneza. Este encontro dá-se exactamente a 13 de Janeiro de 1883. Claro que há muitas outras datas na vida de Wagner, mas fica aqui esta resenha apenas por curiosidade.

PS. 13 de Fevereiro tem montes de efemérides. Até a irmã Lúcia teve a lata de morrer a um 13 de Fevereiro, no dia em que em 1965 tinha sido assassinado Humberto Delgado ou Catarina Howard, 5ª mulher de Henrique VIII, em 1542, condenada por adultério (há países que hoje em dia ainda executam mulheres pelo mesmo motivo, obviamente países atrasados 500 anos). Ah, é verdade, a 13 de Fevereiro de 1950 nasceu Peter Gabriel. Vou ali ouvir os Genesis e já venho, ok?

janeiro 31, 2008

Lá vai truta

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Primeiro foi ao lume a ferver um quarto de litro de água com pouco mais de um decilitro de vinho branco aos quais juntei uns quantos grãos de pimenta e uma folha de louro. Como não cozinhei só para mim resolvi que desta vez juntava sal mas fui muito parcimonioso. Na água fervente em largo tacho deitei as trutas já arranjadas, quer dizer barrigas fora, bem lavadinhas e escorridas. Baixei o lume para uma amena temperatura de manutenção da fervura até que quinze minutos se passaram. Nessa altura retirei com a ajuda de duas escumadeiras, as trutas direitinhas para uma travessa, sem sequer lhes separar a cabeça, já que o caldo da cozedura me iria dar serventia futura. Assim, levei a frigideira não mais de 40 gramas de margarina e quanto esta se derreteu polvilhei-a de outro tanto de farinha que deixei cozer por um escasso minuto. Sem deixar de mexer com colher de pau que se esquivou à inspecção da ASAE, fui vertendo sobre a dita cozedura o caldo onde o peixe cozinhou e desatei a tempera-lo: três colheres de natas light que de gordura ainda teremos mais dose, uma de ketchup e um raminho de salsa finamente picada. E como os grãos de pimenta já tinham aromatizado o caldo, quem gosta mói-lhe ainda sobre o dito cujo preparo um pouco de pimenta preta, que foi o que eu fiz e rectifica de sal, que foi o que eu não fiz. O que não dispensei mesmo foi o cálice e meio de rum, este vindo directamente de Cuba, que culminou o tempero. Assim meio grosso, que não bêbado de todo, foi o molho a costumeira travessa de barro mas não seria descabido tê-lo feito no bem conhecido pirex. Cama feita para as trutas que, de novo cuidadosamente transferidas, conheceram mais um local para repousarem antes de acabarem no estômago deste vosso cozinheiro. Mas para que a Drª Margarida se aborreça deveras comigo pelos atropelamentos que eu faço à dieta que me preconizou, polvilhei o peixe com 60 gramas de parmesão fresco ralado. E para quê, para quê? Para aloirar a comezaina, por uns bons 10 minutos em forno já quente de antemão. Como acompanhamento optei por uns brócolos cozidos.

Esta e outras receitas e até outros posts lá no sítio do costume

janeiro 24, 2008

Há peixe no deserto?

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Bem sei que esta foto não tem a qualidade das da Karla, mas para mim entre comer uns linguadinhos fritos ou um banho de areia, estou na primeira. Ah, é verdade há mais comida lá no Pre. Apareçam.

janeiro 07, 2008

Vamos fumar uma cigarrilha ao casino?

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Não é recente a obrigatoriedade de, a acompanhar os produtos, existirem instruções, guias ou manuais, escritos em português. É certo que quem compra um cartão de memória para uma máquina fotográfica ou para outros fins, raramente tem necessidade de ler as referidas instruções o que significa, normalmente, não tomar atenção aos guias que os acompanham. Eu, como sou um bichinho muito curioso, leio sempre tudo, inclusivamente (ou talvez obrigatoriamente), as bulas dos medicamentos. E assim dei por conta que a Transcend ® no cartão SD, que ontem comprei numa conceituada loja da especialidade, o fez acompanhar da pérola que aqui incluo. À atenção da ASAE, por obséquio.

outubro 03, 2007

Dietas

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Estes belos animaizinhos e o conteúdo destas lindas garrafinhas têm sido as minhas companhias de há um mês para cá. Sete quilos, sete, já se foram e a gravidez (más línguas!) era bluff. Mas ando cá com uns desejos de Queijo da Serra…

setembro 05, 2007

ParaBilhas

Conjugação de Parabéns e de Bilhas. Toma e vai-te pentear!

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foto daqui

agosto 24, 2007

O prometido é devido

A minha querida Mad (uma moça alentejana super-aliciante) lançou-me há alguns meses (???) atrás um desafio. Passou-me a incumbência de baladar algo aqui no Ante e Post. Só que eu prometi e não havia meio de encontrar uma cantinha à maneira. Pois agora - já que não sei como se embebe o tu-tubo aqui - espreitem e oiçam e, se tiverem paciência, vão até ao fim porque ´vale a pena.

agosto 22, 2007

Lampião a lampião enchem-se de 6 milhões os papos

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Foto: PreDatado

agosto 10, 2007

Ele há frutos que são tão proíbidos, Graças a Deus

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O ácido úrico disparou, o gama GT está pela hora da morte, do colesterol nem vos falo e os triglicéridos é do tipo quem dá mais, quem dá mais? Mas aquela bola “com creme e sem creeeeeeme”, a entremeadinha a babar-se para mim, a bejeca tão fresquinha a tentar-me, todos e todas a merecerem um hálito de Old Parr, digam lá se há coisa melhor do que o Verão?
A dieta segue dentro de momentos.

julho 19, 2007

Começo a entender

Durante a campanha eleitoral que colocou o nosso Sócrates no Governo, tive sempre alguma dificuldade em entender como é o senhor Primeiro Ministro iria arranjar 150 mil novos empregos. Agora vão ser contratados 230 assessores (um por cada deputado) para o Parlamento. Vamos lá homem, já não falta tudo e as eleições são daqui a dois dias! O tempo passa depressa.

julho 17, 2007

baltajar! baltajar! baltajar!

Escrevi em tempos, Abril de 2006, um post, em que contava a história de uma manifestação de Carrazeda de Ansiães de apoio a Salazar. Do post de então coloco o extracto:

Manifestação em Lisboa de Apoio a Salazar. Camionetas vindas de todo o país invadem a capital numa grande manifestação de apoio a Salazar. A Emissora Nacional faz a reportagem da chegada dos manifestantes.
EN – Minha senhora de onde vem?
Popular – De Carrajeda de Anshiães.
EN – Porque é que veio a esta manifestação?
Popular – Bim ber o Baltajar.

Não sei se os que vieram agora de Cabeceiras de Basto sabiam se vinham apoiar o António Costa ou se vinham comer uma sardinhada na Costa. Mas que o estilo permanece, lá disso não há dúvida. No entanto, tal como Salazar, acredito que António Costa também pense que tenha sido uma manifestação espontânea. Ele ainda há com cada presidente de câmara!

julho 06, 2007

Necrologia

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Eu ainda sou do tempo em que para falar de livros havia um programa do Francisco José Viegas, altas horas da noite, num daqueles canais que quase ninguém vê e que, mais tarde, veio a ter uma continuadora com a Barbara Guimarães na SIC Notícias. Eu que até não desgosto da Judite de Sousa, ela fala “sopinha de massa” tal como eu o que me deixa extremamente feliz (estás a ver, não sou o único?), deu-lhe para, de há uns tempos a esta parte, incluir no meio de algumas interessantes – para mim nem sempre bem conduzidas – entrevistas, conversas com escritores de livros. O Viegas e a Bárbara não precisam de ficar roídos de inveja, quer dizer, isto sou eu que digo, porque apesar de tudo (neste tudo inclui-se o facto de eu já ter levado grandes barretes ao seguir sugestões deles [bolas, tantos parêntesis]), a Judite, nas entrevistas sobre livros está a alguns furos-luz desses outros dois confrades. Se entrevistar Carrilho sob o seu, dele, signo da verdade, ou Santana Lopes para expor a sua enxurrada de acusações, já tinha sido uma penosa tarefa, principalmente para os telespectadores, entrevistar Zita Seabra para falar do seu último livro foi apenas um exercício para pintar com uma cor menos mórbida as negras cores da necrologia. Porque foi uma entrevista apenas para falar de mortos. Muitos minutos para falar de Cunhal e não pelas melhores razões, muitos outros para falar do Comunismo que, apesar de alguns estrebuchos na China, na Coreia ou em Cuba foi morto e enterrado em quase todo o mundo, para falar do Partido Comunista que enquanto partido fortemente enraizado no marxismo-leninismo, no centralismo democrático, na ditadura do proletariado e no internacionalismo proletário, já na Soeiro Pereira Gomes faleceu faz tempo e para falar dela, Zita Seabra, vazia de causas ou pior ainda numa luta de contra-causas, como um afogado à procura de uma bóia de salvação, está, politicamente falando, completamente finada. Tal como Carrilho, ou Santana, a quem a opinião pública e publicada ainda concede o benefício de poder vir a ressuscitar ao terceiro, não direi dia, mas quem sabe congresso do PSD, Zita Seabra é quase já só um ser político mumificado.

junho 26, 2007

Eles tratam-nos da saúde, da carteira e da paciência

O Governo prepara-se para actuar de novo no sector da saúde. Uma das medidas do pacote é a de os utentes passarem a pagar uma taxa moderadora exorbitante no caso de serem consultados mais de 3 vezes por trimestre. Ora bem, acredito que haja quem faça da ida ao posto médico um hobby. Se o senhor Ministro o acha, quem sou eu para não achar? É por isso que ele é ministro e eu não, porque ele acha muito melhor do que eu. E os que melhor acham devem ser compensados com cargos de ministros. Mas adiante. O que eu quero perguntar ao senhor Ministro é a quem é que ele vai pedir o pagamento das taxas pela ineficiência, burocracia e incompetência da organização que ele tutela. Quer dizer, que ele acha que tutela. Vamos a um exemplo prático e pessoal que é para ele, o senhor Ministro não achar que é ficção. Eu tenho um pequeno quisto sebáceo que tem de ser removido. Pelo menos a minha médica de família assim o crê. Mas como não pode decidir por ela, mandou-me a uma consulta da especialidade no posto médico, acompanhado de um relatório. O senhor cirurgião, ao fim de dois minutos de consulta, tempo em que esteve a preencher a minha ficha pessoal (a administração pública gasta milhões em novas tecnologias, mas estas coisas não estão ligadas, percebem?), perguntou-me se eu tinha análises recentes. Como de facto eu tinha análises feitas há pouco mais de um mês, marcou-me nova consulta para a semana seguinte para que eu mostrasse as análises. Nova consulta (neste momento já somamos 3), e agora sim podia fazer um relatório para o seu colega de cirurgia do Hospital. E o que constava no relatório? Adivinhem, vá lá! Pois isso mesmo, quisto sebáceo e a respectiva localização. Exactamente igual ao da minha médica de família. Já tive a quarta consulta, desta vez no Hospital. E o que fez o cirurgião, o que foi? Olhou, apalpou e preencheu um documento para que eu assinasse a autorização de extracção do quisto. E o que se passou a seguir, adivinhem de novo. Tirou o quisto? Não! Isso fica para uma quinta consulta. Ah! Mas só leu o relatório do seu colega a meu pedido (na realidade não servia para nada).
Pronto esta é a história de como eu poderei ser penalizado no futuro a pagar balúrdios de taxas moderadores, quando, por minha iniciativa eu fui a uma única consulta que até ver, se transformará em cinco.
Mas como sou picuinhas ainda tenho mais uma coisita sem importância para vos contar. Cronometrei ao minuto (não ao segundo por que não quis) todo o tempo dispendido em deslocações, inscrições, salas de espera e consultas. Não se pasmem porque todos já estão acostumados a isto. Consultas: 8 minutos (inclui os 6 minutos e meio que demoraram os vários intervenientes a preencher fichas). Tempo para inscrição: 64 minutos. Salas de espera 255 minutos.
Sem paciência, a saúde igual e a carteira (daqui a pouco) cada vez mais vazia. Como “eles”, nos tratam bem!

junho 22, 2007

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1. Com esta já é a quarta fotografia cá do cota que publico, além das cegonhas, e ainda não fui convidado para capa de nenhuma revista (quer dizer, este paragrafo só faz sentido aqui)
2. Arrepiante aterrar na Portela quando se aterra de Sul para Norte. Estou sempre a pensar quando é que o comandante mete o bicho no estádio de Alvalade. Não é que o estádio de Alvalade me interesse para alguma coisa, mas os seus frequentadores, embora lagartos, não merecem levar com um avião em cima. Prefiro ir lá dar seis a três.

3. Falando sério, há anos, há muitos mesmo, que oiço falar de que o aeroporto deveria sair de Lisboa por questões de segurança. Não do tráfego aéreo mas sim das populações. Hoje em dia parece que é pró-Lisboa quem defende a continuação da Portela. Eu por mim queria ver se quem quer que seja eleito Presidente da Câmara tem tomates para transferir os Paços do Concelho para Alvalade, Lumiar ou Camarate: Era de Homem, hein?

4. Bem sei que não foi Couceiro quem falhou os penaltis. Mas foi ele que escalou os mais novinhos para os marcar. O gajo é mesmo nabo (nabo dará queixa crime? É que isto de escrever em blogs está a tornar-se perigoso).

5. Comprei aquelas minis da Sagres com rótulos design. Até estou com pena de as beber. Mas também estou com sede. Não sei que faça…

6. O Rui Moreira é presidente da Associação Comercial do Porto (ACP) e é comentador residente do “Trio de Ataque” da RTPN. O Lobo Xavier é vice-presidente da ACP e é comentador residente da “Quadratura do Circulo” na SIC Notícias. O Paulo Rangel é director da ACP e é comentador residente do programa “Estado da Nação” da RTP. E eu que pensava que a Maçonaria é que estava em todas. Afinal é a ACP. Ando mesmo distraído.

7. Eu queria escrever mais, mas o TGV deve estar aí a passar e se me distraio ele nem me vê aqui no meu apeadeiro e nem pára (para grande tristeza do Pacheco Pereira que acha que o TGV vai parar em todas).

8. Pouca-terra-pouca-terra-pouca-terra-pouca-terra…

PS. Não caí na tentação de falar, hoje, quer dizer ontem, começou o verão e coisa e tal e o tempo isto e o tempo aquilo e as andorinhas, ups isso é primavera, e as folhas a cairem, ups de novo acho que estou na estaçao errada... é por isso que não escrevo sobre o verão. Dá-me cá uns calores.


junho 21, 2007

Olhai Karla que não fosteis esquecida

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Por aqui andasteis, de aqui voltasteis e de vós saudades deixasteis e por isso mais de uma vez este poema me fizesteis recordar. Agora que viesteis contai o que tendes para contar mas não provoqueis inveja, apenas água na boca vos sede permitido que faceis.


Ai flores do verde pino ,
se sabedes novas do meu amigo
Ai deus, e u e?
Se sabedes novas do meu amigo
Aquel que mentio do que poss' comigo?
Ai deus, e u e?

Vos preguntades polo voss' amigo
e eu ben vos digo que e viv' e sano.
Ai deus, e u e?
E eu ben vos digo que e san' e vivo
e será vosc' ant' o prazo saido.
Ai deus, e u e?

(D. Dinis, Dei Gratiae, Rex Portugaliae & Algarbii)

junho 18, 2007

O Belmiro também contribui para a protecção da Natureza

Belmiro.JPG
foto: AF in O PreDatado

Estive uma e só uma semana de férias e aconteceram tantas coisas. Porque é que estas coisas não acontecem quando estou por cá para eu ter algo para escrever?

Por exemplo, adorava ter escrito qualquer coisa sobre Alcochete. Não sobre a vila ou sobre as festas do barrete verde que no próximo mês de Agosto se voltarão a realizar, nem tão-pouco da carreira de tiros. Mas de algo mais substancial tipo o aeroporto. Vamos lá a ver, a CIP escolhe Alcochete como alternativa à Ota. Bom como alternativa pode mesmo ser melhor, quem sou eu para duvidar? Mas a CIP “escolhe” e não há nenhum, mas mesmo nenhum, interesse por detrás? Hummm.. que pena eu já não ter nenhum avô nem avó vivos. Eles conheciam-lhe todas as maroscas, ai não que não conheciam.

Por exemplo, o Berardo, o tal que, entre outros capitalistas, foi aplaudido pelos trabalhadores da PT quando da gorada OPA da Sonae, quer comprar o Benfica. Por amor ao Benfica! O seu desamor ao Jardim Gonçalves rendeu-lhe de um dia para outro, segundo os jornais, mais de 60 milhões de euros. Era uma questão de desamor… e o amor não é muito mais bonito? Quanto lhe renderá, hein?

Por exemplo, voltando ao novo Aeroporto Internacional de Lisboa, o Prof. Ernâni Lopes, diz que desde há 10 anos que achava que a solução Ota só podia ser uma brincadeira. E ficou 10 anos calado até que a CIP o convidou para botar faladura? Ou sua sumidade não podia mesmo ter falado, pois tinha a voz embargada de tanto rir durante estes dez anos de brincadeira Ota?

Por exemplo, o Estado vai privatizar a EP (ex-Junta Autónoma de Estradas, ex-ICERR/ICOR, ex-IEP, cada nome cada estrutura, cada estrutura cada conjunto de tachos). Uma “brincadeira” que culminou com um exercício, mais ou menos bem conseguido, da Ferreira Leite para tirar as contas da “JAE” do OE (deficit oblige) e por aí fora e coisa e tal e que mais dia menos dias acabará, por analogia, por resultar na privatização de outros bens básicos dos portugueses como, por exemplo, as águas, já que a saúde leva o mesmo caminho. Consta que o Prof. Ernâni Lopes, daqui a dez anos, vai dizer que julgava que esta coisa da privatização das estradas era apenas uma brincadeira.

Por exemplo, depois do desaparecimento da pequenita Madeleine McCann, já desapareceram em Portugal bués. Fosse em barragens, em rios escarpados ou em outros locais,consta que já foram todos encontrados. Porque não Madeleine? Este não é um caso para rir, nem agora nem daqui a 10 anos. Já da incompetência, às vezes um sorriso irónico, sarcástico e de desprezo não consigo evitar que se me escape.

Por exemplo podia ficar aqui toda o dia a falar das coisas que esta semana me fariam escrever um post. Mas não posso pois estou cansado. Termino apenas com uma referência à nossa selecção sub-21 de futebol. Após tantos dedos apontados ao árbitro que dirigiu o Portugal-Holanda, ninguém conseguiu ver que ele apenas quis que nós melhorássemos a nossa qualidade em campo? E isso, obviamente, só poderia ser feito com o treinador Couceiro na bancada. Você não quer voltar ao FCP Sr. José Couceiro?

maio 29, 2007

E você já consultou um site de sexo?

Um tal de Robert Murat é arguido no mais mediático caso de rapto de todos os tempos ocorrido em Portugal, o da menina Madeleine McCann. Se for caso disso que seja julgado e se for caso disso também que seja condenado. Até lá é arguido por uma razão especial – é o principal suspeito. Por isso há que investigar tudo de modo a encontrar indícios ou provas que o liguem ao rapto da pequenita, ou então que o livrem do libelo acusatório que hoje sobre ele pende. Agora que as “fontes fidedignas” que estão a investigar o caso, sob o título do anonimato, que é assim que rezam as crónicas dos jornais, venham para os jornais dizer que “vejam lá que o Sr. Murat até consultava sites pornográficos na Internet” essa só lembra ao diabo. Se calhar só lembra à nova Pide e a quem a ela dá cobertura. Eu pensava que o tempo da caça ás bruxas já era coisa do passado. Santa ingenuidade.

maio 22, 2007

Cebolas

cebola.jpg foto daqui

Eu não tenho muita piada a escrever, tipo daquela que dá logo para se fazer um sketch à la Gato Fedorento ou, menos ambiciosamente, tipo Inimigo Público ou Luís Filipe Borges. Mas gosto de escrever e, mesmo quando trato de assuntos sérios, de deixar um pequeno sorriso nos lábios de quem me lê. Claro que não estou a falar em deixar as pessoas alegres quando escrevo um epitáfio para a campa de alguém que nos é querido, mas mesmo assim, se há uma característica em mim é a de não tentar provocar a lágrima (ía cair na tentação de escrever fácil, mas não escrevo, parece conversa de deputado) no canto do olho de ninguém. E se os olhos se molharem que seja de felicidade! Pois bem, perguntava-me uma amiga, de velhos tempos de comentadora no PreDatado e mais tarde minha anfitriã no Ante & Post, porque é que eu andava tão ausente da blogosfera. Não consegui arranjar uma explicação mais convincente do que a da preguiça (quase sempre sai bem). Como não me pareceu que ela tivesse engolido a desculpa sempre fui adiantando que me faltava a inspiração para escrever originais e que, comentar do jeito que eu gosto as noticias que vão passando nas rádios e nas televisões seria como que plagiar. É que, em boa verdade, cada vez mais, acho que os nossos políticos e os nossos socialites e, como consequência os nossos media, estão numa fase em que não são capazes de produzir uma notícia que eu não ache imediatamente que se trata de uma piada. E depois vou fazer o quê? Plageio ou faço o oposto? Pego numa cebola e começo a descascá-la aqui?

PS. Tal como o António Costa disse a propósito das conversas com a Helena Roseta, as conversas particulares não são para divulgar, mas tenho a certeza que a minha querida Karla não me vai levar a mal se eu cometer a indiscrição de dizer que no meio do nosso “bate-papo” ela me perguntou pelo meu Benfica: Que raiva! Com uma pergunta destas quem é que depois consegue escrever uma piada?


maio 04, 2007

O cantinho do fundamentalista

proibido cigarro.jpg

Disse eu, um dia no passado não muito distante, de que se a lei que proibia fumar em restaurantes e bares fosse avante não me importaria muito com isso. A bares vou a poucos e, restaurantes, pura e simplesmente deixaria de frequentar. A menos que tivessem uma esplanada. Hoje em dia tenho uma opinião diferente. Haja dinheiro e não prescindirei de nenhum, ou melhor, não prescindirei de nenhum que não tenha área suficiente para ter espaço de fumadores. É que muito a custo, muito a custo, já lá vão mais de 3 meses que parei de fumar. E um dia destes é verem-me de novo em bares!

abril 25, 2007

Quase

Grândola vila morena
Terra da fraternidade
O Povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade.

Foi assim, pela voz de locutor, de quem não me lembro já o nome, aos microfones da RR no programa Limite, que o tal arrepio na espinha quase me fez subentender que algo de “anormal” se estaria a passar. Depois, depois ouvi o Zeca e fui dormir.

Um grupo de capitães, quase ricos, quase filhos de ricos, ou de quase ricos, que não gostou que Marcelo Caetano os pusesse, a eles capitães de carreira, em pé de igualdade com a escumalha miliciana. Coisas que o império e a guerra tece. Quase que esteve para ser assim, quase que não passaria de uma indisposição corporativa, quase que esteve para ser um golpe de estado falhado. Mas as coisas evoluíram, juntaram-se aos capitães chateados, os capitães esclarecidos e mais os capitães fartos de angolas, de guinés e de moçambiques e juntaram-se muitos mais, juntaram-se tu e ele e juntei-me eu também e juntou-se um povo inteiro para que aquilo que era quase para ser o tal golpe se transformasse numa revolução. E tivemos um nunca negado PREC o da paz, do pão, da saúde e da habitação. Hoje, quase três décadas e meia depois, que o digam os nossos militares em missões nas Balcãs, no Iraque e em Timor, os nossos (ainda milhões) de analfabetos, os mais de quatrocentos mil desempregados, as mães que, cada vez mais têm os seus filhos nas ambulâncias, quando há ambulâncias para ter filhos e os milhares de sem-abrigo que preenchem as noites de Lisboa e do Porto e de quase todo o país. Mesmo com todos os quases valeu a pena e mesmo que apenas pareça que foi quase um sonho, mesmo assim, valeu a pena. E um dia, quando não for possível fazer mais estradas ou túneis para inaugurações pode ser que se cumpram os desígnios de Abril. Eu continuo com esperança. Ou quase.

março 23, 2007

Quem dá e quem tira vai para o inferno (ah é verdade, eles são ateus…)

Eu, cá para mim, o nosso primeiro, quando era pequenino, deve ter levado cá um chapadão de algum funcionário público que jurou “quando eu for grande e for primeiro-ministro vou-me vingar destes gajos todos, olá se vou”. E vai daí, ainda ele leva pouco mais de 2 anos de governo e ainda não parou de se vingar. Agora, desta vez é o número de dias de férias. E tal e coiso que não é justo, e coiso e tal que tem de haver convergência com o privado e tal e mais tal e mais coiso. E é assim, com uma aura de justiceiro que vem atirando areia para os olhos da populaça. O que este senhor e os seus ministros escondem ou não querem que se relembre é que os dias de férias “a mais” foram ofertados pelos governos em contrapartida dos não-aumentos salariais devidos. A bem do País e do deficit, aliás a única coisa que realmente parece interessar ao Senhor José Sócrates Ferreira Leite.


PS: Juro por minha honra que não sou, nem nunca fui funcionário público. Tenho dito

março 14, 2007

Vá lá, deixem-nos pelo menos falar (ou escrever)

Vi há pouco na televisão uma carga policial sobre os trabalhadores de uma empresa que se prepara para fechar. Esta carga de Sócrates (que aliás não é a primeira) faz-me lembrar a carga de Cavaco Silva na ponte 25 de Abril e a carga de Marcelo Caetano sobre os trabalhadores da Lisnave, em 1969. Tenho para mim que as diferenças entre uma maioria absoluta em Democracia e uma Ditadura são poucas. Bom, há algumas. Nesta democracia eu tenho a liberdade de dizer que ela se comporta como uma ditadura.

março 08, 2007

DIM

Vim aqui dizer às minhas amigas que amanhã (ou seja daqui a alguns minutos), tudo voltará ao normal.

janeiro 26, 2007

Comparações

testiculo.jpg


Um milhão é mesmo um colhão de visitas!

janeiro 23, 2007

Bill

A Karla deixou-nos algumas pistas de quem seria o novo elemento a integrar a equipa do ante-et-post. Qual super-homem, é um pássaro?, é um avião?, não é o Superman!!!, também aqui ficou a dúvida se seria o Gates, o Clinton ou o Bufallo, todos eles Bill(es) conhecidos do nosso mundo. Mas não, o Bill de quem se fala e que será o nosso novo companheiro nestas andanças, é o Bill, autor do blog “Realidade Torta”. Claro está que será o próprio Bill a fazer a sua apresentação nestas páginas e por isso não me atreverei a acrescentar muito sob pena, primeiro de errar, segundo tentar e não conseguir, com palavras dizer aquilo que uma imagem valha por mil. Por isso, deixarei apenas uma foto tipo passe, sendo que as fotos de corpo inteiro, com gravata ou em nú artístico, será o próprio Bill a publicar. E dessa foto tipo passe constará apenas um tipo que para além de escrever bem, deixa aos seus leitores sugestões de leitura de Eugénio de Andrade ou Fernando Pessoa. Ora de um tipo assim só se espera que venha enriquecer o nosso plantel. E como estamos ainda em plena época de contratações, esta é a que temos o prazer de oferecer aos nossos leitores. Por isso lhe deixamos aqui as nossas boas vindas.

Sem inspiração


Estava eu a pensar que andava sem inspiração para escrever, o que aliás se pode confirmar pela minha gazeta sistemática à publicação aqui e no PreDatado, quando me lembrei de escrever um post que reflectisse este meu estado letárgico. Eis se não quando, deparo com um plagio de pensamento, e mais grave ainda, levado á letra de forma pelo meu amigo Bilhas aqui mesmo no ante-et-post. E antes que o Bilhas e eu iniciemos uma batalha jurídica pelos direitos de autor do título supra, quero-vos lembrar que na nossa vida encontramos muita gente sem inspiração. E ainda bem!

“Ainda bem?” perguntam-me agora, perplexos, os meus leitores. “Pois”, respondo eu que sou de poucas falas. E vai daí, dando-me aquela de justificar as minhas afirmações começo a dar professorais exemplos. Imaginemos que um dia o nosso Ministro da Saúde acordava inspirado. E, acto contínuo, desataria a fechar maternidades, centros de saúde, e a lançar mais taxas moderadoras e outras coisas assim. Imaginemos também que o nosso Governo acordava inspirado e os ministros, cada um à vez, começavam a dizer “Hoje vou aumentar o preço do pão”, e outro, “Hoje vou aumentar o imposto sobre o combustível” e o outro que não queria ser acusado de falta de inspiração lá vinha com uma nova ideia, “Hoje vou aumentar o preço da electricidade”, e outro ainda, que, pelo estatuto que lhe era conferido pelas mais altas instancias e que nem pela cabeça lhe passaria ser acusado de ovelha ranhosa da turma, resolvia mostrar que a sua inspiração não era menor que a dos seu pares, aliás seus menores e vinha daí e atirava “Eu, como chefe desta banda, decidi ir passear à China numa altura em que o chefe da banda de lá, anda a passear por outras bandas”. Então, repito eu, ainda bem! Imaginem a gente ter um Governo assim. Que Deus nos livrasse. Ainda bem que eles também andam sem inspiração.

Quem não anda sem inspiração é o nosso, falo para os da nossa cor, treinador de futebol. Deve ter sido a Santa Madre Igreja quem lha conferiu, com todo o respeito pelos que têm Fé. E eu, e ele também, parecemos que temos fé no nosso santinho angolano. E num raro momento de inspiração mandou o Pedro para o campo e toma lá que já te curaste!


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Foto tirada com grande inspiração e disponibilizada no site oficial do Glorioso

janeiro 02, 2007

Paguemos e não bufemos?

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Os jogadores vão deixar de ter um regime especial de tributação. Começo por dizer que acho bem. Acho bem que acabem os regimes especiais seja para jogadores de futebol, seja para profissionais em qualquer outra actividade. Se temos que pagar impostos que paguemos numa base igualitária. Entretanto o Sindicato do Jogadores põe como hipótese decretar uma greve de jogadores contra esta medida do governo. Continuo a minha reflexão com um também acho bem. E acho bem não pelo particular motivo desta greve, mas pelo que deveria ser um movimento geral dos cidadãos. Um dia destes, aqui no meu recanto fiz um pequeno apanhado de em quanto contribuo para os cofres do Estado. Considerando o IRS e a Segurança Social são 40% à cabeça. Do restante que recebo (há quem chame salário líquido, eu chamo-lhe grãos de areia) e que serve para eu pagar os bens que consumo sem sobrar um tusto, vão mais 21% em IVA. Tendo em conta que fumo (poderão dizer problema meu, mas a verdade é que fumo) e que ando de carro, o tabaco e a gasolina têm uma tributação que chega a atingir praticamente 70% do PVP. Pago IMI, taxa de saneamento e IMV. Sou duplamente tributado quando compro um carro pois não só pago IA como pago, também, IVA sobre o preço do carro com IA. E se me esqueci de alguma taxa mais, perdoem-me, mas assim, num só ano, mais de 60% do meu rendimento vai para o Estado. Voltando à vaca fria, acho bem a greve contra os impostos. Acho até bem uma greve geral, um levantamento popular, uma revolução. Ou não foi por se revoltarem contra os impostos que a corte britânica lhes impunha, que os americanos declararam a independência dos Estados Unidos?

dezembro 20, 2006

Sobre a paragem do campeonato

(com a máquina de calcular na mão)

Muito criticam os comentadores de futebol, nos jornais, nas rádios e na televisão, esta paragem da Liga durante quase um mês. Normalmente, para justificarem esta crítica, comparam com o campeonato inglês, que tem jogos na véspera de natal e nem sequer na passagem de ano pára.
Pois bem, comecemos pela comparação com os ingleses. O nosso campeonato tem 16 equipas contras a vinte da Liga inglesa. Isso significa menos oitos jogos, teoricamente menos oito fins-de-semana ou seja praticamente dois meses. Se os ingleses parassem um mês, tendo em conta que além do campeonato têm ainda a Taça de Inglaterra e a Taça da Liga, talvez não tivessem suficientes fins-de-semana para jogar. Logo a comparação é leviana e desprovida de senso.
Vamos agora ao nosso caso, tout court. Os maiores críticos são aqueles que defenderam (eu também defendo sem criticar a actual paragem) a redução de clubes da Liga. E um dos argumentos que usam é de que os clubes neste interregno terão de pagar ordenados sem ter receitas. Este é o primeiro argumento que me faz rir e discordar. Porque os mesmos comentadores passam o tempo a clamar sobre as assistências de 2000 espectadores por jogo. E é verdade. Só que por isso mesmo, não são as receitas de bilheteira, infelizmente digo eu, que sustentam os clubes de futebol.
Finalmente façamos contas. Suponhamos que a Liga começa, como começou efectivamente, na última semana de Agosto. Tendo em conta que só temos 30 jornadas e portanto, teoricamente, 30 semanas, teríamos apenas 7 meses de futebol sem paragens. O que significa que, teoricamente, no final do mês de Março, a Liga atingiria o seu términos. Ora, como entretanto há, durante um campeonato, 3 a 4 fins-de-semana onde se interrompe para jogos de Selecções e mais dois ou três para jogos de Taça, o futebol seria sem outras interrupções coisa para acabar a meados de Maio. Teriam assim os jogadores férias de cerca de 3 meses consecutivos, tendo em conta que normalmente começam a pré-época um mês antes de começar a Liga. E neste espaço de tempo como é que os clubes, sem receita de bilheteira, irão sustentar as equipas?

dezembro 18, 2006

Que levais no regaço, Senhora? São tripas, Senhor, são tripas.

(Introdução ao milgare das tripas)

Hoje os nossos leitores estão a assistir a um ante-et-post um pouco diferente. Um ante-et-post em que nós falamos de nós, um ante-et-post em que nós falamos dos outros nós falando deles que são também parte de nós. Mas por uns momentos desculpem-nos e deixem-nos falar dos nossos umbigos. Este blog é resultado de um esforço colectivo sem regras nem balizas. Cada um é livre de ser monárquico ou republicano, de ser ateu ou religioso, de ser português ou estrangeiro, de ser homem ou mulher, de opinar à direita ou à esquerda, de ser alto ou de ser baixo, de ser homo ou heterossexual, de vestir camisa vermelha ou às riscas (até admitimos o azul vertical e o verde horizontal), de ser gordo ou magro, de usar barba ou o rosto escanhoado. E no entanto quando nos encontramos todos, ou quase todos, sendo que os que não estavam também estiveram e os que não estiveram estavam lá, essas diferenças, por tão livres de o serem se realçam no fascínio e na beleza de cada um. E ficamos a pensar que milagre é este que consegue juntar a cultura e beleza da Karla e da Lilly, a incomensurável disponibilidade do Raim, a hospitalidade do Jorge, a alegria do Bilhas, a sobriedade intelectual do Andrade, o mistério africano do Bin, o incrível conhecimento das coisas de Portugal demonstrado pelo espanhol Dani, as palhaçadas do Pré, dizia eu, que milagre é este de juntar toda esta gente à roda de um prato de tripas e de uma travessa de carne de porco?

dezembro 15, 2006

O futebol e eu, Predatado

Já que a Karla aqui se referiu ao futebol vou dizer-vos qual a minha relação actual com o dito cujo. Sou sócio e accionista do Glorioso Sport Lisboa e do Benfica SAD, respectivamente. No primeiro caso contribuo voluntariamente há quase trinta anos, hoje em dia com 12 euros por mês, embora não frequente o estádio já lá vão largos meses (muito largos mesmo, não tendo sequer aproveitado os bilhetes grátis que me têm sido endereçados, quer como aderente ao novo kit, quer como aniversariante, quer ainda os que me são oferecidos pela Repsol nos abastecimentos). Não faz parte deste post essa explicação, mas desde já adianto que o futebol, tal como existe de há uns bons anos a esta parte, nada me diz de especial. Sem o meu consentimento ou voluntariedade sou também sócio de vários clubes da região Autónoma da Madeira, região para a qual é canalizada uma parte dos meus impostos e que os governos da dita região, como quem faz forward de um e-mail “ser amigo é…”, transferem directamente para os cofres dos ditos clubes. Espero que se o Marítimo alguma vez desça de divisão, ninguém venha à praça pública dizer que a culpa é dos sócios. A mim, que já sou culpado do custo da electricidade, só me faltaria mais essa.

novembro 29, 2006

Ele não era da Metro do Porto

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A propósito do tão falado relatório do Tribunal de Contas sobre as mordomias, quase infames, que auferem alguns administradores na Metro do Porto lembrei-me de uma pequena história contada pelo meu pai.
É delicioso ouvir os velhotes relembrarem e contarem histórias do antigamente. Eu, que caminho a passos (embora ainda curtos) para a terceira idade, começo também já a ter esse hábito, fazendo dos filhos a minha principal audiência, já que netos ainda por cá não moram. Mas desta vez o meu lugar era na plateia e o contador era o meu pai. E relembravam-se empregos antigos, arrogâncias de patrões ricos e todo-poderosos, mas também momentos mais delico-doces de reconhecimento. Tinha então o meu pai doze anos, quando o patrão Chico que apesar de toda a sua prepotência, capaz de despedir quem não lhe desse a veneranda salvação, era capaz de gestos que deixavam outros, que lhes beijavam mãos e pés roídos de inveja. Porque apesar de tudo sabia reconhecer quem trabalhava bem e a preceito. E foi como reconhecimento do trabalho do moço (a quem viria a despedir, mais tarde, por não ter dito “bom dia patrão Chico”, mas essa é outra história) ofereceu-lhe viatura de serviço. Isso mesmo, o que acabaram de ler, viatura de serviço, a um rapaz de 12 anos. E com “combustível” à descrição! A única obrigação que tinha era mantê-la em boas condições e ser ele a levar o BURRO ao palheiro para abastecimento.
Não consta que o Tribunal de Contas tenha feito nenhuma observação a esta regalia de um jovem moço de quinta que nem quadro executivo da “empresa” era.

PS. Voltando ao tema de abertura deste texto, estes relatórios fazem-me rir. Depois do alarido nas TVs e nos Jornais, tudo vai ficar na mesma. Ninguém vai ser responsabilizado, ninguém vai perder as mordomias, ninguém vai a responder em Tribunal. E se, por mero acaso, se abrir algum processo, ele irá prescrever pela certa. Digo-vos eu porque às vezes também me gosto de armar em profeta.

novembro 28, 2006

Vamos lá começar o dia com diversão

Está sentado a ler este blog? Se não está, sente-se um pouco. Agora levante ligeiramente a perna direita e comece a fazer pequenos circulos com o pé direito no sentido dos ponteiros do relógio. E agora, ao mesmo tempo que faz os círculos com o pé, tente com a mão direita desenhar o número 6 no ar. Conseguiu? E o que aconteceu ao movimento do pé? Eheheheheh.

novembro 24, 2006

Não gostas não comas (ou quem me manda a mim escrever coisas destas...)

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Ando por aqui há três anos e por consequência há quatro fins de ano, onde um processo de nomeações dos melhores blogs e dos melhores bloggers se vem repetindo. Confesso, e não me levem a mal por isso (se quiserem podem levar a mal, vá lá), que não acho nenhuma piada ao estilo. Eu, que até me arrisco a que um ano destes me concedam o prémio do blogger mais “velho” – só estou à espera que outros mais antigos desistam, tipo Tiago Monteiro na F1 – constato que as nomeações são sempre mais do mesmo. Ou se nomeiam os amigos ou se nomeiam as figuras e figurões da vida pública. E nem sei porque deveria ser diferente. E é exactamente por isso que não acho nenhuma piada! Começo já a ouvir os comentários dos que me estão agora a ler.
- Olhem-me este gajo. Para quem não acha piada nenhuma ao evento, parece que não perde pitada.
- O tipo tem mas é dor de corno.
- Se ele tivesse nomeações não vinha para aqui com estas balelas…

Tenho de dizer o seguinte. Não é pelo facto de achar uma piroseira e uma boçalidade este tipo de escolhas que as deixo de seguir com atenção. Nunca gostei de Marcelo Caetano mas ouvia-lhe as “conversas em família”. Também não gosto do Miguel de Sousa Tavares e leio-lhe as crónicas. Ou não é por não gostar da TVI que não lhe espreito a programação. A verdade é que ninguém me vai poder acusar de falar de concertos para violino de Chopin, pois só falo daquilo que estou minimamente ao corrente. Quanto à dor de corno, podem tirar o cavalinho da chuva. O Ante e Post até já foi nomeado, não foi Cristina? E o PreDatado já foi? Não sei, não vou ler os blogs pelo que me indica o Sitemeter (que consulto) ou o Technorati (que não consulto). Eu leio blogs que gosto e blogs que não gosto. Leio de tudo e, de vez em quando, até faço referências desinteressadas, ah pois faço. E se eu já tiver sido nomeado individualmente, que me faça muito bom proveito, é o que eu desejo.
Mas uma coisa é certa e podem escrever. Não vou nem fazer nomeações, nem publicitar os blogs que andam para aí a promover essas iniciativas. Porque publicidade só se for paga, e mais nada.

PS. 1. O facto de fazer o link para o blog Contra Capa nada teve a ver com a “descoberta” de que foi feita uma nomeação ao Ante e Post. Não houve descoberta nenhuma. Faz parte das minhas leituras assíduas. 2. Não tentem arranjar uma contradição entre eu fazer links desinteressados e a afirmação de que só faço publicidade paga. Quando faço um link é para referir algo que gostaria de partilhar. As minhas leituras não necessitam de publicidade. São normalmente mais interessantes do que aquilo que eu próprio escrevo, passe a modéstia. 3. Escrevi este texto ao som de “Misplaced Childhood” dos Marillion e sei que há muita gente que não gosta. Não gostas não comas.

novembro 17, 2006

Lágrimas (mariquices)

Lágrimas
(mariquices)

Ontem, foi um dia em que verti muitas lágrimas. Mais do que quando ouvia o Zé Cabra a cantar uma coisa com o mesmo nome.

A entrevista de Santana Lopes na RTP. O que eu chorei com pena do rapazinho. Uma verdadeira vítima de malfeitores da política.

A entrevista de Cavaco Silva à SIC, reiterando o seu apoio às reformas do Governo Sócrates. O que eu chorei por finalmente me convencer que Sócrates não chefia um governo de esquerda. Não me lembro de chorar tanto desde que descobri que o Pai Natal não existe.

A conferência de imprensa de Luís Filipe Vieira. O que eu chorei por se ter consumado a saída do dragão de ouro, sôr Zé Veiga, da direcção do meu Glorioso SLB. Agora só falta o sportinguista Dr. Cunha Vaz também querer sair. Era o mais que faltava! Isto deve ser alguma conspiração para devolver o Benfica aos benfiquistas. Que raiva, que só me apetece é chorar.

As declarações, de manipulação e instrumentalização dos estudantes do secundário, feitas pelas associações de pais e pela Ministra da Educação. E também das cacetadas da polícia numa escola da Pontinha. Fartei-me de chorar porque me lembrei das declarações de Veiga Simão antes do 25 de Abril e das cargas da polícia de choque no Técnico em 1973. Ai como chorei de nostalgia. A semelhança dos protagonistas, a semelhança dos métodos, levaram-me a viajar no tempo e, chorei também com saudades da minha juventude…

novembro 14, 2006

Um jogo ( a vida também o é)

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Foto daqui

Nem sempre conseguimos controlar a trajectória da bola
Uma rajada de vento,
Um toque num obstáculo,
Um efeito não calculado,
A rede lateral.

Pequenos ou grandes
São escolhos que nos fazem ver
A bola beijar os postes
E quando estamos prestes
A gritar Gooooollllllooooooo
Mergulhamos de novo na cadeira
Colamos as mãos à nuca
E baixamos a cabeça.

Depois levantamo-la de novo
E saímos vitoriosos na próxima jogada.

E tu serás o goleador de serviço
E a vossa equipa, tu e ela, sairá em glória.

Um solidário abraço do teu cyberamigo, Pre.

novembro 04, 2006

Velocidade

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Consta que amanhã será lida a sentença de Sadam Hussein. Segundo consta ainda não se sabe quando será lida a sentença do processo Casa Pia. Esta diferença de velocidades justifica-se. No Iraque anda-se a petróleo. Aqui nem a carvão.

novembro 02, 2006

Ontem nem Todos-os-Santos ajudaram

Pois é meus caros amigos e amigas, bem que eu tentei vir aqui ao ante-e-post escrever um texto mas a weblog não me permitiu. Hoje utilizei outra técnica. Barrei o AEIOU com o creme que podem ver na foto e o post entrou direitinho. Aliás puro e duro como soi dizer-se!

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