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fevereiro 14, 2006

Eréctil - Valentim - H5N1

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Eu, o Valentim e o ante-et-post

Eu sei que hoje vocês andaram aqui todos a brincar aos namorados e eu sem tempo para vos dar bola. Eu sou assim, sou do contra, quando os outros brincam eu fico no meu cantinho a espiá-los. Gosto de vos ver felizes. E digam-me cá que ninguém nos ouve, deram muitas beijocas, deram? Ofereceram e receberam muitas flores? Vão jantar fora com os vossos barra vossas namorados barra namoradas? Pois eu, meus queridos e minhas queridas, ainda só dei dois beijinhos hoje. Um à saída “bom trabalho” e outro à chegada “correu bem o dia?”. Mas também não vos digo o que vai ser daqui prá frente. Fiquem a fazer postes, fiquem, que eu vou pró choco. Ah valente(im)!

O PreDatado

São Valentim - Postais pirosos IV

SV - Rainbow - Haleh Bryan.jpg
Foto:Haleh Bryan

hoje visto assim.

camisola vermelha

Três .1 ou Postais pirosos III

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Foto: Lee S.

Três temas musicais para um dia dos namorados realmente romântico:

  • Estupidamente apaixonado, Toy
  • Passear contigo, Broa de Mel
  • Sinto Amor no ar, Clemente

    Andrade e Karla

  • Gostava de te dizer o quanto te amo,
    mas não tenho palavras,
    não tenho forma de o dizer com palavras,
    não tenho palavras para dizer de que forma
    esse amor ainda vive no meu coração.
    Posso dizer-te que me sinto menor na tua ausência,
    que me sinto perdido,
    que me sinto só,
    sem rumo.
    Posso dizer-te que a tua presença me engrandece,
    me faz sorrir,
    me faz viver,
    me faz feliz.
    A tua ausência entristece a noite,
    arrefece os dias,
    potencia a melancolia,
    desfaz-me em pedaços.
    A tua presença aclara o dia,
    aquece a noite,
    afasta os maus pensamentos,
    reconstrói-me por dentro.
    Muitas vezes me perguntaste
    se ainda te amava
    e eu pensei:
    será possível deixar de amar uma pessoa?
    Não, é impossível,
    a pessoa que amámos,
    amamo-la sempre.
    Podemos já não amar a pessoa em que ela se transformou,
    mas aquela que conhecemos,
    por quem nos apaixonámos,
    nunca se deixa de amar.
    Podemos já não ser a mesma pessoa que amou o outro,
    mas a pessoa que se apaixonou,
    que viveu aqueles momentos especiais,
    ainda amará essa pessoa.
    Já não sou, é certo, a mesma pessoa.
    Mas a pessoa em que me tornei
    evoluiu de mãos dadas com esse amor,
    viu-o crescer enquanto mudava,
    viu-o tomar formas diferentes,
    sabores diferentes,
    cores diferentes.
    Nem sempre terei arranjado a melhor forma de o exprimir,
    não terei usado as palavras certas no momento certo,
    ter-te-ei magoado vezes sem conta,
    mergulhado o teu coração na incerteza,
    na dúvida,
    na descrença,
    mas as palavras que a minha boca não dizia
    o coração sentia
    e batia
    por ti,
    por nós,
    por este nosso amor eterno.
    E por isso eu sei
    que amar-te-ei até morrer,
    aconteça o que acontecer,
    minha razão de ser.

    Dia de S. Valentim

    valentim.jpg
    Foto daqui.

    Ups! Enganei-me...

    a setinha do Cupido

    lembrei-me agora, ao ver o postal que a Karla colocou.
    aqueles amores retorcidos, que a princípio até parecem resultar, mas que rapidamente se transformam em discussões, cobranças, desconfianças, ressabiamentos, manipulações (um sem fim de coisas que estaria até à manhã a enumerá-las e depois acabava o dia de são valentim, logo perdia-se a pertinência do post), esses amores...

    ... será que se transformam nisso tudo, porque a setinha do Cupido estava envenenada?


    aNa

    São Valentim - Postais pirosos II

    SV - Cupido - Haleh Bryan.jpg
    Foto: Haleh Bryan

    L'amour dure trois ans

    Já não posso com lojas cheias de corações vermelhinhos nas montras! Já não posso com declarações de amor a cheirar a alfazema! Sou alérgica a alfazema, mesmo se é virtual! Irra!
    Ainda por cima, acho sinceramente que o Fréderic Beigbeder tem alguma-muita razão. Ele escreveu um livro com este mesmo título. É assim: "O amor dura três anos".

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    Photo © Miguel Telles da Gama

    O amor é um combate perdido à partida.
    No início tudo é belo, mesmo vocês. Vocês nem querem acreditar que estão assim tão apaixonados. Cada dia traz o seu pequeno carregamento de milagres. (...) A felicidade existe e é simples: é um rosto. O universo sorri. Durante um ano a vida não é mais que uma sucessão de manhãs ensoleiradas, mesmo à tarde quando neva. Escreveis livros sobre tudo isto. Casais, o mais rapidamente possível - porquê reflectir quando somos felizes? Pensar deixa-nos triste; é a vida que deve vencer.

    No segundo ano as coisas começam a mudar. Passais a ser mais ternos. Sentis orgulho da cumplicidade que existe na vossa relação. Compreendeis a vossa mulher por meias palavras; que alegria ser só um. (...) Fazeis amor cada vez menos e acreditais que não é grave. Estais persuadidos de que em cada dia que passa o vosso amor é cada vez mais sólido, quando na verdade o fim do mundo está para breve. Defendeis o casamento junto dos vossos amigos celibatários, que de resto já nem vos reconhecem. Mas vós mesmos, estais seguros de que ainda vos reconheceis (...)?

    No terceiro ano, já não deixais de olhar para as miúdas frescas que iluminam a rua. Já não falais com a vossa mulher. Passais horas no restaurante com ela a ouvir o que dizem os vizinhos da mesa ao lado. Saís para programas fora de casa com mais frequência: o que vos dá uma desculpa para não foder. Rapidamente chega o momento em que já não suportais mais a vossa mulher, até porque estais apaixonados por outra. Há um único aspecto sobre o qual não se enganaram: efectivamente, é a vida que tem a última palavra. No terceiro ano há uma boa e uma má notícia. A boa notícia: farta, a vossa mulher deixa-vos. A má notícia: começais um novo livro.
    (pp 15-16)

    Beigbeder, Frédéric
    L'amour dure trois ans
    Gallimard, 1997

    (tradução livre feita por mim)(coitados!)

    Então, é assim ou não?
    Nota1: é claro que às vezes um ano tem mais do que 365 dias.
    Nota2: é claro que às vezes um ano tem menos do que 365 dias.
    Nota3: desejo-vos longos primeiros anos e curtíssimos terceiros anos.
    Nota4: se estiverem no primeiro ano, eu compreendo que não queiram ler o livro.


    Lilly Rose

    e para quando um dia dos "ex"?

    Amor é um fogo que arde sem se ver,
    é ferida que dói, e não se sente;
    é um contentamento descontente,
    é dor que desatina sem doer.

    É um não querer mais que bem querer;
    é um andar solitário entre a gente;
    é nunca contentar-se de contente;
    é um cuidar que ganha em se perder.

    É querer estar preso por vontade;
    é servir a quem vence, o vencedor;
    é ter com quem nos mata, lealdade.

    Mas como causar pode seu favor
    nos corações humanos amizade,
    se tão contrário a si é o mesmo Amor?

    Luis de Camões


    hoje, especialmente, dedicado às ex-namoradas e ex-namorados.
    com os quais é sempre tão difícil de retornar ao caminho da Amizade.
    (nem percam tempo a pensar no que é que isto tem a ver - hoje estou agreste, logo incompreeensível)

    aNa

    São Valentim - Prevenindo ...

    SV-Amor tóxico - Lee S.jpg
    Foto: Lee S.

    São Valentim - Postais pirosos I

    s. valentim - Louis P.jpg
    Foto: Louis P.

    Um beijo

    Uma das mais fabulosas imagens de namorados... dedicada à minha Namorada! :) Beijo lindona!

    Robert_Doisneau_Le_Baiser_de_lHotel_de_Ville_Kiss_at_the_Hotel_de__25_313.jpg
    Foto: Robert Doisneau. Retirada daqui. "Le Baiser de l'Hotel de Ville".

    O peso do Amor...

    O peso do Amor

    Andrade

    Amor é...

    amore2.jpg
    Kim Casali


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